My Crazy Life - Segunda Temporada
9 Eu que mando nessa bagaça!
Notas iniciais
Ela vai vomitar.
Ela saiu correndo rápido, logo sai correndo atrás dela. Como esperado, ela entrou no banheiro feminino as pressas, não pensei duas vezes e entrei junto, ela rápida, entrou no primeiro “banheiro”. O alívio, que só tinha uma menina se maquiando, que não é um alívio tão grande... vamos combinar. Corinne fechou a porta, e eu fiquei ali, parado esperando. Nada do som rancoroso de vômito.
- Vomitou? – perguntei de leve, só para ela escutar.
- Não. – ela disse firme. Abri logo a porta, e ela estava sentada sobre a tampa do vaso. – Por que tu tá aqui?
- Nem eu sei. – eu disse, tentando animá-la, mas não foi possível. – Por que você tá assim?
- Eu não sei. – ela disse, e me olhou.
- Vem, eu disse e peguei sua mão. – corei no mesmo instante, mas fazer o que?
- Onde você vai me levar? – ela disse preocupada, tentando largar minha mão, mas não tinha força o suficiente.
- Vou te levar no médico, fiquei te devendo essa. – eu disse.
- Não, eu não quero ir no médico. – ela disse e parou, não consegui levá-la adiante.
- Vamos Corinne!
- Não!
- Então tá. – eu disse, larguei sua mão, e peguei-a no colo. Ela ficou pasma, não se movia, apenas via que merda estava acontecendo.
- Você faz isso como se tivesse a maior liberdade do mundo. – ela disse irônica, enquanto eu quase me despedaçava de tanto fazer força para segurá-la. Mas eu não ia largá-la.
- E eu tenho. – eu disse sério, e sai de fininho da escola com ela no colo. Vish. – Agora você vai andando. – falei, e larguei-a no chão com calma.
- Eu não quero... – ela disse e ia se virando, mas segurei com a mão esquerda, sua cintura.
- Mas eu quero. – falei firme, e fomos até o hospital.
(...)
- Viu? Não era nada demais, eu apenas comi algo que não me fez bem, eu não estou grávida nem nada. – ela disse, enquanto pegávamos o caminho de volta para a escola.
- Como se você tivesse idade para ficar grávida garota – falei sorrindo. – Você nem namorado teve. – eu disse brincando, até levar um tapa. – peraí... é sério?
- Isso não te interessa! – ela disse firme, me dando outro tapa.
- Você... nunca beijou? – perguntei.
- Porra! – ela berrou. – para de me fazer perguntas! Eu não vou responde-las!
- Por que não?! – eu disse.
- Por que não é da sua conta. – ela disse e me olhou por alguns segundos no fundo dos meus olhos, me deixando com vergonha. – o que foi? Ficou sem fala agora por quê?
- N-não s-sei. – falei corado, olhando para o chão.
- Vish. – ela falou e continuamos andando o resto do caminho em silêncio.
(...)
- Mãe? Pai? – falei quando cheguei em casa.
- Oi filho. – meu pai disse sentado no sofá, logo sentei ao seu lado.
- Quem era aquela garota? – ele perguntou na maior cara de pau.
- Que garota? – eu disse, meio que ... alto demais.
- Aquela ruivinha, baixinha. – ele disse me olhando desconfiado.
- Ah! Ela é uma ... amiga minha.
- Foi a mesma coisa que eu dizia sobre a sua mãe, e olha como a gente tá hoje. – ele disse, ah sim, Peter e Liza.. uhu, que felicidade, só que não!
- Por curiosidade, como você conquistou a mamãe? – perguntei.
- Bom, foi simples.
- Tá... continue. – falei.
- Foi simplesmente com a minha sensualidade. – rimos.
- Ah! Sim! – minha mãe gritou de algum lugar da casa. – Uma puta sensualidade. – ela disse e andou até o lado de Peter. – E me seduziu na hora, né amor? – ela disse fofa, e eles se beijaram.
- EI EI EI! QUE PUTARIA É ESSA? – gritei apavorado. Aquilo era nojento!
- Essa foi a mesma putaria que te criou. – minha mãe disse, e rimos.
- Lol! – eu disse sorrindo. – Nunca mais fala isso. – falei mudando a expressão, para sério.
- Ok! – ela disse e foi para a cozinha.
(...)
P.O.V – Liza
Os anos se passaram muito rápido, eu estava vendo isso porque o meu nenezão Matt tava crescendo lindamente. Junto com a minha garotona Julie, eles estavam lindos mesmo. Eu até hoje lembro de como foi a decisão para eu e Peter termos filhos.
- Amor! – Ele falou alto enquanto eu estava olhando um seriado de TV.
- Oi. – eu disse sorrindo.
- Sabe... eu estive pensando, imagina. – ele disse, e já comecei a me empolgar. – fraldas espalhadas pela casa. – rimos- mamadeiras sujando a pia, talco pra tudo que é canto do quarto azul bebê, ou rosa. Aquele cheirinho delicioso de bebê na casa, aquele pequeno ser, fofo engatinhando pelo chão e fazendo bagunça. – eu sorria. – Quem sabe meu amor? Imagina, uma mini-Liza. Sorrindo sem dentes para nós, enquanto você faz a mamadeira dela, e eu faço cócegas em seus pequeninos pés gordos. – ele sorriu para mim e disse. – Minha linda, vamos fazer uma semente do nosso amor? Vamos aumentar a nossa família?
Sorri na hora, e o beijei. Aquilo tinha sido muito romântico, imagina! Se ele fosse me dizer uma coisa dessas todas as vezes que ia querer mais um filho, eu ia ter 9 filhos com ele.
Já quando Julie nasceu foi uma alegria só, a família toda veio comprimentar o novo membro da família. Foi a coisa mais linda.
Mas não era tão lindo acordar no meio da madrugada com um choro pequenino, e agudo. Não mesmo.
(...)
P.O.V – Mattew
Eeee Sexy Lady!
Cara, eu não tinha pensado nisso antes, tipo... todas as meninas que eu já “fiquei”, elas vinham na minha pessoa, e diziam que gostavam de mim, elas simplesmente diziam... nervosas claro, eu sempre estava lá, de boa ouvindo. Aquilo era tão fácil, mas... eu nunca conquistei uma garota, conquistando mesmo, tipo... mostrar pra ela, que eu sirvo... claro, isso não vai ser nada fácil, ainda mais por quê, a Corinne não gosta de mim daquele jeito, pra mim eu sou só um conhecido. E não adianta falar que ela é toda fofa comigo, que ela demonstra que gosta de mim, por que isso é uma completa mentira. Pessoas quando gostam uma das outras, não são simplesmente por “mostrar”, mas elas sempre dizem alguma coisa...
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