My Candy Dul

6 Tudo Em Seu Devido Lugar


Notas iniciais
Neste capítulo eu utilizo algumas música como referência, vou deixar os links para vocês escutarem enquanto leem.

20 de dezembro de 2015, Domingo, 15h24.

Casa da Dul.

— Dulce! – grita mamãe do primeiro andar.

— Sim mãe?

— Teus amigos. – falou ela. – Estão aqui.

Levantei da cama e corri para encontra-los.

— Oi gente. – eu disse ao avista-los. – O que fazem aqui?

— Viemos conversar, faz um tempo em que nós não ficamos juntos...como nos velhos tempos. – Explicou Anne.

— Okay. – falei. – Entra gente.

Os três entram e seguiram para a sala.

— Bom o que vamos fazer? – perguntou Nina ao sentar no sofá com Anne e Ben.

— Eu não sei. – falei ao ir para a cozinha pegar alguns biscoitos.

Anne lançou um olhar para Nina.

— Dul eu e a Nina podemos passar a noite aqui?

— Mas por que? – perguntei entregando os biscoitos para Ben.

— Ben vai ir para um show de uma banda de garagem. – explicou ela e continuou. – Eu não quero ficar sozinha e Nina quer ficar aqui também.

— Okay. – eu estava confusa, e elas estavam aprontando alguma. – Que banda é essa?

— 30C80. – disse Ben empolgado. – Eles são demais.

— Isso é nome que se dá a uma banda?! Por favor né.

— Eles têm muito talento. – disse Anne.

— Quem são os componentes? – perguntou Nina com um sorriso.

— Lia, Alan, Adrian e.... – disse ela e depois pronunciou o nome que eu já imaginara. – Dylan.

— Dylan... em um show.... Legal. – falei entre dentes. – Por que vocês duas não vão junto com Ben ao show, afinal agora vocês voltaram se falar.

— Ótima ideia, eu não quero ficar sozi.... – Anne o interrompeu com uma cotovelada, Ben olhou para ela com cara de cachorro abandonado.

— Não! – disse Anne. – Eu quero ficar aqui com a Dul e a Nina.

— Okay. – falou Ben.

Nós assistimos alguns episódios de uma serie, logo depois Ben foi para show e Anne e Nina começaram o esquema.

18h30min

— Sei lá – disse Anne já no meu quarto. – eu fiquei com vontade de ir a esse show.

— Anne ainda está em tempo. – eu disse. – Liga pro Ben vim te buscar.

— Ele já deve estar lá. – respondeu ela olhando para Nina.

— Não sei acho que você deve tentar ligar para ele, sei lá, vai saber se ele não saiu ainda.

— Tenho certeza que ele já saiu – falou ela. – ele é muito pontual nessas horas.

Ela ficou sentada na cama fitando o chão.

Nina estava agitada, e parecia estar escondendo alguma coisa.

— Dulce se arruma! – disse Nina pulando. – Nós vamos neste concerto.

— Desculpa Nina, mas eu não vou a lugar algum. – eu disse.

— Desculpa digo eu senhorita, por que nós três vamos nesta festa.

— Não é uma festa. – eu disse revirando os olhos. – é um show de garagem.

— Não importa.

— Eu não vou. – esperneei.

— Você vai – disse Anne. – nós já falamos com sua mãe.

— Entendam que eu não quero estar no mesmo ambiente que o Dylan!

— VOCÊ AMA ELE! – gritou Nina. – FAÇA AS PAZES COM ELE.

— Se ele quisesse realmente falar comigo já tinha pedido desculpas no dia da prova.

— Mas ele falou contigo!

— Na verdade ele pediu que eu e a Nina te desse isso. – Anne andou até mim e me entregou um bilhete.

Dulce, me desculpe por todo o transtorno que causei, mas é muito importante que você esteja presente hoje.

Te creo Dylan.

— Você vai né Dul? – perguntou Nina.

— Okay eu vou, mas volto cedo para casa.

— Espero que toquem Avril Lavigne. – disse Anne animada. – Amo as músicas dela!

— Eu também! – concordou Nina.

Tomei um banho e coloquei um vestido lindo que havia ganhado de minha avó.

— Dul está linda. – disse Anne. – Posso fazer a maquiagem?

— Okay.

Anne me maquiou e então mamãe entrou no quarto.

— Meninas prontas para a festa?

— Pega a bolsa Nina. – disse Anne ao se dirigir a porta.

Nina pegou a bolsa e descemos até o carro

Já a caminho do show mamãe contou algumas de suas experiências com Boy Bands.

— Meninas era muito bom, ninguém tinha maldade como tem nos dias de hoje. – o carro parou em frente do tal show, e ela continuou. – Espero que gostem dessa festinha, e qualquer coisa me liga Dul.

— Okay mãe, beijos tchau.

Quando descemos do carro já dava pra escutar a introdução da música sendo tocada, passamos por muitas pessoas até chegar lá dentro e avistar Dylan no palco, ele também me avistou no meio da multidão e seus olhos se prenderam aos meus. Era ele que estava cantando, eu não sabia o quão bonita era sua voz, a música que ele estava cantando era muito familiar pra mim, “Never say Never” do The Fray. Era como se a música fosse cantada para mim.

( https://www.youtube.com/watch?v=Aihu16RyYp8 )

Há algumas coisas sobre as quais não falamos,

Melhor continuarmos assim,

E simplesmente segurar o sorriso,

Apaixonado e desapaixonando,

Envergonhado e orgulhoso,

Juntos todo tempo,

Você nunca pode dizer nunca,

Ainda não sabendo quando,

Mas de novo e de novo,

Mais jovens do que éramos antes,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Imagine que você é a rainha de tudo,

Na medida em que os olhos podem ver,

Sob seu comando,

Eu serei seu guardião,

Quando tudo estiver desmoronando,

Vou segurar firme a sua mão,

Você nunca pode dizer nunca,

Ainda não sabendo quando,

Mas de novo e de novo,

Mais jovens do que éramos antes,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Nós estamos nos separando,

E ficando juntos novamente e novamente,

Nós estamos distanciando um do outro,

Mas nós nos mantemos juntos,

Nos mantemos juntos, juntos de novo,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

Não me deixe ir,

E quando a música acabou eu senti que as desculpas dele haviam chegado através da música do The Fray. Agora era a vez de Lia cantar uma música “Nobody’s Home” da Avril Lavigne.

( https://www.youtube.com/watch?v=NGFSNE18Ywc )

– Dul ele cantou pra ti! – gritou Anne por cima da música. – Meu Deus ele ta vindo aqui. Olhem para a Lia no palco!

Olhei para Lia, seu lindo cabelo azul mudava de cor conforme as luzes coloridas percorriam sobre o rosto e cabelo dela.

— Oi meninas! – gritou Dylan e elas assentiram. – Que bom que você veio Dul! – ele gritou e me abraçou, eu fiquei meia desconfortável, mas foi ótimo sentir o calor do abraço dele. – Senti sua falta! – disse ele com dor. Eu sorri com um pouco de vergonha. Olhei em seus olhos e a doce lembrança da nossa amizade veio à tona e me deu vontade de chorar.

Dylan ficou com a gente enquanto a Lia terminava a música.

Seus sentimentos, ela esconde

Seus sonhos, ela não consegue encontrar

Ela está perdendo a cabeça

Ela está caindo para trás

Ela não consegue encontrar seu lugar

Ela está perdendo a sua fé

Ela está caindo

Ela está por aí yeah!

Ela quer ir para casa, mas ninguém está em casa

É onde ela deita, machucada por dentro

Sem nenhum lugar pra onde ir, nenhum lugar pra onde ir

Para secar seus olhos, machucada por dentro.

— Dylan você sabe onde o Ben está? – perguntou Anne.

— Ele está lá – apontou Dylan para a esquerda. – do lado Taylor.

— Nina vamos lá comigo. – as duas seguiram na direção que Dylan apontou.

— Você quer cantar comigo hoje? – perguntou ele.

— Cantar? Melhor não. – eu disse e ele pareceu meio decepcionado. – Hoje não, não estou preparada!

— Você e suas desculpas! – falou ele olhando para o palco, outra música já tinha começado.

Ficamos ali escutando Lia cantar.

— Ela tem muito talento. – eu disse.

— É. – disse ele virando-se para mim. – eu sei que todos acham ela uma bruxa, mas é que a verdade dela só se vê quando tem uma convivência.

— Nunca julguei ela. – disse distraída com a performance dela. – Só não achava a “Sereia” muito legal com as outras pessoas.

— Ela tem esse jeito pra se defender. – disse ele. – Mas mudando de assunto, por que você não quer cantar?

— Vocês não precisam de mim, ela é ótima!

— Eu preciso de você Dul. – afirmou ele. – Canta comigo.

— Canta o que?

— Let Me Go da Avril Lavigne.

— Não acho uma boa ideia – eu disse, não queria que a Lia achasse que eu queria tomar seu ligar.

— Essa música não tem o mesmo sentido sendo cantada por outra pessoa a não ser você, esse dueto foi escrito para nós!

— Okay só não quero que Lia ache que eu quero tomar o lugar dela.

— Não seja boba, ela vai entender.

Ele me guiou até o palco, me mostrou o microfone, pegou a guitarra e orientou Lia e os irmãos. Eu pude ver Nina, Anne e Ben, eu estava bem nervosa. A introdução começou e logo eu teria que cantarolar as primeiras frases.

( https://www.youtube.com/watch?v=AqajUg85Ax4 )

(Dulce)

Um amor que uma vez esteve pendurado na parede

Costumava significar algo

Mas agora não significa nada

Os ecos sumiram do corredor

Mas ainda me lembro da dor de dezembro

Oh, não resta nada que você possa dizer

Sinto muito, é tarde demais

(Os dois)

Estou me libertando dessas memórias

Preciso esquecer, somente esquecer

Eu disse adeus, incendiei tudo

Tenho que esquecer, esquecer

Você voltou e descobriu que eu tinha ido embora

(Dylan)

E aquele lugar está vazio

Como o buraco que resta em mim

Como se não fôssemos nada

Não é o que você pretendia para mim

Pensei que estivéssemos destinados

Oh, não resta nada que você possa dizer

Sinto muito, é tarde demais

(Os dois)

Estou me libertando dessas memórias

Preciso esquecer, somente esquecer

Eu disse adeus, incendiei tudo

Tenho que esquecer, esquecer

E esquecer, e agora eu sei

Uma nova vida, ao longo dessa estrada

E quando é certo, você sempre sabe

Então dessa vez, não vou deixar ir

Resta apenas uma coisa para dizer

Para o amor nunca é tarde demais

Eu já me livrei dessas memórias

Eu vou esquece-los, esquece-los

E dois adeus conduziram a essa nova vida

Não me esqueça, não me esqueça

Não me deixe ir

Não vou te esquecer

Não me deixe ir

Lia também cantou.

Foi algo muito intenso, eu e Dylan estávamos tão conectados, nossos olhos, tudo. E quando a música acabou ele me abraçou.

...

Acordei as 8h, Nina e Anne haviam ido para suas casas e eu voltara para minha. Eu não conseguia lembrar o que havia acontecido depois que tomei alguns drinks com Ben, Dylan e Anne.

Sentei na cama meia confusa, e o telefone tocou.

— Alô? – falei esfregando os olhos.

— Oi Dul!

— Dylan?

— Sim sou eu.

— Eu te liguei mais sedo.

— Desculpa eu estava dormindo. – falei. – Você não dorme não?

— Tive que ajudar minha mãe em algumas coisas aqui, então tive que acordar cedo – explicou ele. – se não fosse por isso estaria dormindo até agora. – ele riu. – Nossa depois que você bebeu ontem ficou bem diferente.

— Não lembro de nada depois que bebi com vocês. – falei. – o que eu fiz?

— Você me abraçava e nós ficamos algumas vezes. – falou ele sério.

Pulei da cama pasma.

— Sério, não brinca comigo! – gritei. – Eu não fiz isso.

— Dul calma. – falou ele meio confuso. – Eu não estou brincando! – falou ele depois de um tempo.

— Meu Deus! – falei andando de um lado pro outro. – Alguém viu?

— Bom na verdade não foi muitas pessoas que viram – falou ele.

Meu Deus como eu pude ficar com ele na frente de todo mundo?

— Dul? Esta tudo bem? – perguntou ele após alguns segundos.

— Sim, tenho que desligar mais tarde eu te ligo.

— Okay tchau.

— Tchau.

Eu estava muito confusa não sabia o que fazer, e então resolvi ligar para as meninas.

— Anne não discuta comigo só escuta o que tenho para falar! – falei com a voz em firme. – Liga para a Nina e as duas venham para cá agora!

— Okay, o Ben pode ir também?

— Sim. – falei. – Venham logo tchau. – desliguei o telefone e fui tomar um banho.

O que eu estava pensando! Eu não podia ficar com ele, o que Lia pensaria? O que meus amigos e colegas pensariam de mim?

— Dulce! – gritou mamãe. – Não terminou esse banho ainda?

— Já tô saindo mãe.

Terminei o banho e subi para meu quarto.

O telefone toca.

— Oi?

— Dul já estamos aqui na frente – disse Anne. – quer conversar ai na sua casa ou quer ir em outro lugar?

— Vamos para outro lugar, já desço. – disse ao desligar o telefone.

Vesti minha calça Jeans rasgada e uma blusa preta, desci a escada e minha mãe me barrou.

— Aonde vai?

— Eu vou em um café com Anne e Nina – eu disse. – já volto.

— Okay festeira e o Dylan não vai junto?

— Não. – falei confusa. – Ele deviria ir?

— Não sei só pensei que você quisesse ver ele no café.

— Já falei com ele, mas ele não vai ir junto.

— Okay. – falou ela sorrindo.

— Tô indo tchau.

— Tchau.

Sai de casa e logo avistei o carro de Nina.

— Oi Dul. – disse Ben.

— Oi gente. – eu disse ao entrar no carro.

— Vamos – disse Anne gesticulando para que Nina começasse a dirigir o carro.

Nina ligou o carro e seguimos para algum lugar.

— Ontem a senhorita estava bem soltinha. – disse Anne, Ben e Nina riram.

— Que ótimo que tocou no assunto – falei e Anne se virou para me olhar. – eu não lembro o que aconteceu ontem à noite.

— Como assim. – falou Nina. – Nem quando você cantou?

— Isso sim, mas depois que nós descemos do palco e bebemos.... Não lembro.

— Okay vamos conversar quando chegarmos no café e comermos por que eu estou faminta – disse Anne.

Durante a viagem ficamos em silencio.

...

— Okay agora que já está alimentada pode começar a falar as merdas que eu fiz. – falei.

— Tudo bem. – disse Anne. – Depois que você cantou foi até nós, estávamos bebendo, e então você e Dylan começaram a beber também. Dylan não bebeu muito, ele sabe quando parar – ela riu. – já você não! – ela riu de novo.

—Okay, não sei beber! – murmurei. – Continua. – falei com cara feia.

— Então começamos a dançar e quando eu vi você e o Dylan estavam se beijando.

— Mas não foi um simples beijo. – comentou Ben. – E não foi só um beijo... foram vários.

— Meu Deus. – eu disse ao baixar minha cabeça na mesa.

— Calma Dul, nós sabemos que vocês se gostam. – disse Nina.

— Acho melhor irmos embora. – falei ao me levantar da mesa.

— E o pior foi quando sua mãe chegou lá e te viu com o Dylan. – disse Ben rindo.

— O que ela viu?

— Beijos. – respondeu ele.

— Okay melhor irmos. – falou Anne levantando-se. – Ben paga as contas por favor – disse ela entregando-lhe o dinheiro. – Te esperamos no carro.

Saímos do café e entramos no carro.

— Dul aquela sereia ficou muito braba quando viu você e o Dylan aos beijos. – continuou Anne. – Quando você subiu no palco ela já ficou de cara feia imagina quando te viu de beijos com o “Crush” dela foi muito legal.

— Isso não podia acontecer. – falei arrependida. – Eu falei pra não irmos.

— Dul não se culpe você só seguiu seu coração. – Nina se pronunciou.

— Maldito coração.

— Ben está vindo liga o carro.

...

Já em casa eu estava sentada no sofá pensando nas coisas que eu fiz.

Mamãe me viu e foi chegando.

— Tudo bem Dul? – perguntou mamãe.

— Sim. – disse olhando para ela. – Por que não estaria?

— Já faz algum tempo que você está sentada aí.

— Estou bem mamãe. – eu disse fitando o chão. – É melhor eu ir me arrumar tenho aula hoje.

— Diz para um “Oi” meu genro. – disse ela séria.

— O QUÊ? – eu disse pulando do sofá.

— Dulce eu vi vocês juntos na festinha.

— Mãe eu e Dylan não estamos juntos.

— Então por que estavam abraçadinhos quando eu cheguei lá?

— Mãe ele tem uma espécie de namorada, eu acho por que ele vive junto com ela. –falei andando em direção a escada. – Eu tenho que me arrumar é o último dia de aula. – disse ao subir as escadas.

Eu já estava quase pronta quando meu celular toca.

­– Alô. – disse desanimada.

— Oi Dulce.

— Dylan?

— É quer que eu passe ai pra nós irmos juntos?

— Aonde?

— .... Pra escola?!

— Ah! Claro escola... Bom Dylan eu vou com Tayla.

— Ah bom, a gente se vê lá então.

— A gente se vê tchau.

— Tchau.

Meu Deus, o que Lia ia pensar de mim, eu nunca quis que esse tipo de situação acontecesse.

— Dulce suas amigas já chegaram. – gritou mamãe.

— Tô indo mãe. – falei ao descer a escada.

Eu e as meninas seguimos para a escola.

— Já pensou que música vai cantar amanhã? – perguntou Tayla.

— Sinceramente não, acho que tem ser uma letra forte, que represente aquilo que eu estou passando. – eu disse.

— E o que a senhorita está passando ultimamente? – perguntou Milena.

— Bom ontem eu fui ao show do Dylan. – disse e Tayla me olhou com malicia. – Cantei com ele e tudo, só que depois bebi um pouco e acabei fazendo bobagem.

— Não é o que eu estou pensando né Dulce? – perguntou Tayla.

— Não sei o que está pensando, mas eu fiquei com ele na frente de todo mundo inclusive a Lia, e fiquei sabendo que ela ficou uma fera. – contei as.

— Queria estar lá só pra ver essa cena! – vibrou Tayla. – Vocês estão juntos?

— Claro que não, eu só queria ter meu amigo de volta. As coisas mudaram muito.

Andamos mais uns dez minutos em silêncio até chegar na escola. Fomos direto para a sala de aula, a professora ainda não havia chegado na sala, eu e Tayla sentamos longe do povo que se amontoava em grupos diferentes.

Quando Dylan, Lia e os irmãos passaram pela porta todos ficaram olhando, Lia e os irmãos se acomodaram em um canto da sala, e Dylan veio em nossa direção.

— Fodeu. – disse Tayla.

— Oi meninas. – disse ele.

— Oi Dylan. – disse Tayla.

— Dul temos que conversar. – disse ele, e então a professora entrou na sala e mandou todos para seus lugares.

— Mais tarde. – eu disse.

— Dylan para seu lugar. – disse a professora e ele a olhou com sarcasmo. – Agora!

Ele me deu uma última olhada e foi se sentar ao lado de Lia na segunda fila.

Lia virou se com um olhar furioso em minha direção e depois voltou a olhar a professora.

— Ela te odeia mesmo Dul! – disse Tayla levantando as sobrancelhas.

— Você tinha que ver quando eu subi no palco para cantar com ele.

— Imagino.

A aula foi bem tranquilo, acho que foi por que era a penúltima aula do ano, e quando acabou Dylan não estava lá, mas Lia estava.

— Olá Dulce. – disse Lia barrando meu caminho, olhou para Tayla com desdém, continuou ela. – Anda Tayla sai daqui.

Tayla me olhou e saiu.

— Lia o que você quer?

— Dulce, eu sei que você não gosta de mim...

— Eu não gosto nem disgosto, é que eu não tenho motivo pra nada.

— Okay, mas eu sei que você é apaixonada pelo Dylan.

— Na verdade eu gosto dele, mas eu não posso ficar com ele.

— Por que? – ela perguntou meia confusa.

— Tenho medo de que se acabe tudo aquilo que construímos, nossa amizade! – disse. – Ele é muito importante pra mim, não quero machuca-lo, nem quero me machucar!

— O que você não percebeu foi que vocês se machucam mais quando não estão juntos. – disse ela.

— Não sei. – eu disse olhando para baixo. –Mas eu sei que você também gosta dele.

— Eu não preciso esconder isso de ninguém, eu adoro ele. – disse ela.

— Você o faria muito muito feliz.

— Para eu sei que você gosta muito dele, sei que isso é só uma estratégia que eu não consigo entender.

— Nem eu entendo, acho que é por que eu tenho medo de me apaixonar, sempre estou na defensiva. – eu disse.

— Benjamin te machucou muito?

— Dylan te contou! – murmurei.

— É

— Ele não me machucou, ele nunca faria isso comigo.

— Mas você ficou com Benjamin.

— Sim. – eu disse meia sem graça. – Olha eu realmente não sei o porquê não quero ficar com ele, eu só sinto que esse não é o momento. Alguma vai acontecer e.... não sei se vai ser bom se eu estiver com meu melhor amigo. – continuei. – Eu sei que você é apaixonada por ele.... não serei a pessoa que irá fazê-lo feliz, acho que você pode fazer isso.

— Obrigada pela confiança.

— Lia eu não quero ser sua inimiga, pelo contrário quero ser sua amiga.

— Okay vamos esquecer as desavenças, nunca quis seu mal só tinha um pouco de receio por que Dylan é apaixonado por você.

— Okay. – eu a abracei. – Lo siento por la tormenta que le a causé.

— Estas desculpada.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Visitem meu canal no Youtube https://www.youtube.com/user/leticiapepeful Inscreva-se, de um like em "meus vídeos". Obrigada e até a próxima