Notas iniciais
Será que chegamos ao fim de "My Candy Dul" ? Eu, respondendo sua pergunta, acredito que não, nossa Dul tem muito que viver com Dylan, e afinal a história está incompleta. Ainda não descobrimos como está vivendo Benjamim tampouco Lía, mas em breve voltarei a escrever, por enquanto escreverei outras histórias.

Depois que eu e Lia conversamos percebi que ela não era uma má pessoa, ela só queria proteger e amar o Dylan. Acho que tenho mais um motivo para não ficar com ele.

...

Eu estava em casa, sentada no sofá e assistindo TV, quando alguém bate na porta, corri para atender lá. Quando a abri vi Dylan, lindo, seus olhos mais azuis que o normal.

— Oi Dul – disse ele sorrindo.

— Oi Dylan. – suspirei ao correr para abraçar ló. – Quer entrar?

— Bom eu estava pensando em... sei lá... nós darmos uma volta por aí.

— Volta? – perguntei meia confusa.

— Pensei em fazer um piquenique. – falou ele me olhando com doçura. – O dia está lindo lá fora.

— Não sei Dylan. – eu disse meia confusa.

— Dul, estamos de férias e tenho quase certeza que tua mãe vai querer viajar. – disse ele com um sorriso triste. – Esse é o único tempo que temos juntos.

Eu sinceramente queria muito ir com ele, mas não sei.

Ele ficou me olhando e, eu fiquei olhando pra ele como uma boba, tão lindo.

— Dulce sério, vamos. Por favor. – disse ele se aproximando de mim.

— Okay Dylan. – eu disse e ele se aproximou mais, ficamos cara a cara. E eu só queria dizer o quanto o amava. – Eu vou troca de roupa.

Eu subi para meu quarto e escolhi uma roupa comum, porem estava bonita.

Depois de alguns minutos desci pra que eu e Dylan pudéssemos ir ao parque mais próximo.

— Não posso demorar muito, minha mãe não sabe que sai de casa.

— Tudo bem, não vamos demorar muito.

Caminhamos por alguns minutos até chegarmos ao parque. Dylan estendeu a toalha no chão e eu o ajudei a arrumar o resto.

— Bom Dul, eu tenho tantas coisas pra dizer. – disse Dylan se aproximando de mim.

— Dylan eu... eu não sei se posso ficar contigo.

— Dulce nós só temos o momento, agora é tudo o que temos! – disse ele passando os braços por minha cintura. – Não pense em nada, olha para mim. – ordenou ele. – Ei eu estou aqui. – disse ele com doçura. – Nós estamos onde deveríamos estar.

Ele me aninhou em seu peito, era tão bom sentir lo ali para mim.

— Está com fome? – perguntou ele.

— Bom com fome eu não estou, mas com certeza quero comer, depois.

Nós nos sentamos na grama, eu me sentei um pouco longe dele e, ele me puxou mais perto.

Ele deitara na grama, com olhos fechados concentrado em alguma coisa, e eu fiquei olhando, o quão belo.

Sem dizer nada me deitei ao seu lado, e examinei o, segurei sua mão. Ele ainda sem dizer nada virou se para e afagou meu rosto.

— Te creo. – disse ele sorrindo.

Fechei os olhos e ele me beijou.

— Dylan, quando este dia acabar as coisas vão ser como antes!

— Não se depender de mim. – disse ele me deixando tonta com o olhar intenso e hipnótico. – Não podemos fingir que esse sentimento não existe.

Fechei os olhos, e ele começou a cantar uma melodia.

[...]

Como evitar a vontade de te abraçar

Sou orgulhoso, você me deixou pela incerteza

Como posso não olhar? Eu sinto seus olhos em mim

Sou orgulhoso, você me deixou pela incerteza

Como evito pensar em ti, já que você pensa no B.

O que posso fazer se quando nos vemos nossos olhos se fixam.

E todo meu sacrifício se foi,

Como você sempre faz no outro dia.

Você sempre me deixa pela incerteza.

[...]

— Que música é essa? – perguntei.

— Eu escrevi... naquele dia que te beijei... no teu quarto. – disse ele desviando o olhar. – E suponho que “ Ultimas Palavras” foi escrita para mim.

— Suponhamos que sim.

— Qual é o teu problema? – perguntou ele confuso. – Eu sempre estive contigo, e.... sempre te amei, qual é o seu problema comigo?

— Sinceramente nem eu sei.

Ele pareceu ficar bravo.

— Você vai me aceitar... do jeito que eu sou? – perguntou ele bravo.

— Aceitar? Eu estou aqui Dylan!

Nós nos levantamos.

— Não Dulce, você nunca esteve aqui, – falou ele com desprezo. – eu sempre estive aqui, por nós dois.

— Dylan? – ele parecia muito confuso, e foi se afastando de mim. – Dylan?!

— Isso tudo foi um grande erro. – disse ele fitando o cesto. – Acho melhor irmos embora.

— Não! – eu quase gritei. – Dylan! – eu cheguei mais perto e ele olhou para o lado.

— Não quero ouvir mais nada! – falou ele irritado. – E pare com seu teatrinho você nunca gostou de mim.

— É tem toda razão, eu nunca gostei de ti! – Sempre foi fácil de manipula ló, mas dizer aquelas palavras doeram mais do que pensei, e ele tinha toda razão.... eu nunca estive com ele.... não totalmente.

....

29 de fevereiro de 2016.

Se passaram alguns meses, depois do ocorrido, e as coisas mudaram... muito.

1° Dylan trocou de turno (na escola, e na escola de música).

2° Dylan e Lia eram um casal assumido, e pelo que eu ouvira eles estavam felizes.

3° Eu estava sozinha, mas estava feliz pelo fato de ele estar feliz e completo.

....

27 de abril de 2016

— Nina vamos logo se não vamos nos atrasar.

Nina ligou o carro e fomos a escola.

— Você ouviu falar do Dylan? – perguntei, e ela ficou me olhando com uma cara.

— Não, ele anda sumido.

Fazia algumas semanas que eu não ouvira falar do Dylan, era algo raro afinal ele era “famosinho na escola”.

— Sinto falta dele. – falei baixinho.

Chegamos na escola, tudo estava normal, Anne estava com Ben sentados no lugar de sempre.

— Dul viu que Lia foi morar fora do país? – disse Anne.

— Sério? – eu disse com uma maçã na mão, mal dando importância. – Por isso que não ouvi falar deles!

— É mas o Dylan ficou... aqui. – falou Ben e eu olhei séria para ele.

— Por que ele não foi junto? – falei e eles me olharam com uma cara, e pelo que eu percebi havia alguém atrás de mim.

— Não há nada que me agrade lá. – disse alguém pelo qual eu conhecia muito bem, era ele, Dylan.

— Bom se a sua namorada não te agrada eu não posso fazer nada! – eu disse me virando para ver seu rosto. – E o que você está fazendo aqui? Não deveria estar na escola de música? Fez de tudo pra não olhar na minha cara e agora está aqui! – jorrei tudo com desprezo e sarcasmo.

— Não estou aqui por que escolhi estar aqui, estou aqui por obrigação!

— Mas não é minha obrigação ficar olhando na sua cara! – falei ao pegar minhas coisas. – Vamos gente.

Nos levantamos e saímos de perto dele.

— Você é louca? – perguntou Nina muito brava. – Você ama ele! Pra que se torturar assim?

— Se eu o magoar, ele vai ter chance de ser feliz com alguém... como a Lia! – eu disse quase chorando.

— Ele não vai ser feliz, digo sem você. – disse Anne. – Deixa de ser boba!

Ela deu o “recado” e saiu com Ben e Nina, me deixaram no corredor, e eu sinceramente queria ficar sozinha. Me sentei no chão e fiquei ali por um longo momento.

— Que está fazendo ai?

Olhei para cima, era Dylan. Não respondi, ignorei.

Ele se sentou a meu lado e começou a murmurar.

— O amor que eu sinto por você não é algo que possa se quebrar ou arrancar! – murmurou ele. – E por mais que eu me machuque ouvindo seu desprezo, nunca esqueci o valor do seu abraço.

— Eu penso em você, – eu disse olhando em seus olhos. – éramos grandes amigos, e quando o inverno chegava sabia que estaria ali por mim...

Continuei:

E quando uma lagrima escorria em meu rosto, você estava ali...

Eu penso eu ti quando abro meus olhos, quando olho para trás e para frente.

Não vejo futuro onde não contenha dois D.

Ele me olhou com tristeza, e eu o abracei.

— Desculpa todas mentiras ditas, eu não sabia o que queria, mas agora sei. – falei ainda no abraço. – Fui uma completa idiota, domada pelo medo de perder um grande amigo, um amigo que nunca foi um amigo e sim um amor platônico. Hoje o medo já não me doma, a certeza está em mim, agora só basta você se decidir; ficar ou sair.

— Lia me deu muito! – disse ele saindo do abraço. – Mas nunca foi o que eu queria, eu só queria ver um sorriso, assim como o seu! Eu só queria você! – disse ele fitando o chão. – Não podemos mais fugir disso que temos!

Ele me beijou, eu sentia falta de tudo nele.

— Eu soube desde o princípio que era mentira, o fato de você não me amar. – disse ele.

Eu sorri e ele me beijou de novo.

— Eu e Lia terminamos a uma semana e eu resolvi vir atrás de você, mesmo que você não me quisesse perto, eu não iria embora. Resolvi que se eu fosse sofrer por ti deveria estar perto, pra ver o quão mal você me fazia e só assim eu estaria pronto psicologicamente para ficar com outra pessoa, mas quando vi você agir daquele jeito tudo clareou, pude ver que você não havia me esquecido.

— Eu te amo. – falei ao beija-lo.

— Eu sempre te amei. – suspirou ele em meus lábios.

Notas finais
A primeira parte de MY CANDY DUL terminou, mas em breve voltarei a escrever a segunda parte. Obrigado por tudo. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!