My Candy Dul
3 A Volta.
Notas iniciais
– Mas... como assim? Eu pensei que ia daqui três dias! – falei desapontada.
– Bom é que tenho que viajar a trabalho, e sua mãe me ligou pedindo para você voltar. – murmurou ela.
– Okay, eu só tenho que falar com Benjamin. – suspirei.
– Vocês ficam lindos juntos! – comentou ela, que me deixou corada.
– É só que... sei lá... nós não combinamos, ele é muito diferente que eu! – murmurei.
– Quer que eu ligue para ele? – perguntou ela meia sem graça.
– Okay – eu disse tentando sorrir, mas sem sucesso. Ela pegou o celular, discou o número e disse a seguinte frase “Preciso falar com você pode passar aqui é importante. ” Ela desligou, sorriu e saiu do quarto. Eu comecei a fazer a mala, muitas coisas vieram na minha cabeça, Dylan, Benjamin, Dália etc. Sentia muita saudade do Dylan e quando eu voltasse para casa teria minha família, mas Benjamin? Apesar de tudo que passamos eu só via como um verdadeiro amigo!
Uma batida na porta me desvio de meus devaneios.
– Entra – eu disse. Ele entrou no quarto, me analisou, viu o cenário e fechou a cara. Eu ainda estava fazendo a mala, ele se sentou na cama e fitou o chão.
Nós ficamos em silencio por alguns minutos e despois ele resolveu falar.
–Você vai embora?
– Vou.
– Quando? – Ele me olhou e suspirou – Hoje?
– Não, amanhã à noite.
Ele chegou perto de mim e me abraçou.
–Desculpa, eu não queria te machucar, mas eu te avisei que seria logo!
– Não se preocupe comigo, solo no me olvide! (Só não me esqueça!)
–Você já está se despedindo?! Eu só viajo amanhã!
– Okay então faz a mala, se arruma que mais tarde venho te buscar.
– Onde vamos? – perguntei curiosa.
– Surpresa. – disse ele, depois me beijou no resto e saiu. Eu fiquei meia confusa, o que ele estava planejando?
Corri para o banheiro relaxei com a água quente, depois do banho vesti um vestido preto bem justo. Quando já estava quase pronta ouvi uma batida na porta.
–Posso entrar? – Aquela voz era familiar, eu não estava a algum tempo.
– Entra!
Aporta se abriu e minha reação foi inesperada. Ele entrou, sorriu e correu para me dar um abraço. Meu Deus! Parecia que eu não havia abraçado ele a séculos, aquele abraço preciso, constante, aquele amor que eu conhecia quando lia romance, mas que não fazia ideia que sentia!
– Meu Deus que linda que você está! – ele disse olhando em meus olhos, e eu corei – Que saudade! – disse ele de novo me envolvendo em seu abraço.
– Dylan como você veio parar aqui.... No México. – eu disse sem graça.
– Sua Mãe me convidou! – disse saindo do abraço.
– Minha mãe esta aqui?! – eu disse, ele me olhou e sorriu. – Aonde?
– Na sala conversando com a sua avó, parece que elas estão se acertando! – disse ele – Ah! Não desça sua mãe vai nos chamar quando tiver terminado de conversar com sua Avó.
– Charlotte e mamãe?
– Sim!
– Conversando?
– Sim.
– Como duas pessoas adultas e maduras?! – perguntei ainda incrédula.
– Exatamente! – ele viu que eu estava realmente surpresa e perguntou: ”Por que o espanto? Elas nunca são assim? ”
– Olha se você ouvir gritos, insultos, e escutar um barulho que realmente pareça que elas estão se socando não fica apavorado, por que aí sim elas vão estar em seu juízo perfeito.
– Okay então!
Nós ficamos ali curtindo o momento, conversando. Quando alguém bate na porta.
– Posso entrar? – Aquela voz.
Eu e Dylan ficamos sentados, ele me olhou com uma cara assustada e sussurrou:
“Quem é? ”
– Entra Ben! – eu disse ignorando a pergunta de Dylan. Benjamin entrou, olhou para Dylan e ficou sério. – Tudo bem?
– Sim – Disse ele incomodado.
– Bom Dylan esse é o Benjamin meu.... – Benjamin me interrompeu.
– Namorado! – disse ele. Eu olhei para ele incrédula querendo mata-lo. Dylan me olhou e pareceu ter ficado surpreso.
– Amigo! – corrigi ao arregalar os olhos para ele, e continuei – Benjamin esse é meu melhor amigo Dylan!
– Você é do Brasil? – perguntou Benjamin.
– Sim... Hã.... Vocês são parentes? Ou só amigos mesmo? –perguntou ele meio sem graça.
– Somos apenas amigos. – eu disse.
– Amizade colorida! – disse Benjamin rindo. Eu só dei uma olhada, mas mesmo assim ele não parou.
– Não liga pra ele. Ele não sabe o que diz! – eu disse olhando de cara feia para Benjamin.
– Não liga pra o que ela fala! Ela sim não sabe o que diz! – Exclamou ele inda rindo.
– Benjamin para! Odeio essas brincadeiras! – eu disse com o tom sério. Dylan ficou chateado, e eu percebendo isso olhei para ele e abracei. Benjamin ficou com uma cara feia.
– Você está pronta? – perguntou Benjamin.
– Ben, acho que vou ficar quero falar com minha mãe, sinto falta dela!
– Você vai furar comigo?
– Me desculpe! – eu disse me levantando da cama e indo até ele. – eu realmente tenho que ficar!
– Okay – murmurou ele. Ele se aproximou de mim, e me beijou na frente de Dylan. Depois do beijo ele se despediu e saiu do quarto.
– Vocês estão ficando?
– Estávamos, eu não sinto nada por ele, eu acho. – essas últimas duas palavras eu falei para mim mesma, eu queria acreditar que não, mas alguma coisa dizia que sim!
– Vocês ficam bonitinhos juntos! – disse ele rindo.
– Ah e você fica lindo com a Jessica. – eu disse caindo na gargalhada, ele pareceu não gostar da brincadeira e parou de brincar com essas coisas. – Okay paramos por aqui.
– Tudo bem! – disse ele rindo. – Foi engraçado.
Ouvi a porta se abrir um serviçal de Charlotte entrar e dizer: ”Sua Avó, Madame Charlotte, pediu-lhe que comparecesse lá na sala de jantar com seu amigo. ” Eu e Dylan descemos até a sala de jantar onde se encontrava mamãe e vovó.
– Oi mãe, que saudade! – falei ao abraça-la. – Senti tanto a sua falta!
– Eu também meu Doce!!! – disse ela quase chorando. – Não posso viver sem você!
– Sentem-se vamos comer. – disse Charlotte.
Eu sentei ao lado de mamãe e Dylan na minha frente. Serviram o jantar, todos nós comemos em silencio até que Charlotte se pronunciou: “ O que acharam? ”
– Estava delicioso! – eu disse, e Dylan assentiu.
– Realmente estava muito bom! – disse mamãe. Ela estava satisfeita com o jantar gourmet.
– Que bom que gostaram. – disse ela levantando-se da mesa. – Por favor sigam-me!
Nós nos levantamos e a seguimos até a sala de visitas, onde havia um homem ao lado de um lindo piano de cauda.
– Sentam-se – ordenou Charlotte mais uma vez, e nós obedecemos.
O homem começou a tocar o piano, a música era linda e calma.
– Dulce eu gostaria que você aprendesse a tocar Piano. O que acha? – perguntou Charlotte.
– É lindo, mas não sei se posso é algo meio difícil para mim. – expliquei-me.
– Não se preocupe, pagarei aulas para você no Brasil!
Não discuti com ela, pois a outra música que havia começado era uma das minhas preferidas. Dylan reconhecendo os acordes me olhou e sorriu. Sem perceber comecei a cantar a música. Minha avó surpresa ao me ouvir cantar sorriu e ficou espantada.
– Meu Deus! – disse ela – Dulce, você tem uma linda voz. Forte e alcança notas altas! Também vou lhe pagar aulas de canto!
Minha mãe me olhou e sorriu.
– Eu sempre disse a ela que tinha um timbre bonito, mas nunca me escutou. – disse mamãe.
Ficamos ali escutando o pianista fazendo sua arte muito bem-feita e depois fomos dormir, minha mãe dormiu comigo no meu quarto e Dylan foi para um outro quarto da casa.
No outro dia levantamos e fomos tomar café.
– Eu ainda estou com sono! – confessou Dylan na sala.
– Agora que eu estava me acostumando com o horário vou ter que ir para o Brasil. – eu disse rindo.
– Você não quer ir? – perguntou ele cauteloso.
– Quero, mas sentirei falta desse lugar!
– Tem certeza que é do lugar que sentira falta... ou é de uma pessoa chamada Benjamin? – perguntou ele com um tom de sarcasmo.
– Do Benjamin também – eu disse rindo. – Mas sentirei mesmo falta do lugar.
Ele me contou como andava as coisas na escola, que Nina havia dado um ultimato em Jessica, que Ben e Anne haviam tido algumas brigas por conta de uma menina nova que entrara na escola e se tornara sua amiga.
– Tipo que eles viviam juntos e Anne começou a ficar brava! – ele contava – Ele nem saia mais com Anne e vivia estudando com Madeleine.
– Mas ele não traiu ela?
– Ele disse que não, mas sei lá eles viviam juntos pela escola. – continuou ele. – Ele ficava a manhã e tarde com ela.
Continuou ele:
– No começo Anne simpatizou com ela, mas depois ela começou a desconfiar e ai começaram as brigas!
– Não posso acreditar nisso. – eu disse. – Nunca imaginei os dois brigando! Eles eram tão parceiros.
– Eu também fiquei muito surpreso com isso também.
Ficamos um minuto em silencio e foi aí que tive uma ideia.
– Quer tomar um banho de piscina? – perguntei.
– Tem piscina aqui?
– Sim! Vamos?
– Okay.
Eu levantei e ele me seguiu até o quintal, ele me olhou e perguntou: “ Vamos entrar de roupa? ” Eu respondi pulando na piscina ele sorriu e pulou também.
O resto do dia passou bem rápido, e Benjamin nem apareceu.
– Nós veremos em breve meu amor. – disse Charlotte ao me abraçar.
– Espero que sim vovó. Eu te amo!
Charlotte não disse nada e me soltou. Minha mãe e Dylan já estavam dentro do carro e eu já estava prestes a entrar quando Benjamin apareceu.
– Dulce! – me chamou ele. – me dá um minuto antes de ir?
Eu olhei para Dylan, ele estava distraído e pareceu não perceber a existência de Benjamin.
– Oi.
– Me desculpa, eu....
– Calma Ben. – eu disse ao abraça-lo.
– Eu te amo! – disse ele.
Eu não falei nada, sai do abraço afim de seguir para dentro carro, mas ele me segurou pelo braço, girou e me beijou.
– Benjamin!
– O que foi?
– O que acha que esta fazendo! Nós não temos nada, nunca tivemos eu só te vejo como amigo! – jorrei tudo para cima dele, eu quase gritava.
Ele ficou surpreso.
– Desculpe, eu não sei o que eu estou sentido no momento. – eu disse. – eu gosto de você, só não sei o amo e não queria te iludir.
– Tarde demais.
Eu me aproximei e o abracei de novo.
– Te quiero mucho, solo que no sé se es de verdade, se vale a pena sufrir! Y no quiero más heridas en mí corazón! – eu disse em espanhol. (Te quero muito, só que não sei se é de verdade, se vale a pena sofrer! E não quero mais feridas no meu coração.) – Perdon! Jamás olvide de mí, yo siempre estaré contigo! – continuei em espanhol. (Perdão! Nunca me esqueça, eu sempre estarei contigo!)
– Te amo mí amor! – disse ele em espanhol. – Adíos.
E ele desapareceu pela noite. Eu entrei no carro e fomos para o aeroporto, do aeroporto para casa.
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