My Candy Dul
4 Um Novo Sentimento.
Notas iniciais
Na terça-feira eu chegara na frente de um antigo restaurante, onde eu e meus amigos sempre almoçávamos no Sábado, e lá estavam todos eles!
– Oi! – disse Analívia correndo em minha direção para me abraçar. – Meu Deus! Que saudade!
– Oi, meu Deus que diferente que vocês estão! – eu disse olhando para eles.
– É um pouco. – Anne me olhou desconfiada e disse. – Okay então você só vai abraçar a Nina? Nós também sentimos sua falta.
Nós rimos e eu abracei todos ali.
– Estão com fome? – perguntou Dylan.
– É claro! – disse Analívia.
– Então vamos entrar, por que eu estou faminto! – murmurou Dylan.
Ben pareceu meio distante, quase nem falava.
Já no restaurante nós conversávamos sobre os últimos acontecimentos na escola, quando Dylan mudou de assunto e disse.
– Vocês sabiam que a Dul tinha um namorado lá no México?
Nina não comentou, mas Anne quase pirou.
– Meu Deus! Como assim? – ela quase gritava e eu via a curiosidade em seus olhos.
– Vocês tinham que ver eles ficavam muito lindinhos juntos! – falou ele me deixando sem graça.
– Dylan! – eu o repreendi. – Ele não era meu namorado! Que coisa!
– Então por que vocês ficavam sempre se pegando? – perguntou ele me desfiando. – Na despedida vocês ficaram se abraçando, sussurrando coisas um para o outro e se beijando!
– Cala boca Dylan – eu disse me levantando da mesa, eu estava com muita raiva. – Seu idiota! Você não sabe de nada!
Anne estava preocupada.
– Gente calma! – disse Nina. – Senta Dul!
Eu não sentei, queria mata-lo.
– Dulce olha o escândalo. – ela disse de novo.
– Okay se ele era ou não namorado dela não importa a nós! Parem de constrangê-la! – Se manifestou Ben pela primeira vez. Eu sentei, mas ainda estava bufando de raiva.
– Tudo bem, já sabemos que você não gosta de falar neste assunto, mas você poderia ser legal e falar mais sobre esta pessoa! Não é? – disse Anne ainda curiosa.
– Tudo Bem! – eu disse derrotada. – O nome dele é Benjamin, ele tem a minha idade, é muito bonito e legal.
– Só isso? – perguntou ela chateada. – Fala mais!
– O que mais você quer saber?
– Me descreve ele!
– Ele tem olhos azuis e é alto.
– Duvido que ele era bem disputado pelas meninas!
– Pior que era mesmo. – eu disse rindo. – Um dia ele me convidou para ir a uma festa na casa dele, só que a ex-namorada dele estava lá. – comecei a contar a história e Dylan parecia bem concentrado nela. – E ele me convidou para ir à cozinha para pegar mais umas coisas lá, e quando voltamos para a festa ela me encarava enquanto eu dançava com ele, aí ele teve que sair e me deixou uns dois minutos sozinha lá na pista e a Dália, ex-dele, veio para cima de mim e disse: Estava bom o Beijo do Benjamin?
– Meu Deus e aí? – perguntou Nina.
– Aí Benjamin chegou e ouviu tudo!
– O que ele fez com ela? – perguntou Anne com voz cheia de justiça.
– Bom com ela nada. – eu disse rindo e Anne pareceu decepcionada. – Mas ele me beijou na frente de todo mundo. – Anne e Nina ficaram boquiaberta. – E depois respondeu à pergunta que ela fizera para mim.
– O que ele disse? – perguntou Nina curiosa.
– Sim, ela beija muito bem!
– Meu Deus eu tinha que conhecer esse mino!
Depois que eu contei a história ninguém mais tocou no assunto.
A garçonete veio entregou o cardápio e se foi.
– O que vocês vão comer? – perguntei.
– Algo vegetariano? – sugeriu Anne.
– NEM VEM!. – disse Nina. – Odeio comer mato!
Anne só lançou um olhar para ela, mas não quis discutir.
– Vamos pedir algo vegetariano, mas a Nina come outra coisa. Okay? – Sugeri.
– Por mim tudo bem. – disse Nina.
– Por mim também. – concordou Ben. Dylan apenas assentiu e levantou a mão para chamar a garçonete.
Nós conversamos durando a comida, mas depois ninguém falou até que Jessica passou pela nossa mesa e disse.
– Olá meninos e meninas!
– O que você quer aqui? – eu disse.
– Olá Dulce, eu não percebera que você havia chegado. – Eu não disse nada, e então ela continuou. – Estava ótimo aqui enquanto você estava no México!
Dylan levantou.
– Saia daqui agora! – disse ele, mas ela se aproximou e afagou seu rosto.
– Lembra que quando esta criatura não estava aqui? – Ela olhou para mim. – Você estava carente e foi atrás de mim! – disse ela com desdês.
– Cale-se! – disse ele com raiva em seus olhos. Então eu me levantei.
– Como assim? – perguntei.
– Querida ele veio me procurar, nós ficamos algumas semanas se encontrando escondido! – disse ela.
– Dylan? Sério! – eu disse quase nem acreditando. – Mas, sei lá, você não odiava ela?
– Me odeia tanto que me levou para a cama. – disse ela.
Ele não disse nada apenas saiu do restaurante.
– Dylan!!! – gritou ela, depois saiu rindo. – Tchauzinho.
– Vai atrás dele Dul! – disse Ben.
Eu corri atrás dele, ele estava sentado em uma escada ali próximo.
– Dylan, tudo bem?
– Não! – ele bufou. – Quer me deixar sozinho!
– Não!
– Por favor, me deixa sozinho! – ele implorou.
– NÃO!
– Você só sabe dizer “não”?
– Não.
Nós ficamos ali em silêncio por algum momento.
– Isso que Jessica falou é verdade?
– Sim, mas a parte da cama não! – disse ele de cabeça baixa. – Me perdoa? – disse ele de repente olhando em meus olhos.
– Perdoar o que?
– Tudo! – falou ele arrependido. – Eu não deveria ter falado nada sobre o Benjamin.
– Tudo bem, eu já não me importo mais!
Ele levantou e ficou parado na minha frente me olhando nos olhos.
– Me abraça? – pediu ele.
Eu não hesitei e o abracei.
– Eu não devia ter ficado com a Jessica! – admitiu ele. – Ela é uma mimada idiota!
– Concordo! – eu disse saindo do abraço.
Ficamos fiando o chão por um breve momento.
– Você gosta do Benjamin? – perguntou ele ainda olhando o chão.
– Gosto. – admiti. Agora ele olhava nos olhos e estavam intensos. – Gosto dele, mas é diferente.
– Como assim diferente? – ele estava confuso. – Em um momento te pergunto se você gosta dele e você diz “Não”, em outro momento te pergunto e você diz “Sim”. Desculpa, mas eu não consigo te entender!
– Eu gosto da atenção que ele me dá, é bem diferente, ninguém nunca faz o que ele fez!
– Pode ser, mas se ele vir morar aqui por sua causa...você ficaria com ele? – perguntou ele.
– Sei lá, acho que não. – falei. – Por que a preocupação?
– Eu não estou preocupado. – disse ele disfarçando.
Ficamos olhando um para o outro. Até que ele resolveu falar.
– Dulce tenho que te perguntar uma coisa!
– Fala.
– Fica comigo?
– Você tá me zoando? Tá loco? – eu disse incrédula, ele ficou olhando como se eu fosse a maluca da história. – Vem vamos voltar para o restaurante, se não vão pensar que fugimos para não pagar a conta.
Ele hesitou, mas depois me segui para minha surpresa.
...
22 de novembro, Domingo.
– Dulce tem alguém na porta! – Grita mamãe. Levantei do sofá e fui abrir a porta.
Ao abrir a porta lá estava ele, parecia que tinha saído de um filme.
– Olá Dul – disse ele com entusiasmo.
– Oi Dylan. Quer entrar? – Perguntei surpresa com a visita dele.
Ele entrou e sentou no sofá.
– Você já foi ver a aula de canto? – perguntou ele.
– Eu ia hoje, na verdade agora, só estava esperando uma minha descer.
– Ah! Desculpa…acho que devo ir então. – disse ele constrangido e levantou se.
– Dylan espera! – eu disse quase sem folego. – Não vai, quer dizer... sei lá... você não quer ir comigo... nesta escola?
– Melhor não, eu sempre atrapalho tudo, foi mal.
– Melhor sim. – disse mamãe ao descer a escada. – Eu não queria ir, não estou em um bom dia, eu levo vocês e depois a Dulce me liga e eu vou busca-los.
– Sério gente....
– SHHHH! Dylan vamos e para de birra. – eu disse ao empurra-lo porta a fora em direção ao carro.
Já no carro mamãe mandou colocarmos o cinto de segurança e arrancou com o carro.
– Sabe o que eu estou querendo fazer? – eu disse.
– Não, como eu disse eu não consigo te entender! – admitiu ele.
– Bom primeiro, mãe não surta! – eu disse olhando em direção dela para ter certeza que ela não ia enlouquecer. – A cor do meu cabelo me incomoda.
– Nossa Dul, por que eu ia surtar toda garota de 16 anos quer pintar o cabelo, afinal toda mulher gosta de mudar. – disse mamãe parecendo me entender, só que o pior estava por vir.
– Mãe esse não é o problema!
– Qual é o problema então meu doce.
– Eu queria pintar meu cabelo de rosa!
– Nem pensar! – disse ela.
– Mãe eu tenho 16 anos, ou a senhora pensa que eu vou pintar meu cabelo de preto, vou parecer uma gótica, ou a Mortiça.
– Para colorir o cabelo de rosa você precisa descolorir, além de estragar o seu cabelo cresce muito rápido teria que viver descolorindo, hidratando e pintando de rosa. – disse ela.
– Não importa mãe! – eu disse com raiva, e Dylan só ria da situação.
– Sem contar no dinheiro que gasta fazendo tudo isso sempre! – Continuou ela. E aí eu vi que não valia discutir, pelo menos não por hora.
Ao chegar na escola ela olhou para mim, sorriu e se despediu. Eu e Dylan saímos do carro e fomos em direção da porta de entrada, passando da porta havia uma mulher que estava recepcionando visitantes.
– Olá meu nome é Liesel. No que posso ajuda-los? – disse a moça ao se apresentar, com um sorriso lindo. Liesel tinha cabelos compridos, bem compridos, passavam da cintura, os olhos dela eram grandes e azuis, sua pele clara, ela era alta e magra, e estava com um pouco de rímel e batom vermelho numa cor melancia.
– Oi nós viemos aqui para conhecer a escola, eu fiz a matricula a uma semana. – expliquei a ela.
– Ah claro! – disse ela olhando para uns papeis que estavam em sua mesa. – Seu nome é Dulce? Ou Milena?
– Dulce. – falei.
– Ah me desculpe é temos alguns alunos novos, você não é a primeira que eu confundo. Desculpe mais uma vez.
– Não tem problema. – eu disse, ela sorriu para mim e depois voltou a falar.
– A sua avó fez a matricula por telefone e não mandou foto 3X4, você terá de trazer. – disse olhando para mim. – Ah seu responsável também terá que vir aqui para assinar os termos da escola. – falou ela pegando uma pasta. – Aqui está um mapa da escola, seu horário; Piano, Violão e canto. – disse ela me entregando a pasta.
– Okay, muito obrigado! – eu disse sorrindo para ela.
– AH Seja bem-vinda a Harmony.
Dylan me olhou e nós seguimos em direção as salas.
– Como ela gosta de falar não é! – disse ele rindo.
– Ela só está fazendo o trabalho dela. – eu a defendi.
– Pelo menos é bem gata, viu aqueles olhos? – disse ele.
– Não só os olhos, o sorriso dela era lindo, mas não se iluda ela é bem mais velha do que você. – eu disse rindo.
– Eu já vi sorrisos mais bonitos que o dela. – disse ele olhando para mim e eu sorri. – Se eu me iludir por ela não tem problema, eu já me iludo por outra pessoa a muito mais tempo.
– Cala boca. – eu disse rindo e então ele me segurou pelos braços. – Dylan me solta. – eu disse meia constrangida. Ele me olhou nos olhos por um longo tempo, e depois me soltou.
Ficamos caminhando pela escola em silencio, só quando chegamos a sala de canto que ele falou: “ É essa aí”
Entramos na sala havia mais duas meninas.
Caminhamos pela sala até que uma menina morena veio em nossa direção.
– Oi, vocês são novos aqui?
– Eu sim. – eu disse.
– Que bom, faz algum tempo que não vemos sangue novo nesta merda! – disse ela sorrindo. – Meu nome é Tayla. Qual é o seu nome?
– Eu me chamo Dulce, e ele é o Dylan.
– Prazer em conhece-los. – disse Tayla ainda sorrindo. – Venha aqui bicho do mato, vem conhece-los, são gente boa. – gritou ela para uma menina que estava no fundo da sala. A meninas seguiu as instruções e veio até nós.
– Olá meu nome é Jennifer Milena, mas pode me chamar de Milena. – disse a menina magra, alta e loira. Ela parecia bem simpática.
– Meu nome é Dylan. – ele se pronunciou pela primeira vez.
– Meu nome é Dulce. – falei sorrindo. – Você não era a garota nova também?
– Sim. – disse ela.
– Na verdade, – disse Tayla. – nós somos primas e ela já havia estudado aqui a alguns anos.
– Mas eu e Dylan chegamos antes de você na recepção, e como você chegou na sala primeiro do que nós? – falei bem confusa.
– Nós passamos por vocês no corredor. – disse ela. – Vocês estavam abraçados. –falou ela sorrindo. Eu lancei um olhar furioso em direção dele. – Calma gente, todo casal se abraça!
– O problema é que nós não somos um casal! – eu disse furiosa olhando para ele.
– É claro que não somos um casal, afinal seu namorado está no México! – disse ele revidando com a raiva inflamando nos olhos.
– Eu já disse que Benjamin não é meu namorado! – eu disse me inclinando em direção dele.
– Como eu já disse uma vez não parece, por que vocês ficavam grudados sempre. – disse ele com raiva.
– Ele tá com ciúmes, só pode! – disse Tayla. – Opa! Desculpa! Continuem.
Eu olhei nos olhos dela e me acalmei.
– Acho melhor eu ligar para minha mãe. – eu disse ao sair da sala.
Dava para escutar de fora da sala Tayla, Dylan e Milena discutindo.
– Viu cara! –falava Tayla indignada. – Ela odeia que joguem na cara dela essas coisas! Se você gosta dela, não importa como seja, amiga, namorada, não importa, nunca faça isso!
– Eu sou um imbecil! – disse ele.
– É a gente já percebeu isso seu merda! – falou ela, ela gostava de falar palavrões.
– Eu já fiz isso uma vez, eu acho que ela não vai me perdoar.
– Se fosse comigo eu te mandava se "fuder"! – disse ela. – Ninguém quer um amigo que só faz merda!
– Tayla deu! – disse Milena. – Você mal os conhece e já está causando “treta”.
– Tem razão! – Suspirou ela. – Melhor nós irmos. Tchau Ciumento.
Ela passou pela porta me viu e disse: “Calma, dá um belo castigo nele faz ele sofrer um pouco depois perdoa esse merda. ”
– Okay, obrigado pelo concelho!
– De nada. Nos vemos por aí. Tchau.
– Tchau.
– Tchau Dulce. – disse Milena.
– Tchau Mi.
Sentei em um banco ali perto e mandei uma mensagem para minha mãe, fiquei ali por uns dez minutos até que Dylan sentou a meu lado. Ele não disse absolutamente nada, ele apenas pegou meu rosto com uma das mãos, olhou em meus olhos e cantarolou a seguinte frase: “ Kiss me like you wanna be loved, You wanna be loved, you wanna be loved. This feels like falling in love, falling in love, we’re falling in love. ” De uma música do Ed Sheeran que eu amo, a tradução é a seguinte; “Me beije como se quisesse ser amada, quisesse ser amada, quisesse ser amada. É como se eu estivesse me apaixonando, me apaixonando, me apaixonado. Nós estamos nos apaixonando. ” Neste momento eu já não tinha reação, mas ele teve, continuou cantando com aquela voz de veludo que quase me fazia derreter, até que ele parou de cantar e me beijou como se eu quisesse ser amada, como se estivéssemos nos apaixonando. Eu nunca havia provado do desejo antes, ele era meu desejo e eu não queria mais nada além daquele doce desejo. Ele passou os braços sobre a minha cintura e manteve o controle de tudo. O beijo do Dylan era bem mais cauteloso, harmonioso e delicado do que o de Benjamin. Desta vez Dylan não foi como Benjamin, ele não era o cantor, ele era o compositor: ele tinha que adicionar as palavras certas para transmitir o amor na sua letra, na sua música, e eu era seu instrumento onde tinha que escolher os acordes certos para não me assustar com o seu toque, e adivinhe; ele escreveu uma bela canção. Quando o beijo terminou ele olhou em meus olhos e já estava me sentindo amada, aquele momento era perfeito, ele me aninhou e eu deitei em seu braço.
Como que aquilo aconteceu? Nós éramos amigos e de repente tudo se transforou em outra coisa. Me deu um estalo e eu pulei do banco.
– Dylan como isso pode acontecer? – eu disse bem confusa.
– Acontecer o que meu doce? – era mamãe ali parada nos olhando. – Vamos? Você me conta no caminho para a casa.
Dylan me lançou um olhar e eu sustentei-o. Seguimos até a recepção.
– Eu andei por toda a escola atrás e vocês dois. – disse mamãe.
– Hum... Mãe foi mal! Eu esqueci de te avisar.
– Tudo bem Dulce. – disse ela. – Eu já assinei toda a papelada.
– Que bom fico aliviada. – suspirei. – Eu começo amanhã.
No caminho para casa mamãe tentou voltar ao assunto anterior, mas eu disfarcei e não contei nada.
– Você quer que eu te deixe em casa Dylan?
– Não mãe, ele vai lá pra casa temos um trabalho que está meio atrasado. – respondi por ele.
– Okay.
3 de outubro, 21:20.
Nós já estávamos no meu quarto, a porta estava aberta, era uma condição de mamãe, nós tínhamos que falar baixo.
– O que foi aquilo? – eu sussurrava enquanto ele sentava na cama. – Por que me beijou?
– Sei lá me deu vontade, e eu gosto de você!
– Dylan nós somos melhores amigos! – eu disse. – Isso não pode acontecer de novo entendeu?
– Por que? – disse ele, agora levantando. – Por que você me trata como um amigo? Você não pode me ver..... Como.... Vê o Benjamim?
– Não é isso! E você é meu amigo.
– Então é o que? – disse ele levantando chegando perto de mim. – Me diz?
– Desculpa, mas eu não posso amar alguém como você. – falei tentando ferir seus sentimentos, eu estava confusa. – Você é apenas um amigo.
Eu quase podia ver uma lagrima em seu olho direito, mas então ele me emburrou na parede, onde a porta se localizava à direita, e me beijou de novo. Esse beijo foi mais intenso durou bastante, as mãos dele não encostavam em mim, eu não queria que acabasse, mas tinha que acabar. E quando acabou ele simplesmente saiu e nem se despediu. Creio eu que a nossa amizade terminava ali, e eu com certeza feri os sentimentos dele.
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