Notas iniciais
Por muita insistência de uma amiga minha, eu postei esse segundo capítulo. Aproveitem!

Saí daquela maldita sala, sinceramente, minha mãe e meu pai passaram do limite me mandando para um hospital... DE LOUCOS! Isso realmente não tem cabimento, com toda a certeza . Entrei na sala de aula e todos me encaravam. Raiden olhava minhas malas no chão enquanto eu arrumava meu material:

– Para onde vai? – Ele perguntou num sussuro para que ninguém pudesse nos ouvir.

– Nossos querido pais me mandaram para um hospital de loucos. – Ele arregalou os olhos. – Legal né?

– Como assim? Lumy pelo amor de Deus pare de brincar com isso! – Raiden ainda não havia acreditado.

– Sentirei sua falta! – Falei e sai com meus pertences. Assim que sai da sala,minha mãe e a diretora estava na porta, eu revirei os olhos. – Eu vou de limousine e com um astro pop do meu lado pra lá?

– Lumy! – Minha mãe disse e eu a interrompi.

– Então não deveria estar aqui, pode se retirar por favor. – Falei esperando ela liberar o caminho.

– Sou sua mãe... Está doendo mais em mim do que em qualquer um... – Ela falou e eu bufei.

– Se realmente fosse minha mãe, não aceitaria a ideia de eu estar supostamente louca e se estivesse iria continuar me amando e não me mandaria para um hospital de malucos... – Falei e ela começou a chorar. – Com licença.

Sai dali pisando duro, meus pais nunca foram muito amorosos comigo, ao contrário de Raiden que por sermos gêmeos, algum dos dois tem que ser rejeitado. Eu não tiro a razão de eu ser a “rejeitada” mas, achar que a filha está maluca e mandá-la para um hospício, isso não é o que chamo de amor de pais.

No portão da escola, avistei um dos carros do meu pai. Sim tinhamos 4 carros, um para minha mãe, outro para meu pai, um outro qualquer para quando Raiden fizesse 18 anos e o do motorista, o qual me levava a qualquer canto. Entrei no carro e vi Satoshi com seu típico óculos escuro, boné que parecia de um marinheiro e seu terno preto:

– Bom dia Satoshi! – Falei. Sempre fui simpática com os empregados, eu nunca levava à sério aquelas diferenças de classes que meu pai colocava em casa.

– Bom dia MiNa! – Sim, ele me chama assim porque, meu avô queria que eu me chamasse assim, mas meu pai é um ignorante e não aceitou essa ideia.

– Vai me levar ao hospício? – Perguntei, ele deu uma risada nasal e olhou para o banco de trás.

– O “hospício”... – Ele fez aspas com as mãos. – Não é em Tókio. É em Kyoto, na parte litoral, longe do centro. – Eu revirei os olhos.

– Eu vou viajar para ir à um hospital de loucos? – Ele assentiu. – Gente eu estou louca! Eu deveria estar indo à pé nesse negócio. – Satoshi riu.

– Bem vamos esperar sua mãe... – Eu o interrompi com murmurando um “Ah não!”

– Ela vai com a gente? Que droga de vida é essa? A mulher me manda para um hospital de gente com uma mentalidade fora do normal e quer ver a cena? – Satoshi levantou uma sobrancelha.

– Ela quer se despedir da senhorita... Por que acha isso tão ruim? – Satoshi perguntou desligando o carro.

– Por que eu não quero ouvir o nome dela, nunca mais na minha vida. – Eu disse cruzando os braços e olhando a janela.

– Não acha que está sendo muito dramática? – Eu levantei as sobrancelha. – Se não se importa, deveria mostrar isso não fazer birra que nem uma criança. É melhor agir como se não ligasse, como se isso fosse apenas uma pedra no caminho, mas você não está irritada com ela.

– É faz um pouco de sentido... Arigato Satoshi! – Falei dando um eye-smile. Ele assentiu e voltou a sua forma de motorista.

A mulher logo entrou no carro, ela olhou para trás em minha direção. Eu apenas ignorei, como Satoshi havia me falado, como se aquilo não fosse nada. Ela suspirou e olhou para ele:

– Podemos ir... – Ela disse fazendo ele assentir. Não sei como os empregados de casa aguentam aquela mulher e o meu pai. Sinceramente, eles os tratam como animais, eu odiava isso.

Após muitas e muitas horas de viagem, chegamos finalmente em Kyoto, era um lugar calmo, ao chegar num lugar um pouco mais afastado do centro, pude sentir o aroma da praia. Era confortante os sons das ondas daquele lugar. Logo paramos em um muro grande e cinza com um portão de metal.

Satoshi desceu do carro e abriu a porta para mim, antes de eu descer também. A mulher segurou meu pulso e me olhou com aquele olhar de cachorrinho machucado, eu revirei os olhos:

– Desculpe filhote! – Ela disse. – Eu não queria que isso acontecesse... – Eu a interrompi.

– Se for pra fazer aquele mesmo discurso ridículo de hoje de manhã, pode largar meu pulso. – Ela fez como dito, sai do carro com as malas e minha mochila. Satoshi fechou a porta e foi em direção ao enorme portão.

– Fale para Raiden que sentirei muita falta dele... – Eu disse encarando o grande portão cinza que agora se abria devagar como uma tartaruga.

– Pode deixar. – Ele disse quando o portão se abriu por completo. – Sentiremos sua falta MiNa! – Ele me deu um beijo na testa e eu dei um sorriso sem mostrar os dentes. Adentrei naquele lugar e acenei um “tchau para Satoshi que me deu um olhar triste.

Aquilo realmente me machucava, logo lembrei do olhar assustado de Raiden, quando ele fazia alguma besteira eu o acobertava e acabava levando a culpa por ele, mas eu fazia isso por amar aquele idiota.

O jardim era bonito, bastante verde, algumas pessoas caminhavam por ali, tranquilamente, como se nada do lado de fora importasse, somente aquele momento:

– Quem é você? – Um menino com roupas bem rebeldes e cabelos negros se aproximou me ajudando com as malas.

– Lumy Yomicha Hikari... Você seria... – Falei andando em frente com aquele menino do meu lado.

– Yudi On Shinji... – Falou. Yudi era um menino bonito, usava uma blusa grande preta e uma calça branca.

– Você não parece louca... – Ele disse.

– Minha família apenas acha que eu estou perdendo os parafusos. – Ele assentiu como se entendesse.

– Bem foi um prazer Lumy... – Ele saiu com um sorriso sarcástico. Aquele menino parecia interessante. Talvez esse hospício não seja tão ruim assim. Segui para recepção do lugar, a moça me deu o número do quarto e me disse que eu tinha um parceiro de quarto:

– Você? – Falei assim que adentrei no quarto.

Notas finais
Comentem qualquer coisa, elogios, críticas, aceitarei tudo U.U. Bye! Ass: Esposa do Inseto Gay (HU3