My Blood Is An Illusion
3 Destiny?
Notas iniciais
Eu dei de cara com o carinha do jardim. Ele sorriu e segurou meus ombros para que eu não caisse. Olhando ele mais de perto, percebi como aquele menino era bonito, seus olhos negros me encaravam cautelosamente:
– Lumy! Nossa que surpesa aparecer no meu dormitório! – Ele disse tirando suas mãos de meus ombros como se o momento anterior não tivesse acontecido.
– Nosso dormitório querido Yudi! – Falei mostrando a chave com o número do quarto, ele bufou.
– Eu vou ter que ficar com uma pirralha no meu pé? – Ele disse virando de costas, eu fiquei com uma expressão indignada com tais palavras.
– Nyah! Eu tenho 15 anos! – Eu falei batendo em suas costas, ele se virou rapidamente e pegou meus pulsos.
– E eu 17 feliz? – Ele me deu um olhar desafiador. Eu cerrei os olhos e preparei meus punhos.
– Aish! Eu pensava que você era um cara legal! – Eu disse com uma expressão chateada no rosto.
– Você é coreana? – Eu neguei. – Então por que usou uma expressão coreana? – Eu fiz beicinho.
– Hãm... Meu avô era coreano, então acabei aprendendo... Mas enfim, esse não é o caso... – Alguém nos interrompeu batendo na porta.
– Yudi! – Uma menina de cabelos loiros adentrou no quarto. Ele se afstou de mim e foi até ela. – Eu estou interrompendo?
– Não, você me fez um favor... – Eu falei me virando de costas, com minhas malas, eu sentei na cama de baixo da beliche.
– HyeMi! – Ele falou com um tom surpreso. – O que faz aqui? Eu te disse que não queria visitas!
– Yudi- kun! – Ela disse e ele bufou. Pegou o pulso da menina e saiu do quarto fechando a porta com força.
– Nota mental: Nunca irritar esse garoto... – Falei abrindo minhas malas e colocando tudo em cima da cama.
~*~*~*~
Depois de eu já ter arrumado minhas coisas, sai do quarto para explorar aquele hospício. Realmente, se eu estivesse louca, meu grau de loucura era bem baixo. Tinha uns velhinhos que berravam o nome de pessoas e gritavam. Realmente era muito barulho.
Um pouco mais no fundo daquele hospital, tinha um biblioteca, ela tinha aparência de pouco frequentada. Os livros eram bastantes velhos, mas estavam em ótimo estado. Peguei um que me chamou atenção “O menino do pijama listrado.” Sim era sobre nazismo, eu realmente amava esse assunto.
Sai da biblioteca e fui para o dormitório para começar a entrar no mundo do novo livro. Ao entrar no quarto, vi Yudi apenas com toalha na cintura. Cobri os olhos e fui meio desastrada até a cama. Assim que senti algo fofo, coloquei o livro impedindo a visão:
– Não precisa disso! – Ele disse, fui tirando o livro aos pouco, assim pude ver que ele já estava vestido. Suspirei aliviada.
– Olha, eu acho melhor você sempre se vestir no banheiro, assim evitamos imprevistos como esses. – Deitei na cama irritada.
– Nunca viu um garoto só de toalha Hikari? – Ele disse num tom sarcástico me fazendo controlar minha raiva. Cocei a garganta e olhei para ele.
– E eu tenho feição de tarada Shinji? – Ele se aproximou de mim fazendo nossos rostos ficarem em uma distância mínima.
– Hum... Você tem feição de nerd... Assiste algum anime? Dorama? – Ele cerrou os olhos e analisou um pouco mais meu rosto.
– Sim e tenho milhões em DVDs. – Ele ergueu uma das sombrancelhas. – Naruto, Fairy Tail, One Piece, Bleach. E dorama meus favoritos são Heartstrings, City Hunter e Love Rain. Satisfeito? – Perguntei e o enfrentei com uma expressão desafiadora.
– Realmente você é mais nerd do que parece. E lê livros de nazismo... Sinceramente Hikari eu esperava algo menos brega. – Eu o encarei com raiva. Como eu queria matar aquele menino.
– Aish... Se eu pudesse te queimava agora mesmo e jogava as cinzas em um rio poluído! – Eu cerrei os punhos.
– Nossa, ela é irritadinha! Desculpe senhorita esquentadinha, mas realmente, pensei que era uma daquelas oferecidas...
– Isso me ofendeu, mas depois que eu vejo de quem veio a ofença, tudo se torna apenas palavras... – Ele riu pelo nariz e se aproximou mais.
– A senhorita não vai resistir por muito tempo... – Ele sussurou no meu ouvido. Ok, eu admito que gostei, mas ele me irritaria logo depois.
– Quer apostar? – Eu perguntei me deitando e logo abrindo as primeiras páginas do livro.
– Isso eu não perco! Apostado Senhorita Yomicha. – Ele se virou e eu suspirei. No que eu havia pensado?
Logo ouvi um toque de celular, me assustei, já que isso não era permitido no hospício,eu tive que dar meu MP3 DE 2000 e bolinha! Logo, Yudi se apressou para retirar o aparelho de dentro do armário:
– O que foi Elliot? – Ele perguntou como se tudo estivesse normal. – Aham, tem uma garota no meu dormitório... Como eu vou saber se ela... – Ele deu uma pausa. — Hum, bem, não é de deixar de lado... – Ele me olhava de canto, arregalei os olhos e logo me levantei exaltada.
– Me dê isso! – Comecei a bater em seus braços. – ME DÁ! – Eu falava e me esticava para poder pegar o celular.
– Não, para de me bater! – Ele tentava me afastar com a mão, mas eu consigui tirar o celular de suas mãos.
– Olha só Elliot, não ligue de novo, está entendendo? Seu tarado de uma figa! – Gritei ao telefone e desliguei depois.
– Você é mesmo maluca... – Ele disse com um sorriso de lado e pegou na minha cintura.
– Ah seu tarado de um poço! Me larga, vai! Tire as mãos de mim! – Eu me debatia no peito dele, mas logo ouvi risadas.
– Você realmente é esquentadinha... – Ele olhava em meus olhos que desviavam todo momento .
– É... Bem agora me solte! – Tirei suas mãos de minha cintura e segui para minha cama.
– Não está esquecendo de algo? – Ele levantou as sombrancelhas e apontou para minha mão, onde estava seu celular.
– Não, isso vai ficar comigo! – Eu disse e ele bufou irritado, saiu dò quarto batendo a porta num estrondo.
– Maravilha, tenho um Sr. Resmungão na minha vida a partir de agora... Parabéns mãe, se era isso que você planejava! – Eu falei pegando o livro novamente e guardando o aparelho embaixo do travesseiro.Aquilo não iria ser fácil.
Dois gênios fortes em um quarto, aquilo viraria um vulcão, eu tinha pena de quem havia sido amigo de Yudi, mas essa pessoa deve estar feliz, longe daquele encosto resmungão tarado.
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