Notas iniciais
ooooiiiee meninas... obrigada por participarem sempre ^^ Comentem ;)

Elena

Coloquei a única mala que trouxe comigo no banco de trás do carro. Como Klaus prometeu mandar as minhas coisas para Toronto o mais rápido possível decidi não levar muita coisas, assim seria mais fácil. Nem acredito como tudo aconteceu tão rápido.

Quando chegamos ao aeroporto Chicago tinha um voo para Toronto que saíria em uma hora e ainda tinha vagas. Então antes que eu pudesse me dar conta estava dentro de um avião prestes a decolar.

- Para vamos, senhora? — o motorista perguntou me olhando pelo espelho retrovisor.

- Sabe aonde fica a sede do Correio de Toronto? — perguntei, sorte que Damon tinha me falado o nome do jornal em que ele trabalhava em uma das nossas conversas.

- Claro que sei – balançou a cabeça afirmativamente – Não fica muito longe daqui do aeroporto.

Como ele tinha dito, menos de dez minutos depois estavamos em frente ao prédio aonde ficava o Correio de Toronto. Peguei ao motorista e desci do carro. Fiquei encarando a porta e meu coração começou a bater acelerado, eu estava prestes e encontrar Damon depois de meses.

- É isso ai, minha filha, chegou a hora da verdade – passei a mão pela minha barriga – Vamos falar com o seu pai.

Assim que cheguei ao andar em que ficava a sede do jornal e fui falar com a recepcionista. Ela estava distraída lixando as unhas.

- Com licença, eu gostaria de falar com Damon, Salvatore – ela continuou com a sua atividade fingindo que não tinha me ouvido – Sabe se ele está aqui?

Fiquei batendo as unhas com força no balcão, mas a mulher continuou a me ignorar. Confesso que que estava começando a perder a minha paciência e acho que ela vai acabar se arrependendo de ter despertado a fúria de uma mulher grávida com os hormônios a flor-da-pele.

- Vou perguntar pela última vez – dei um longo suspiro antes de falar, tentando manter toda a calma que ainda me restava – Será que eu posso falar com Damon Salvatore?

- Quem quer falar com ele? — me virei e encontrei um homem alto com os cabelos claros e despenteados e a barba por favor – Sou Alaric Saltman, editor do jornal.

- Então você é o chefe do Damon – estendi a mão para cumprimentá-lo – Sou Elena Gilbert, melhor amiga dele, não sei se já falou de mim.

- Claro que sim, a famosa Elena Gilbert – retribuiu o meu cumprimento – Acho que você não tem ideia da quantidade de vezes que Damon já falou ao seu respeito. Você é muita famosa aqui na redação.

Ele me olhou de cima a baixo parando especialmente na minha barriga. Não sei se ele sabia o tipo de relação que eu tinha com Damon, mas, pelo menos, não fez nenhuma pergunta a esse respeito.

- Realmente eu não tinha ideia disso – já estava sentindo as minhas bochechas ficarem vermelhas de vergonha – E então, o Damon está aqui? Posso falar com ele?

- Acho que é mais difícil você chegar aqui e o Damon não estar aqui – revirou os olhos – Venha vou te levar aqui lá.

- Passamos pelo longo corredor até chegar a uma porta com uma placa verde com os dizeres “Damon Salvatore – Redator”. Alaric deu duas batidas na porta.

- Pode entrar! — só de ouvir a voz dele já estava ficando apreensiva.

- Com licença, Damon – ele colocou apenas a cabeça para dentro da sala – Mas tem uma visita aqui para você.

Não esperou ele dizer nada, apenas puxou o meu braço e me fez entrar no local. Damon parecia surpreso ao me ver lá e apenas ficou me olhando.

- Bom, vou deixar vocês dois sozinhos, imagino que tenham muito o que conversar – Alaric avisou – Qualquer coisa pode me chamar, estarei na minha sala.

Mesmo depois de estarmos sozinhos continuamos em silêncio apenas nos encarando. Queria falar muitas coisas, mas não sabia por onde começar e tinha certeza de que ele estava passando pela mesma situação.

- Você não vai falar nada? — decidi perguntar, por fim.

- O que quer que eu fale? — deu de ombros – Que é um honra recebê-la no meu humilde escritório, senhora Mikealson?

Já tinha quase me esquecido, Damon ainda não sabia que meu segundo casamento com Klaus também não aconteceu. Agora entendo a sua confusão, ele pensa que eu estou casada.

- Não teve casamento – expliquei – Na verdade agora não vai ter mesmo nenhum casamento, Klaus contou para a família sobre ele e Kol.

- Sinto muito! — pude perceber um tom de ironia em sua voz – Agora você perdeu o casamento com o cara que te dava tudo não é mesmo.

- Isso significa que agora eu estou livre – lembrei – Podemos ficar juntos como você queria, como nós dois tinhamos planejado.

Ele não disse nada, apenas voltou seu olhar para a folha de papel a sua frente.

- Você não reparou em nada? — passei a mão pela barriga, estava com um sorriso bobo nos lábios – É uma menina.

- Klaus deve estar bem feliz – continuou – Se você não conseguir criá-la, agora que não vai ter mais casamento, você pode deixá-la com o Kol e o Klaus.

- Por que você está fazendo isso comigo, Damon? — consegui gritar – Achei que fosse o seu sonho que ficassemos juntos e pudessemos formar uma família. Agora podemos realizar isso e vamos ter uma filha você simplesmente me ignora.

- Acontece que você não está fazendo isso por que quer, por estar jogando tudo pro alto e sim por que Klaus não te deu mais opção contado toda a verdade para a família – estava bem sério nesse momento – Não quero ser a sua segunda opção, Lena, não mais.

- Mas eu sempre quis que fiássemos juntos, foi você quem não aceitou as minhas escolhas – já estava sentindo as lágrimas e formando no canto do meu olho – Só que agora nada mais nos impede de ficarmos juntos, nas suas condições.

- Há quanto tempo você sabe dessa gravidez? — ele perguntou de repente – Era para você ter me contado na hora que descobriu e não esperar quase a criança nascer para isso.

- Eu queria te contar – agora eu estava chorando abertamente – Mas eu tive medo de você rejeitar as nós duas. Pensei que você não tivesse com raiva de mim por ter escolhido ajudar o Klaus em vez de vir para Toronto com você.

- Nunca ficaria com raiva de você, Lena. Eu te amo e é a maior felicidade do mundo saber que vamos ter um bebê juntos – admitiu – Acredite em mim, eu teria pego o primeiro avião de volta para Chicago e ficaria ao seu lado e ao lado da nossa filha para sempre.

- E o que te impede de fazer isso agora? — quis saber – Eu estou aqui, vai te poupar o trabalho de ir me encontrar em Chicago.

- Não posso mais fazer isso, Elena – deu um longo suspiro antes de me responder – Por mais que você esteja aqui agora dizendo que me ama e que quer ficar comigo para sempre, não posso ter garantias de que seja verdade. Você já me provou que se surgir alguma outra coisa você vai me largar sem nem ao menos pensar duas.

- Não vou fazer isso – insisti – O que eu tenho que fazer para te provar que a partir de agora vou parar de pensar nos outros e focar mais e nós dois.

- Por favor, Elena, sai daqui – pediu – Não estou com vontade de discutir nada disso agora.

Eu queria insistir e dizer que só saíria daquela sala quando dicesse que me perdoava e queria ficar comigo. Mas não iria insistir, então dei meia volta e sai da sala.

Damon

Não podia acreditar que Elena tinha ido até Toronto atrás de mim. E o melhor disso tudo, não tinha casado com o Klaus e ainda estava esperando um bebê, a nossa filha.

Por mais que a minha vontade fosse abraçá-la beijar a sua barriga e depois seguirmos para o meu apartamento aonde nós três seríamos uma família, eu não pude fazer isso. Não depois de tudo que ela me fez passar nos últimos meses dizendo que tinha seguindo em frente e que eu deveria fazer o mesmo.

Agora era vez de Elena Gilbert sofrer por minha causa e eu não teria a menor pena dela.

- Ela já foi embora? — Alaric abriu a porta da minha sala, novamente.

- Sim, Ric, ela já foi – respondi da maneira mais monótona possível – Pode entrar aqui.

- E então, o que aconteceu? — quis saber totalmente empolgado, parecia que estava louca para perguntar isso no momento em que tinha nos deixado sozinhos.

- Não aconteceu nada – dei de ombros – Conversamos um pouco e depois ela foi embora.

- Mas eu pensei que as coisas fossem se resolver quando a vi aqui querendo falar com você – deu um suspiro triste – Pelo menos me diz que o bebê que ela está esperando é seu não do noivo gay dela.

- É meu – foi tudo o que eu respondi – Na verdade ela veio aqui me avisar que tudo entre ela e o Klaus e agora “podemos ficar juntos”.

- E você simplesmente a mandou embora – começou a andar em círculos pela minha sala – Não posso acreditar nisso, Damon, depois tudo que você já sofreu por causa dela.

- É justamente por isso que eu não posso aceitar – tentei explicar – É complicado, Ric, acho que só estando no meu lugar para saber o que estou sentindo.

- Talvez eu realmente não saiba o que você está sentindo – deu de ombros – Mas acho que você está sendo um completo idiota desperdiçando a chance com a mulher da sua vida por pura teimosia.

Assim que ele saiu fiquei encarando o teto. Eu estava certo do que deveria fazer agora, mas também não pude deixar de pensar que Ric estava certo.

O que eu vou fazer agora?

Elena

- Não posso acreditar que ele te falou isso, Lena – Kol gritou no telefone, tinha acabado de contar para ele toda a minha conversa com Damon – Depois de todo o trabalho que você teve para chegar até ai.

- Não precisa ficar me lembrando disso, Kol – dei um longo suspiro e me joguei na enorme cama do hotel, por sorte Klaus tinha deixado seu cartão de crédito comigo e eu pude me hospedar – Só vai me fazer sentir pior do que já estou.

- Bom, mas o importante é você não desistir na primeira oportunidade – avisou – Espera mais alguns dias e volte a falar com ele.

- Será mesmo? — fiquei um pouco incerta – Acho que ele foi bem convicto quando me expulsou de lá.

- Ele ainda está irritado com tudo que aconteceu e acabou falando aquelas coisas no calor da discução – falou – Alguns dias para esfriar a cabeça vão fazê-lo mudar de ideia, eu tenho certeza.

- Assim eu espero – dei um longo suspiro.

- Bom, agora eu tenho que desligar. Klaus está preparando o nosso jantar e estou com medo do que ele possa estar fazer então é melhor eu dar uma olhada – sabia que ele estava revirando os olhos – Beijos, Leninha, pode me ligar a qualquer hora.

Me despedi antes de desligar o telefone. Espero mesmo que Kol esteja certo, vou dar um tempo para Damon pensar e vou tentar falar com ele novamente.

Estava ali deitada quando senti uma dor muito forte na barriga, nunca senti uma dor assim antes e pela primeira vez fiquei com medo de perder o meu bebê. Decidi me sentar e foi quando senti um líquido escorrendo pelas minhas pernas, meu coração disparou ao pensar que poderia ser sangue, mas era só água.

Então era uma contração e a minha bolsa tinha acabado de estourar. Mas como isso é possível? Ainda estou de oito meses.

Meu primeiro pensamento foi ligar para Klaus e Kol, mas eles estão em Chicago, há milhares de quilômetros, nunca chegariam aqui a tempo. A mesma coisa para a Caroline, e Damon está perto, mas certamente não vai querer me ouvir se eu ligar. Pelo jeito vou ter que ir sozinha mesmo.

Fui até a recepção do hotel e peguei um táxi, que me deixou no hospital mais perto de onde estávamos. O médico foi me atender rápidamente, me colocando em um cadeira de rodas e fui levada para a sala de exames aonde fiz uma ultrassonografia.

- Bom, senhorita Gilbert, apesar de ainda faltaram quatro semanas para o parto e sua bolsa e estourou e sua filha está pronta para nascer – o médico disse assim que largou o aparelho de ultrassonografia – Vamos ter que fazer uma cesariana de emergencia.

Logo a enfermeira apareceu para me colocar na maca e me levar o centro cirurgico. Então era isso, teria a minha filha em um país que não era o meu e longe de qualquer que poderia estar ao meu lado segunrando a minha mão nesse momento.

Notas finais
Ahhhh acabando ;(.... não chorem... Fic nova á vistaaaaaaa baby ;)