My Best Friends Wedding
20 Capítulo 19 - It's the truth, Elena
Notas iniciais
espero que gostem...
;D
Elena
Achei Klaus muito estranho quando chegou em casa e foi mais estranho ainda o fato de Damon estar junto ele. Até onde eu sabia ele e Kol tinha saído para poder resolver um problema daquele documento que tinha esquecido de assinar na Carolina do norte, então aonde eles acabaram o encontrando?
Sem contar que nenhum dos três parecia com uma cara muito alegre e o meu noivo ainda me chama para conversarmos sozinhos, confesso que fiquei assustada com tudo aquilo.
Fomos até o escritório dele e trancou a porta. Aquele era o único cômodo da casa que não tinha a minha “cara”, era todo decorado em tons escuros. Tinha uma mesa perto da janela, um sofá de couro no outro canto, junto com uma mesinha de centro, um tapete e uma estante cheia de livros.
- Acho melhor você se sentar, Lena – indicou o sofá para mim – É melhor você não estar em pé quando eu te contar isso.
- Você está me deixando assustada, Klaus – confessei – O que você pode ter para me contar que é tão grave assim.
Em primeiro lugar eu quero que você saiba que nada do que eu te falar agora vai mudar o que eu sinto por você – sentou-se ao meu lado e segurou a minha mão – Eu te conheci em um momento conturbado da minha vida e ainda quero que você seja a minha esposa.
- Também sinto a mesma coisa – concordei com a cabeça.
Apesar de eu não amá-lo ainda quero que esse casamento dê certo e que a gente possa ser feliz.
- Bom, Lena, você se lembra do dia em que eu te pedi em casamento – continuou a falar – E eu te disse que minha mãe pensava que eu era gay e tudo mais?
- Claro que eu me lembro – balancei a cabeça afirmativamente – Mas o que isso tem a ver com o que você vai me contar?
- Acontece que eu não te contei toda a verdade naquele dia – continuou – Essa não era só uma suposição da maluca da minha mãe por eu nunca ter apresentado nenhuma namorada para família.
- Já tinha uma pequena noção do que ele ia falar, mas queria ouví-lo da sua boca. Ainda era uma ideia muito absurda.
- O Kol não é um advogado que eu conheci quando fui a Carolina do norte – ele não estava me olhando nos olhos, isso não era um bom sinal – Nós dois estamos juntos – deu um longo suspiro antes de continuar – Elena, eu so gay!
Foi então que eu comecei a rir. Acho que Klaus estava esperando qualquer reação da minha parte, menos essa, pois ele ficou parado me olhando.
- Essa foi muito boa, Klaus, eu quase acreditei – disse sem conseguir parar de rir – Mas dá próxima vez inventa uma história menos absurda, não sei se meu coração aguenta outra dessas.
- Elena isso é mais pura verdade – continuou.
Foi então que percebi a gravidade do que ele tinha acabado de falar. Soltei a mão dele e me afastei o máximo que eu pude naquele sofá de dois lugares.
- Espera, Klaus, me explica essa história direitinho – já estava sentindo algumas lágrimas se formando no meu olho – Como assim você e Kol estão juntos? Desde quando?
- Há um ano – foi tudo que ele me respondeu.
Eu me levantei e comecei a andar em círculos pelo escritório e a enrolar a ponta do meu cabelo com o dedo, como sempre fazia quando estáva nervosa.
- Mas nós já estávamos junto nessa época – percebi que eu estava gritando – Você me pediu em namoro dizendo que me achava a mulher mais especial do mundo e eu aceitei por que eu achei a coisa mais fofa do mundo, eu transei com você. E aceitei seu pedido de casamento achando que estava fazendo uma coisa boa para o seus pais pararem de achar que você era gay, mas você só queria uma esposa de fachada para continuar a se encontrar com o seu amante pelas minhas costas.
- Espera, Elena, também não tão grave assim quanto você está imaginando – falou, seu tom de voz era calmo, o que me deixava com mais raiva ainda – Senta aqui que eu te explico tudo.
- Prefiro ficar aqui em pé – cruzei os braços e o encarei seriamente – Anda, estou esperando a sua explicação, Niklaus!
- No dia em que eu te conheci, fazia menos de uma semana que eu tinha descoberto o que sentia pelo Kol e tinhamos passado nossa primeira noite juntos – começou a explicar – Eu estava feliz mas ao mesmo tempo confuso e tentando provar que eu era hetero e para isso, precisava de uma namorada.
Ele parou e esperou que eu falasse alguma coisa, mas eu fiquei em total silêncio esperando que ele continuasse.
- Foi então que a gente se esbarrou aquele dia, eu te achei a mulher mais bonita do mundo e quando conversamos vi que você também era encantadora, eu não menti sobre isso – deu um pequeno sorriso – Então eu te beijei e não senti nada, mas decidi continuar tentando. Algumas semanas depois Kol foi me procurar e eu parei de negar o que sentia e decidi dar uma chance para nós dois. Mas já era tarde demais em relação a você, já tinha te apresentado para a minha família e minha mãe já estava encantada com o nosso namoro. Dai para o pedido de casamento foi um pulo e o resto você já sabe.
Estava sentindo o meu estômago se revirando e o meu café da manhã querendo voltar pela minha garganta a cima. Maravilha! E eu achando que meu meus enjoos de ontem já tinha passado.
- Mas como eu disse antes, a situação do nosso casamento não mudou, pelo menos para mim – continuou – Ainda preciso de você para manter as aparências para a minha família.
- Espera, ai, eu estou ouvindo mesmo direito? — tive que perguntar isso, aquela ideia era muito absurda – Está querendo que eu continue mantendo a farsa do nosso casamento por que você não quer se assumir para a sua família?
- Você tinha concordo de me ajudar antes – lembrou – Sei que você nunca foi apaixonada por, o que foi me mudou agora.
- Pensei que você gostasse de mim, pelo menos um pouco – expliquei – Por mais que não fossemos apaixonados acreditei que poderiamos manter um relacionamento legal.
- Lena... — disse calmamente enquanto olhava diretamente para mim – Você tem noção do quanto está soando egoista nesse momento.
Você pode me chamar de qualquer coisa, Klaus, menos de egoísta, eu abri mão de muita coisa por esse casamento – voltei a gritar -Minha carreira como veterinária, meu sonho de ser mãe e até do meu...
- Do Damon? — me olhou com aquele olhar presunçoso – Você pode até achar que me engana, mas eu sei que rola alguma coisa entre vocês dois desde que entre por aquela sala há alguns dias e vi vocês dois juntos.
Agora eu não aguentei mais. Sai correndo em direção a banheiro que tinha dentro do escritório e botei para fora tudo que tinha no meu estômago. Sinti as mãos geladas do meu noivo sob as minhas costas.
- Sai daqui Klaus! — pediu me virando para ele – Não só do banheiro, mas do apartamento, eu preciso de um tempo para pensar.
- Tudo bem, Elena, te dou o tempo que precisa – deu um beijo no topo da minha cabeça – É só ligar para o meu celular quando quiser conversar.
Assim que ele saiu, me levantei e lavei o rosto. Fui até o meu quarto e me joguei na cama, só então eu me permit chorar.
Klaus
Eu e Kol nos hospedamos no hotel que não ficava muito longe do apartamento em que eu morava com a Elena.
Por um lado estava me sentindo aliviado por ter contado toda a verdade para ela, Elena era mesmo um amor e me ajudou mais do que qualquer um, me sentia mal por enganá-la dessa maneira. Mas também não podia sentir apreensivo, ela me pediu um tempo e, pela primeira vez, não sei qual vai ser a decisão dela, sem esse casamento não saberia como agir em relão a minha família.
Estava deitado na cama olhando para cima quando ouvi o barulho da porta do banheiro se abrindo. Kol tinha acabado de sair do banho, estava vestindo somente sua bermuda.
- Sabe, Klaus, eu estou orgulhoso de você – sentou-se na cama bem ao meu lado – Você enfrentou o seu medo e contou para a Elena sobre nós dois.
- Mas aqui preço, arriscando o meu próprio casamento – me virei para poder olhá-lo melhor – Olha, Kol, você sabe o quanto eu gosto de você, mas você não tem ideia de como minha família vai reagir se ficar sabendo que estamos juntos.
- Claro que eu sei, passei pela mesma coisa, não lembra – estava com um olhar triste – Ainda me lembro como se fosse ontem, meu pai me expulsando de casa e dizendo que eu não era mais seu filho.
Coloquei a mão sob a dele. Já tinha me contado essa história e me contou o quanto tinha sofrido com isso. Era exatamente isso que eu estava querendo evitar.
- Escuta aqui, Klaus – continuou – Se a Elena não quiser mais se casar. Vou junto com você para contar a verdade para a sua família. Se eles não aceitarem e te expulssarem de casa, não importa, por que eu estarei com você, para qualquer coisa.
- Obrigado, Kol – não pude deixar de sorrir ao ouvir isso – Não sabe o quanto eu estou feliz por ter você aqui ao meu lado.
Elena
Ouviu batidas na porta do quarto mais as ignorei, não estava com vontade de ver ninguém naquele momento.
- Sou eu, Lena – ouvi a voz de Damon – Me deixa entrar, por favor.
Sabia que não tinha jeito, ele não ia embora mesmo. Então fui até a porta e a abri, ele me abraçou com força.
- Eu sinto muito por isso, Lena – deu um beijo no topo da minha cabeça – Como você está se sentindo?
- Não sei, exatamente – dei de ombros – Acho que meu cérebro ainda está absolvendo tudo que aconteceu.
Ele me levou até a minha cama e me ajudou a deitar, ainda permeneceu abraçado junto comigo.
- Convenci o Stefan e a Caroline a irem dar uma volta com as crianças – avisou – Assim te daria um pouco mais de privacidade.
- Obrigada, Damon – me virei para ele e, de repente, fiquei séria – Você já sabia do que estava acontecendo, não é mesmo?
- Acabei de ver os dois juntos quando fui dar uma volta – respondeu – Então dei uma chance do Klais te contar tudo, não achei que seria certo eu te dar essa notícia.
- Você é um bom amigo, Damon – falei – Tenho muito sorte de ter você na minha vida.
Ficamos nos encarando por alguns segundos. Aconteram muitos coisas na minha vida em menos de doze horas: primeiro foi a declaração do Damon e agora descobri que toda a minha história com Klaus foi uma mentira, tudo isso mexeu comigo de uma maneira que nunca achei que pudesse acontecer.
Não sei o que deu em mim. Quando percebi meus lábios estavam há poucos centímetros dos lábios do meu amigo e, em um piscar de olhos, já estavámos nos beijando.
Notas finais
Recomendem ;D
Fale com o autor