My Best Friend
35 Third Chance
Notas iniciais
Quarto mês de gestação
Dia 02 de junho
POV Ally
Se tem uma coisa que eu amo mais que picles nessa vida, é sábado. Eu estava em pé, de frente ao espelho, avaliando o quanto minha barriga havia crescido nos últimos dias. É, foi um aumento significativo... Digo, se alguém passar por mim na rua, percebe que eu estou grávida. Ou talvez pense que eu estou bem gorda e precisando de um regime.
Eu usava um top e um shorts curto pretos. Estava com uma pantufa, pois o médico brigou comigo quando lhe contei que andava descalça pela casa.
Abri meu estojo de maquiagem e retirei um batom vermelho. Desenhei uma boca e dois olhos, em minha barriga, formando um rostinho feliz. Tirei uma foto no espelho e publiquei no Facebook. Algo em torno de 30 segundos depois, Austin já havia curtido a foto e comentado "Vai ser lindo como o pai".
– Por que não me chamou para que tirássemos a foto juntos? — perguntou, entrando em meu quarto, pela varanda. Dei de ombros — Podemos tirar mais uma?
Assenti. Voltei-me novamente para o espelho. Austin abraçou-me por trás e eu deitei minha cabeça em seu ombro. Uma de suas mãos estava por cima das minhas, que por sua vez, estavam sobre minha barriga. Mesmo após bater a foto e publicá-la com a legenda "Vai ser lindo como os pais", não nos soltamos. Ficamos ali, abraçados.
– Quatro meses — murmurou.
Hoje completava quatro meses. Nossa. Sua voz, em meu ouvido, me fez arrepiar.
– Sinto sua falta — murmurou novamente — Eu quero te fazer minha mais uma vez, Ally.
– Eu... — minha voz falhou — Eu não sou mais sua, Austin.
Soltei-me e sentei-me na cama.
– Você sempre será minha, Ally.
– Não enquanto estivermos separados — Minha voz saiu tão baixa, que eu pensei que ele não teria escutado.
– Você tem que entender que me magoou. Mas eu já não me sinto mais daquela forma. Eu entendi que o que você fez foi por mim, pela minha felicidade. Perdoe-me.
Suspirei.
– Você tem que me perdoar também, Austin. Eu não devia ter escondido nada de você...
– Não devia. E eu não devia ter te dado as costas. Sinto muito.
Ergui os braços e ele me abraçou. Enterrei minha cabeça em seu ombro e deixei algumas lágrimas caírem ali.
– Quer tentar mais uma vez?
Dia 09 de junho
POV Ally
Faz uma semana que Austin e eu não nos falamos. E tudo por causa de uma simples resposta "Não".
Tentaríamos de novo, pela terceira vez? Não, Austin, não.
Já ouvi dizer que todos merecem uma segunda chance... Mas uma terceira? Não. Isso é demais para mim.
Desci as escadas, vestindo apenas uma camisola rendada, quase transparente e uma calcinha branca, parcialmente visível.
– Querida, aonde vai com essa roupa? — perguntou papai, percebendo que eu estava prestes a sair.
– Vou falar com o Austin.
– Coloque uma roupa — pediu.
– Não fará a mínima diferença, papai. Eu só quero esclarecer algumas coisas.
– Ally, você é mulher, pelo amor de Deus! Vista uma roupa para falar com um homem, que nem é seu namorado!
– Eu estou grávida dele! — gritei. Minha paciência estava realmente curtíssima — Ele já me viu com muito menos roupa, eu garanto.
Sai, batendo a porta.
Que Austin não me estresse, porque hoje eu estou o cão!
Entrei em sua casa, sem bater e sem chamá-lo.
– Bom dia, Mimi.
– Ally! Querida! Como vai o Seth? Awn, que coisa linda! Austin está no quarto, pode subir.
– Obrigada, Tia Mi.
Subi as escadas, sem pressa. Abri a porta do seu quarto e o encontrei deitado na cama, apenas de cueca box.
– Precisamos conversar.
Austin levantou a cabeça assustado, avaliou-me rapidamente e assentiu, dando alguns tapinhas na cama. Sentei-me.
– O que quer conversar? — sua voz saiu um pouco trêmula.
– Estava chorando?! — perguntei, incrédula.
– Não, eu não est...
– VOCÊ ESTAVA CHORANDO! — conclui — Por quê?
– Sinto sua falta. Demais.
Meu coração se apertou.
– Mas Austin... Eu estou aqui, ao seu lado...
– Mas eu já disse: Eu quero tê-la minha.
Oh, sim.
Eu não sabia o que isso realmente significava para ele. Ele me queria como namorada ou queria transar comigo? Acho que era mais a segunda opção...
– Nós não podemos... A gravidez é de risco — eu comecei, mas ele me interrompeu, rindo.
– Não quero sexo.
– Não?
– Não. Quer dizer, quero, mas eu não... Não é dessa forma que eu te quero.
Hm, certo, então era a primeira opção.
– Acho que podemos tentar — suspirei.
– Acha? — perguntou, surpreso.
– Só me prometa que não terminaremos de novo. Austin, essa é a nossa terceira tentativa. Não haverá uma próxima.
– Não haverá motivos para uma próxima! — garantiu.
(...)
– Como foi lá? — perguntou papai.
– Ele estava com menos roupa que eu — respondi apenas e subi para o meu quarto.
Dia 12 de junho
POV Austin
Deslizei a alça de seu sutiã pelo seu ombro. Beijei delicadamente.
– Austin...
– Não passaremos disso, Ally, eu prometo.
Ally assentiu, arqueando o corpo a cada beijo que eu dava em seu pescoço. Era tudo tão lento...
Era dia dos namorados. E nós estávamos, bom, comemorando.
Ally usava uma lingerie preta, da Victoria's Secret. Estávamos em minha cama, sozinhos em casa. Eu ainda estava totalmente vestido e, provavelmente, ficaria vestido até o dia seguinte.
– Por favor, pare — pediu.
– Por quê? — questionei, beijando seu tornozelo.
– Eu estou quente, Austin. Eu não vou conseguir parar.
Beijei todos os seus dedos e ouvi um gemido baixo.
– Não vou aguentar até o fim da gestação — murmurou — Conversarei com meu médico sobre isso.
Sorri, lambendo seu umbigo. Ally puxou meu cabelo com força, trazendo-me para cima. Beijei seu lábios, castamente. Ao final do beijo, Ally mordeu meu lábio inferior e sorriu.
– Olhe para mim, tudo bem? — pedi e recebi como resposta um gemido.
Levei minha língua ao seu seio esquerdo, tocando-o, delicadamente.
– Pare...
Lambi-o mais uma vez.
– Aus...
Soltei seu sutiã, permitindo que minha mão tivesse acesso ao outro seio.
– Vamos aproveitar, Alls. É dia dos namorados — ela sorriu, ofegante. Seus lábios entreabertos e suas costas arqueadas.
– Eu preciso de você — ofegou.
– Não. Não iremos até o fim, Ally.
– Não faça isso comigo — murmurou, dolorosamente.
– Temos o Seth, lembra? Não. Eu não vou até o fim. E se eu machucá-lo?
Ally assentiu, parecendo concordar. Fechou o sutiã e vestiu a camisola de cetim que usava antes.
– Se importa se eu dormir aqui?
– Não, obviamente.
Dia 23 de junho
POV Ally
"Quase férias!" Meu cérebro dava uma festa.
As aulas terminariam na quarta, ou seja, dia 27. Era sábado.
Nesse momento, eu estava sendo agarrada. Austin me abraçava com tanto carinho, que eu pensei que derreteria em seu colo.
– Amor... Já chega!
Ele negou, beijando meu maxilar.
– O que deu em você, hein? Está tão carinhoso... — observei.
– Eu te amo, só isso.
– Hmm, eu te amo também.
Ele sorriu e beijou meus lábios com carinho. Mamãe entrou no quarto e sorriu. Era uma cena realmente fofa: Uma mulher, grávida, usando uma camisola preta e um homem, abraçando-a por trás, beijando-a.
Éramos fofos.
– Vamos tomar um café?
Assentimos e descemos abraçados. Papai fez uma careta ao nos ver e logo tratou de observar:
– Austin, espero que você não esteja transando com a minha filha, porque sabe que ela não pode.
POV Austin
– Austin, espero que você não esteja transando com a minha filha, porque sabe que ela não pode.
As bochechas de Ally ficaram vermelhas. Eu ri.
– Não transamos há quatro meses, Tio Lester — garanti.
Ally arregalou os olhos, corando um pouco mais.
– Austin, eu não sou bobo. Ally vive usando essas camisolas transparentes e curtas... Sei que você não é santo.
– Mas eu a respeito, tio, sabe disso. E além do mais, tudo que eu quero no momento é que meu filho nasça com saúde.
Tio Lester assentiu, sorrindo. Ally me encarou, um pouco tímida. Sorri de canto, encantado com sua capacidade de me fazer babar.
Eu queria negar, mas não podia: Ter voltado com ela foi a melhor coisa que já fiz em toda a minha vida e não vou deixá-la partir nunca mais.

Fale com o autor