Notas iniciais
Oieee!! Olha eu aqui novamente!! Bom, espero que gostem. Boa leitura!

POV Ally

A claridade invadiu minha janela, acordando-me. Abri os olhos lentamente e verifiquei o quarto ao meu redor. Despertador? Não tocou. Minha mãe? Não veio me acordar também. É, eu amo as férias.

Ah, que educação a minha. Sou Allycia Marie Dawson, tenho 16 anos e moro em Miami com meus pais. Não sou uma pessoa sozinha, que não tem ninguém... Na verdade, tenho vários amigos, mas o único que eu posso chamar de verdadeiro é o Austin, meu vizinho. Eu e o Austin nos conhecemos quando tínhamos somente oito anos. Ele sempre está comigo: Na escola, em viagens, no Natal, no Ano-Novo... Se você está pensando que eu tenho uma queda pelo meu melhor amigo, você errou. Eu tenho uma queda (Lê-se abismo) pelo capitão do time de basquete da escola. Seu nome é Dallas. Nós conversamos, saímos juntos (Óbvio que o loiro vai atrás)... Mas ele não nota que eu quero algo a mais com ele. Talvez seja porque ele não queira algo a mais comigo.

– Filha! – ouvi minha mãe chamar.

– O que é? – gritei de volta

– O Austin chegou!

– Pede pra ele subir!

A nossa “conversa” terminou ali. A porta se abriu e eu pude ver uma cabeleira loira invadindo meu quarto.

– Ainda dormindo? – perguntou sentando-se na minha cama.

– Não, estava pensando na vida...

– Na vida, sei. Seus pensamentos estavam mesmo é no Dallas.

– Cala a boca! – disse e joguei um travesseiro nele.

– Vamos descer, sua mãe quer falar com você.

– O que eu fiz agora? – perguntei

– Nada. Você vai gostar... – disse saindo do meu quarto.

Levantei da cama contra minha vontade e abri meu armário. Procurei uma roupa qualquer para usar (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=126829738&.locale=pt-br). Desci as escadas e sentei-me na mesa onde estavam meus pais e Austin.

– Qual é a novidade? – perguntei

– Viagem de fim de ano! – Austin gritou animado

– Austin! – minha mãe, Penny, repreendeu-o – Eu ia contar!

– Como se isso fosse novidade, mãe... Para onde nós vamos? – perguntei

– Então, esse é o problema. Nós não vamos com vocês... – disse minha mãe.

– Vamos sozinhos? – perguntei

– Não. Vocês vão com alguns alunos da Marino.

– O quê??! Para onde vamos?

– Nova Iorque – respondeu baixo

– Eu vou pra Nova Iorque, sozinha? – perguntei animada.

– Com o Austin... – meu pai disse como se não aprovasse a ideia.

– Vocês vão com a colônia de férias da Marino – minha mãe explicou – Os quartos são em duplas, a diretora Lucy permitiu que vocês ficassem juntos.

– Isso é demais! – gritei batendo na mão no Austin.

– Eu disse que ela ia gostar, Tia Penny! Qualquer um gosta da minha companhia.

– Se enxerga, garoto. – rimos – Quando vamos?

– Amanhã... — respondeu com um sorriso cínico.

– Amanhã?! Mas eu preciso arrumar todas as minhas coisas! – gritei desesperada

– Eu te ajudo – Austin disse com um sorriso

– Então vamos! – peguei a mão de Austin e subimos correndo – Certo, quanto tempo vamos passar lá? – perguntei sentando-me no chão do meu quarto.

– Acho que um mês – respondeu sentando-se ao meu lado.

– Um mês... Preciso de dez camisetas, quatro saias, quatro calças, seis casacos, duas luvas, dois cachecóis e oito sapatos.

– Sabe que tem que caber tudo em uma mala, né?

– Mas você não vai usar a sua inteira... – disse sentando-me no seu colo – Eu posso usar uma parte da sua... – disse acariciando seus fios loiros.

– Isso não vale! Você sabe que eu gosto de você, assim não dá.

Acho que eu esqueci de contar que Austin tem uma queda por mim desde os nossos dez anos. Nós nos beijamos algumas vezes, já demos vários selinhos... Eu não o impeço, ficaria muito triste se eu gostasse dele, ele gostasse de uma outra menina e ainda ficasse me falando dela, como eu faço com o Dallas.

– Por favorzinho... – sussurrei no seu ouvido.

– Com uma condição.

– Qual?

– Eu vou querer um beijo.

– Seu safado! – bati em seu peito – Um selinho.

– Não, um beijo.

– Um selinho ou nada.

– Então você não usa minha mala...

– Austin, qual é? Por favor.

– Um beijo.

– OK, você venceu. Um beijo. Mas só depois de arrumarmos tudo.

– Então vamos logo.

Levantei-me de seu colo e começamos a arrumar tudo. Umas três horas depois, já estávamos com minha mala fechada e uma pilha de roupas em cima da cama para guardarmos na mala dele.

POV Austin

Eu duvido que tudo isso de roupa caiba na minha mala. Mas eu dou um jeito. Qualquer coisa, eu deixo um dos seus casacos no meu quarto e empresto o meu pra ela.

Eu queria que a Ally gostasse de mim como eu gosto dela, mas ao contrário disso, ela gosta do Dallas e ainda vive falando pra mim o quanto ele é gato e engraçado. Eu mereço...

– Quero meu beijo – cobrei.

Ally se deitou na cama e revirou os olhos.

– Só depois de guardarmos minhas roupas na sua mala, loiro.

– Nem vem, você está me enrolando – disse deitando por cima dela.

– Se minha mãe entrar e ver isso...

– Eu não me importo – disse e colei nossos lábios. As mãos de Ally voaram para o meu pescoço e as minhas apertavam sua cintura. Com uma das minhas mãos, comecei a acariciar sua barriga por baixo da blusa. Ally pareceu não se importar, fazendo com que eu sorrisse em meio ao beijo. Ally separou nossos lábios, ofegante.

– Tira essa sua mão boba de dentro da minha blusa.

Fiz um bico e tirei, levando-as de encontro à cintura da Ally. Colei nossos lábios novamente.

– Não era um beijo? – Ally perguntou nos separando novamente.

– Você interrompeu o primeiro, de certa forma foi só meio beijo.

– Seu tarado.

Pisquei e a beijei novamente. Ouvimos a porta se abrir, mas nenhum de nós ousou a acabar com o momento novamente.

– Ally, minha filha, oque é isso? – Tia Penny perguntou, mas continuamos nos beijando – Ally!

Desgrudei nossos lábios fazendo com que Ally olhasse para Penny.

– Achei que vocês fossem amigos.

– E somos – Ally respondeu corando.

– Acho que não será uma boa ideia deixar vocês dois sozinhos naquele quarto de hotel... Não quero ser avó tão cedo.

– Mãe! – Ally repreendeu-a.

– Fique tranquila, tia Pen – eu disse sorrindo – Usaremos proteção – disse fazendo Ally corar.

– Vou descer – disse Tia Pen rindo e balançando a cabeça em negação.

– Você pirou? – perguntou quando já estávamos sozinhos.

– Você me deixa assim.

– Austin...

– Só mais um – pedi e a beijei novamente.

Notas finais
Deixem a opinião de vocês: Gostei, não gostei, péssimo, ficou bom, ficou ruim... Qualquer coisa! Não tenham vergonha!