My Best Friend
2 I think I'm ready now
Notas iniciais
– Você pirou? – perguntou quando já estávamos sozinhos.
– Você me deixa assim.
– Austin...
– Só mais um – pedi e a beijei novamente.
POV Ally
Seria lindo se eu dissesse que acordei com o sol do meio-dia invadindo a minha janela, mas infelizmente, não foi assim.
– ACORDAAAAA!!! Sua dopada, é hora de viajar, ficar com o gostosão aqui! Vamos acordar, levantar, se trocar... “O sol está brilhando, os pássaros estão cantando” – recitou pulando em cima de mim.
– Seu filho da puta! Não me acorda assim – disse batendo no Austin com o meu travesseiro.
– Também te amo, meu amor. Agora levanta essa bunda da cama, porque se a gente perder esse voo, eu vou dormir aqui com você todos os dias, de cueca!
– Então sai do meu quarto!
O loiro bufou e saiu. Eu levantei animada e coloquei uma roupa simples (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=127519817&.locale=pt-br).
Desci as escadas e encontrei meus pais tomando café e o Austin nervoso.
– Estou pronta.
– Vamos para um aeroporto, não precisa usar vestido – disse irritado.
– As pernas são minhas e eu mostro elas para quem eu quiser.
– Tchau querida, cuidado – disse mamãe.
– Tchau, filha. Austin, já sabe! – disse fazendo Austin ficar sério. Eu ri baixinho.
Saímos de casa e entramos no carro do Austin. As bagagens já estavam no porta-malas.
– Se perdermos o voo...
– Austin, o voo sai às 14:00. São 11:00.
– Não, Ally. O voo sai meio-dia.
– Vish, então corre — disse mordendo o lábio inferior.
Austin revirou os olhos e continuou dirigindo.
Chegamos no aeroporto e corremos para encontrar o restante dos alunos. No caminho, acabei esbarrando com alguém.
– Desculpe-me, eu estava correndo e... Oi, Dallas – disse sem-graça.
– Oi, é Ari, né?
– É Ally – disse Austin atrás de mim – Estamos atrasados.
Austin me puxou pelo braço e continuamos o trajeto em silêncio.
(...)
– Senhores passageiros, o avião com destino a Nova Iorque já vai decolar – anunciou a aeromoça.
Eu havia me sentado do lado do Austin. Eu tive que praticamente implorar para poder ir na janela.
– Sabe quantas horas vai demorar?
– Mais ou menos três – respondeu sem olhar para mim.
– O que foi? – perguntei
– Nada.
– Austin, é por causa do Dallas?
– Não, só estou cansado.
– Me promete?
Ele olhou para mim e negou com a cabeça.
– É difícil, Okay? – disse evidentemente irritado
– Eu sei, me desculpa.
– Você não tem culpa.
– Tenho sim.
– Não, não tem. Não escolhemos quem amar, só... amamos.
– Eu não o amo – retruquei – É só... uma queda.
– Você vai ver que não é.
– Aus... – meneei a cabeça – Eu não amo ele.
– Isso não importa – disse carinhoso, porém triste – Não importa.
Ele se virou e fechou os olhos. Suspirei cansada e liguei meu celular para ouvir música.
POV Austin
Acordei com uma pequena mão em meu rosto, chamando-me:
– Aus, acorda.
– O que foi?
– Chegamos – sorriu com ternura.
Assenti e levantei-me, espreguiçando-me.
Saímos do avião e seguimos a turma até o hotel que ficaríamos. Era bem perto, fomos a pé.
– Professor – chamou Ally – Você pode esperar só um minuto. Preciso pegar um casaco, está frio.
– Não! – respondeu autoritário.
– Toma aqui – disse tirando meu casaco e colocando em volta dela.
– Não precisa...
– Fica – disse sorrindo de canto
– Obrigada – disse olhando para o chão, ela provavelmente, corara.
Chegamos no hotel e pegamos as chaves dos quartos. Entramos no número 124. Era lindo, todo branco e bege, com uma cama de casal, um criado-mudo, uma poltrona, um armário grande e um banheiro.
Ally entrou e sentou na cama, parecia cansada.
– Tudo bem? – perguntei
– Tudo. Só com preguiça de guardar tudo...
– Vem, eu te ajudo – peguei sua mão e começamos a guardar as roupas no armário. Demoramos apenas meia hora.
Alguém bateu na porta.
– Já vai! – Ally gritou e abriu a porta – Dallas? – perguntou surpresa e eu me encurvei para ver a cena.
– Oi, está tendo uma festa no salão e só pode entrar quem estiver com pares. A Cassidy não está muito afim... Eu queria saber se você quer ir? Comigo...
Ally o olhou surpresa e se virou para mim.
– Pode ir — eu disse.
– Mas e você?
– Eu arranjo com quem ir, ou fico aqui dormindo.
Ela me analisou por um momento e disse baixo:
– Obrigada.
– E então? – perguntou Dallas
– Vamos? – Ally perguntou
– Vamos.
Os dois saíram e eu suspirei derrotado. Peguei meu celular e me joguei na cama. Abri minha pasta com músicas favoritas e comecei a ouvir. Entrei nas fotos e analisei cada uma. Todas com a Ally ou apenas dela, desde os nossos oito anos.
Ouvi batidas na porta e fui atender.
– Cassidy?
– Oi! Eu não estava afim de ir na festa, mas descobri que ficar sozinha é pior... E estou sem par... Quer ir?
– Claro, porque não?
Sai do quarto acompanhado de Cassidy e fomos à festa. Balões, petiscos, uma pista de dança e muita gente praticamente se comendo.
– Ok, você quer andar comigo ou prefere ficar sozinho? – perguntou ela praticamente implorando para que eu deixasse-a ir.
– Pode ir.
– Obrigada! – disse animada
E novamente estava eu, sozinho. Pelo menos, agora poderia ver a Ally.
– Austin? – perguntou a mesma atrás de mim. Dallas estava segurando sua cintura e ela parecia envergonhada
– Oi... – No mesmo momento começou uma música lenta e o DJ anunciou:
– Agora é hora de trocar os pares!
Olhei para o Dallas como se pedisse permissão para conduzir Ally.
– Vou chamar a Cassy – disse e eu assenti, agradecendo.
Passei meus braços em volta da cintura da Ally e a mesma me olhou sorrindo. Seus braços se enroscaram em meu pescoço e ela recostou sua cabeça no meu peito. Era incrível a sensação de estar com ela. Nossos corpos colados, movendo-se juntos, e sua mão acariciando meu cabelo. Desejei mentalmente que esse momento nunca acabasse.
A música acabou e eu a olhei triste. Esperamos um do lado do outro, sem dizer uma só palavra, até que Dallas chegou.
– Ally, a Cassidy bebeu e está passando mal, você se importa se eu levá-la para o quarto?
– Claro que não. Obrigada, Dallas.
O moreno sorriu e levou a garota. Uma música animada começou.
– Se importa de dançar comigo? – perguntei de forma galanteadora
– Você sabe que não! – Ela disse sorrindo
Começamos a dançar juntos. Apesar da música ser rápida, eu sentia a necessidade de manter nossos corpos colados.
– Você dança de forma engraçada – disse a ela.
Ally me olhou incrédula, saiu andando e sussurrou algo no ouvido do DJ. A música parou e ele anunciou:
– Essa música é um pedido de Allycia para o seu homem, Austin! – gritou e eu olhei para Ally que tinha um sorriso sapeca.
Reconheci a nova música: “Toxic” da Britney Spears. Ally abriu os dois primeiros botões do seu vestido e começou a dançar de maneira sensual na minha frente. Ela segurou minhas mãos e as colocou na sua cintura, descendo até o chão, de maneira tão sexy, que me deixou excitado.
– Alls...
– Shhh – disse colocando o dedo na minha boca. Essa garota me deixa louco...
Ally colou totalmente os nossos corpos e continuou rebolando. O terceiro botão de seu vestido se abriu, e agora era possível eu ver o seu sutiã. A música acabou e ela sussurrou em meu ouvido: “I think I'm ready now”
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