My Best Friend
3 Just in your dream, honey.
Notas iniciais
Ally colou totalmente os nossos corpos e continuou rebolando. O terceiro botão de seu vestido se abriu, e agora era possível eu ver o seu sutiã. A música acabou e ela sussurrou em meu ouvido: “I think I'm ready now”
POV Ally
Eu dançava conforme as músicas tocavam. Austin apenas me encarava, como se não aprovasse aquilo, mas se tem uma coisa que ele sabe sobre mim, é que eu não fico parada após uma critica. Isso pode parecer paranoia ou algo do tipo, mas quando me criticam, eu faço o possível e o impossível para tentar mostrar do que eu sou capaz.
– Já chega, não acha? Você deve estar bêbada... – disse alto para que eu escutasse
Então é isso? Ele acha que eu estou bêbada?! Não estou bêbada! Minha cabeça está girando, eu estou tonta e não estou falando nada com nada, mas eu não estou bêbada!
– Deixa só eu beber mais uma – pedi cambaleando
– Ally, vamos.
– Não. Eu não vou sair daqui.
Austin bufou e me pegou no colo, estilo noiva. Eu ri e ele meneou a cabeça, negando.
– Não é engraçado – disse fazendo com que eu apenas risse mais.
Austin caminhou para fora do salão e entrou comigo no elevador. Chegamos no andar de cima, onde já não era mais possível ouvir a música. O loiro continuou me carregando até a porta do 124, nosso quarto.
– Ai, eu amo minha vida! – disse me jogando na cama.
– Sério? Eu não. O que acha de um regime? – Perguntou se jogando ao meu lado.
– Eu estou bêbada — admiti rindo.
– Jura? Nem percebi... – disse irônico
– Não quer aproveitar que eu não vou me lembrar de nada amanhã? – perguntei sentando-me em cima dele.
– Ally.
– Austin.
– Não quero fazer isso – disse sentando-se. Minhas pernas estavam em volta das suas e nossos rostos a milímetros de distancia.
– Por quê? – perguntei
– Porque você está bêbada.
– Não me importo.
– Mas eu sim. O que você pensaria se acordasse amanhã e visse o que aconteceu? Você pode não se lembrar de nada, mas eu vou. Imagina ter que lidar todos os dias com o fato de “ter tirado a virgindade da minha melhor amiga”...
– Eu não sou virgem! – disse ofendida
– Claro que é.
– Não sou não.
– Ally, você me conta tudo.
– Mas isso eu não te contei.
– Ah é? E foi com quem? Com o Dallas?
– Não – disse mordendo o lábio – Foi com você – em seguida eu o beijei. No inicio, pensei que Austin nem corresponderia, mas logo cedeu e eu nos deitei de novo.
– Não podemos – ele disse nos separando.
– Fala sério!
Sai de seu colo e me deitei, cobrindo-me pelo fino tecido do cobertor. Austin deitou do meu lado e beijou minha testa.
– Boa noite.
Sorri de canto e respondi:
– Boa noite.
(...)
Abri os olhos e encontrei os de Austin. O loiro sorria de forma galanteadora.
– Ai, minha cabeça! – reclamei
– Toma aqui – disse Austin entregando-me um comprimido e um copo de água.
– Obrigada – agradeci e levantei-me, tomando o remédio – O que aconteceu ontem? – perguntei não me lembrando de quase nada.
– Do que você se lembra? – ele perguntou
– Nós dançando no salão.
– Hm... Você não se lembra da nossa conversa sobre a sua virgindade? – perguntou rindo
– Falamos sobre isso? – perguntei e senti minhas bochechas queimarem – Que vergonha – disse escondendo-me debaixo do cobertor.
– Falamos quando você tentou fazer sexo comigo.
– Isso não aconteceu! – gritei mordendo o lençol da cama. Ai, que vergonha!
– Relaxa, eu não deixei.
– Por quê? – perguntei ainda debaixo do cobertor.
– Porque eu sei que você não quer. Agora sai dai – disse puxando o cobertor. Ele olhou para mim e começou a rir – Você está igual a um pimentão!
– Austin!
– Desculpa... Não precisa ter vergonha de mim – disse sorrindo.
Eu apenas o abracei forte, enterrando minha cabeça em seu peito, com a finalidade de esconder meu constrangimento.
– Olha pra mim – pediu e eu olhei – Que fofa!
– Para! – pedi carinhosamente
– Tudo bem, desculpa... Eu nunca me aproveitaria de você!
– Eu sei. Me desculpa...
– Tudo bem, você estava bêbada. Eu sei que se tivesse que escolher alguém para fazer isso escolheria o Dallas.
– Primeiro: Eu nunca vou ter que escolher alguém para fazer... Você sabe o quê. E segundo: Se você se sente incomodado quando o assunto é “Dallas” por que fala tanto dele?
– Porque é a verdade.
– Não me importo – eu disse olhando em seus olhos – Não quero falar dele hoje. Afinal, que tipo de pessoa leva outra garota para uma festa porque a namorada não está a fim de ir?
– Pessoas como o Dallas – disse sorrindo
– Obrigada por me fazer companhia – agradeci verdadeiramente.
– Sei que não foi a noite que você esperava...
– Mas eu amei – disse o cortando – Pelo menos até a parte que eu me lembro – disse rindo e ele me acompanhou.
– Você ficaria muito brava se eu não tivesse parado? – perguntou
– Você não faz ideia do quanto.
– Por quê?
– Porque não sei se estou pronta pra... – parei de falar
– Pra...?
– Pra perder... – disse, mas não continuei, com vergonha – Ah você sabe.
– Não, eu não sei – disse rindo.
– Aus... Já não estou envergonhada o suficiente?
– Ok, eu entendi. Você não está pronta para perder sua santa virgindade, não é? – perguntou me fazendo abaixar a cabeça, corada – Qual é? Você nunca fica constrangida comigo!
– Porque nunca tocamos nesse assunto – disse levantando a cabeça.
– Então quer parar de falar?
– Agradeceria – disse verdadeiramente.
– Então vamos falar da minha virgindade.
– Você não é virgem! – disse rindo
– Claro que sou, meu amor!
– Austin. Kira. Sexta-feira treze. Esqueceu? – perguntei rindo
– Ah, nem me lembra. Foi a pior sexta-feira treze da minha vida! – disse fazendo uma careta que me fazia rir.
– Gostaria de voltar atrás e ter mudado tudo? – perguntei
– Acho que não...
– Por quê? – perguntei curiosa
– Porque foi naquele dia que eu te beijei na chuva.
– Eu me lembro disso! Foi naquele dia? Nossa! – disse surpresa
– Você tinha brigado com o Elliot, lembra?
– Lembro! Aquele filho da mãe tinha roubado o meu guarda-chuva!
– Ele é legal... – disse Aus rindo
– Ele é. Mas ele namora a Kira – disse com nojo.
– Então ele também é maluco.
– Não podemos negar – eu disse rindo.
– Eu amo o seu sorriso – disse Austin parando de rir.
Eu parei de rir também, mas era impossível não sorrir. As palavras de loiro me atingiam de uma maneira inexplicável. Era incrível como ele conseguia me fazer sorrir mesmo nas piores horas.
– Eu também gosto do seu sorriso.
– Ah é? E o que mais? – perguntou olhando nos meus olhos.
– Gosto do seu cabelo. Ele é sedoso... Gosto dos seus olhos, cor de chocolate. Quando o sol bate eles ficam ainda mais lindos. Gosto do seu jeito. Mesmo quando você está triste, faz piadinhas. Quando eu estou triste, consegue me fazer sorrir. Você tem uma ótima memória, sempre ativo as nossas lembranças... Ela podia funcionar um pouco mais para assuntos escolares, não acha? – perguntei rindo.
– Acabei de tirar uma conclusão – disse rindo
– Qual? – pergunto curiosa
– Você só pode estar perdidamente apaixonada por mim!
Encaro o loiro, incrédula e digo:
– Só nos seus sonhos, meu amor.
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