My Best Friend
23 Meant to be
Notas iniciais
– Será Austin? — perguntou.
– Não, mamãe. É o Nick — afirmei, abrindo a porta.
– Olá, Srta. Dawson. É um prazer — disse o moreno, estendendo a mão.
– O prazer é meu querido — disse apertando-a — Vá, Ally, divirta-se!
– Obrigada, mamãe.
– Vamos? — perguntou Nick, oferecendo o seu braço.
– Vamos — respondi, aceitando.
POV Fran (autora)
Ally e Nick caminhavam lado a lado. Fazia calor, muito calor. Ally usava um vestido azul e um salto dourado. Já Nick usava uma bermuda verde musgo e uma regata amassada, também verde, porém em outro tom. Ally estava curiosa para onde Nick a levaria.
– É surpresa! Eu tenho certeza que você vai amar.
– Ok — Ally sussurrou.
A morena não conseguia deixar de pensar em Austin. Tudo que o garoto dizia, a fazia lembrar do loiro.
– Chegamos! — disse animado, olhando para o horizonte em sua frente.
– A praia? — Ally perguntou, contendo sua vontade correr — Eba! A praia! — disse com uma falsa animação.
Ally sempre odiou praias. De acordo com ela, era nojento ver homens usando tangas e sentir a areia entrando em lugares impróprios.
Nick puxou a garota para dentro de um quiosque. Ambos sentaram.
– O que vai querer? — perguntou Nick
Ally avaliou o cardápio logo a frente, mas antes que pudesse responder, Nick disse:
– Vamos querer macarronada, né, Ally? — disse ao garçom — Traz dois sucos de uva também, por favor.
– É, pode ser — disse a garota derrotada.
O garçom recolheu os cardápios e se retirou.
– Você está linda — elogiou-a.
– Obrigada — disse ao garoto — Não estou muito chique?
– Não, relaxa — sorriu.
O garçom chegou com dois pratos grandes de macarronada. Assim que colocadas na mesa, Nick levou uma mão até o prato de Ally e lhe roubou uma almôndega.
– Há! Peguei!
Ally deu um sorriso forçado. Que diabos aquele garoto estava fazendo?
Os dois começaram a comer, em silêncio. Logo o garoto tentou puxar assunto, enquanto mastigava. Ally odiava ver pessoas comendo com a boca aberta. Tentou desviar o olhar e encontrou dois garotos fazendo guerrinha com as pranchas de isopor. Outra coisa que odiava: O barulho de um isopor raspando no outro.
Logo o garçom trouxe dois copos de suco de uva, e antes de os colocar sobre a mesa, tropeçou, derrubando-os sobre Ally.
– Desculpe-me, senhorita.
Ally mantinha a mesma expressão em seu rosto, incrédula. Enquanto isso, um garoto na mesa ao lado ria e batia fotos da garota encharcada.
– Com licença — pediu Ally, indo em direção ao banheiro.
Secou o cabelo e avaliou seu reflexo no espelho. Esse encontro estava saindo totalmente o contrário do que esperava.
Saiu do banheiro, sem perceber que tinha um pedaço de papel higiênico grudado em seu salto.
– Podemos ir embora? — pediu Ally.
– Claro, claro — disse Nick, procurando a carteira no bolso — Ér... Ally? Eu acho que esqueci minha carteira em casa... — disse envergonhado
Ally cerrou os olhos e abriu a bolsa, tirando um maço de dinheiro dali. Colocou sobre a mesa e saiu do restaurante, em passos rápidos.
Nick a alcançou. Ambos caminhavam lado a lado novamente.
– Sinto muito — disse Nick, cabisbaixo.
– Eu só quero tomar algo e ir para casa, tudo bem? — pediu Ally.
O garoto assentiu. Os dois pararam em uma barraquinha e compraram um coco.
– Eu seguro — disse Nick, pegando o coco das mãos de Ally, que sorriu agradecida.
Em um gesto distraído, Nick soltou o coco, fazendo-o cair sobre o pé de Ally. A garota soltou um gemido de dor, por estar de salto.
– Desculpe-me, desculpe-me — pediu Nick, massageando o pé da garota.
– Leve-me para casa, por favor.
Nick assentiu, mas antes de começarem a andar, uma voz estridente os parou.
– Niiiiiiiick??
– Oh, meu Deus! Madeline?! Que saudades! O que está fazendo aqui, em Miami?
– Estou passando uns dias de férias!
Nick abraçou a garota.
– Como você está sexy! E esse cachos? — perguntou Nick para a garota.
– Awn, obrigada, amor! Você gostou? Quando namorávamos, você amava!
Ally olhou para Nick esperando ser apresentada.
– Madeline, essa é Ally. Ally, essa é Madeline, minha ex.
– Prazer — disse Ally e a garota sorriu — Nick... — chamou.
– Ah, sim! Madeline, tenho que ir. Te vejo por ai?
– Claro, gatinho!
Os dois se despediram e Madeline foi embora.
Finalmente, começaram a andar em direção a casa da garota, que mancava um pouco.
Quando chegaram, pararam em frente a casa, um olhando para o outro.
Essa era a hora em que Nick a beijava e todo o desastroso encontro era esquecido.
Mas não.
Ally recuou quando Nick tentou beijá-la, ao ver Austin olhando a cena pela janela.
– Desculpa — pediu Ally, de cabeça baixa, e entrou em casa.
POV Ally
Esse foi o pior encontro da história dos encontros.
Arranquei meu salto e o joguei em qualquer canto da casa. Suspirei.
Que merda!
Eu realmente esperava que esse encontro fosse maravilhoso, que Nick me beijasse e que pudéssemos viver felizes para sempre. Dessa forma, eu esqueceria Austin, pelo menos.
Em falar no loiro, quando o vi espionando Nick e eu da janela, senti uma sensação muito estranha. Como se não quisesse mais ter Nick ali ao meu lado. Eu não consegui beijá-lo.
Abri a porta do meu quarto e encontrei Aus sentado em minha cama.
– Como foi o encontro? — perguntou rindo, com um sorriso irônico.
– Há, há, há, que engraçado! — disse tacando minha bolsa nele.
Joguei-me em cima da cama, cansada.
– Foi uma catástrofe — admiti.
– Sério? — perguntou sorrindo.
– Seríssimo. Ele me levou a uma praia!
Austin abriu a boca, incrédulo.
– Que idiota! Você odeia praias!
– Exatamente. Depois o garçom derrubou suco de uva em mim!
– Ah, tá explicado porque seu cabelo tá assim. Achei que fosse um novo penteado — brincou.
Soquei seu ombro, fazendo-o soltar um gemido de dor.
– Depois ele não teve dinheiro para pagar o jantar, e ainda derrubou um coco no meu pé. Ah, e a ex-namoradinha apareceu!
– Nossa... Você nunca mais sairá com ele, não é?
– Não. Com certeza não. Acho que não é pra ser.
– Você sabe com quem você tem que ficar, não sabe? Sabe que é assim que é pra ser — disse sorrindo de canto.
– Aus, não vamos falar sobre isso.
O garoto assentiu e se deitou ao meu lado.
– Posso dormir aqui? — pediu
– Não! — respondi como se fosse óbvio.
– Eu dormia com você antes...
– Antes. Não podemos e você sabe o motivo.
– Por favor — insistiu — Quando você dormir, eu volto para casa — pediu, fazendo-me um cafuné.
Suspirei derrotada. Deitei-me de frente para ele e nos cobri.
– Tudo bem. Mas prometa que você irá embora.
Ele assentiu. Dentro de alguns minutos, perguntou, sussurrando:
– Quer mesmo isso? — fez uma pausa — Que eu vá no meio da noite? — perguntou olhando em meus olhos.
– Não, não quero — respondi no mesmo tom, enquanto nos aproximávamos.

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