My Best Friend

24 Follow Your Heart


Notas iniciais
1) Heeeeeeeey, divas divas do meu coração ♥♥ Demorei, né? Mals aê... Sabem como é: Natal e tals. Enfim, vou parar de culpar o Natal pela minha demora. 2) Obrigada pelos divos comentários *0* - 4ever - auslly forever na ativa - CqC - Anna - Steacy - divademi22 - Letícia Merlo - Pequena Miss - mara leite - safira cullen - Ally Mônica Moon - Sabrina Henderson - Little Lynch - veronica Marie lynch - Hard Feelings - Lu 3) Obrigada a todas as meninas lindas e maravilhosas que favoritaram a fic ♥ Amo vocês, minhas gatas ♥ 4) Eu queria agradecer a diva da Cynthia, uma de minhas autoras favoritas, que está lendo a fic *0* Obrigada, minha diva ♥♥ 5) O trecho da música no fim do capítulo é Here Comes Forever (R5). 6) Bom, eu fiz um desafio de 12 comentários no capítulo passado. Já que tivemos 16 comentários, está ai um capítulo com mais de 2000 palavras *u* 7) Tem mais de 100 pessoas acompanhando a fic! YAY!! 8) Boa leitura ♥

Suspirei derrotada. Deitei-me de frente para ele e nos cobri.

– Tudo bem. Mas prometa que você irá embora.

Ele assentiu. Dentro de alguns minutos, perguntou, sussurrando:

– Quer mesmo isso? — fez uma pausa — Que eu vá no meio da noite? — perguntou olhando em meus olhos.

– Não, não quero — respondi no mesmo tom, enquanto nos aproximávamos.

POV Ally

Austin colocou uma mão em meu rosto, e acariciou minha bochecha com seu polegar.

– Austin... — sussurrei, de olhos fechados, desnorteada.

– Posso te beijar? — pediu, roçando seus lábios nos meus.

– Isso seria tão errado — respondi.

– E desde quando ligamos para o que é certo? — perguntou, colando nossos lábios em um selinho demorado.

O simples toque de nossos lábios fez com que minhas pernas tremessem. Senti um leve formigamento em minha barriga, como sempre sentia quando o beijava. Eram as borboletas.

Austin colou nossas testas. Ambos sorríamos.

– Isso foi tão errado — ciciei.

– É, foi sim. Mas não volte a repetir isso... — disse, sorrindo fraco — me faz tão mal.

Após alguns segundos em silêncio, pronunciei-me:

– Acho melhor você voltar para casa.

– Não, não quero. Deixe-me ficar, por favor — implorou — Prometo que não te beijarei novamente.

Suspirei. Antes de responder algo, minha mãe entrou no quarto e sorriu carinhosamente. Eu estava com a cabeça em seu peito e Austin segurava minha cintura.

– Vocês voltaram?! Awn, fico tão feliz! Eu gosto muito de vocês juntos e...

– Mãe... — a chamei.

– Vocês fazem um casal tão lindo e... — ignorou-me.

– Mãe... — a chamei novamente.

– Eu sempre soube que vocês ficariam juntos e...

– MÃE! — Gritei.

Minha mãe parou de falar e me olhou, assustada.

– Nós não voltamos!

– Não? — ela soltou um muxoxo — Ah, mas vocês estão abraçadinhos e...

– Austin, posso falar com minha mãe, sozinhas? — pedi.

– Tudo bem, eu vou pegar um copo d'água.

Austin saiu do quarto, deixando-me sozinha com minha mãe.

– Ok, se vocês não voltaram, por que estavam abraçados daquele jeito? — perguntou, irônica.

– Somos amigos — respondi, dando de ombros — Como sempre fomos.

– Mas vocês namoraram. E você sabe que depois disso, nada será igual — respirei fundo, concordando — E, Allycia, convenhamos, vocês nunca foram apenas amigos.

– Como assim? — perguntei confusa.

– Ally, vocês sempre tiveram, no mínimo, uma amizade colorida.

– O quê? Como assim?

– Ally, quando amigos, vocês sempre andavam juntos, abraçados, se beijando... E talvez até fizeram algo a mais — ela me olhou, com um sorriso malicioso.

– Mãe!! — a repreendi, cobrindo meu rosto com as mãos.

– Eu estou dizendo a verdade! Vocês viviam trancados nesse quarto, sozinhos... Só Deus sabe o que faziam! — ela riu.

– Mãe, que horror! Eu era virgem, ok?

Minha mãe me olhou, surpresa.

– Era? — perguntou e sorriu, animadamente — AAAAAAHHHH!! Eu nem acredito! Quando aconteceu? Como? Onde?

Tá, minha mãe estava parecendo mais com uma amiga de escola do que com uma mãe.

– Bom, aconteceu quando começamos a namorar, no hotel, e acho que você sabe como aconteceu... — eu disse, sentindo minhas bochechas esquentarem.

– E como foi? O que você sentiu? — perguntou, curiosa.

– Eu me senti a melhor garota do mundo. Ele foi extremamente fofo. Havíamos conversado sobre isso, alguns dias antes de começamos a namorar. Eu contei a ele como queria que fosse minha primeira vez, e ele fez exatamente da maneira como eu pensei — minha mãe me olhava com um sorriso encantador — Ele foi calmo, carinhoso. Foi tudo perfeito. Naquele momento, eu tive certeza de que estava perdidamente apaixonada por ele. E até mesmo na segunda vez, ele foi fofo.

– Então... Aconteceu mais de uma vez? — perguntou, arqueando uma sobrancelha, e eu assenti, nervosa.

Minha mãe deu mais um gritinho histérico.

– Ah, Ally, estou tão feliz! Eu sempre soube que vocês eram perfeitos um para o outro e agora, então!

Enquanto ela dava uma crise, eu tentava controlar o rubor que se estabelecia em meu rosto. Quando ela pareceu finalmente se recompor, olhou para mim, com um sorriso amigável e perguntou:

– Posso dar-te um conselho? — assenti — Siga seu coração — disse, simplesmente.

– Eu estou seguindo-o.

– Não, Ally, não está. O que sua mente diz quando Austin tenta te beijar? — perguntou, sorrindo.

– Que eu devo me afastar. Que eu devo empurrá-lo e me afastar — admiti.

– E o que o seu coração diz? — perguntou, sorrindo convencida.

– Meu coração? Bom, eu não sei... — ri fraco — Ele bate forte. Muito forte.

– Sim, isso é óbvio, você o ama — disse e gargalhou — Mas o que ele diz para você fazer.

Respirei fundo e me preparei para mais gritos:

– Que eu devo beijá-lo até todo ar presente em meu corpo acabar.

Como previsto, mamãe começou a dar pulinhos e gritinhos de animação.

– Acho que você já sabe o que fazer, então. Boa noite, querida — disse, saindo do quarto, mandando-me um beijo no ar.

Segundos depois de minha mãe sair do quarto, Austin apareceu na porta.

– E então? Eu posso ficar? — perguntou, tímido.

Suspirei.

"Siga seu coração"

– Tudo bem — concordei.

O garoto sorriu, e deitou-se ao meu lado.

– Boa noite, Aus.

– Boa noite, Alls.

Recostei minha cabeça em seu peito e adormeci, sentindo seu cafuné em minha cabeça.

(...)

Acordei na manhã seguinte com um casto beijo em meus lábios. Abri os olhos e obriguei-me a conter um sorriso.

– Bom dia, meu amor — disse, beijando minha bochecha.

– Austin, não me chame assim.

– Por que não? Eu te amo. Você sabe disso. Não importa se juntos ou não, sempre vou te amar.

Repousei minha cabeça sobre a cabeceira da cama e suspirei.

– Não tente negar o que sente por mim, Alls.

– Eu não estou tentando negar nada, só estou tentando fazer você entender que não temos mais nada.

– Então não tente negar que não temos nada. Ally, eu sei que você gosta de me beijar. E sei que você gosta de mim. Para que negar?

– Austin, eu não quero falar sobre isso. Combinamos de ser amigos, e eu não quero ter que me afastar de você para que você entenda que não temos nada.

– Correção: Você combinou que seriamos amigos! Por mim, nós seriamos outra coisa.

– É, eu sei disso. E é isso que eu não quero — respondi, exaltando-me um pouco.

Ele pareceu perceber meu tom elevado, pois calou-se.

– Desculpe-me.

Ele sorriu: — Está tudo bem. Eu que peço desculpas.

Ficamos em um silêncio constrangedor por um momento.

– Quer almoçar aqui? — perguntei — Minha mãe queria te chamar quando voltamos da viagem, mas...

– Tudo bem, vai ser legal.

POV Austin

A hora do almoço havia chegado rapidamente.

Ally estava sentada ao meu lado na mesa. Lester estava a minha frente, e Penny em frente a Ally.

Estávamos conversando animadamente sobre um filme que lançara no cinema ontem.

– Eu estou doida para ver esse filme! — disse Ally, sorrindo.

– Podemos ir hoje, o que acha? — sugeri.

Ally me olhou e parou de sorrir.

– Só nós dois? — perguntou.

– Sim, como sempre — respondi, sabendo que isso a afetara de alguma forma.

– Algum problema, Ally? — perguntou Lester — Vocês sempre foram ao cinema sozinhos e você nunca ficou assim. Aconteceu algo? — perguntou, desconfiado.

– Não, papai. Eu queria saber, pois estou com saudades de alguns amigos e seria legal ir ao cinema com eles.

Lester assentiu e comeu mais um pedaço de sua lasanha.

– Que amigos são esses, Ally? — perguntou Penny, sorrindo para mim.

Ótimo, eu tenho a Tia Pen do meu lado. Ponto para o Austin.

– Ah, uns amigos aí...

– Ally?

– Tá, tá. Eu não tenho nenhum amigo para ir comigo. Eu só queria sair com mais pessoas. Eu e você — disse, olhando para mim — estamos andando demais sozinhos. Deveríamos fazer novos amigos.

– Eu concordo com você, filha — disse Lester — Vocês andam demais sozinhos, nem parecem só amigos.

– Eu acho que eles devem valorizar esse amizade que eles têm. Austin e Ally nasceram para serem amigos – disse Penny, recebendo um olhar reprovador de Ally.

A verdade é que eu havia escutado toda a conversa de Ally e sua mãe. Todos os detalhes. Desde "a amizade colorida" até "nossas noites de amor". Eu sabia muito bem que Penny não estava incentivando-nos a sermos amigos.

– E então, Alls? Quer ir ao cinema comigo? — perguntei, segurando sua mão, sob a mesa.

– Tudo bem, mas não pense que isso é um encontro.

Todos riram e ela bufou. Continuamos a comer, antes que esfriasse. O casal a minha frente começou a conversar sobre algo do trabalho e eu sussurrei no ouvido de minha morena:

– Não importa o que você acha. Esteja pronta às 18h para o nosso encontro.

Ally olhou para mim e mostrou o dedo do meio. Eu ri.

POV Ally

Às 17:40, eu comecei a me arrumar. Coloquei um vestido, pois sentia falta do calor de Miami. Ajeitei meu cabelo, prendendo-o com um lacinho atrás. No horário combinado, Austin apareceu em minha sacada.

– Vamos? — perguntou e eu assenti.

Fomos ao cinema andando. Austin caminhava ao meu lado direito, pois, de acordo com ele, "as mulheres devem andar ao lado do nosso coração".

– Lindo anel — disse, segurando minha mão.

– Obrigada.

– Mas eu ainda prefiro nossa aliança — disse, divertido.

Bufei. Já percebi que esse passeio será longo.

– Eu já disse que você está linda?

– Obrigada — agradeci novamente.

– Mas essas pernas... Sério, estão cada dia mais gostosas — disse, mordendo o lábio.

– Deixa de ser tarado, garoto! — disse, batendo em seu peito — Está louco?

– Louco por você.

– Tão clichê, Austin...

O garoto parou de andar e se virou de frente para mim, segurando minha cintura.

– Se eu te beijar agora será clichê?

– Totalmente — respondi, sorrindo de canto.

– E há algum problema nisso? — sorriu como eu.

– Há sim. Eu não gosto de coisas clichês — pisquei e continuei a andar.

(...)

O filme começava com uma cena romântica. Um casal andava próximo a um lago. A menina, Julie, pegava o chinelo do namorado, Mike, e jogava no lago. O garoto, rindo, corria atrás dela e, ao alcançá-la, a beijava.

– "Here comes that movie scene
The one you think is so cliche
That moment when we kissed
By the lake pouring rain" — sussurrou Austin, em meu ouvido. Revirei os olhos.

– Agora toda vez que você ouvir ou ver algo clichê, pensará em mim? — perguntei, rindo.

– Eu penso em você a todo minuto — admitiu, com a voz rouca, em meu ouvido — Sabe, esse filme está muito meloso... Poderíamos aproveitar que estamos nas cadeiras do fundo — disse, sorrindo malicioso.

– Você está muito atiradinho.

– Ally, pelo amor de Deus, pare de negar o que sente por mim! Não dá pra calar a boca, seguir o seu coração e me beijar?

Engoli em seco. Eu não acredito que ele escutou minha conversa com a minha mãe!

– Você ouviu minha conversa?!

– Eu não pude evitar — tentou se justificar — Ela estava ouvindo gritinhos agudos e quando eu cheguei lá, percebi que vocês estavam falando de quando transamos. Não podia simplesmente virar as costas e fingir que não estava curioso para saber como você se sentiu — ele riu e eu senti minhas bochechas queimarem.

– Você não tinha o direito de fazer isso!

– Eu sei que não. Mas fico feliz em saber que foi tão bom a ponto de você perceber que estava apaixonada por mim.

Coloquei as mãos no rosto, não aguentando mais tanto constrangimento.

– Eu não vim para ficar falando sobre nossas noites. Eu vou embora — disse, me levantando.

– Alls, fica, por favor. É só isso que eu te peço — implorou, com certo sofrimento no olhar.

Sentei-me novamente e comecei a assistir o filme, mesmo sem entender nada. Senti a mão de Austin se repousar sobre a minha coxa, mas ignorei. Alguns minutos depois, seu dedão começou a acariciá-la. Eu sentia o olhar de Austin queimando sobre mim, implorando por um contato visual.

Mas eu não podia.

Se eu olhasse para ele, abaixaria minhas guardas e o beijaria novamente.

– Olhe para mim — pediu.

Eu, fraca, obedeci.

Austin levantou a mão, deixando-a aberta, como se pedisse para que eu batesse ali.

Levei minha mão de encontro a sua, e as entrelacei.

– Eu te amo, Ally.

– Eu também te amo, Austin.

Notas finais
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