My Best Friend
8 Maybe more than you think
Notas iniciais
– Eu te amo de um jeito diferente do jeito que você me ama. Você me ama como amigo, já eu tenho sentimentos diferentes por você. Um carinho especial.
– Talvez eu te ame do jeito que você me ama...
– Não, você não ama. Você até quer, mas como você mesma disse “não dá pra tentar gostar de uma pessoa”.
“Talvez eu não esteja tentando gostar de você” pensei " Talvez eu já esteja gostando de você..."
POV Ally
Saímos do quarto e caminhamos até o jardim do hotel. Sentamos no banco e apreciamos o local a nossa volta. Era um lindo jardim, com flores de diversas cores e espécies, árvores, pássaros e borboletas.
Austin e eu estávamos em silêncio desde a nossa conversa no quarto sobre amor. Sinceramente, eu estava envergonhada demais para dizer qualquer coisa.
– É bonito aqui, né? – perguntou
– É – respondi apenas.
– Os beija-flores caminhando de flor em flor... Os pássaros cantando... O ambiente é bom.
– É... – concordei apenas
– O que foi? – perguntou – Você está bem?
– Aham – respondi sorrindo, sem olhar para ele.
– Vamos participar das atividades do Hotel amanhã? – perguntou esperançoso – Queria ver como é.
– Claro, pode ser.
– Está incomodada por causa da conversa sobre o Gavin?
– Não, não é isso.
– É o que então?
– Eu sou estúpida de não saber o que é amar – respondi olhando para ele.
– Não, você não é – disse segurando minhas mãos e olhando para mim – Você só nunca amou...
Apenas desviei o olhar. Olhei para o céu. Começava a escurecer e ventar um pouco.
– Acho que vou pro quarto – disse ao Austin.
– Eu vou me encontrar com uma pessoa... – disse baixo – Tenho um encontro, com a Carol, agora. Te vejo depois, ok?
– Ok.
Dei um beijo na sua bochecha e levantei-me do banco. Entrei no hall do hotel e caminhei em direção ao quarto. Abri a porta e joguei-me na cama.
Por que os meus sentimentos estão tão confusos?
Por que fiquei incomodada quando ele disse que tinha um encontro?
Eu estou com ciúmes?
Eu gosto do Austin da maneira que ele gosta da mim?
Eu o amo?
Tantas perguntas rodavam a minha cabeça e eu não sabia responder nenhuma delas.
Levantei-me com cuidado e peguei o pijama que ainda tinha o cheiro do perfume do loiro. Entrei no banheiro e tomei um banho bem demorado. Sai do chuveiro e troquei-me, sem pressa.
Abri a porta e encontrei Austin, já trocado, ouvindo música. O loiro pareceu não notar que eu já havia saído. Guardei a roupa que estava usando no cesto de roupas sujas e deitei-me ao seu lado.
– As atividades começam às 11h – sussurrei em seu ouvido, puxando o fone.
Austin levou um susto e como reflexo, colocou a mão no coração.
– Sua maluca, quase me matou...
– Não exagera! – disse rindo — Boa noite, loiro.
– Boa noite, Ally.
Cobri-me com o cobertor e logo adormeci.
POV Austin
Acordei no outro dia com o despertador programado para as 10h. Levantei-me e procurei uma roupa qualquer. Vesti-me e chamei Ally.
– Alls! Alls! Acorda, criatura.
– Ah, quê? Onde? Por quê? – acordou assustada
– Hora de irmos. Vai se trocar.
– Tá... – respondeu com sono
– Não precisa ficar tão bonita – alertei
– Por que não? – perguntou desconfiada
– Trabalharemos na cozinha – disse sorrindo cinicamente
– Só nós dois? – perguntou com um pequeno sorriso
– E a Carol... – respondi sorrindo
POV Ally
Assenti e entrei no banheiro, com a roupa na mão. Troquei-me (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=129516348&.locale=pt-br) e sai rapidamente.
– Eu disse que não precisava ficar bonita – disse Austin me puxando pela cintura, assim que eu saí do banheiro. O loiro me jogou contra a parede, do lado da porta e colou nossos corpos.
– Como foi seu encontro? – perguntei suspirando
– Foi legal. Carol é uma garota legal – disse sorrindo, revirei os olhos sem querer.
– Fico feliz por você... – disse verdadeiramente com um sorriso de canto
– Está com ciúmes? – perguntou arqueando uma das sobrancelhas.
– Não – respondi soltando-me.
Austin me olhava como se tivesse tentando desvendar-me. Guardei o pijama no guarda-roupa e perguntei:
– Vamos?
– Você está com ciúmes... – disse rindo
– O quê?! Não, eu não estou.
– Está sim. Você revirou os olhos, mudou de assunto...
– Austin, eu não estou com ciúmes.
– Tá. Então não vai ter problema se eu te contar que estamos namorando.
Meu coração falhou uma batida ao ouvir tais palavras.
– É brincadeira, né? – perguntei – Vocês saíram pela primeira vez ontem!
– Mas eu gosto dela e ela gosta de mim – disse sorrindo
Ok, eu poderia até estar com ciúmes, mas isso é porque ele é meu melhor amigo e eu sempre vou querer que seja assim. Quando duas pessoas do sexo oposto são amigos e uma delas arranja um namorado ou uma namorada, este passa a ser seu melhor amigo... E eu não quero ser segunda opção de ninguém!
– Espero que não se importe de ficar de vela – disse olhando para mim
– Acho que não estou curiosa para fazer essas atividades. Acho que vou voltar a dormir.
– Você está com ciúmes! – disse rindo novamente
– EU. NÃO. ESTOU! – gritei pausadamente – EU NÃO GOSTO DE VOCÊ! — gritei irritada
Austin parou de rir no mesmo segundo em que eu me arrependi de ter dito isso.
– Quer dizer... Ér... Eu... Me desculpa – pedi.
– Você não precisa esfregar na minha cara. Eu sei que você não gosta de mim – disse baixo e saiu do quarto.
– Austin, está bravo comigo? – perguntei, mas ele não respondeu – Austin! – chamei
Austin caminhou nos corredores que davam passagem até a cozinha.
– Austin! – o chamei novamente deixando uma grossa lágrima escapar – Olha pra mim. Por favor – pedi, mas ele continuou fingindo não escutar.
Limpei os vestígios da lágrima que caiu e corri para alcança-lo.
– Aus – disse puxando sua mão, fazendo-o virar pra mim – Me desculpa.
– Só me deixa sozinho – disse fazendo meus olhos se encherem de lágrimas de novo.
Eu não deveria ter dito aquilo para ele. Nem eu sei se é verdade ou não. E tudo por causa de uma briguinha idiota, na qual ele tinha razão: Eu estava com ciúmes.
Segui o loiro até a cozinha em silêncio. Carol nos esperava na porta e abriu um largo sozinho ao nos ver, ou talvez, somente ao ver Austin. Será que eles estão namorando mesmo?
Austin olhou para trás e seu sorriso se fechou assim que me viu. Ele virou e beijou Carol. Parei de andar no mesmo instante. Carol passou seus braços pelo pescoço de Austin e puxou seus fios loiros. Eles se separaram e entraram na cozinha, abraçados. Sim, eles estão namorando.
– Certo, aqui diz que temos que preparar algum prato típico italiano – disse Carol, fazendo-me olhar para Austin.
– Austin gosta de Fettuccine – eu disse baixo
– Gostava – retrucou grosso e eu me controlei para não chorar – Assim como muitas outras coisas.
Deixei mais uma lágrima escapar e virei-me.
– Podemos fazer panquecas! – sugeriu Carol
– Eu amo panquecas – disse sorrindo para ela – Assim como muitas outras coisas – disse dando um selinho na mesma.
– Ally, se importa de fazer o recheio enquanto eu e Austin fazemos a massa? – perguntou Carol simpaticamente
– Não, tudo bem.
Na cozinha havia dois balcões. Austin e Carol ficaram em um e eu no outro.
Austin roubava alguns selinhos de Carol, de vez em quando. Eu estava incomodada de estar ali. Terminei de fazer o recheio e deixei a panela no fogo, cozinhando. Peguei uma folha de papel que estava em cima do banco quando chegamos e uma caneta.
Tentei compor algo, mas nada saía. Todas as músicas que eu já escrevi foram com Austin ou para Austin. Escrevi alguns versos no papel, que para mim, não soaram tão péssimos:
I just missed my exit
Last night I lost my keys
I'm fumbling over the words I
Don't feel a bit like me these days
I would be a liar if I said I was fine
But I cant help being honest
And I know now is not the time
Cuz
The truth is I'm fallin to pieces
Anytime that you're around
Trouble is the truth keeps slippin out
Cant seem to hide what I'm feelin
Cant believe what I'm sayin out loud
Truth is theres no turnin back now
I guess I shoulda learned how to lie a little better
Been trying to cover
This heart out on my sleeve
Been set on playing this down but
I think your catchin on to me
The truth is I'm fallin to pieces
Anytime that you're around
Trouble is the truth keeps slippin out
Cant seem to hide what I'm feelin
Cant believe what I'm sayin out loud
Truth is theres no turnin back now
Well, I guess I shoulda learned how to lie a little better
I'm losing this battle
With every word I say
Wish I had a better lesson
Of not givin myself away
Cuz
The truth is I'm fallin to pieces
Anytime that you're around
Trouble is the truth keeps slippin out
Cant seem to hide what I'm feelin
Cant believe what I'm sayin out loud
Truth is theres no turnin back now
Well, I guess I shoulda learned how to lie a little better
Sorri satisfeita com o resultado. Guardei o papel no bolso da jaqueta e desliguei o fogo.
– A massa já está pronta.
– O recheio também – respondi.
– Ally, termina pra gente, por favor – pediu Austin, sério.
– Por quê? – perguntei – Vão sair?
– Queremos namorar – respondeu
Carol pegou a bandeja que estava com a massa, já cozinhada, e colocou ao meu lado.
– Por favor – pediu carinhosamente
Carol parece ser uma pessoa legal. Ela é bem doce e carismática.
– Claro – respondi sem entusiasmo
Carol e Austin começaram a se beijar de maneira selvagem. Tentei não olhar para eles, mas era impossível. Austin deitou Carol na bancada e começou a beijar o seu pescoço, fazendo a garota soltar um gemido. Fechei os olhos com força, castigando-me mentalmente por ter brigado com ele.
– Eu te amo – disse Austin.
Ao ouvir tais palavras, deixei, sem querer, a panela com o recheio cair do chão, causando um barulho ensurdecedor. Carol e Austin olharam para mim e eu apenas saí correndo, deixando as lágrimas me consumirem.
POV Austin
Eu estava bravo com Ally. Ela não precisava ter dito na minha cara que não gostava de mim.
Deitei Carol na bancada e comecei a beijá-la de maneira feroz. Beijei seu pescoço e disse:
– Eu te amo.
É obvio que eu não a amo. Eu a conheço a dois dias, mas eu necessitava ver a reação da Ally a tal ato.
O que ela fez? Saiu correndo, chorando.
– Desculpa, Carol...
– Tudo bem, vai atrás dela – disse sorrindo compreensiva.
Assenti e saí correndo da cozinha, atrás da garota.
– Ally! – chamei, mas ela me ignorou.
Ri fraco. A mesma situação aconteceu a minutos atrás, só que agora, estávamos com os papéis trocados.
Ally entrou no banheiro feminino, o mesmo em que quase havíamos transado no dia anterior.
– Abre a porta – pedi – Por favor.
Ouvi Ally chorar e me senti um completo idiota. Eu não devia ter brigado com ela por causa de uma simples frase idiota. Lembrei que o banheiro possuía uma janela, do outro lado.
“O outro lado da janela deve darno jardim” pensei.
Corri o mais rápido que pude e rapidamente cheguei no jardim. Vi duas pequenas janelas, uma do lado da outra, na parte de trás do hotel e deduzi serem os banheiros.
“Qual seria o feminino?” pensei.
Puxei um banco até as janelas e subi, tentando ver onde Ally estava. Vi a mesma sentada no vaso, com as mãos no rosto, chorando desesperadamente. Abri mais a janela e entrei com cuidado.
– Vai embora – pediu com a voz embargada
– Não antes de falar com você – respondi – Eu menti pra você.
– Então somos dois.
– Quando você mentiu? – perguntei sentindo minhas pernas tremerem.
– Podemos falar sobre isso em outro lugar? – pediu
– Claro, claro. Vem – disse segurando sua mão.
Caminhamos até o nosso quarto e nos sentamos, nervosos.
– Sobre o que você mentiu? – perguntou olhando para baixo
– Eu não estou namorando com a Carol – respondi se olhar para ela também.
– Não está? – perguntou
– Não. Eu também não a amo, e nem gosto dela.
– Por que mentiu?
– Queria ver se sentiria ciúmes. Mas antes que briguemos de novo, eu sei que você está com ciúmes por que sou seu melhor amigo...
Ela meneou a cabeça negativamente e eu a olhei, não entendendo.
– O que foi? – perguntei
– Eu menti pra você hoje de manhã.
– Quando?
– Quando eu disse que não gostava de você – respondeu baixo, quase em um sussurro.
– E você gosta? – perguntei
Ally olhou para mim. Sua mão acariciou minha bochecha. Ela me abraçou, e eu a puxei, sentando-a no meu colo. Desvencilhei-me do abraço e a olhei dos olhos, antes de beijá-la. Ally deitou-se na cama, sem separar o beijo e puxou minha camisa para cima, tirando-a. Levei meus dedos até o zíper da sua jaqueta e puxei para baixo, a tirando também. Ally usava uma fina blusa branca por baixo, quase transparente. Coloquei minha mão por dentro da sua camisa e acariciei sua pele macia, subindo até seus seios, cobertos pelo sutiã.
Ally nos separou e disse, ofegante:
– Melhor pararmos por aqui...
Tirei minha mão de dentro de sua blusa e levei até sua bochecha, limpando as lágrimas.
– Você não respondeu minha pergunta – eu disse olhando em seus olhos
– Qual pergunta? – perguntou nervosa
– Você gosta de mim? Do jeito que eu gostaria? – perguntei e senti Ally ficar tensa embaixo de mim.
– Talvez muito mais do que você imagina – respondeu, com um sorriso tímido.
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