My Best Friend

9 I found a solution.


Notas iniciais
Desculpem a demora!!! A culpa é da criatividade!! Obrigada a Miley Demi1920 pela minha terceira recomendação *-* Amei :3

Tirei minha mão de dentro de sua blusa e levei até sua bochecha, limpando as lágrimas.

– Você não respondeu minha pergunta – eu disse olhando em seus olhos

– Qual pergunta? – perguntou nervosa

– Você gosta de mim? Do jeito que eu gostaria? – perguntei e senti Ally ficar tensa embaixo de mim.

– Talvez muito mais do que você imagina – respondeu, com um sorriso tímido.

POV Austin

Acordei sentindo um peso em cima de mim. Abri os olhos e encontrei Ally, com a cabeça em meu peito e seus braços rodeando meu corpo. Ela tinha um sorriso calmo e parecia estar dormindo com os anjos.

Levei meus dedos até o seu cabelo, fazendo um leve cafuné.

– Bom dia... – disse ela sorrindo, um pouco sonolenta.

– Bom dia!

Escutamos batidas na porta e nós olhamos.

– Me acordou na hora certa – ela disse antes de se levantar – Atende. Eu vou me trocar.

Ally pegou uma roupa no armário e eu fui abrir a porta.

– Carol? Ãh, oi – disse ao vê-la na porta.

A garota usava uma blusa de manga comprida branca com flores vermelhas e uma calça jeans.

– A Ally está? – perguntou um pouco baixo.

– Está se trocando. Ér, entra – disse tentando cortar aquele clima tenso.

Ally saiu do banheiro e seus olhos se arregalaram um pouco ao ver Carol ali.

– Oi, Carol – disse forçando um sorriso.

– Oi, Ally. Posso falar com você?

– Pode sim – disse Ally um pouco tensa – Austin, vaza – disse olhando pra mim.

– O quê? – perguntei incrédula

– É particular. Por favor – pediu Carol.

Bufei e sai do quarto, contra a minha vontade.

POV Ally

Carol me olhava, como se estivesse tentando achar um jeito de começar a falar.

– Bem... Ontem, depois de você sair correndo, eu tive que terminar de limpar a cozinha sozinha...

– Me desculpa, de verdade – a cortei e ela sorriu.

– Não tem problema. Não é isso que eu quero falar. Parece que quando você correu, deixou cair isso – disse tirando um papel do bolso – Espero que não se importe, eu li.

Olhei para o papel. Era a música que eu havia escrito.

– Não, tudo bem... É só que...

– Escreveu pensando no Austin, né? – perguntou e eu me senti meio desconfortável por estar falando com ela sobre ele.

– É, escrevi pensando nele – disse soltando um suspiro.

– Você gosta dele? – perguntou sorrindo

– Você gosta? – perguntei de volta.

– Perguntei primeiro! – ela disse rindo

– Talvez... – respondi – E você?

– Eu só acho ele bonito – ela deu uma longa pausa – Mas ele gosta de você.

Eu não tinha como negar. Até os japoneses sabem que é de mim que o Austin gosta.

– Eu não gostava dele. Até esses dias.

– Então está admitindo que gosta? – perguntou vitoriosa

– Suponhamos que sim.

Ela sorriu brevemente, porém a tristeza tomou conta dela.

– Nenhum garoto nunca me usou para fazer ciúmes.

– Ele é um idiota – eu disse olhando para o chão.

– Eu achei, no começo, que ele estava afim de mim. Mas depois, percebi que todas as nossas conversam paravam em “Ally”.

Abaixei a cabeça, corada.

– Nenhum garoto nunca gostou de mim – ela disse, olhando para o nada – Achei que finalmente tinha chamado a atenção de alguém. Ele não pensou no que fez.

– Você está totalmente certa.

– Aquele beijo, na porta da cozinha, foi o meu primeiro beijo. Beijo mesmo, selinhos não contam – ela disse com um pequeno sorriso – Ele disse que me amava. Eu sou tão idiota! – ela disse rindo, porém segurando as lágrimas.

– Ele nunca pensa nas consequências.

– Acho que já vou. Nos falamos depois – disse me dando um abraço rápido – Obrigada.

– Obrigada também.

Carol abriu a porta e Austin quase caiu no chão.

– Estava ouvindo nossa conversa? – perguntou incrédula.

– Não, não! Eu tinha acabado de chegar...

– Sei – disse Carol, antes de sair do quarto.

Deite-me na cama e Austin deitou ao meu lado.

– Então quer dizer que talvez você goste de mim? – perguntou divertido.

– Você não tinha direito de fazer aquilo com a Carol – disse ignorando-o.

– Eu não sabia que ela gostava de mim!

– Não importa, Austin, não importa. Não se finge gostar de uma pessoa, não se diz “eu te amo” em vão e não se beija, se não ama.

– Me desculpa.

– É para ela que você tem que pedir e não para mim.

Austin soltou um suspiro.

– Okay. E vou pedir desculpa.

– Ótimo...

– Voltando ao assunto principal: Gosta de mim?

– Austin, por favor.

– Compôs uma música para mim? – perguntei divertido

– Não foi pra você.

– Foi sobre mim – disse sorrindo convencido – Posso ouvir?

– Não.

– E por que não? – perguntou

– Por que eu falo demais nessa música.

– Admite que está apaixonada por mim nela?

– Por que você não sossega?

Austin deixou escapar um muxoxo.

– Já vi que você não vai falar nada.

– Não mesmo.

– Vamos sair? – perguntou

– Pra onde? Está tão frio.

– O pessoal do hotel está preparando o telão pra um filme, quer ver?

– Parece ser legal.

– Então vamos.

Saímos do quarto e caminhamos até a recepção do hotel. Avistei Carol e chamei Austin.

– Vai falar com ela.

POV Austin

Separei-me de Ally e fui atrás de Carol.

– Carol? – chamei

– Ah, oi.

– Eu só queria te pedir desculpa. Sabe, por te beijar, ficar com você pra fazer ciúmes...

– Está tudo bem.

– Obrigado.

– Não foi nada. Vai atrás dela – disse e piscou pra mim.

Sorri e sai à procura de Ally. Avistei seus cachos castanhos virados de frente para o telão. Cobri seus olhos e sussurrei no seu ouvido:

– Sou o garoto mais bonito daqui. Quem sou eu?

– Ãhn... Elliot! – respondeu rindo

– Assim não vale.

– Você provocou.

– O filme vai começar!!! — anunciou um homem grisalho.

Todos nos sentamos nas almofadas espalhadas pela sala. Eu e Ally decidimos sentar próximos à parede, para ter onde apoiar-nos.

– Com licença – disse Kira parada a nossa frente – Querida Allycia, ai é o meu lugar.

– Tem seu nome na almofada? – perguntei.

– Na verdade, tem sim – disse puxando a almofada debaixo de Ally, onde estava escrito Kira com purpurina.

– Ignora. Senta aqui – disse batendo a minha perna.

Kira pegou a almofada e levou embora.

– Eu sento no chão mesmo.

– Não, vem cá.

– Austin, eu não...

– Vem logo – disse a cortando, sentando-a em meu colo.

O filme começou e todos ficaram em silêncio. Não havia ninguém ao nosso lado. Todos estavam na frente do telão.

– Eu já vi esse filme – Ally disse virando a cabeça para cima, olhando pra mim.

– Eu sei. Eu vi com você – disse sorrindo.

Mais ou menos, meia hora depois, Ally começou a parecer entediada.

– Não quero mais assistir.

– Vira pra mim – pedi puxando-a pela cintura.

Ally estava virada de frente para mim, ainda no meu colo, com as pernas em volta das minhas. Colei nossas testas.

– Tem outra coisa que eu prefiro fazer.

– Tarado – disse rindo

– Eu não disse nada, você que pensou besteira!

– Então tá. É uma pena, eu ia concordar.

– Dawson e Moon, fiquem quietos! – gritou um dos monitores da escola. Ignoramos.

Olhei para a morena que sorria maliciosamente. Ela mordeu o lábio inferior e alternou o olhar dos meus olhos para minha boca.

– Sua boca é convidativa – comentou enquanto passava os braços ao redor do meu pescoço

– Depois eu que sou tarado.

A beijei com delicadeza. Ally sorriu, fazendo-me sorrir também. Passei minha mão por debaixo de sua blusa, percorrendo suas costas. Apertei sua cintura e com meu dedão, acariciei sua barriga.

– Aus... – chamou separando o beijo – Tem muita gente aqui – disse sorrindo envergonhada.

– Então vamos pro quarto.

– Austin! – repreendeu-me

– Esse não era o problema? Eu achei uma solução.

– Dawson e Moon, saiam agora! – gritou o grisalho.

Todos olharam para nós. Ally olhou para baixo, corada e eu sorri.

– Parece que o destino quer que a gente vá para o quarto – comentei.

Notas finais
Comentem!