My Best Friend

10 Our Secret


Notas iniciais
Oiee!! Olha eu aqui! Queria agradecer aos comentários no capítulo anterior, apesar de terem sido poucos, eu amei todos!

– Aus... – chamou separando o beijo – Tem muita gente aqui – disse sorrindo envergonhada.

– Então vamos pro quarto.

– Austin! – repreendeu-me

– Esse não era o problema? Eu achei uma solução.

– Dawson e Moon, saiam agora! – gritou o grisalho.

Todos olharam para nós. Ally olhou para baixo, corada e eu sorri.

– Parece que o destino quer que a gente vá para o quarto – comentei.

POV Ally

Saí da sala, de mãos dadas com o Austin.

– Pra onde vamos?

– Pro quarto – respondeu como se fosse obvio.

Dei de ombros e continuei caminhando. Subimos até o quarto e entramos em silêncio. Joguei-me na cama.

– O que vamos fazer agora? – perguntei entediada

– O que não dava pra fazer lá embaixo...

– Austin!

– Ok, ok! Foi só uma ideia...

– Vamos jogar algo – sugeri

– Verdade ou desafio?

– Só de dois? – fiz uma careta e ele riu – Não tem graça!

– Tem razão. Vamos sair!

– Está frio, Austin.

– Podemos ir no cinema. É fechado...

– É, acho que é uma boa ideia. Vou me trocar.

– Espera – pediu – Quero que você coloque o vestido que eu te dei de aniversário.

– Aus, está frio!

– Coloca uma jaqueta ou qualquer coisa em cima...

– Tá... – respondi desistindo de insistir.

Peguei a roupa no armário e entrei no banheiro. Coloquei o vestido, o sapato e uma tiara.

– Wow! – disse Austin, encantado, assim que me viu – Você está... Nossa – disse sem palavras.

– Obrigada – respondi, corada.

– Eu tenho um presente pra você – disse tirando uma caixinha do bolso – Espero que goste – disse e abriu a caixinha, revelando um lindo anel.

– Austin, isso é lindo! – disse maravilhada, enquanto ele colocava o anel no meu dedo.

– Que bom que gostou. Vamos? – perguntou contente

– Vamos. Ah, só uma coisa... – fiz uma pausa — Isso tem algum significado? – perguntei tímida, referindo-me ao presente.

– Você quer que tenha? – perguntou olhando nos meus olhos, atordoando-me.

– E-Eu acho melhor a gente ir, né? Vou pegar um casaco.

Peguei um casaquinho branco e coloquei, rapidamente. Austin me olhou com um sorriso de canto, um pouco decepcionado, e ofereceu seu braço. Eu aceitei.

Saímos do hotel em passos lentos. O táxi que Austin havia pedido, nós esperava na porta. Austin abriu a porta e pediu para que eu entrasse primeiro. Seguimos em direção ao cinema, fazendo piadas e brincadeiras.

Chegamos ao cinema minutos depois. Descemos do táxi e compramos nossas entradas. O filme era uma comédia romântica e eu tinha certeza de que Austin não ficaria quieto durante a sessão. Entramos na sala e sentamos em nossos lugares, que por sinal, eram na última fileira. As luzes se apagaram e eu senti a mão de Austin na minha perna, acima do meu joelho. Seu dedão começou a acariciar minha pele fria, subindo meu vestido, quase insignificantemente.

– Aus... – chamei e, como resposta, ele apertou minha coxa – Para, por favor... – pedi constrangida.

Mesmo com a pouca claridade eu conseguia enxergá-lo. Ele tirou sua mão da minha coxa e colocou no bolso da jaqueta.

– Desculpa... – sussurrou olhando para o chão.

– Austin, não fica assim!

– Eu estou bem, sério. Continua assistindo seu filme.

– Eu vim com você, quero que você assista comigo!

– Eu não gosto desse tipo de filme.

– Então por que você disse que queria assistir?

– Eu não queria! – disse um pouco mais alto – Eu vi que você estava animada para vê-lo então concordei. Eu queria ver ação.

– Da próxima vez, você fala. Eu não me importo em ver ação... – disse mexendo em seu cabelo – O divertido é estar com você.

– Dá pra decidir?! – pediu em um tom autoritário

– Decidir o quê? – perguntei sem entender.

– Se você gosta de mim ou não! – disse inconformado – Uma hora é “Não, eu só gosto de você como amigo” e outra é “eu quero estar com você”... Decida-se!

– E-eu não sei... Eu estou tão confusa... Me dá um tempo, por favor.

– Alls, você sabe que tem todo tempo do mundo! Só peço que meça suas palavras, elas podem machucar.

– Eu sei. Me desculpa. Podemos ir embora? – pedi

– Podemos fazer o que você quiser, Alls.

– Obrigada, loiro – disse dando-lhe um pequeno abraço.

POV Austin

Agora, estamos voltando para casa, a pé. Achamos que seria divertido caminhar e conversar.

– O que achou do filme? – perguntou a mim

– Não sei. Nem olhei pra ele.

– É, nem eu – ela admitiu, rindo.

– Lembra quando éramos bem pequenos e resolvemos brincar de médico? – perguntei do nada fazendo-a rir

– Lembro! Devíamos ter uns oito anos...

FLASHBACK ON

Austin e Ally se trancaram no quarto da menina e decidiram que brincariam de médicos.

– Posso ser o médico? – pediu o garoto, esperançoso.

– Pode. Você é o médico e eu sou a paciente. Que tipo de médico você vai ser, Austin? – perguntou ao loiro

– Vou ser seu ginecologista.

– Tá – disse a morena, confusa – O que é isso?

– Eu te mostro. Tira a roupa.

– Toda a roupa? – perguntou a morena.

– Menos a calcinha, né!

– Eu vou Ally no cantinho e já venho, tá? — diz a garota inocente.

– Austin, Ally! – chamou Penny, mãe de Ally – O que estão fazendo? Por que se trancaram?

– Eu sou o ginecologista da Ally, tia Pen. Essa consulta é particular.

– Austin, você não pode brincar disso! Abre a porta!

– Mãe, deixa a gente brincar – pediu Ally, tirando a calça.

Penny pegou a chave reserva que tinha na gaveta de seu quarto e abriu a porta do quarto do filho, encontrando Ally, no canto do quarto, tirando a roupa.

– Austin, saia do quarto! Preciso conversar com a Ally! – gritou Penny brava.

FLASHBACK OFF

Nós riamos sem parar.

– Eu ainda sinto as chineladas da minha mãe na minha bunda – reclamei – Você apanhou?

– Não. Minha mãe apenas conversou comigo sobre eu não poder ficar sem roupa na frente de meninos... – respondeu rindo

– Que injusto!

– Injusto nada! Você ia abusar de mim, seu tarado! Eu não sabia nem o que era um ginecologista!

Disse e nós dois caímos na gargalhada novamente. Chegamos no hotel e entramos, ainda rindo.

– Minha barriga está doendo de tanto rir – reclamou Ally se jogando na nossa cama.

– A minha também. Agora vai pro banheiro que eu vou me trocar.

– Vou me trocar também – ela disse pegando o pijama no armário.

Coloquei o pijama e deitei na cama, esperando Ally sair. Quando ela saiu, observei que a mesma não usava o mesmo pijama de sempre. Ela estava com uma camisola. Um sorriso se apossou dos meus lábios ao ver suas belas pernas descobertas.

Ally riu baixinho e deu um sorriso malicioso. Ela subiu na cama, engatinhando e ficou sobre mim, de quatro.

– Acho melhor parar de babar... – sussurrou no meu ouvido, causando-me um arrepio.

Enlacei meus braços na sua cintura, fazendo-a deitar sobre mim.

– Minha boca está com saudade da sua... – eu disse em um quase sussurro e ela riu fraco, colando nossos lábios.

Ally rolou para o lado, saindo de cima de mim. Virei-me de frente para ela, e a mesma repetiu o gesto. A beijei novamente, porém agora, de uma maneira um pouco mais selvagem. Levei minha mão até a sua coxa, levantando um pouco sua camisola.

– Aus... – chamou sem desgrudar nossos lábios.

– Shhh... Aproveita.

Ally continuou beijando-me, sem pestanejar. Escorreguei minha mão para dentro na sua camisola, fazendo-a remexer-se um pouco. Meus dedos começaram a acariciar suas costas, carinhosamente. Ally relaxou um pouco, mas eu ainda a sentia tensa. Separei nossos lábios, ofegante. Levei minha boca até o seu pescoço e distribui beijos molhados na região.

Deite-me sobre Ally, passando minhas mãos pelas laterais de seu corpo, chegando na barriga, onde adulei singelamente, ainda beijando seu pescoço. Ally deixava escapas alguns gemidos baixos, o que me deixava excitado.

Percebendo que a morena não tomaria nenhuma inciativa, tirei minha camiseta, jogando-a em qualquer canto do quarto. Ally mordeu o lábio inferior e passou suas mãos pelo meu abdômen, que sem querer me gabar, é bem definido.

Seus pés foram de encontro com o cós da minha calça e eu sorri em resposta. Ally arrancou a calça e chutou-a para algum canto do vale perdido.

– Posso? – perguntei segurando a bainha da sua camisola.

Ally me encarou nervosa, como se aquela fosse a decisão mais importante da vida dela.

– Você quer isso? – perguntei, tentando não força-la a nada.

– Eu quero – ela disse com convicção – mas eu não sei se... Estou pronta, sabe? – disse tímida.

Sorri carinhosamente. Beijei sua testa com cuidado e ela me abraçou com força.

– Desculpa... – pediu

– Você não tem que se desculpar, Alls.

– As coisas estão mudando tanto ultimamente...

– Eu sei. São muitos sentimentos. Você está confusa. Eu entendo.

– Obrigada, Aus.

– Eu vou no banheiro me trocar. Já venho, tá? – disse piscando para ela, que sorria envergonhada.

Entrei no banheiro e troquei-me rapidamente. Essa menina me deixa louco!

Quando sai, Ally estava encolhida cama. Seus olhos demonstravam timidez, tristeza e alivio. Eu a entendia. Não entendia o porquê de entendê-la, mas eu a entendia. Agora, nem eu estou mais me entendendo!

– Ally? – chamei baixo verificando se a mesma ainda estava acordada.

A morena olhou para mim, com um sorriso quase imperceptível. Deitei-me ao seu lado e apertei contra mim.

– Posso te pedir uma coisa? – pediu olhando em meus olhos.

– Sempre. O que você quiser.

– Não fala sobre isso pra ninguém, tá? – pediu

– Sobre o quê? – perguntei confuso – Sobre o que quase aconteceu?

– Sobre eu não estar pronta – ela disse baixo – É meio pessoal.

– Ally, eu nunca contaria uma coisa dessas pra ninguém. Eu ainda sou seu melhor amigo, lembra? Você pode confiar em mim. Sempre!

– Eu sei. Eu só queria ter certeza de que você sabia que isso é um segredo.

– Um segredo só nosso!

– Nosso – repetiu baixo, enterrando a cabeça em meu peito.

Notas finais
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