My Best Friend
7 Maybe I'm already loving you...
Notas iniciais
O garçom trouxe dois pratos de Fettuccine e duas jarras de suco de uva.
– Desde quando você fala russo? – perguntei
– Italiano! – ela disse irritada – Falo o básico de italiano desde que eu tinha seis anos.
– Isso é uma coisa que eu não sabia sobre você.
– Todo mundo tem segredos — disse sorrindo misteriosamente
POV Ally
Voltamos para o hotel conversando sobre assuntos paralelos. Ao chegarmos na recepção, encontramos alguns alunos da nossa sala reunidos com mais algumas pessoas que não conhecíamos.
– Austin, Ally! Venham sentar com a gente! – chamou Elliot.
Olhei para Austin esperando uma resposta e o mesmo deu de ombros.
– Tá bem – respondi sentando em um dos sofás.
Eu e Austin nos sentamos ao lado de Elliot. Eu me sentei no meio dos dois. Ao nosso redor, havia quatro poltronas, duas de cada lado. Nelas estavam um garoto ruivo, uma menina de cabelos negros e cacheados, uma garota de cabelos castanhos e um garoto conhecido por mim.
– É o Nick? – perguntei para o Austin
– Quem?! – perguntou perdido
– O garoto da praça, lembra? Somos noivos...
– Ah... É ele mesmo! – disse olhando para o garoto de olhos verdes.
Além das poltronas, havia mais dois sofás na frente do nosso. Em um deles, estava o Bruno, o Gustavo e o Dallas com a Cassidy em seu colo. No outro, estava Kira (a garota mais irritante do universo), Cody (um garoto nerd, bonitinho) e Mel (uma das minhas amigas. Ela tem os cabelos castanhos e olhos verdes, assim como o Nick).
– O que estavam fazendo? – perguntei ao Elliot
– Vamos jogar Verdade ou Desafio – respondeu divertido
– Eu não quero jogar... – reclamei
– Vamos, Ally! Vai ser legal! – Austin disse tentando me convencer a jogar
– Não quero. E se me desafiarem a beijar o Nick? Ou o Dallas? – perguntei nervosa
– Ai você escolhe consequência – ele disse sorrindo.
– Vai jogar ou não, Ally? – perguntou Dallas sorrindo cinicamente
– Vou – respondi olhando para ele.
– Certo, vamos nos apresentar antes. Eu sou Elliot.
– Austin! – disse Aus sorrindo e acenando com a mão.
– Sou a Ally – eu disse.
– Nicolas, mas podem me chamar de Nick.
– Eu sou a Carol – disse a garota de cabelos castanhos.
– Dallas! – disse sorrindo
– Cassidy, prazer – disse ela.
– Eu sou o Bruno e esse idiota do meu lado é o Gustavo – disse e os dois sorriram.
– Podem me chamar de Cody.
– Eu me chamo Kira Star! Sabiam que “star” é estrela? – disse fazendo todos revirarem os olhos.
– Melanie, mas prefiro Mel.
– Eu sou a Trish – disse a garota dos cabelos negros, sorrindo simpaticamente.
Todos olharam para o ruivo esperando que ele se apresentasse.
– Ah, é minha vez? – perguntou atrapalhado e todos riram – Eu sou o Dez.
– Podemos começar agora – disse Elliot colocando uma garrafa no chão – A boca pergunta, fundo responde — anunciou e girou a garrafa.
Nick pergunta para mim.
– Vai escolher desafio, gata? – perguntou sorrindo de canto.
– Nem morta. Verdade – respondi.
– É verdade que vocês são noivos? – perguntou e todos nos olharam confusos.
– Não... – respondi suspirando.
Nick sorriu vitorioso e Austin segurou minha mão. Eu girei a garrafa.
– Certo, Trish, Verdade ou Desafio? – perguntou Dez.
– Desafio.
– Te desafio a me beijar – disse sorrindo
– Eca! Nem por cima do meu cadáver! Consequência!
– Você terá que beijar o garoto assanhado – disse olhando para Nick – Desculpa, esqueci seu nome.
– Nick! – respondeu Trish, antes de dar um selinho no mesmo.
Trish voltou para o seu lugar e girou a garrafa. Kira para mim.
– Verdade ou Desafio?
– Verdade.
– É verdade que você ainda é virgem?
– É verdade – respondi um pouco baixo.
Girei a garrafa. Austin pergunta pra Dallas.
– Verdade ou Desafio? – perguntou Austin satisfeito.
– Desafio – respondeu sério.
– Eu te desafio a paquerar a recepcionista. Só de cueca – disse Austin, sorrindo. Todos olharam para a recepcionista. A mulher deveria ter uns 80 anos.
– Consequência.
– Você vai ter que beijar o Nick – disse rindo.
Olhei para Austin surpresa. O loiro estendeu uma mão e eu bati na mesma.
– Mandou muito bem! – disse Dallas.
Dallas se aproximou de Nick e deu um selinho nele.
– Você me paga Austin! – disse Dallas limpando a boca.
Dallas girou a garrafa. Deu Mel para mim.
– Verdade ou Desafio? – perguntou Mel rindo.
– Desafio – eu respondi e Austin arregalou os olhos – Cuidado com o que você vai aprontar! – alertei fazendo-a rir.
– Eu te desafio a ficar com o Dallas – disse sorrindo.
Eu acho que esqueci de contar para ela que eu não quero mais ver o Dallas. Da última vez que nos falamos, eu estava caidinha por ele.
– Consequência – respondi sem pensar duas vezes.
– Eu sei que você quer isso – disse Dallas interrompendo.
– Cala a boca, seu idiota – disse Austin.
– Calma, o que aconteceu? – perguntou Mel confusa.
– Depois eu te explico Mel – disse Elliot a ela.
– Tudo bem. Então eu te desafio a fazer um show de strip-tease para o Austin. Pode ser naquele banheiro mesmo – disse apontando para o banheiro do salão.
– Você quer morrer, né? – perguntou Austin
– Parece que quer – eu disse olhando para ela, semicerrando os olhos.
– Desculpa, não pensei em mais nada... – disse Mel justificando-se.
– Nós já voltamos – respondi puxando Austin para o banheiro.
POV Austin
Ally me puxou pela mão e me levou até o banheiro. Ela trancou a porta e me olhou, corada. Sentei-me no vaso e a olhei, divertido.
– Pode começar – eu disse a ela.
– Eu não vou fazer isso – ela respondeu incrédula.
– Então vai ter que beijar o Dallas – eu disse levantando-me.
– Você não vai fazer isso comigo, né? – ela perguntou triste.
– Desafio é desafio. Ou você está com medo? – desafiei.
Ela me olhou com a boca aberta. Sua mão agarrou a gola da minha blusa e me jogou no vaso, sentando-me novamente.
Ally desamarrou o cordão da jaqueta, soltou os botões e a tirou, jogando no chão.
– Ally, eu estava brincado. Você não precisa fazer isso – respondi assustado.
– Desafio é desafio – ela repetiu mordendo o lábio inferior.
A morena tirou a sapatilha e me deu um leve selinho. Suas mãos percorreram todo o seu corpo várias vezes.
– Ally... Vamos voltar... – disse olhando em seus olhos. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, ela se arrependeria por isso.
– Eu não vou voltar agora. Você me desafiou. Agora aguenta – respondeu sorrindo maliciosamente.
Ally desabotoou a calça e a tirou, lentamente. Ela não parecia a mesma menina inocente de alguns dias atrás, quando Dallas a beijou por uma aposta. Ally também possuía um lado selvagem, o que me fazia ficar ainda mais apaixonado. Meus olhos estavam, sem dúvida, arregalados. Em todos os nossos oito anos de amizade, eu nunca vi Ally fazer coisa do tipo. Eu estava me controlando ao máximo para não beijá-la, porque se isso acontecesse, iríamos acabar parando na cama.
Ally agora estava apenas de blusa e calcinha na minha frente. Ela se aproximou e tocou meu lábio com a ponta de seu dedo indicador. Um toque leve, que me deixou mais excitado ainda. Ally se aproximou ainda mais e sentou no meu colo, de frente para mim. Mesmo estando de calça jeans, era possível sentir que meu “amiguinho” estava animado. A morena pegou minhas mãos e colocou na bainha de sua blusa, levantando-a um pouco. Sem hesitar, tirei a sua camiseta com pressa. “Não precisamos de uma cama, só o banheiro já está ótimo” pensei.
Ally atacou meus lábios de forma urgente, enquanto eu procurava o fecho do seu sutiã, sem sucesso. Ally nos separou rapidamente e sorriu.
– Isso acaba por aqui, seu assanhado – disse me dando um último selinho.
Ela levantou do meu colo e colocou a calça, seguindo pela blusa e pela jaqueta. Calçou a sapatilha e sorriu para mim.
– Vamos? – perguntou
– Eu... Eu vou ficar mais um pouco – disse sem-graça apontando para minha calça.
Ela apenas piscou e saiu do banheiro, fechando a porta.
POV Ally
Nem eu mesma acreditava no que eu tinha acabado de fazer. Mais alguns minutos e eu perderia minha virgindade! Ele ficou todo envergonhado, coitado!
– Demorou, hein... – disse Elliot caçoando-me.
– O cabelo dela está todo bagunçado... – disse Mel.
– O que aconteceu na minha ausência? – perguntei ignorando os comentários dos meus amigos.
– Ela está até ofegante! – disse Dez e todos riram, fazendo-me corar um pouco.
– Cadê o Austin? – perguntou Trish
– Ele... Ele teve que... O Austin... – eu não sabia o melhor jeito de terminar aquela frase, então resolvi não termina-la.
Todos riram mais uma vez e eu fiquei mais constrangida ainda.
– Depois do que aconteceu lá, será que você ainda é virgem? – perguntou Kira.
– Isso não é da sua conta – respondi curta e grossa.
Austin saiu do banheiro com um pequeno sorriso e sentou do meu lado. Pela primeira vez na minha vida, eu senti vergonha de estar ao lado dele. Sua boca estava cheia de batom e seu cabelo totalmente bagunçado.
– Parece que a coisa estava boa – disse Bruno rindo.
Austin olhou para mim, não entendendo nada. Eu levei minha mão até sua boca e limpei os vestígios do meu batom que estava ali. Aproveitei e dei uma arrumada no seu cabelo.
– O que aconteceu enquanto não estávamos? – perguntou tentando mudar o assunto.
– Mel ficou com o Cody, Kira beijou o Nick, Carol ficou comigo, Trish ficou com ciúmes... – disse Dez rindo e Trish bateu em sua cabeça.
– Vai continuar brincando? – perguntou Elliot.
– Eu acho que vou para o quarto. Até mais – respondi e levantei.
– Eu vou junto. Precisamos conversa sobre o que aconteceu – disse Austin segurando minha mão.
– Mmmmm... – todos disseram juntos, fazendo-me ficar vermelha.
Sai andando o mais depressa o possível dali e Austin me acompanhou. Abri a porta do quarto e me joguei na cama.
– O que foi aquilo? – perguntou Austin deitando ao meu lado.
– Um desafio – respondi indiferente.
– Você sabe que quase transamos, né?
– Nós não quase transamos. Eu não iria deixar.
– Você estava seminua na minha frente!
– Foi um desafio! – rebati
– Você nunca fez nada do tipo, Ally! Nunca nem chegou a usar um shorts curto na frente de um garoto antes!
– Eu já estive com menos peças de roupa na frente de um garoto antes – eu disse baixo.
– Como?
– Gavin – respondi.
– Vocês...?
– Não! – respondi
– Você ficou tipo, nua, na frente dele? – perguntou e eu assenti, cautelosa – Por que nunca me contou? – perguntou magoado.
– Eu já disse... Tenho vergonha de falar sobre isso. Preferi que ninguém além da mãe dele ficasse sabendo.
– A mãe dele?! – perguntou
– Ela chegou em casa... Me mandou embora... Foi a maior vergonha da minha vida – respondi sentando – Ele foi embora para Paris um dia depois. Eu já sabia que ele iria. Era nossa noite de despedida.
Austin sentou-se com dificuldade.
– Você ia perder sua virgindade com um garoto na noite de despedida dele?! – perguntou não acreditando no que ouvia. Ele estava evidentemente bravo.
– Eu gostava dele. Muito – respondi defendendo-me – Perderei minha virgindade com alguém que eu ame.
– Gosta dele ainda? Por que se não gosta, não era amor. O amor é eterno – disse irritado, aumentando a voz.
– Talvez eu goste – respondi falando no mesmo tom.
– Faz anos que você não o vê! – gritou
– O amor é eterno, não é? – respondi gritando também.
Austin ficou quieto. Lágrimas escorriam pelas minhas bochechas.
– Você o ama? – perguntou baixo
– Não... – eu respondi baixo, balançando minha cabeça.
– Me desculpa, não chora – pediu enquanto secava meu rosto.
Apenas o abracei.
– Como eu vou saber se amo alguém? – perguntei
– Amar uma pessoa é protegê-la, querer o bem dela, mesmo que isso custe a sua vida. É querer estar com ela para toda a vida. É querer ficar com ela todo momento, sem exceções. Existem jeitos diferentes de amar.
– Como assim?
– Eu te amo de um jeito diferente do jeito que você me ama. Você me ama como amigo, já eu tenho sentimentos diferentes por você. Um carinho especial.
– Talvez eu te ame do jeito que você me ama...
– Não, você não ama. Você até quer, mas como você mesma disse “não dá pra tentar gostar de uma pessoa”.
“Talvez eu não esteja tentando gostar de você” pensei " Talvez eu já esteja gostando de você..."
Fale com o autor