My Best Friend

32 I don't care


Notas iniciais
Hey, meus amores! Eu disse em AM que postaria apenas no final de semana, mas quando entrei pra ver quantos comentários tinham e vi aqueles 19, quase morri. Bom, para quem não lê AM, ou não leu as notas inicias, eu me desculpo pela demora, mas minha vida está realmente muito agitada. Os próximos nove capítulo serão contados assim: Capítulo 32 (esse) ---> Mês 1 da gravidez Capítulo 33 ---> Mês 2 (...) Sei que tinha tido que a fic iria até o 45, mas não. Ela irá até o 42, sorry! Obrigada a: - CqC - Ally Faria - Duda - Shamara Lynch - divademi22 - Letícia Merlo - Sleeping Beauty - Snow White - Kayllanie - Lady Blanco Lynch - ausllyraura - ViihStoesselBlanco - Pequena Miss - Ary Lynch - EstéphanyQueen - Filha de Atena - crazy girl - aninha2003 - Vida Brilhante Boa Leitura, amores ♥

Ally fungou e se sentou na cama. Sua mão direita foi levada até a cabeça e ela fechou os olhos.

– Os três primeiros meses são de risco – ela disse baixo – Eu sabia o quanto você estava animado para ter um filho... – mais lágrimas escorreram e eu senti vontade de abraçá-la – Imagine se algo acontecer, Austin? E se... E se eu perder o bebê? Eu pensei em como você ficaria magoado, em como ficaria depressivo... Então eu planejei esperar os três meses se passarem e te contar depois. A gravidez já não seria de risco. Além disso, Aus, se eu perdesse antes, você não ficaria mal – ela fungou novamente e eu senti meu peito se apertar – Eu sinto muito.

Trinquei os dentes. Não importava quantas justificativas ela tinha, eu não podia acreditar naquilo.

– Eu também sinto – respondi, voltando ao meu quarto.



Primeiro mês de gestação

Dia 05 de março

POV Austin

Segunda-feira. A semana havia começado mais uma vez e eu estava brigado com a Ally.

Passei a noite toda em claro pensando em motivos para a Ally ter escondido a gravidez de mim, mas eu simplesmente não consigo acreditar que ela tenha tido coragem para omitir algo tão importante!

Mas eu seria pai.

Isso não é incrível? Sim, claro que é. Eu finalmente vou ter algo para chamar de meu e me orgulhar por isso.

Sai de minha cama e em poucos segundos estava no quarto de Ally.

– Ally? Ally?

A morena deu um pulo da cama. Seus olhos se arregalaram e, ao me ver, ela sorriu.

– Austin!

Seus braços envolveram o meu pescoço, mas eu não a abracei de volta. Ela permaneceu ali.

– Por favor, Aus, pare de me ignorar! Isso me mata por dentro... — pediu.

Afastei-me, ajeitando minha roupa.

– Só vim te chamar, acho que você não vai querer se atrasar para a aula.

Duas lágrimas escorreram em sua face, e antes que a vontade de enxugá-las aparecesse, eu voltei para o meu quarto.



Dia 12 de março

POV Austin

Mais uma vez, segunda-feira. Nossa, como eu odeio esse dia!

Abri a janela do meu quarto e logo percebi que meu dia seria péssimo. Estava chovendo.

Olhei para a janela e notei que Ally já estava acordada. Desde a semana passada, quando fui acordá-la, Ally passou a levantar-se mais cedo. Acredito que para me evitar.

Hoje Ally teria um ultrassom. E eu estaria lá.

(...)

Após a aula, segui Ally até o hospital. Ela não falou comigo o caminho inteiro. E nem eu com ela.

(...)

O médico sorriu, enquanto me observava. Havíamos acabado de chegar ao hospital.

– Vejo que contou ao seu namorado sobre a gestação. Você fez o certo, Ally — O Dr. sorriu.

– Na verdade, eu descobri sozinho. E aliás, não somos mais namorados.

Acredito que meu tom de voz tenha saído muito rude, porque o médico me encarou surpreso e murmurou um "desculpa" em seguida.

A consulta ocorreu bem. O Dr. disse que a gravidez, apesar de risco, estava com poucos problemas. Recomendou descanso e alguns remédios.



Dia 17 de março

POV Austin

Era domingo. Tirando a falta que eu sentia dos lábios da morena — e de todo o resto dela -, o dia estava ótimo.

Deitei-me na minha cama e coloquei meus fones. Comecei a escutar I Won't Give Up do Jason Mraz.

Ouvi a batida da minha janela. Virei o rosto e observei Ally perguntar, timidamente, "Posso entrar?". Dei de ombros.

Ela usava apenas um pijama composto com uma blusinha rosa de seda e um pequeno shorts da mesma cor e do mesmo tecido. Ela estava... sexy.

– Aus, eu... Eu queria conversar sobre nosso filho — ela engoliu em seco.

– O que é? — fui um pouco grosso.

Ela respirou fundo e sentou ao meu lado, ao pé da cama.

– Se você puder deixar de ser arrogante, eu agradeceria. Poxa, Austin, eu sei que eu errei, ok? Eu reconheço que errei e errei bem feio. Você pode querer não me perdoar... Tudo bem, eu aceito sua decisão. Mas saiba de uma coisa: Tratar-me mal não o fará se sentir melhor, apenas fará com que eu me sinta pior. Se é isso que você quer, minha infelicidade, então muito bem, você está fazendo a coisa certa!

– Desculpe-me — murmurei.

– Podemos ter uma conversa decente? — ela perguntou, parecendo cansada. Seus olhos marejaram.

– Claro, claro.

Ela respirou fundo mais uma vez.

– Eu queria saber se... Se você está disposto assumir essa criança?

Engasguei.

– Como? Quero dizer, como assim "assumir"? Eu sou o pai, é claro que eu vou assumir.

– É que, eu meio que temi que você não quisesse mais... Sabe? Porque terminamos e... — sua voz sumiu.

– Ally, não diga besteiras. Nós terminamos, isso não influencia no fato de eu ter te engravidado. Eu vou assumir a criança.

Ally assentiu, enxugando as lágrimas que desciam por suas bochechas.

– É assim que você me vê agora? — perguntou, como se seu coração estivesse partido.

– Assim como? — perguntei, dando de ombros.

– Como a garota que você engravidou.

Por mais que fosse mentira e que eu saberia que doeria, respondi:

– Sim. Isso é tudo que você é pra mim agora, além de ser a mãe do meu filho.

Ally soluçou. Sua face já estava toda molhada. Ela se levantou e caminhou até a janela.

– Austin — me chamou.

– O que é?! — perguntei, nervoso.

– O médico me disse hoje que na hora do parto poderia haver algum problema... Ele pediu para que eu conversasse com você e que chegássemos em um consenso.

– Consenso para quê? — perguntei, confuso.

– Caso eles possam salvar apenas um de nós — eu ou a criança -, quem salvaríamos. Mas acho que você já respondeu essa pergunta, então, obrigada pela sinceridade.

Ela fechou a porta da varanda e esticou a cortina de seu quarto, mas ainda que eu não pudesse vê-la, eu podia escutar o seu choro.



Dia 23 de março

POV Ally

Não falei com Austin desde o dia em que ele deixou bem claro que preferiria que a criança sobrevivesse a mim.

Sim, é claro, isso era de se esperar. Mas o que me machucou não foi a decisão dele, mas sim a maneira como ele me falou. Grosso, Rude, Ignorante.

O calendário marcava sexta-feira. Suspirei.

Mais um final de semana que eu passaria deitada na cama, chorando e lamentando minha vida cruel.

Mas não.

Carol apareceu em casa. Nós ligamos o computador e chamamos Trish para uma conversa em vídeo.

– Como assim grávida? — perguntou Trish, animada.

– É, grávida, Trish! — respondeu Carol irônica — Bom, o Austin e ela transaram sem camisinha, um embrião foi gerado e a barriga dela vai começar a crescer.

Trish riu com sarcasmo.

– E vocês brigaram depois? — ela perguntou, tentando entender a história. Eu assenti — Calma, vocês vão ficar bem. Fique tranqui...

Antes que ela pudesse terminar sua fala, Austin bateu na porta da varanda.

– Podemos conversar? — perguntou.

Carol apanhou o computador nas mãos e se afastou um pouco, dando-me um pouco de privacidade com Austin.

– Não, na verdade — respondi — Eu não quero falar com você.

– Mas você vai — respondeu, revoltado — Quer deixar de ser grossa? — ele segurou meu braço, colocando um pouco de pressão.

– Solte-me — exigi, cerrando os dentes — Você pode ser grosso quando quer, por que eu não posso? — aumentei meu tom de voz.

Sim, eu estava brava. Muito brava.

– Porque você é quem está errada!

– Errada? — eu ri, ironicamente — Eu realmente pensava que eu estava errada, Austin. Cheguei a me redimir e a assumir meu erro, mas você quer saber? — eu dei de ombros — Eu não estou errada. Sabe por quê? Porque o tempo todo, Austin, O TEMPO TODO, eu tava apenas pensando em você! Pensando em como você ficaria! Pensando em seu bem-estar e em seus sentimentos! E você quer saber mais? — eu já chorava novamente — Eu estou pouco me fodendo para o que você acha de mim agora! Eu não me importo se sou a garota que você amava, a garota que você dormiu ou se não sou nenhuma das duas. EU NÃO ME IMPORTO!

Austin abaixou a cabeça. Minha respiração estava totalmente descontrolada. Eu sentia que, a qualquer momento, poderia parar de respirar.

Austin levantou a cabeça, com seus olhos marejados. E então ele disse:

– Eu só iria dizer que pensei muito no que você me disse e... Se eu tiver que escolher entre você e essa criança, eu escolherei você.

E ele saiu, deixando-me completamente confusa e desnorteada.

Notas finais
Ai, ai Raura é vida, mesmo... Gif de: http://33.media.tumblr.com/797d88c308235fe46d977a1cf2ecac12/tumblr_n2hs3sfMQY1s0466no4_r1_250.gif Deixem seus comentários, tá bom? Eu quero pelo menos 12, porque ai chego nos 400 *----*