My Best Friend
6 Everybody has secrets
Notas iniciais
– Alls... – sussurrou quase tocando nossos lábios – Você está pedindo para fazer amor comigo? — perguntou rindo
– Não! – disse rindo também, com a voz um pouco mais firme – Eu só estava me justificando. Não queria que você entendesse errado, só isso.
– É uma pena. Eu faria com todo prazer, literalmente – diz limpando minhas lágrimas.
Não pude conter uma risada. Era impossível. Até falando besteira, ele consegue ser encantador.
– Boa noite – diz olhando em meus olhos.
– Eu não vou conseguir dormir sem antes te beijar – admiti e o beijei da maneira mais delicada que alguém poderia beijar outra pessoa.
POV Ally
“Alguém me abraça por trás e beija meu pescoço. Vejo fios loiros ao meu lado e sorrio. A pessoa para de frente para mim. Não era o Austin, era Dallas. O moreno possuía os olhos e o cabelo de Austin, mas não era ele.
– Vamos meu amor? As crianças estão esperando! – diz pegando minha mão.
Pego a mão de Dallas e entro na casa. Olho para as crianças. Dois meninos, idênticos ao Austin, porém com cabelos castanhos, como o Dallas.
– Mamãe, mamãe! Mamãe, mamãe! – chama uma menina correndo
A garota sim, era igualzinha ao Austin. Em tudo, só que com o cabelo comprido.
– Papai vem me buscar, vamos sair.
– Claro, meu amor – respondo carinhosamente.
Austin entra na casa. Ele segura a mão da garota e me envia um sorriso.
– Pare de flertar com ele – reclama Dallas bebendo um copo de vinho – Ele é seu ex, você tem que flertar comigo!”
Acordo assustada com o pesadelo. Levanto repentinamente, puxando a coberta do Austin.
– Ai, senhor Jesus Cristo, o que foi? – pergunta Austin assustado levantando.
– Desculpa, eu tive um pesadelo e me assustei.
– Sonhou com o quê?
– Era estranho. Você era meu ex e tínhamos uma filha – disse – Mas eu tinha outros dois meninos com o Dallas loiro...
– Eu hein...
– Enfim, esquece. Que horas são? – perguntei
– Quatro da manhã.
– Não vou conseguir dormir de novo.
– Nem eu. Obrigado por me acordar – disse sorrindo cinicamente para mim.
– Desculpa. O que quer fazer? – perguntei a ele
– Nem te conto – disse rindo
– Austin, por favor, né – pedi.
– Certo. Vamos continuar brincando!
– Sério? Eu não sou muito boa em falar sobre aquilo.
– Não precisa ser sobre aquilo. Eu começo respondendo: Não, eu não me barbeio.
Olhei para Austin que sorria na minha frente. Ele sorria de maneira inocente e eu não pude conter uma risada.
– Está bem. Me pergunte algo.
– Quantos namorados você já teve?
– Um. Gavin Young. Ele era legal, mas se mudou para Paris e nós terminamos.
– Ah, sim – disse com um pequeno sorriso
– Quantas você já teve?
– Vish, agora ferrou pro meu lado: Kira, Marya, Fernandinha, Luna, Steacy... Mas eu só me apaixonei por uma pessoa na minha vida toda – disse piscando para mim.
– Já chega. Não quero mais brincar.
– Se troca, vamos passear.
– Às quatro e meia da manhã? – perguntei
– Coloca muitas blusas, faz mais frio essa hora.
Levantei-me da cama, peguei uma roupa no armário e entrei no banheiro. Vesti-me rapidamente (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=128265544&.locale=pt-br).
Sai do banheiro e encontrei com Austin, já vestido, do lado de fora. Austin usava um casaco preto e calça jeans. Fechamos a porta do quarto e caminhamos silenciosamente até a recepção.
– O que vamos fazer a essa hora da manhã nas ruas de Nova Iorque? – perguntei ao loiro que parecia estar se divertindo com a ideia de fugir essa hora.
– Andar de bicicleta? – perguntou apontando para uma loja de bicicleta que estava aberta.
– Você sabe que eu não sei andar!
– Vem! – disse me puxando
– O que desejam? – perguntou uma garota loira, bem jovem no caixa.
– Uma bicicleta de dois lugares, por favor – pediu Austin babando sobre a garota.
– Claro, vai ser uma prazer – disse sorrindo – e para você?
– Como?! – perguntei incrédula.
– Ér... Na verdade, eu não te convidei pra sair. A bicicleta é pra ela – disse Austin falando com a loira.
– Claro, gracinha.
Ela soltou uma bicicleta de dois lugares. Austin pagou e saímos da loja.
– Não sabia que nova iorquinas eram tão atiradas – reclamei enquanto sentava no banco de trás.
– Ciúmes? – perguntou desafiando-me
– Claro. Você está saindo comigo, não com ela.
– Você vai pedalar? – perguntou mudando de assunto
– Se eu derrubar a gente...
– Relaxa. Segura minha cintura e pedala.
– Ok.
Austin sentou no banco da frente e começou a pedalar. Eu agarrei sua cintura e pedalei junto. Encostei minha cabeça com cuidado em suas costas e curti o vento que balançava meu cabelo.
– Vou acelerar – avisou Austin correndo mais.
Apertei-o com força quando senti que estávamos correndo mais rápido. Era bom estar ali com ele. Eu nunca havia sentido nada assim antes, apesar de já termos andado de bicicleta diversas vezes. Resolvi descartar a ideia de estar adquirindo sentimentos por ele, para não decepcioná-lo caso não fosse verdade.
– Estou cansado, vamos voltar – disse sorrindo e me tirando dos devaneios.
– Como quiser.
Austin fez a curva e voltamos para a loja, pedalando um pouco mais devagar.
– Já voltaram? – perguntou a loira quando chegamos a loja.
– Não, ainda estamos lá – respondi irritada.
– Alls! – pediu Austin
– Me desculpa...
– Obrigada e voltem sempre. Sempre – repetiu encarando Austin.
– Vamos, amor – respondi pegando a mão de Austin e nos guiando para fora.
– Tá, o que foi isso? – perguntou quando estávamos sozinhos
– Isso o quê?
– Esse seu surto de ciúmes...
– Eu te fiz um favor – respondi indiferente
– Ally... Se você não gosta de mim, deixe-me interessar por outras pessoas!
– Desculpa pelo modo que agi.
– Tudo bem, vem. Vamos voltar ao hotel – disse me abraçando de lado.
– Você se importa de ir sozinho? – perguntei – Eu queria ficar mais um pouco.
– Eu fico com você – ele disse sorrindo
– Você disse que estava cansado.
– E estou, mas vale a pena.
– Certo.
Continuamos caminhando até chegarmos na praça em que havíamos feito piquenique no dia anterior.
Sentamos no banco e eu repousei minha cabeça no seu ombro.
POV Austin
Após o passeio, sentamos no banco da praça e começamos a conversar.
– Queria conseguir entender os seus sentimentos – eu disse quebrando o silencio.
– Se um dia você conseguir, me avise, porque nem eu estou entendo-os mais.
– Está apaixonada? – perguntei
– Eu não sei. Nunca estivesse apaixonada, não sei como é estar. Mas talvez eu esteja gostando de alguém – disse me partindo o coração.
– Quem? – perguntei receoso
– Quando eu tiver certeza do que eu sinto, talvez eu te conte, Okay? – disse sorrindo, enquanto olhava nos meus olhos.
– Okay – respondi apenas.
(...)
Acordei com algo atingindo minha cabeça.
– Ai! – reclamei quando abri os olhos por completo.
– Desculpa, tio! – gritou um menininho correndo em minha direção.
Olhei ao meu redor. Havíamos dormido no parque! Ally estava deitada no banco, com a cabeça no meu colo.
– Eu estava jogando a bolinha e te acertei sem querer. Não queria te acordar, me desculpa – disse baixo, sorrindo gentilmente.
– Ta tudo bem, vai lá jogar – disse baixo para não acordar Ally.
O garoto me olhou sorrindo e saiu correndo com a bolinha na mão.
Alls dormia calmamente. Ela tinha um pequeno sorriso nos lábios, o que a tornava mais encantadora e os seus lábios mais convidativos. Aproximei minha boca da sua e depositei um leve beijo. Mesmo assim a garota não acordou. Levei minha mão até os seus cabelos e comecei a afaga-los. Alguns minutos depois, uma leve garoa começou. Senti pena de acordar a morena, que já havia dormido mal antes. Peguei-a no colo, estilo noiva, e caminhei de volta ao hotel.
– Onde está me levando? – perguntou quando estávamos na metade do caminho me olhando. Sua voz estava fraca e ela estava com os olhos semicerrados, como os de quem acabou de acordar.
– Dormimos no parque, começou a chover, fiquei com dó de acordar e estou te levando para o hotel.
– Posso continuar no seu colo? – perguntou sonolenta
– Claro.
– Faz ideia de que horas são? – perguntou bocejando
– Quase uma da tarde. Ainda dá tempo de almoçar no hotel. Pode ser?
– Pode – disse sorrindo.
Não dava tempo de almoçar no hotel. Foi o que eu descobri ao chegar lá e não encontrar nenhuma mesa. O fato é que são quase 200 pessoas para 100 mesas. Ou você chega antes, ou come fora.
– Vamos num restaurante? – perguntou
– Vamos. Quer escolher?
– Não, escolhe você. Estou sem fome.
– Ok.
Saímos do hotel mais uma vez e fomos para uma cantina italiana que ficava na esquina do hotel.
– Cosa vuoi? – perguntou o garçom.
Olhei para Ally desesperado.
– Ele quer saber o que você quer – ela disse rindo.
– Ah, tá. Que alivio. Vou querer um Fettuccine.
– E para beber? – perguntou ela olhando para mim.
– Um suco de uva – respondi.
– Fettuccines a due e due succhi d'uva, per favore.
O garçom assentiu e saiu, sorrindo.
– Você fala alemão? – perguntei assustado
– Austin, eu estava falando italiano.
– Ah! É tipo mandarim? – perguntei animado
– Não. É tipo italiano. Estamos em um restaurante italiano com comidas típicas da Itália. Eles não falam alemão e nem mandarim.
– Eu já sabia – disse sorrindo.
– Claro que já...
O garçom trouxe dois pratos de Fettuccine e duas jarras de suco de uva.
– Desde quando você fala russo? – perguntei
– Italiano! – ela disse irritada – Falo o básico de italiano desde que eu tinha seis anos.
– Isso é uma coisa que eu não sabia sobre você.
– Todo mundo tem segredos — disse sorrindo misteriosamente
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