My Best Friend
21 Don't go with him, please.
Notas iniciais
– O Nick está afim dela. Agora que vocês brigaram, ela vai dar bola pra ele... Eu tomaria cuidado.
– Eu não quero estar brigado com a Alls. Eu a amo, merda!
Eu a trai.
Não sei por que o fiz.
Mas o que eu fiz, não me agradou.
POV Ally
Durante a viagem na van, Nick tentou conversar comigo várias vezes, e depois de um longo tempo, ele pareceu finalmente perceber que eu só queria ficar em silêncio.
Sofrendo em silêncio.
Ao chegar em casa, Austin e eu descemos da van. Ele olhou pra mim de canto. Eu percebi, mas o ignorei.
A van partiu e ficamos só nos dois, parados em frente as portas de nossas casas, em silêncio.
– Ally — disse meu nome, como se nem estivesse me chamando.
– Austin — fiz o mesmo
– Eu sinto muito — disse arrependido, olhando para mim.
– Palavras não são nada, Austin.
– Olha pra mim — pediu, mas eu não o obedeci — Você está magoada?
Ri nervosamente: — Magoada? Magoada, Austin?! Acho que magoada não seria a palavra certa. Acho que talvez destroçada, com raiva, querendo te matar me descreveria melhor — disse sentindo as lágrimas ameaçarem a descer.
– Eu entendo. Eu mereço tudo isso. Me desculpa, amor — pediu tocando em meu braço.
– NÃO ME CHAMA DE AMOR! — gritei empurrando-o — Não olhe mais na minha cara. Tudo que nós tínhamos, Austin, tudo: nossa amizade, nosso namoro, nossos momentos, nossas lembranças... Tudo, tudo acabou!
– Ally, não faz isso comigo...
– Adeus, Austin.
Entrei em casa, deixando Austin parado na porta, depressivo. Joguei minha mala ao lado do sofá e sentei-me, encostando na porta, permitindo-me chorar.
– Ally? Ally, é você, querida? — gritou minha mãe, do andar de cima.
Levantei-me do chão rapidamente, ajeitei minha roupa e respondi, limpando as lágrimas:
– Sim, mãe. Eu cheguei.
Em questão de dois segundos, minha mãe desceu as escadas correndo e me abraçou com força.
– Menina, que saudades! Minha pequena... — disse me apertando
– Eu estava morrendo de saudades, mãe.
– Por que está chorando?
– Ah... é, porque... Porque eu estava morrendo de saudades e quando te vi, fiquei emocionada.
– Awn, que linda. Vá lá em cima, tome um banho e desça para comer. Tudo bem?
– Claro, mãe.
– Chame o loiro — disse sorrindo.
– Ah, eu acho melhor não... — ri fraco
– Por que não? Ally, aconteceu algo?
– Não, nada. É que... Ele deve estar cansado da viagem e vai provavelmente querer passar um tempinho com os pais dele.
– É, você está certa. Ele pode comer aqui amanhã, não é mesmo? — riu — Vou preparar algo para comermos. Seu pai chega do serviço em torno de duas horas.
Assenti e subi para o meu quarto. Tudo estava no lugar, da maneira que eu havia deixado.
Encostei a porta e abri a janela, para entrar ar, mas me arrependi no mesmo momento.
A janela dele também estava aberta.
Austin estava sentado em sua cama, tocando violão. Assim que me viu, sorriu de canto e mandou-me um beijo no ar, como sempre fazia quando me pegava vigiando-o. Porém, dessa vez, eu acho que corei.
Fechei a cortina e sentei-me na cama, tomando o porta-retrato com a foto do Austin e eu nas mãos. Aquela era a única foto que eu tinha do meu aniversário de nove anos. Pensei em rasgá-la, mas logo desisti. Não seria justo, comigo mesma, estragar algo importante para mim só porque o Austin estava lá.
Decidi não dizer nada a minha mãe. Nem sobre o namoro, nem sobre o término. Posso inventar que brigamos por qualquer coisinha e que não quero falar com ele até que o mesmo se desculpe.
Meu celular tocou. Procurei-o na bolsa e assim que o peguei, atendi.
Ally: Alô?
X1: Ally, oi, aqui é o Nick.
Ally: Ah, oi Nick. Como conseguiu meu número?
Nick: Carol me passou (risada) Ally, você quer dar uma volta mais tarde?
Ally: Não sei, Nick... (Olha para a janela e encontra Austin a olhando tristemente) Quer saber, sim, Nick. Eu vou.
Nick: Legal, te pego as 20h, pode ser?
Ally: Estarei pronta (sorri largamente).
Pois bem, Austin Moon. Me traiu? Pois, que me aguente.
(…)
A noite chegou voando.
Durante o jantar, disse a minha mãe que Austin e eu havíamos brigado, devido a uma brincadeirinha de mal gosto que ele fez.
"Ah, eu imagino. Conheço bem o Austin" disse minha mãe, compreensiva.
Quando meu pai chegou, fez a maior festa. Ele ficou extremamente feliz e até achou que eu havia crescido um pouco.
Achou...
Agora já eram 20h03min e eu estava aguardando a chegada de Nick.
Não estava, de fato, tão empolgada para sair com o garoto, mas...
Eu usava uma roupa não muito comum e não muito chique. Estava normal, digamos assim.
Batidas na porta, despertaram-me de meus pensamentos. Abri.
– Austin? — perguntei surpresa — O que faz aqui? — perguntei agora tentando parecer brava.
– Só estou tentando impedir que você saia com ele. Só me escuta, tudo bem? — pediu.
Ele ajeitou o violão que trouxera no colo e começou a dedilhar.
Tear drops in your hazel eyes
I can't believe I made you cry
It feels so long
since we went wrong
But you're still on my mind
Never meant to break your heart
Sometimes things just fall apart
So here's one night to make it right
Before we say goodbye
So wait up, wait up
Give me one more chance
To make up, make up
I just need one last dance
Freshman year I saw your face
Now it's graduation day
Said we'd be friends till the end
Can we start again?
So wait up, wait up
Give me one more chance
To make up, make up
I just need one last dance
Na na na na oh-oh
Na na na na oh-oh
I heard you're heading east
So let's just make our peace
So when you think of me
You'll smile and I'll smile
So wait up, wait up
Give me one more chance
To make up, make up
I just need one last dance
So wait up, wait up
Give me one more chance
Just one song
Then I'll move on
Give me one last dance
I just need one last dance
With you
– Ally? — chamou Nick, aparecendo na porta — Desculpe interromper — disse sorrindo de canto, um pouco irônico.
– Ah, Nick. Oi... Austin, olha...
– Não vá com ele, por favor — pediu baixo olhando em meus olhos intensamente, enquanto segurava minha mão.
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