My Best Friend
22 Apologize
Notas iniciais
– Ally? — chamou Nick, aparecendo na porta — Desculpe interromper — disse sorrindo de canto, um pouco irônico.
– Ah, Nick. Oi... Austin, olha...
– Não vá com ele, por favor — pediu baixo olhando em meus olhos intensamente, enquanto segurava minha mão.
POV Ally
O nervosismo tocou conta de mim.
Nick me olhava triste, com um sorriso decepcionado, imaginando que eu o dispensaria e ficaria com o Austin. Já este estava com o olhar fixo nos meus.
Eu estava nervosa, e confusa. Era como se eu tivesse quer escolher agora, e, sem aviso prévio, com quer ficar.
E de certa forma, era isso mesmo.
– É... Eu... Eu... — eu realmente não sabia o que dizer.
– Ally, olha eu acho que... Eu acho que vou embora — disse Nick — Nós podemos sair outro dia, okay? É melhor vocês conversarem.
– Não, Nick, olha... Eu combinei de sair com você, então, Austin, vá embora.
– Não, Ally. Eu não sairei daqui até você ouvir o que eu tenho para te dizer.
– Ally, converse com ele. Eu posso voltar mais tarde, o que acha? Passo aqui às 22h.
Suspirei. Talvez conversar com o Austin não fosse tão ruim assim.
– Tudo bem. Obrigada, Nick.
O moreno despediu-se de mim com um beijo na bochecha — que mais pareceu no canto da boca — e saiu apressado. Austin olhou desgostoso para o menino com seu gesto.
– Entre — disse apenas.
– Obrigado.
O loiro entrou e se acomodou no sofá.
– Folgado. Você não tem mais toda essa intimidade comigo.
– Ah, Ally — disse e soltou um suspiro irônico — Depois de tudo que tivemos e fizemos, intimidade eu tenho de sobra.
– Infeliz — disse, batendo em seu peito.
Ele riu, fazendo-me rir também. Era incontrolável. Percebi que eu estava derrubando as barreiras que prometi que manteria e logo parei de rir.
– Ally, você sabe que eu ainda te amo, não sabe?
Olhei para o chão, corada.
– E eu sei que você ainda me ama também.
Olhei para o garoto, séria.
– Você não pode afirmar isso por mim — disse controlando as lágrimas.
Por mais que eu tentasse negar, eu sabia que ele estava certo. Eu ainda o amava. Muito.
– Me perdoa? — pediu olhando em meus olhos.
– A-Austin, eu não posso. Você me machucou demais. Eu sempre tive medo de que isso acontecesse um dia, e por isso evitei estar em um relacionamento com você, mas quando eu finalmente me entreguei... Você me traiu — disse, deixando as lágrimas escorrerem pela minha face — Eu te amo. Eu te amo e isso me irrita. Me irrita, porque eu não queria amar-te. Eu deveria odiar você por tudo isso, mas eu não consigo. Eu não consigo, porque eu te...
E ele me beijou.
Começou com um simples toque de lábios. Meu corpo estremeceu e minha sanidade foi levada embora. Suas mãos chegaram à minha cintura e ele a apertou. Senti sua língua deslizar pelo meu lábio inferior, e por mais que isso fosse loucura, eu dei passagem e permiti que ele aprofundasse o beijo. Coloquei minhas mãos em seus ombros e senti o peso do loiro, que deitara sobre mim.
Ficamos assim, até o ar acabar, e eu me afastei, atordoada.
– Ér... Me desculpa.
– Desculpa por quê? — perguntou confuso.
– Austin... Você sabe que isso foi um...
– Não diga que foi um erro — pediu, colocando um dedo em minha boca.
– Você sabe que foi.
– Não, Ally, não foi. Eu te amo e você me ama! Cadê o erro? Amar não é errado, okay? Eu admito que errei. Errei sim, fui infiel... Mas eu me arrependo. Eu me arrependo e quero seu perdão — pediu, derramando um lágrima.
Respirei fundo: — Eu te perdoo, Austin — o garoto sorriu abertamente — Mas isso não significa que voltamos.
– Mas, o quê? (N/A '-')
– Eu não quero um relacionamento com o meu melhor amigo. Te perdoo, mas seremos amigos.
– Ally, isso é ridículo! Você não pode esconder o que sente!
– Eu sei que não, então tentarei esquecer-te. Sugiro quer você faça o mesmo comigo.
POV Austin
A Ally só pode estar brincando. Quando finalmente conquisto a garota que sempre sonhei...
Eu sou tão idiota.
Depois de tudo que Ally fez. Depois de tudo que eu fiz.
E quando finalmente estamos juntos, eu faço besteira.
Merda.
– Tudo bem, Ally. Sejamos amigos, então. Mas eu quero que tudo volte a ser como antes! Nós dois unidos, rindo, nos divertindo... Esqueça o que aconteceu entre a gente, okay?
Ally me olhou incrédula e eu logo tratei de explicar.
– Com tudo aquilo, eu te conquistei uma vez. Conquistar-te-ei novamente, se necessário.
Ally abriu um pequeno sorriso, envergonhado, e me abraçou. Ficamos abraçados por alguns minutos, até um pigarreio atrapalhar-nos.
– Fico tão contente que tenham feito as pazes! — diz Penny, alegre.
Ally contara a sua mãe? Uou, por essa eu não esperava.
– Sim, mas agora somos só amigos...
Penny nos olhou confusa e Ally arregalou os olhos.
– Eu vou para casa... Já está tarde. Tchau, Alls — disse beijando sua bochecha, rapidamente.
Corri para minha casa.
Ops, acho que falei demais.
POV Ally
Mamãe sentou ao meu lado e começou:
– Vai me explicar o que foi isso?
– Promete não brigar comigo? — pedi, fechando os olhos com força.
– Pelo que me contará ou por mentir?
– Acho que pelos dois... — disse e ela assentiu — Bom, Austin e eu... namoramos em Nova Iorque — disse, mas mamãe não parecia surpresa — E ele me traiu, na volta. Eu o vi beijando Carol, uma garota que veio estudar com a gente — disse, voltando a chorar.
– Oh, Ally. Eu sempre soube que ficariam juntos — disse abraçando-me.
– Eu o amo, mamãe — admiti.
– Eu sei disso, querida. Sempre soube.
– Aus me pediu desculpas, mas somos só amigos agora.
– Vai ficar tudo bem, pequena. Eu sei que vai.
– Você promete, mamãe?
– Claro, meu amor. Quando coisas ruins acontecem com a gente, só podem significar duas coisas: Que é o seu destino ou apenas um aviso.
– Acha que meu destino é ficar separada do Aus?
– Não, pelo contrário. Acho que isso era apenas um aviso, para que você pense em suas decisões. Namorar com o seu melhor amigo, por exemplo. Ou, esquecê-lo.
A campainha tocou.
– Será Austin? — perguntou.
– Não, mamãe. É o Nick — afirmei, abrindo a porta.
– Olá, Srta. Dawson. É um prazer — disse o moreno, estendendo a mão.
– O prazer é meu querido — disse apertando-a — Vá, Ally, divirta-se!
– Obrigada, mamãe.
– Vamos? — perguntou Nick, oferecendo o seu braço.
– Vamos — respondi, aceitando.

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