My Best Friend
27 Am I Pregnant?
Notas iniciais
Deitamo-nos novamente. Porém, agora, um ao lado do outro, observando o mar e apreciando as estrelas.
– Isso foi perfeito – ele disse.
– Foi. Acho que agora eu até gosto de praias... – considerei a ideia, fazendo-o rir.
Absorta em meus pensamentos, me lembrei de que, mais uma vez, esquecemos do preservativo.
Suspirei e me aconcheguei no peito de Austin. Meus cabelos foram afagados.
Não aguentei muito tempo.
Dormi, alguns minutos depois.
POV Ally
Austin me levou até em casa. Sentamo-nos um ao lado do outro na cama.
Austin encarou um pequeno pedaço de papel no criado-mudo, ao lado da minha cama.
– O que é isso? – perguntou curioso
– Uma música. Eu... Eu escrevi quando terminamos – ri fraco.
– Pode cantá-la pra mim?
Assenti, um pouco envergonhada.
Peguei o violão no canto do quarto e dedilhei algumas notas.
Can't count the years on one hand
That we've been together
I need the other one to hold you
Make you feel, make you feel better
It's not a walk in the park, to love each other
But when our fingers interlock
Can't deny, can't deny, you're worth it
Cause after all this time
I'm still into you
I should be over all the butterflies
But I'm into you (I'm into you)
And baby even on our worst nights
I'm into you (I'm into you)
Let 'em wonder how we got this far
Cause I don't really need to wonder at all
Yeah, after all this time
I'm still into you
Recount the night that I first met your mother
And on the drive back to my house
I told you that, I told you that I loved you
You felt the weight of the world
Fall off your shoulder
And to your favorite song we sang along
To the start of forever
And after all this time
I'm still into you
I should be over all the butterflies
But I'm into you (I'm into you)
And baby even on our worst nights
I'm into you (I'm into you)
Let 'em wonder how we got this far
Cause I don't really need to wonder at all
Yeah, after all this time
I'm still into you
Some things just
Some things just make sense
And one of those is you and I
Some things just
Some things just make sense
And even after all this time
I'm into you
Baby not a day goes by
That I'm not into you
I should be over all the butterflies
But I'm into you (I'm into you)
And baby even on our worst nights
I'm into you (I'm into you)
Let 'em wonder how we got this far
Cause I don't really need to wonder at all
Yeah, after all this time
I'm still into you
I'm still into you
I'm still into you
– Isso foi muito lindo, Alls — disse, abraçando-me.
– Eu te amo, Aus.
– Eu amo você também, Alls.
***Duas semanas depois***
Senti minha cabeça latejar, impedindo-me de abrir meus olhos. Levei minha mão direita à minha testa, mas não parecia quente.
– Ally?
Soltei um gemido de dor como resposta.
– Ally, querida, você está bem? – minha mãe perguntou.
Com muito esforço, abri os olhos, mas logo os fechei.
– Feche a cortina – pedi, com dificuldade.
Ouvi a persiana ser fechada e abri novamente os olhos.
– O que foi, querida?
– Não sei, mãe. Estou com uma dor de cabeça muito forte.
Minha mãe me analisou por um momento.
– Sente algo mais? – perguntou
– Bem... Um enjoo, sabe? Ancia de vômito...
Penny suspirou.
– Filha, como está a sua menstruação?
Gelei.
– Está normal, eu acho. Desceu normalmente uma semana antes de Austin e eu termos nossa última relação sexual e está para descer daqui há oito dias.
Minha mãe assentiu.
– Preservativo? – perguntou, e eu neguei, envergonhada – Acho que você sabe no que eu estou pensando...
– Eu não posso estar grávida – murmurei – Eu sou nova demais!
– Sim, e é irresponsável também – ela suspirou – Prometa-me que de agora em diante somente transará com o Austin com camisinha.
Assenti.
– Posso... Ficar um pouco sozinha? – pedi
–Claro. Eu vou te pegar uma aspirina.
Agradeci minha mãe, que logo saiu do quarto.
Não, não e não. Isso não pode estar acontecendo.
Senti meu estômago embrulhar e inclinei para fora da cama, vomitando.
Penny entrou no quarto e fez uma careta.
– Ah, filha.
Ela entregou-me um copo com água e um comprimido. Tomei rapidamente, aproveitando para tirar aquele gosto nojento de bile da minha boca.
– Quer que eu chame o Austin? – perguntou e eu assenti.
Minha mãe saiu do quarto. Aguardei algo em torno de quatro minutos, e Austin já estava em pé, ao meu lado.
– O que houve, amor? – ele se ajoelhou ao pé da cama, segurando minhas mãos.
– Aus, eu e minha mãe achamos que... Nós achamos que eu estou grávida.
Austin ficou pálido por alguns instantes. Sua coloração voltou ao normal no mesmo segundo que seus lábios se moldaram em um sorriso enorme.
– Está falando sério? MEU DEUS, ISSO SERIA PERFEITO! — ele gritou animado.
Era impressionante como tivemos reações diferentes. Eu estou aqui, toda nervosa, com medo de estar mesmo grávida e acabar com a minha adolescência em uma gravidez precoce. Já ele, está lá, todo feliz, com os olhos cheios de lágrimas de felicidade e um sorriso lindo e esperançoso no rosto.
– Não temos certeza, mas eu estou com dores abdominais e lombares, com dor de cabeça, enjoo, ancia de vômito, cansada e um pouco tonta – ri fraco – e as datas, bem... Coincidem.
O loiro sorriu orgulhoso.
– Eu vou ser papai – sussurrou, em meio as lágrimas que brotavam se seus olhos.
– Filha? – minha mãe me chamou, cautelosamente, entrando no quarto. Ela olhou assustada para o loiro que chorava – Vocês não brigaram por isso, brigaram?
Eu meneei a cabeça em negação, enquanto Austin abraçava minha mãe com força, gritando “Eu vou ser pai!”. Minha mãe riu, soltando-se de Austin.
– Não sabemos de nada ainda, Austin. Ah, e Ally, se troque. Vamos ao hospital.
Assenti, levantando-me, cansada.
(...)
Austin, Penny e eu aguardávamos na recepção do hospital. Eu estava nervosa. O médico me chamara alguns minutos atrás e me perguntara como eu me sentia. Contei a ele tudo o que eu sentia e tudo que eu havia feito com Austin.
“- Allycia Dawson?
– Sim, sou eu.
– Ótimo, eu sou o Dr. Marshall. Vamos começar?
– Vamos sim.
– Muito bem, deite-se e levante a blusa.
Apenas obedeci ao doutor. Deitei-me na cama, aguardando.
– Menstruada? – perguntou.
– Não – respondi.
– Teve relações sexuais recentemente sem camisinha?
– Bem, sim – respondi.
– Vou ligar o ultrassom.
Enquanto o Dr. Marshall passeava o gel em minha barriga, assistindo à imagem refletida no televisor, uma enfermeira, com um crachá a identificando por Marta, aproximou-se de mim e retirou um pouco de sangue de minhas veias.
Doutor Marshall desligou o equipamento, e pediu para que eu esperasse o resultado, na recepção”
E aqui estou eu.
– Allycia Dawson?
Levantei-me e segui à sala do Dr. Alguma Coisa.
– Bem, Allycia, realizamos alguns exames e já temos a resposta para sua suspeita.
– E então? Eu... Estou grávida? – perguntei, nervosa.
Continua...

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