Mutant World

33 Novas Sensações


Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês, e perdão pela demora de mais de uma semana! Poooor favor, deixem o reviewzinho, ok? O capítulo tá cheio de cenas fofas então me façam feliz também! Música ¹: https://www.youtube.com/watch?v=Fa2RIlsbOvA Música ²: https://www.youtube.com/watch?v=NWvS4HYUlJg CAPÍTULO DEDICADO PRA LINDA DA LAIX! Tá aí seu beijo Romione, sua viciada! Ah, e também dedico pra Gabi Weasley, que está esperando por esse beijo há um tempão!

¹ O coração de Clove batia acelerado, até mesmo a garota podia ouvir o som das batidas se embaralhando uma na outra, sem se quer possuir compasso algum. Ela tinha ficado louca, só assim conseguiria explicar pra si mesma o porquê de ter se atirado nos braços de Cato e o beijado daquela forma. Não que ela não houvesse gostado, ficar submetida aos carinhos dele naquele momento era algo que Clove não poderia nunca reclamar. Por um instante, pensou que, talvez, não conhecia ele de verdade. Cato irritava-a completamente, mas sabia ela que aquela raiva toda vinda de dentro do seu corpo tinha nome e sobrenome. Sim, ela tinha ciúmes de Lilá. E sentir mais raiva do que sentia quando via os dois loiros juntos, só se fosse sentindo raiva de si mesma por sentir ciúme dos dois. Céus, que confusão. Clove estava completamente confusa. Ela já tinha se envolvido com um ou outro cara antes, até porque, era uma mutante mas não estava morta. Tinha seus hormônios a preservar. Mas com Cato foi totalmente diferente. Seu coração não deveria estar tão acelerado assim mesmo depois de minutos encarando o menino. Estava começando a ficar sem jeito. Tá ai outra coisa que Cato foi capaz de fazer para bagunçá-la ainda mais por se sentir daquela forma.

– É melhor a gente ir. — Apesar de hesitante, Clove foi capaz de falar. Quebrou minutos de silêncio entre eles, mas não foi capaz de quebrar a troca de olhares. As mãos de Cato ainda a abraçavam pela cintura, firme, fazendo-a ter certa bambeza nas pernas.

– Você quer ir? — Ele sorriu de lado e subiu uma das mãos, agarrando a pele do pescoço da morena. Clove soltou sua respiração pesada, tentando eliminar aquele maldito frio na barriga de seu corpo, mas, claramente em vão.

– Precisamos achar o Draco. — A garota relembrou o loiro do propósito pelo qual haviam se arriscado sozinhos pela ilha a fora. Cato assentiu, mas não se moveu e nem mesmo deixou Clove se afastar. Não que ela houvesse tentado..

– Temos mais alguns minutos.. — Sugeriu Cato, beijando os lábios de Clove sem pressa. Sugou o néctar da boca da mutante enquanto ela se entregava àquela carícia, deslizando seus dedos por entre os fios louros do cabelo dele, despenteando-o.

– Sério, Cato.. — Clove suplicou para que suas forças interiores desconectassem os dois corpos, e ela se livrasse daquela submissão completa. As mãos de Cato tocaram a pele das costas dela quando invadiram o tecido da blusa ensanguentada da morena; e ela arfou dentre o beijo. Deveria empurrá-lo, insultá-lo, continuar completamente enraivecida perto da presença dele, mas, agora, não teria mais motivo. Ou teria? Ela mesmo o beijou. Ela mesmo deixou claro que desejava aquela boca, aquelas mãos a tocando, então, o que mais Clove tinha a perder?

Então ela se deixou levar.

Clove puxou os cabelos de Cato com precisão, enquanto sentia seu corpo ser guiado sem ela saber pra onde. Estava ocupada demais se incomodando com aquele ardor percorrendo seu corpo, o sangue em suas veias correndo rapidamente, bombardeando seu coração que batia totalmente sem compasso. A garota nem se incomodou com a dor que se perdeu entre o desejo quando suas costas machucadas da luta contra a pantera bateram contra uma árvore seca, o corpo de Cato sequer quebrou a distância com o dela. Era como se estivessem conectados. As bocas se buscavam com fervor, as línguas dançavam em uma não-sincronia perfeita.

Cato agarrou as costas de Clove. Tocou a pele branca dela com os dedos, procurou não ferí-la em seus machucados. Mas ela não parecia estar reclamando. Pelo contrário, estava retribuindo-o completamente. Estavam precisando desesperadamente de ar, mas os arfares entre o beijo já atuavam como sustância no meio daquela fogueira de desejo. Assim como Clove, Cato nunca se sentiu daquela forma antes. Um dos seus melhores palpites para explicar aquele momento era o que estava acontecendo entre eles. Estavam perdidos em uma ilha aparentemente deserta, mas praticamente amaldiçoada por mutantes, e precisavam internamente de contato. Contato físico, carinho, eles estavam carentes, ora! Ser mutante não era algo extremamente agradável, e se humanos normais já eram recheados de hormônios, mutantes que o digam. Por Deus, eles quase queimavam com um só beijo.

– Cato.. — Clove quebrou o beijo, depois de reunir suas forças que ela acabara de conhecer naquele instante. — É melhor a gente ir. — A garota realmente tentou deixar claro que estava repreendendo o que estavam fazendo, mas simplesmente não conseguiu. Até porque, como diria aquele ditado cheio de clichê, quem desdenha quer comprar. E ela não podia dizer que não gostava daquele intenso contato entre os dois.

– É. — Ele assentiu, depois de respirar fundo e suspirar. Seus cabelos estavam desgrenhados e seu coração bagunçado, mas isso não significava algo ruim. Talvez, a única coisa boa que estava acontecendo com ele desde que tudo virou um inferno. Sorriu de lado e beijou os lábios da garota pela última vez, ternamente. Permaneceu de olhos abertos para ver a reação dela, e os olhinhos bem fechados, acompanhados de um sorrisinho de lado nos traços da garota fez a felicidade de Cato naquele momento. Céus, ele poderia ficar totalmente apaixonado por ela.

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Foi estúpido. Completamente estúpido o que tinha feito. Atacar a pessoa que considerava sua melhor amiga, daquele jeito? Nunca ao menos teve a chance de ter amigos, e quando a vida lhe deu a chance no meio de tantas coisas ruins acontecendo, Gina se transformou em um monstro capaz de ameaçar as pessoas que se importavam com ela. Talvez, esse era outro egoísmo que ela descobria em si mesma. Mas, mesmo Harry dizendo que não era culpa dela agir daquela forma, Gina não conseguia se convencer. Não devia se culpar tanto, mas parte dela havia atacado Hermione de propósito. Insanamente, ou não, Gina ousou pensar que se demonstrasse ser perigosa como os vampiros realmente eram, o grupo desistisse da presença dela por entre eles e a expulsasse. No fundo, bem em seu interior, Gina não era capaz de atacar nenhum deles. Eles eram sua família agora. E, só de pensar em machucá-los, como quase fez com Hermione, Gina desistia de continuar por ali.

– Consigo ver no seu rosto o quanto está se culpando. — Cauteloso, Harry se aproximou da garota, que estava sentada sobre uma pedra, isolada dos outros, principalmente de Safira, já que o grupo julgou a criança como a mais indefesa.

– Não deveria se aproximar. — Ela alertou-o, vendo Harry ignorar aquele aviso e se aproximar dela. — Eu faço mal à vocês.

– Você não tem culpa. — Harry novamente tentou mudar a forma de pensar da mutante.

– Para de falar isso, Harry! — Gina balançou negativamente a cabeça, e o olhou, seus olhos vermelhos faiscavam. Harry quis saber se ela estava prestes a chorar, mas Gina quebrou a troca de olhares na mesma rapidez com que havia criado. — Eu não sou mais desse grupo. Não posso ser!

– Você está com medo, é só isso.. — Harry se aproximou ainda mais, e tocou as mãos da ruiva, que esquivou daquele contato instintivamente. Harry suspirou.

– Vocês deveriam ter medo. — Retrucou a ruiva, semicerrando os olhos e rangindo os dentes, as presas em sua boca machucando-a. Sua boca já deveria estar toda ferida. — Eu ataquei minha própria amiga, você viu?

– Mas você não machucou ela. — O garoto tentou reverter a situação, e, de fato, ele estava certo. — Você se controlou.

– Se controlar? — Gina voltou a olhá-lo. — Chama aquilo de se controlar?

– Eu sei que você não seria capaz. — Harry foi firme com as palavras, enquanto via Gina se levantar da pedra onde sentava e andar em um círculo sem fundamento.

– Você não pode falar do que eu sou capaz ou não sou. — Rebateu a garota, quando parou de andar e encarou Harry, demonstrando irritação em sua feição. — Você não sabe das coisas que vim aguentando até aqui.

– É, eu não sei. — Depois de segundos de um silêncio inquieto, Harry voltou a se pronunciar. — Sei que aguentou demais. Sei que tá cansada. E também sei que se sente muito injustiçada por ter se transformado em uma vampira. Mas eu sei que você não machucaria nenhum de nós. Você não me machucaria.

– Não pode ter essa certeza. — Gina engoliu em seco, estava nervosa, e completamente exausta daquela constante e inabalável dor de cabeça. Nem sabia como ainda não tinha desmaiado. Vai ver era uma maldita habilidade vampírica permanecer de pé naquelas circunstâncias.

– Eu não tenho. — Harry balançou a cabeça e deu alguns passos a frente, quebrando a distância entre os dois. Gina tentou desviar daquela tentação mas foi impedida pela pedra atrás de seu corpo, que quase a fez desequilibrar as pernas e cair. Harry segurou-a pela cintura e ficaram cara a cara. Gina começou a respirar descompassadamente, e o mutante se perguntou se a razão era ele ou a vontade dela de mordê-lo.

– Me solta. — Ela ordenou, mostrando suas presas para o garoto. Harry entreabriu os lábios e a apertou a cintura da ruiva, que soltou um grunhido baixo. Harry entendeu aquilo como um xingamento.

– Presta atenção no que eu vou falar. — Ele praticamente ordenou, o que fez Gina focar toda a sua atenção no rosto bem traçado do moreno, ignorando seus instintos mais traiçoeiros. Harry subiu uma mão e segurou-a precisamente pelo pescoço, trocaram olhares intensos em seguida. — Eu não importo se você quer desistir. Você tá se convencendo de que é isso que deve fazer. Mas eu não vou deixar você desistir. — As palavras de Harry fizeram o coração de Gina começar a bater em descompasso. — Eu sei que não temos certeza se vamos achar uma cura pra isso. Mas você vai ficar bem. E vai ficar com a gente, vai ficar comigo, tá entendendo direitinho? — O moreno enfiou os dedos por entre os cabelos ruivos. Gina estava totalmente vidrada nele, Harry foi capaz de perceber mais uma vez o tom vermelho vivo nos olhos dela oscilarem, mostrando seu azul oceânico escondido por entre sua obscuridade. — Se você não acredita em si mesma eu sinto muito, mas eu acredito. — Falou as últimas palavras antes de soltá-la e desfazer toda a proximidade deles. Gina ficou imóvel, apesar de ainda olhá-lo da mesma forma: intensamente. — E mais uma coisa.. — Harry, ao dar as costas para a garota, se pronunciou antes de sair dali para deixá-la pensar. — Se você tivesse que me atacar, tinha feito isso aqui agora.

Então, Harry deixou Gina para trás, sozinha, apenas se matando internamente depois de tudo aquilo que ouvira, apesar se definhando por ser tão burra ao ponto de pensar em desistir depois de tudo que já havia enfrentado. Talvez, Harry estivesse totalmente certo. Mas a única certeza que Gina tinha, era de que aquele garoto não podia deixar sua vida mais.

xx

– Não tá se matando de ciúmes não? — Scorpius surgiu atrás de Rose, assustando a garota e fazendo-a rodar os olhos, percebendo total ironia e displicência naquelas palavras.

– Por que eu estaria? — A ruiva retrucou, olhando o loiro que agora sentava ao seu lado. Eles estavam de frente para a vista da mata, que há poucos denunciava um clima de total romance entre Harry e Gina. Sim, Rose sabia que Scorpius estava se referindo àquilo.

– Ora, acho que seu namoradinho está te traindo. — Debochou o loiro, enfatizando a palavra namoradinho. Rose arqueou as sobrancelhas e encarou os olhos azuis de Scorpius.

– Nós não somos namoradinhos. — Rose enfrentou o olhar de desdenho de Scorpius. Tentou não rir daquilo. Por que diabos ele se importaria? Lógico que só queria provocá-la. — E se eles estiverem juntos, que bom. Todo nós precisamos de algo assim em nossas vidas, pra que algo realmente venha valer a pena.

– Eu senti uma leve indireta no que você falou. — Disse o garoto, enchendo-se de seu ego. Rose rodou os olhos mais uma vez. Era impressionante que mal havia reencontrado o garoto e já estavam trocando farpas novamente.

– Claro, mister ego. — A mutante foi irônica.

– Você pode confessar que tem uma grande queda por mim, eu não vou rir de você. — Scorpius tentou provocá-la ainda mais, e percebeu ter mexido em um calo que ele não conhecia.

– Olha Scorpius, se você não tem nada pra falar e a fazer a não ser atrapalhar a vida dos outros, você não venha me encher o saco. — Rose cuspiu as palavras e quebrou a troca de olhares, não notando a feição de desentendimento no rosto de Scorpius.

– Ei, eu tava brincando. — Scorpius tentou tocar o braço da garota, mas Rose se esquivou do contato, demonstrando estar enraivada. — Ei, irritadinha, eu tava brincando, ok?

– Você mal voltou e já vem com essas brincadeiras estúpidas. — Rose rebateu, ríspira. Scorpius franziu a testa e insistiu em ter algum contato com ela, tocando agora um fio de seu cabelo ruivo. Rose rodou os olhos, mas não o impediu.

– Achei que você estava com saudades. — Ele foi galanteador, e então levou um tapa na mão vindo da garota, fazendo com que ele soltasse a mecha de seu cabelo.

– Minha não-lúcida saudades de você já passou, pode apostar. — As palavras da ruiva eram secas.

– Ruivinha, não precisa ficar assim não.. — Scorpius tentou se redimir, percebendo que Rose estava realmente sentida com aquela brincadeira besta.

– Merda. — Rose bufou, não sabendo nem o porquê de estar irritada. Scorpius sempre a provocou daquela forma, ela só tinha que jogar na mesma moeda e tudo ficava bem. — Esquece, tanto faz isso.

– Eu realmente tava brincando. — Ele disse quando a ruiva o olhou. — Sério, você sabe que eu adoro te irritar. Tava com saudade. — Cautelosamente, o loiro mexeu em uma madeixa do cabelo dela, que estava caída sobre seus olhos. — Mas não era pra você ficar irritada assim.

– Eu sei. — Rose franziu a testa, e no instante seguinte, riu. Scorpius se desentendeu totalmente.

– Você tá legal? — O loiro realmente estranhou aquela estranha mudança de humor.

– Pra fazer a verdade? — Rose respirou fundo e jogou os cabelos para trás, bufando. — Acho que vou ficar naqueles dias.

– É sério? — Scorpius tentou não rir.

– Você acha o que, que isso aqui é como nos filmes? — Rose partiu pra defensiva. — As mocinhas se perdem e não tem vontade de fazer xixi, ou não menstruam? — Ela rodou os olhos. — Eu tô com fome, minha cabeça tá doendo, tô irritada e tô com vontade de chorar ao mesmo tempo, sinto falta dos meus pais e da minha vida. Tá tudo uma confusão.

– Vai por mim.. — Scorpius a encarou. — Não preciso sangrar lá em baixo pra estar sentindo tudo isso. — Brincou o mutante, arrancando uma leve risada de Rose. Enquanto ele ouvia aquele som gostoso escapando pelos lábios dela, Scorpius teve a sensação de que, por um breve instante, estava em paz.

– Você é um babaca mesmo. — Rose desdenhou do garoto, mesmo rindo. — Ah, meu Deus.. — A ruiva ergueu o olhar e fitou o céu distante, claro e intensamente azul. — É sério que eu vou ficar de chico no meio dessa ilha? — E foi a vez da garota se deixar levar pelo som estranhamente agradável da risada de Scorpius.

xx

Hermione não sabia como se sentir. Se ela ao menos se sentisse irritada, ou triste, ou confusa, ainda estaria bem melhor do que toda aquela confusão que quase a enfraquecia. Ela sentia tudo aquilo se misturando e abalando-a totalmente, não estava mais agindo com a cabeça. Tinha que confessar que estava com uma imensa raiva em ver Rony dando mais atenção à Lilá do que a ela própria, quem esteve com ele desde que todo aquele inferno começou. Talvez fosse egoísmo dela por querer que ele só lhe desse atenção, mas ela sabia que era mais do que egoísmo. Algo além. Mas não tinha um nome pra dar àquele sentimento. Outra coisa que estava deixando a mutante de cabelos em pé, era ver Gina daquele jeito. Foi atacada pela amiga, e deveria estar com raiva dela também, mas não conseguia. Aliás, ela não tinha o direito de ter raiva de Gina. A garota perdeu o pai, sabe-se lá se sua mãe ainda estava viva, e ainda por cima estava vivendo naquela ilha, em péssimas condições.

Em mistura a todas essas desgraças, Gina tivera a má sorte de ser mordida e virou uma vampira. Quem iria ter forças pra continuar depois de tudo isso? Hermione sabia que a amiga estava sendo mais forte do que algum dia pensou ser capaz, e por isso, todos do grupo precisavam ajudá-la. Era isso que Hermione sentia sobre Gina naquele momento. A imensa vontade de ajudá-la, de tirá-la daquele abismo.

Hermione queria chorar. Ela não podia se dar àquele luxo, sabia disso, mas seu coração estava tão apertado que ela pensava poder ser capaz de perder seus batimentos cardíacos alguma hora. Sentia uma imensa saudade de seus pais, e daria qualquer coisa para vê-los. Estava tão arrependida de ter algum dia duvidado que eles apenas queriam o melhor para ela, e esse arrependimento martelava dentro de sua cabeça. Fora a saudade de sua irmã. Se algum dia tinha alguma amiga com quem contar, em toda a sua vida, foi Gabriela. E agora, nem ao menos sabia se a garota estava viva. Gabriela era uma garota normal, tinha um futuro todo pela frente, e Hermione não sabia se conseguiria perdoar a si mesmo caso algo de ruim acontecesse com a irmã. Queria tanto revê-la. Por isso compreendia completamente o alívio de Harry e Clove quando se reencontraram, ou o desespero de Cato para achar seu irmão, Draco. O vínculo que liga dois irmão é extremamente forte para se perder algum dia no mundo.

Em meio a tudo isso, Hermione ainda estava surpresa com a presença de Safira entre eles. Por Deus, era apenas uma criança. Deveria estar vivendo em um lar de carinho, estudando e tendo um bom ensino para se tornar alguém melhor a cada dia. Mas não, estava presa naquela ilha cheia de mutantes que queriam os matar. Hermione realmente queria saber onde chegava o psicótico louco de Bellatrix Lestrange. Como aquela mulher era capaz de fazer tudo aquilo e ainda dormir à noite?

– O que você está desenhando? — A morena tentou entender os traços borrados que Safira fazia na terra vermelha. Agachou-se ao lado da criança, quando teve a atenção dela.

– Aqui é uma árvore. — A garotinha apontou para um tronco mal feio na terra, e Hermione sorriu de lado, achando a voz daquela criança extremamente confortante para ser ouvida naquele momento. — E aqui, uma flor..

– Que desenho lindo. — Comentou Hermione, carinhosamente. Viu um sorriso fraco colorir o rosto de Safira. — Você gosta de árvores e flores?

– Gosto. — Safira disse, sujando novamente seus dedos na terra vermelha.

– Então você gosta do que vê? — Hermione quis saber, e Safira olhou a mata em volta deles, e em seguida fixou o rosto da mutante alada.

– Aham. — Disse, assentindo. Hermione franziu a testa.

– Você não gosta desse lugar, gosta? — A morena seguiu a lógica natural que cada um dos mutantes do grupo tinham sobre perspectiva daquela ilha. Era um lugar traiçoeiro.

– Eu gosto. — Então, Safira surpreendeu Hermione.

– Por que você gosta daqui? — A morena tentou estudar Safira.

– Porque não é escuro.. — Disse Safira, baixando o olhar. Hermione observou os movimentos da loirinha, e sentiu um aperto ainda maior em seu peito. — Como lá dentro.

– Ei. — Hermione tocou o queixo de Safira, erguendo o rosto da criança até conseguir encontrar os olhos azuis da menininha de novo. — Você não vai voltar para lá. Confia em mim? — Safira assentiu, e Hermione sorriu sem mostrar os dentes, mas conseguiu transmitir sua total sinceridade e afeto àquela criança. Safira se levantou do chão e abraçou Hermione, sujando ainda mais o vestido da mutante com a terra vermelha em suas mãos. A menina estranhou o volume presente nas costas de Hermione.

– Por que suas costas são estranhas? — Safira indagou, arrancando um sorriso caloroso de Hermione. Ela sempre gostou tanto de crianças, e sentia que aquela garotinha poderia ser a cura de todos aqueles sentimentos ruins quer rondavam o grupo. Depois de sair do abraço, encarou Safira.

– São minhas asas. — Hermione viu a surpresa no olhar de Safira.

– Você tem asas? — Safira demonstrou animação, enquanto via Hermione sorrir.

– Você quer ver? — Sugeriu a morena, percebendo a felicidade na feição daquela menininha.

– Quero, quero. — A loirinha assentiu e bateu as mãos, como se aplaudisse, dando leves pulinhos de animação. Hermione sorriu ainda mais e se levantou do chão, levando suas mãos até o laço de seu vestido que cobria suas asas enormes. Mas, parou no instante em que viu Safira se afastar dela e a figura de Rony aparecer em sua frente. Involuntariamente, Hermione fechou seu sorriso. Ainda estava irritada com ele, até porque, até há pouco, ele voltara a ficar de papinho com Lilá e a deixou sozinha, completamente perdida com seus próprios sentimentos.

– A gente pode conversar? — Rony foi cauteloso com as palavras, e viu Hermione soltar o laço do vestido em suas costas. Sem encarar o ruivo, Hermione trocou um leve olhar com Safira, e a menininha sorriu de lado, deixando explícito que Hermione deveria conversar com o garoto. A menininha saiu de perto deles e Hermione teimou em não olhar Rony.

– Lilá vai ficar irritada porque você veio atrás de mim. — Hermione implicou, passando ao lado do corpo do ruivo e caminhando mata a dentro, se afastando dos amigos. Rony respirou fundo e seguiu a garota, ele sabia que ela era teimosa mas não a deixaria escapar.

– Ei, volta aqui. — O ruivo pediu, acompanhando os passos apressados dela por entre um matagal diferente e desconhecido.

– A gente não precisa conversar. — A morena demonstrou total irritação enquanto era seguida por ele.

² – A gente precisa sim. — Rebateu ele, erguendo a voz, seguro de si. Rony apressou ainda mais os passos quando foi ignorado por ela, e puxou Hermione pelo braço quando a alcançou, girando o corpo da mutante e ficando frente a frente com ela. Hermione puxou seu braço, se livrando da mão dele.

– Não, agora a gente não precisa mais. — Ela cuspiu as palavras, irritada. — Agora a gente não precisa mais.

– Para com isso, por que tá irritada desse jeito? — Rony realmente queria entendê-la, apesar de saber que a maior parte daquele sentimento era ciúmes.

– Por que você se importa? — Retrucou ela, olhando-o furiosamente. — Você tem com quem se importar, eu não quero te atrapalhar.

– Você quer parar com isso? — Rony foi firme novamente. — Tá falando da Lilá?
– Olha, você não precisa ficar falando o nome dela, tá bom? — Hermione rangiu os dentes. — Me dá enjoo, se quer saber.

– Ela não é tão ruim assim.. — Rony sabia que aquelas palavras haviam provocado Hermione ainda mais. A garota empurrou o corpo de Rony para longe do seu, seus olhos faiscaram raiva.

– Então vai atrás dela, tá fazendo o que aqui? — Hermione desdenhou, quebrando a troca de olhares e bufando.

– Ah, eu não sei.. — Rony fingiu pensar, quando viu ela baixar a cabeça. Ele teve a certeza de que ela estava contando até dez para não insultá-lo e enchê-lo de chutes. A morena estava nitidamente irritada. — Acho que vim atrás da garota que tá me fazendo perder os sentidos ultimamente. — As palavras dele soaram tão sinceras, ao mesmo tempo em que pareceu agir como uma bomba dentro do corpo de Hermione. A morena ergueu o olhar e, com os lábios entreabertos, sentindo seu coração acelerar ainda mais, Hermione fixou os olhos azuis esverdeados do garoto que estava a fazendo perder os sentidos, por igual.

– Vai embora. — Pediu a morena, e Rony balançou negativamente a cabeça, se aproximando novamente dela. Hermione sentiu as pernas bambearem quando o teve tão perto. Certo, ela não fazia a menor ideia de como agir com aqueles sentimentos que estavam a invadindo naquele instante.

– Você não precisa ficar com raiva dela, ela nem se quer é minha amiga. — Rony tratou de tranquilizar Hermione, quando viu os olhos dela oscilarem entre raiva e desejo. — Você precisa saber é do que eu sinto por você. — O ruivo fixava intensamente o olhar dela, e podia sentir a respiração pesada escapando pelos lábios da garota. — Desde que eu te encontrei, eu venho ficando louco com você. O jeito que você me olha, ou o jeito que sorri. — Rony bagunçou os próprios cabelos. — Eu não sei como é isso direito, assim como você, eu nunca senti isso antes.

Dando mais alguns breves passos pela terra vermelha coberta por folhas secas, Rony quebrou a distância entre os corpos. Agora sim conseguia sentir completamente a respiração quente dela indo de encontro a dele. Os olhos de Hermione mudaram nitidamente a forma de olhá-lo, assim como Rony, naquele instante, Hermione o olhou com puro desejo.

– Por que tá falando essas coisas? — Ela hesitou, quando sentiu a mão quente de Rony envolveram-na pelo pescoço, eriçando qualquer pelo em seu corpo, provavelmente, até mesmo as penas de suas asas.

– Porque já perdemos tempo demais. — Rony, com sua outra mão livre, a envolveu pela cintura, fazendo os corpos se colarem. Hermione arfou, e conseguiu sentir seus próprios batimentos cardíacos misturando-se com os dele. — E porque eu não consigo mais ficar perto de você sem te tocar. — As mãos de Rony acariciaram a pele branca dela, e Hermione semicerrou os olhos enquanto recebia a carícia. Ela podia jurar que seu corpo de uma hora pra outra começara a se incendiar, parte por parte. Seus olhos queimavam, e ela soube que eram em desejo. — Sem te beijar..

– Então.. — Hermione arfou quando pôde sentir os lábios de Rony roçando contra os seus. — Por que não me beija logo?

Rony sorriu. Ele não sorriu de lado, ou apenas deu um sorrisinho, ele abriu seu melhor sorriso, o melhor que podia dar. O sorriso que descrevia tudo o que estava sentindo naquele momento. Colando ainda mais o corpo de Hermione no seu, o garoto tomou-a em um beijo completamente intenso e apaixonado. As mãos de Hermione agarraram o pescoço do mutante, suas unhas arranhavam a pele dele enquanto sentia sua boca ser completamente explorada por ele. Se Hermione não sabia antes o que era um beijo, agora ela tinha o privilégio de aprender, com ele. Poderia ser beijada daquela maneira pro resto de sua vida, e sentia que era capaz de explodir em sensações magníficas em todo o momento que sua língua era chupada pela boca de Rony.

O garoto era decididamente uma perdição.

Notas finais
Eu não revisei o capítulo, então deve haver erros ortográficos! (Me perdoem, todos esses últimos capítulos que ainda não foram betados, ainda serão, certo?) Esse capítulo ficou muito grande, e espero realmente que gostem! E ai Laix, tô aprovada? Xx, Jen