Mutant World

1 Famílias: Weasley & Granger


Notas iniciais
Sejam bem vindos à fic.. Reviews incentivadores são sempre muito bem vindos e críticas, mesmo que magoem, são necessárias (lembrem-se disso).

Molly se encontrava na sala, trabalhava em uma de suas máquinas de costuras em uma camisa masculina. A preocupação que rondava sua cabeça há alguns dias era camuflada por um leve sorriso sobre os lábios. Já fazia um tempo que sentia constantemente sensações ruins, e tinha certeza de que algo nada bom estava para acontecer. Seu filho, o único, era o único que espalhava esses pensamentos da mãe e conseguia a divertir de vez enquanto. Ronald, esse era seu nome. O garoto tinha 17 anos, era alto, tinha um belo corpo, os olhos ganhavam a cor de um azul levemente esverdeado e os cabelos podiam ser comparados com o sol, pois os fios tinham a cor de chamas. A família Weasley era composta apenas por Molly e Rony. Por motivos desconhecidos, o pai, Arthur, os abandonou quando soube da gravidez da namorada, e desde então, a mulher cuida do filho sozinha. Sempre esforçada e dedicada, agradece a Deus por ter um dos melhores empregos na fábrica de roupas mais famosa de Manchester e por seu salário ser definitivamente bom.Era uma família pequenina, feliz, e se permitem-na dizer, diferente.

Assim que terminou de dar um último toque com a agulha da máquina na camisa, Molly se levantou da cadeira e trouxe-a consigo. Era xadrez, bem traçada e muito bem feita. Sorriu sozinha ao imaginar como o filho ficaria. Ele adorava xadrez. Caminhou mais alguns passos, iria rumo ao quarto do filho lhe entregar, mas foi impedida por um barulho imediato, e a aparição de Rony à sua frente. Os cabelos estavam bagunçados, como de costume sempre que ele fazia isso.

— Que susto Rony! — Disse a mulher, com a mão sobre o peito. O filho lhe sorriu. — Não estava no quarto? — Ela indagou.

— Na cozinha. — O ruivo respondeu.

— E não podia vir andando até aqui? — Molly cruzou os braços, ainda segurando em uma das mãos a camiseta xadrez, que Rony observava.

— É mais divertido assim. — Respondeu maroto,e viu a mãe rir,sem resistir. — É pra mim? — Ele perguntou fitando a camiseta.

— É! — A mulher respondeu sorridente, descruzando os braços e estendendo a camiseta no ar. Rony sorriu.

— Nossa, é linda. — O ruivo disse enquanto a mãe lhe entregava. — Obrigado mãe. — Ele agradeceu, sincero, e retribuiu o abraço que Molly lhe deu em resposta. Depois de alguns segundos, se separaram, e a mulher o encarou. O sorriso não era mais visível. Rony percebeu. — Preocupada de novo?

— Só um pouco. — Ela tentou não o deixar preocupado como igual.

— Ainda aquelas sensações mãe? — Questionou Rony, sério.

— Tudo bem, não é nada de mais meu filho. — Molly tentou sorrir. — Eu vou sair. Preciso ir ao mercado. — Rony assentiu. — Pelo amor de Deus, não sai de casa, ok?

— Tem um tempo que já não faço isso dona Molly. — Disse sarcástico. Odiava o fato de ter que viver preso dentro de casa, mas sempre obedecia a mãe. Viu a mulher lhe lançar um olhar reprovador e sorriu. — Não vou sair. Prometo.

— Eu não demoro. — Molly o beijou na testa, e pegando a carteira que estava em cima da estante, se dirigiu em direção a porta.

— Hmm.. mãe. — Rony hesitou, mas a chamou antes que saísse. A mãe se virou e o encarou.

— Sim. — Ela concordou para que ele pudesse prosseguir.

— Por que eu sou assim? — Rony perguntou, sentindo a voz falhar. Molly pareceu não entender e ele continuou. — Diferente..

— Diferente? — Molly indagou.

— É. Consigo fazer coisas que as pessoas não fazem.. — Ele encarou o chão. — A senhora sabe. Vou pro lugar que eu quiser na hora que eu quiser.. faço aparecer comida ou outras coisas que eu desejo muito.

— Ah meu filho. — Ela se viu encurralada, sem resposta. Há anos se fazia essa mesma pergunta. — Todos somos diferentes e especiais. Cada um do seu jeito. — Rony voltou a encara-lá e viu a mãe lhe lançar um sorriso meigo. — Tudo bem?

— Tudo bem. — Ele sorriu, não satisfeito com a resposta mas sabendo que a mãe não a teria.

— Até logo Rony! — Molly acenou um tchau e saiu da casa pensativa, deixando um Rony também pensativo para trás.

Segundos depois, sabendo que seria em vão se preocupar com a resposta, o garoto pensou na cozinha. Pensou em uma maçã vermelhinha que havia visto dentro da cesta de frutas. Deixou que o pensamento lhe invadisse e um momento depois, sentiu algo surgir em sua mão. Sorriu para si mesmo ao levar imediatamente a maçã até a boca e mordê-la com vontade.

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— Delegado! — Lewis viu-se a porta se abrir com um solavanco e um policial que ele decretara como de sua maior confiança adentrar sua sala com alguns papéis na mão.

— Alguma novidade? — Perguntou demonstrando ansiedade no olhar.

— Eu disse que teria. — O policial sorriu, se sentando em uma cadeira em frente ao delegado.

— Que são esses papéis? — Lewis fitou as folhas na mão de Andrew.

— Encontramos mais um! — O loiro tacou as folhas com satisfação em cima da mesa de Lewis, que pegou-os imediatamente e os analisou.

— Gênes de pantera? — Ergueu uma sobrancelha, demonstrava desprezo na voz.

— Já é o segundo caso desse. — Andrew constatou.

— Essas aberrações não param de se multiplicar. — Lewis balançou a cabeça negativamente. — Temos que dar um jeito nisso.

— Devem ter centenas. — Andrew voltou a constatar.

— Já a pegaram? — O delegado se referiu à ficha da garota que constatava nos papéis. A parte destacada de negrito dizia "dentes afiados, garras enormes e sinais de canibalismo" e era completada com "Cátia Bell, altamente perigosa".

— Mandei alguns policiais atrás dela. — O policial se mostrou competente.

— Onde fica esse lugar? — Lewis indagou, mostrando o papel á Andrew.

— Me parece que fica na saída da cidade, eu particularmente não conhecia essas bandas.. — Comentou Andrew.

— Interessante.. — Lewis ergueu uma das sobrancelhas. — Mande mais policiais para lá, e peça para que revistam tudo. — Ordenou o delegado moreno e viu Andrew assentir, logo já se levantando da cadeira.

— Espero que eles encontrem mais. — Desejou Andrew, olhando o delegado extasiado.

— Quanto mais capturados.. melhor. — Sussurrou Lewis, sua voz demonstrou maldade e viu Andrew sair da sala, deixando para trás os papéis com a lista das "aberrações" já capturadas.

~~ ~~ ~~ ~~ ~~

A casa dos Granger era visivelmente grande, modesta e acolhedora. Mark, o homem da casa era floricultor e trabalhava, com sua mulher, Katy, em uma estufa de cultivo de flores que ficava à alguns quilômetros de sua residência. Não era o melhor emprego do mundo, e nem o melhor salário para poder cuidar de duas filhas, mas eles realmente amavam a profissão.

A filha mais nova, Gabriela, de 12 anos, era dócil, educada e inteligente. Ela tinha o privilégio, tal que a irmã mais velha não tinha, de frequentar uma escola e ser uma garota normal. Mas sua vontade, a medida que crescia ao lado de Hermione, era de ser como ela.

Hermione, a garota anjo dos pais, assim chamada por eles, podia ser considerada uma das meninas mais meigas de toda Manchester. Em todos os seus 17 anos vivera obediente aos pais, trancada em casa com a companhia apenas do coelhinho que ganhara de presente aos 14 anos de idade e da irmã quando os pais estavam trabalhando. Mas isso não a entristecia. O que a entristecia de verdade, era o fato de não poder realizar novamente a maior vontade de sua vida.

— Hermione? — Katy perguntou enquanto fitava a expressão da filha que estava sentada no sofá, cabisbaixa e com os olhos entristecidos.

— Mamãe. — Ela respondeu ainda cabisbaixa.

— Aconteceu alguma coisa? — A mulher se sentou ao seu lado e a olhou, ainda assim não atraindo a atenção da filha.

— Eu queria que acontecesse. — Confessou Hermione com a voz baixa.

— Ainda isso filha? — Katy balançou a cabeça negativamente, a expressão agora estava tão entristecida como a da morena ao seu lado.

— É o meu sonho mãe. — Hermione finalmente a olhou, os olhos estavam marejados.

— Eu e seu pai já dissemos que você não pode. — Katy tentou ser firme. — É muito perigoso.

— Eu já voei uma vez! — A morena fez a mãe recordar do acontecido. — Não aconteceu nada comigo!

— Mas podia ter acontecido filha! — Mark chegou na sala, acompanhado de Gabriela que o abraçava de lado pela cintura.

— Papai, me deixa.. por favor. — Hermione o encarou tristonha e viu o pai se sentar em uma poltrona ao lado do sofá e colocar Gabriela sentada em uma de suas pernas.

— Eu já disse que não filha! — Mark respondeu sério, e Hermione voltou a abaixar a cabeça, deixando, escondida, uma lágrima rolar sobre seu rosto.

— Suas asas estão grandes demais filha. — A mãe disse espantada, enquanto observava a pequena corcunda sobre as costas de Hermione.

— Tão grandes quanto a minha vontade de voar. — A morena suspirou, demonstrava uma extrema tristeza na voz, tal essa que cortava o coração de Katy e respectivamente, de Gabriela.

— Papai.. — Gabriela olhou o pai. A garota sempre fora mais apegada com ele do que com a mãe, mas Katy não se via triste com isso.

— Oi minha filha. — Ele a permitiu falar.

— Por que a Mione tem asas e eu não? — Gabriela perguntou pensativa, e viu o pai se entreolhar com a mãe. Hermione ergueu a cabeça e foi possível ver seu rosto já molhado.

— Eu juro que não sei Gabi. — Mark respondeu sincero.

— Eu realmente queria saber. — Comentou Katy, olhando a filha que voltara a ficar cabisbaixa.

— Ô minha filha, cê sabe que tudo isso que nós fazemos é para o seu bem. — O pai tentou a confortar.

— Que mal tem em voar pai? — Hermione indagou, a voz embargada, e fitou Mark.

— Meu Deus, quando você vai entender que você não vai mais voar? — O pai a olhou sério, demonstrando uma leve irritação na voz.

— Nunca, eu nunca vou entender. — A morena agora começava a chorar. Gabriela a olhou tristonha.

— Hermione.. a gente só quer o seu bem. — A mãe tentou a confortar.

— Se quisessem mesmo me deixariam voar. — Contrapôs Hermione inconformada, as lágrimas correndo livremente sobre seu rosto.

— Não, você não vai voar, você não vai. — Mark alterou a voz. — Eu já te pedi tantas vezes, esquece que você tem asas. — Agora Hermione dava soluços descompassantes e a tristeza predominava no olhar da mãe e da irmã. — Por favor.. por favor. — O pai pediu com calma, a voz tentou falhar mas ele a manteve firme. A morena nada disse, apenas sentiu um abraço confortante da mãe e se deixou levar pelo choro e a tristeza.

Notas finais
A atriz que interpreta Katy (mãe da Hermione) é a Ashley Greene (http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e1/Ashley_Greene_Comic-Con_2011.jpg) O ator que interpreta Mark (pai da Hermione) é Chris Hemsworth (http://www.insoonia.com/wp-content/uploads/2014/01/Chris-Hemsworth-01.jpg) A atriz que interpreta a Gabriela (irmã da Hermione) é a Madison Lintz (http://31.media.tumblr.com/20f52fdca69a6a2a63cdb4af2318bd48/tumblr_mz495wv58W1s9a0i8o1_500.jpg)