Mutant World

2 Famílias: Listey - Potter - Whotsley


Notas iniciais
Queria explicar uma coisa, desde já. A Rose nessa história teve o sobrenome mudado pelo fato de ela não ser filha do Rony, e assim como ela, Gina também tem sobrenome diferente também pelo fato de não pertencer à família Weasley e não ser irmã de Rony. Mas elas continuam sendo as nossas mesmas e perfeitas Rose e Gina de sempre. Espero que compreendam! Boa leitura!

Se uma garota de 15 anos olhasse nos seus olhos e te dissesse que previu uma coisa, que segundos, minutos ou tempos depois acontece, o quê você faria?

Apesar de tão nova, Rose Listey era tão centrada, dedicada e inteligente quanto os pais. Ela tinha uma vida normal, como a de qualquer garota no auge da pré adolescência. Frequentava a escola, tinha amigos, não muitos, mas tinha, era linda, meiga, de certo o xodó dos pais.

A família Listey provavelmente era das mais bem sucedidas da Inglaterra. Patrick, o pai, era dono de uma rede de empresa de carros e simplesmente adorava ser considerado um dos homens mais importantes da sociedade. Deborah, a mãe, linda e encantadora, era estilista e possuía contratos com grandes empresas de roupas. Seu talento para criar e gerar moda era excepcionalmente incrível.

Sim, eles eram uma família normal, rica, mas normal. Mas não para Rose. Desde pequena se considerava diferente das pessoas. Ás vezes, quase sempre, ela tinha impressões, sonhos ou visões — a ruiva realmente nunca conseguiu uma palavra para definir o que lhe vinha à mente — de coisas que aconteceriam tanto a poucas horas quanto á muito tempo depois. Entretanto, os pais realmente nunca chegaram a acreditar em nada do que a filha lhes contava, simplesmente ouviam as histórias com o costumeiro ar de "historinhas de pré-adolescentes com hormônios em excesso". E há algum tempo, concretizo a vocês, que Rose cansara de realmente alertar os pais de alguma coisa ruim, ou boa, não importava, que estaria prestes a acontecer com eles. Só que ás vezes, era inevitável.

— Você realmente não quer ir à festa, filha? — Perguntava Deborah a Rose, enquanto se olhava em frente ao espelho. Estava perfeitamente bem vestida, tal como da alta sociedade, para uma festa que aconteceria em lançamento à uma grife que criara há pouco tempo.

— Não mamãe. Já disse que não tô com um bom pressentimento sobre essa festa.. — A ruiva voltou a recordar à mãe, que pareceu não ter ligado.

— Bobagem filha. Vamos, se anime. Seu pai vem comigo, vai fazer essa desfeita pra mim? — A mãe perguntou manhosa, se virando para a filha, que sorriu ao ver toda a produção de Deborah.

— Você está maravilhosa. — Comentou, o sorriso se desfazendo a poucos ao ver a mãe cruzar os braços.

— Não mude de assunto senhorita, Rose. — A mulher falou sensatamente.

— Ah mãe, por favor. — Rose bufou, e se levantou da cama que a segundos se encontrava escorando a cabeça sobre a cabeceira de mármore.

— Tá bom, tá bom. Já vi que com você não tem jeito — Deborah se deu por vencida e descruzou os braços. — Vou pedir pra Luli ficar com você até nós chegarmos.

— Mãe, eu já tenho 15 anos. — Falou Rose indignada.

— Ainda é uma criança. — A mãe replicou e viu a ruiva revirar os olhos.Não conseguiu conter uma leve risada.

— Só aceito isso porque eu gosto da Luli. — Rose falou displicentemente enquanto via Deborah parar de rir. — Vou descer.

— Eu já vou. — Deborah comentou enquanto levava a mão em sua trança e a desfiava delicadamente.

Rose deu de ombros, e caminhou até a porta do quarto. Seu subconsciente insistiu para que ela ignorasse, mas como já de respectivo fato, não conseguiu. Parou com a mão na maçaneta da porta e um rápido e embargado presságio lhe veio à mente. "Eles não aceitaram a grife de Deborah." Dizia atônito um homem alto e moreno, à outro em sua frente, de uma altura constrangedoramente baixa e os cabelos castanhos levemente desgrenhados. "Como não? Pareciam tão interessados". Comentou, perplexo. As imagens, apesar de não totalmente nítidas internamente aos olhos de Rose foram levemente adiantadas, como em um controle remoto. "Vamos ter que cancelar a festa". E com essas últimas palavras de uma voz desconhecida, Rose pode voltar à sua lucidez. A ruiva agora parecia descrente com o que há segundos acabara de ver, e receosa mais que tudo com a reação que teria sua mãe quando soubesse. Isso, se é que acreditaria na filha. As chances dessa possibilidade eram quase zero. Tentar persuadir ou não?

— Filha? Que aconteceu? — Perguntou Deborah ao se virar e finalmente perceber que a ruiva ainda continuava ali, agora com uma expressão de total atordoamento.

— Não precisa mais se arrumar. — Começou Rose, sem fitar a mãe.

— Oi? — Deborah questionou em meio à um sorriso incompreendido.

— Vão cancelar a festa. — Antes da mulher argumentar ou qualquer coisa do tipo, Rose já saíra do quarto e pode se ouvir lá do quarto os passos fortes e rápidos sobre os degraus da escada.

— Filha, tua mãe ainda não tá pronta? — Perguntou Patrick um tanto impaciente.

— Não, ainda não. — Respondeu Rose, se sentando no sofá. A cabeça ainda rodava um pouco.

— Mas vocês mulheres, hein? — O homem brincou e foi ignorado pelo filha. De fato estranhou, mas decidiu deixar para lá.

Alguns minutos depois, cinco especificamente, a ruiva da casa desceu as escadas com um celular na mão, a expressão mescla de um assombro tentando ser escondido e de uma decepção sem tamanho. Patrick a olhou parar ao lado de Rose, que continuava pensativa sentada sobre o sofá, e questionou um tanto preocupado.

— Que aconteceu? — Indagou a mulher, que olhou de relance Rose.

— A festa.. bom, não vai mais ter. — Respondeu atônita e viu os olhares de Patrick passar por Rose, que não era capaz de encará-los.

— Como não vai mais ter? — Patrick subitamente perguntou, a expressão descrente.

— Não aceitaram a minha grife. — A ruiva respondeu ainda sem crer.

— Ah não. Tá brincando? Você tava tão animada. — Lamentou o moreno com os olhos fixados na esposa.

— É. Eu estava. — Continuou Deb.

— Mas olha, não fique mal. Não vale a pena. Sua grife de inverno está incrível. Tenho certeza de que outras empresas vão aceitar. — Patrick tentou animá-la.

— É. Eu sei que vão. — Respondeu a mulher displicentemente. De fato, ela não estava tão mal por esse incidente. E novamente, de fato, outras empresas com certeza aceitariam sua grife. O que a atordoava no momento era outra coisa. Como a filha pôde prever isso? Será que, deveria finalmente começar a acreditar no que Rose falava? O que afinal era sua filha? O que afinal acontecia com sua filha sempre que paralisava de repente? As perguntas lhe metralhavam internamente, enquanto seus olhos se encontravam com os de Rose constantemente, a mesma não dando uma palavra se quer, apenas fitando a expressão indecifrável da mãe.

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Como conseguir controlar a mente? Será que existe essa resposta? Ou pelo menos, parte dela? Como conseguir entender a mente? Entender do que ela é capaz e até seus limites? Para Gina Whotsley, essas eram as perguntas que lhe invadiam frequentemente, e aquela súbita vontade que sentimos de conseguir algo, ou alguma resposta naquele exato momento era, de fato, o que mais lhe fazia ficar nervosa e com sede de descobertas.

Viver isolada do mundo não é uma tarefa fácil e nem agradável, e quem melhor pra confirmar isso do que Gina? Ás vezes, ser diferente, nascer diferente, pode se tornar um desagrado que não tem como se evitar. Afastada da escola desde seus 11 anos de idade, Gina, que agora já começava a se tornar uma mulher com seus 18, vivia somente com os pais, seus pensamentos e sua estranha e perigosa habilidade de explodir tudo que via pela frente quando ficava nervosa.

— Gina? — Claire chamava pela filha, sua voz exalando suavidade, como de costume. Sem obter resposta, e adentrando a sala, pôde ver a ruivinha ali, de costas, aparentemente o mais concentrada possível. Caminhou mais um pouco e logo se encontrou ao lado da filha, que mantinha os olhos fixos em um pequeno vaso de flor que pairava à bastante centímetros do chão.

— Você está começando a conseguir. — Comentou a mulher com um leve sorriso nos lábios ao ver á ruiva direcionar os olhos rumo a baixo e o vaso de flor voltar a pousar no chão. Fechou os olhos procurando recuperar os sentidos e se livrar da leve tontura que a incomodava, e alguns segundos depois, olhou a mãe.

— É, mas nem sempre é assim. — Gina falou desanimada e viu a mãe sorrir ainda mais.

— Isso já é um ótimo sinal Gina. Você só precisa treinar, que logo logo conseguirá controlar. — Claire falou carinhosamente enquanto Gina encarava o chão.

— Tudo o que eu queria mesmo era não ter nascido assim. — Falou cabisbaixa.

— Para de falar assim filha, quantas vezes eu já te pedi? — Claire deixou o sorriso dos lábios desaparecer e falou com desapontamento na voz.

— Eu queria ser normal mãe. Assim como a senhora, o papai.. — A ruiva replicou, agora olhando a mãe.

— Mas você é. Você não é diferente filha. É especial. — Falou a mãe com simplicidade.

— Muito especial, consigo quebrar tudo que tem dentro de uma casa em cinco segundos. — Ironizou Gina.

— É só uma questão de controle, eu já te disse. — Claire argumentou, agora séria e encarando os olhos azuis de Gina.

— Por que eu nasci assim, mãe? O que aconteceu comigo? — Gina perguntou desejando de todas as formas uma real resposta,depois de anos.

— Eu realmente te diria se eu soubesse Gina. — Disse Claire.

— Você não entende mãe, faz parte de mim, eu preciso saber. — Falou quase suplicantemente.

— Você vai saber filha. Na hora certa. Seu pai já está tentando descobrir alguma coisa, lembra? — Gina assentiu, desanimada. — Então.. você esperou 18 anos. Espere mais um pouco.

— É muito tempo. — Disse a ruiva em um tom angustiante.

— Eu imagino filha. Foi duro ter que te tirar da escola, te afastar de tudo e de todos. Eu imagino como você deve se sentir sozinha. Mas ..

— Eu sei, vocês não tinham escolha.. — Gina completou.

— Isso. O melhor que você tem a fazer é tentar controlar. — Claire incentivou.

— Não é fácil. — Replicou a ruiva.

— Nunca disse que seria minha filha. — Falou a mulher com simplicidade, enquanto alisava os cabelos de Gina.

— Obrigada por nunca ter se cansado de mim mãe. — A ruiva tentou sorrir.

— Você é a minha filha. — Claire, diferente de Gina, conseguiu sorrir. — Agora vai, continua tentando. Vou te deixar sozinha. — A mulher depositou um beijo na testa de Gina, que agradeceu com um sorriso, finalmente conseguindo soltar um.

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As pessoas, por maior número delas que fossem, podem realmente ser consideradas diferentes. Talvez, não pelo fato de pensarem de maneiras opostas, de terem as aparências, gostos e estilos a favor da própria personalidade, ou até poderem mais do que as outras.. Mas pelo simples fato de terem uma completa e estranha opinião contra e a favor de si mesmo.

Enquanto uns odiavam ter que aceitar a própria sina, a sina de terem nascidos diferentes e super dotados, outros simplesmente apreciavam ao máximo essa ideia. Vamos então, sendo esse o caso, ás apresentações. Clove Sevina Potter. 16 anos. Ás vezes, temida pelos próprios pais. Nada proposital, obviamente.

O fato é que sua mente tem habilidades desconhecidas de qualquer um. Nunca insulte essa garota, acredite, pode ser a última coisa que fará na vida. Seu olhar torturador e fatal faz com que você sinta uma dor tão angustiante a ponto implorar pela morte. E seu pensamento, bem controlado e longe da insanidade (pelos menos às vezes) tinha uma capacidade incrível de, por exemplo, conseguir trazer um controle remoto localizado ao lado da televisão até si, deitada confortavelmente no sofá.

Apesar de tudo em questão, Clove era linda, gentil e carinhosa com as pessoas a qual convivia (as que conviviam, não se esqueça). Tudo bem, pode ser exagero, mas encarem essas palavras como bem entenderem. Os pais amados simplesmente tentavam de todas as formas fazer com que a morena e o irmão não se sentissem isolados do mundo. Ah, falando no irmão, seu nome era Harry, pra quem quiser anotar. Ta aí outro Potter com excepcionais habilidades mentais.

"Clove"

"Droga Harry" - Pensou internamente a morena ao ouvir subitamente uma mental voz a chamando. Ás vezes Clove chegava a pensar que ele fazia isso de propósito, pois sabia que ela sempre se assustava.

— Um dia eu mato esse garoto. — Ela bufou e riu do próprio comentário. Se levantando do sofá, topou com o pai.

— Cadê o Harry? — James perguntou com simplicidade.

— Lá em cima. Me chamando. — Respondeu rapidamente Clove, sorrindo levemente para o pai.

— Claro, ele ama fazer isso. — O homem debochou e riu, junto a morena.

— Ele é o patrão e somos os empregados, lembra? — A morena ironizou e fez o pai rir ainda mais.

Ouviu novamente um som agudo lhe invadir a mente, com apenas algumas palavras. "Que exagero, Sevina". Rolou os olhos e riu, saindo dali e indo rumo ao quarto do irmão. Ao adentrar, pôde vê-lo do modo constante e repetitivo que sua vida monótona lhe permitia dar. No computador. Seu passa tempo preferido. Aliás, o único. Viver longe da sociedade era realmente angustiante e tedioso, isso ambos tinham que concordar.

— Que foi Potter? — Clove perguntou displicentemente, enquanto se sentava na cama, bufando.

— Como é carinhosa essa minha irmãzinha. — O moreno falou sarcasticamente, enquanto se girava na cadeira para olhar a irmã.

— Diz logo Harry. — Ela pediu impaciente, os olhos demonstravam um leve tom de curiosidade.

— Vem aqui. — Harry pediu, agora suavemente, e voltou a girar a cadeira, ficando novamente frente a frente ao notebook e ouviu um leve rangido da cama quando a irmã se levantou.

O empurrou "carinhosamente" da cadeira para obter espaço e se sentou em uma pequena brecha que lhe sobrara. Ignorando tal ato, Harry deu um zoom na página e pôde perceber o olhar de espanto de Clove ao focalizar a imagem que agora estava em um tamanho maior.

— Que coisa horrorosa. — Falou a morena espantosamente.

— É uma mutante. — Comentou o moreno olhando Clove de esguelha.

— Uma o quê? — Perguntou sem entender.

— Uma mutante. — Começou Harry, agora a olhando. — Ela é super dotada, assim como nós. Eu e você.

— Mas nós não temos essas garras e esses dentes horrorosos. — Ela falou um pouco atônita e se aproximou um pouco mais da tela, forçando os olhos a ler uma frase minúscula que se localizava em baixo da imagem. — E não comemos gente. — Constatou ao ler "sinais de canibalismo".

— Clove, é sério. — Harry a olhava sério. — Não sei se isso vazou, mas não acredito que isso seja a melhor notícia para se sair em um jornal.

— Acha que isso era sigilo? — Clove perguntou, agora tão séria quanto ele.

— Não faço ideia, mas olha.. — Ele passou os olhos pela foto novamente e pela manchete, a qual dizia "Aberrações estão se espalhando". — Se isso for, ou se isso era sigilo, provavelmente estão com planos de capturar todos os mutantes Clove.

— Você acha que existem muitos? — Ela o viu assentir.

— Acho.

— Mas.. Harry.. Se isso for mesmo verdade. Que a policia esteja atrás dessas coisas...

— Mutantes, Clove. Assim como nós. — Ele a corrigiu.

— Desses mutantes.. Com certeza estão atrás dos mutantes perigosos. — Tentou acreditar nas próprias palavras.

— É aí é que está. Veja. — Harry rolou os dedos pelo touchpad do notebook e viu mais frases da notícia surgir. Começou a ler em voz alta, enquanto a irmã prestava a digna atenção. — "Essas coisas tem realmente que serem eliminadas do nosso planeta. De onde quer que tenham vindo, tem que serem extintas antes que se multipliquem e acabem com a humanidade".

— Ei, nós dois não queremos e nem vamos acabar com a humanidade. — Replicou Clove, indignada e Harry voltou a olhá-la.

— A gente sabe disso. Eles não. — Disse o moreno com simplicidade.

— Então.. você acha que.. podemos estar correndo perigo? — A morena deixou com que as palavras saíssem de sua boca com algumas pausas receosas.

— Eu tenho certeza Clove.

Notas finais
Atores que interpretam os personagens desses capítulos (respectivamente que continuarão na fic) Mãe da Rose: Deborah Ann Woll (http://assets1.ignimgs.com/2010/07/07/deborah-ann-woll-20100706114921253-3255916_640w.jpg) Pai da Rose: James Franco (http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BMTIyOTc0MjE5NV5BMl5BanBnXkFtZTcwNjgyODQwMg@@._V1_SY317_CR7,0,214,317_AL_.jpg) Mãe da Gina: Megan Fox (http://s2.glbimg.com/3sVieFT7EFueetJDa2v89rLRaoM=/620x0/top/s.glbimg.com/jo/eg/f/original/2014/07/17/000_452294970.jpg) (Quero reviews, se eu merecer é claro ♥)