Notas iniciais
Coloquem esse soundtrack para tocar quando verem o sinalzinho * https://www.youtube.com/watch?v=n6prFIBvI38 Ah, leitores lindos, o trailer da fanfic já está disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Z7Ci9zo3kO0

– Então, como veio parar aqui? — Perguntou Luna se sentando sobre um pequena rocha escura, de frente para Scorpius.

Depois de Harry, Clove, Scorpius, Rose e Luna conseguirem se livrar dos policiais, e poderem se considerar ainda vivos, resolveram ficar ali por um tempo, descansar. Scorpius tranquilizou-os de que seus poderes de hipnose funcionavam por horas a fio, não precisavam temer a volta daquele grupo de policiais.

– Eu tive que fugir de casa. — Disse o loiro, mexendo em uma vareta de madeira entre seus pés.

– É, a gente também. — Falou Harry, tinha Clove deitada em seu colo, a cabeça da morena repousada entre as pernas do irmão. Estava muito fraca. Precisavam de água e comida, mas Clove não conseguiria andar por muito tempo sem desmaiar.

– E seus pais? — Clove perguntou, tinha os olhos fechados, mas prestava atenção na conversa.

– Eu tirei a memória deles. — Scorpius levantou o olhar e encarou as rochas mais à frente. — Eu tive que fazer.

– A gente sente muito. — Falou Luna e o loiro assentiu, sem olhá-los.

– Mas, na verdade, provavelmente eles já voltaram a se lembrar de mim. — Scorpius falou e olhou a garota ruiva ao lado de Luna. Rose parecia quieta. — Eu falei que meus poderes não duram mais de três dias, né? — Harry assentiu. O moreno olhou para o lado, encarou o nada. E o nada significava que agora, naquele momento, eles não tinham nada. Nada além do instinto de sobrevivência.

– Estou preocupada com o que pode ter acontecido com nossos pais. — Comentou Rose, tristemente. — Não consigo ver nada há dias.

– Você também está fraca. — Harry falou e a olhou. — Provavelmente, quando nosso metabolismo está fraco, nossos poderes também ficam.

– Espero que meu pai esteja bem. — Falou Luna entre um suspiro. — Não queria ninguém correndo perigo por mim.

– É. — Clove pronunciou. — Pra falar a verdade.. — Ela abriu lentamente os olhos, viu o garoto loiro à sua frente. — Não acho que a gente dure muito tempo. — E engoliu em seco.

– Só precisamos ficar juntos. — Argumentou Harry. — Sozinhos a gente não dura um dia. Mas acho que juntos, temos alguma chance.

– É claro. — Rose continuou. — Se cada um de nós usarmos nossos poderes, a gente pode sobreviver sim.

– Como? — Contrapôs Scorpius, todos os olhares se voltando à ele. — Eu concordo com ela. — O loiro olhou Clove rapidamente. — Não sabemos nem o que fazer. Tudo o que estamos fazendo há dias é fugir. Não temos uma casa, nem comida, muito menos água. Não sabemos pra onde ir, em quem confiar.

– Tudo o que a polícia quer é matar a gente. — Clove falou fracamente. — Uma hora ou outra eles vão conseguir.

– Mas tem que ter um motivo, tem que ter uma saída. — Rebateu Harry, prontamente. — Demorou anos pra uma guerra começar, uma guerra de humanos e mutantes, e isso não pode estar acontecendo à toa. — O moreno falou com sensatez. Scorpius deu de ombro, Luna suspirou novamente. Estavam todos tão cansados.

– É aí onde o ponto está. — Scorpius falou, recostando seu corpo contra a árvore grande atrás dele. — Não fazemos a menor ideia do porquê de estar acontecendo essa guerra.

– A primeira coisa que precisamos fazer é descobrir como nascemos assim. — Rose adicionou. — Porque, se descobrirmos, tenho certeza de que vamos achar um caminho pra lidar com tudo isso.

– Como sabe disso? — Rebateu Scorpius, olhando a garota nos olhos.

– Não sei. — Ela retribuiu o olhar. — Apenas sei.

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Fazia minutos e minutos que os Whotsley, juntamente com Hermione, aguardavam a chegada do garoto que se denominou Ronald pelo telefone. Jefferson havia preparado Gina, segundo Ronald, ele era um mutante que precisava conversar com a mutante da família, mas vinha em paz.

– Pai, ele mora perto daqui? — Indagou Gina, em pé ao lado do sofá, aparentemente nervosa.

– Não sei, ele disse que chegaria em cinco minutos. — Respondeu o homem, que estava parado próximo à porta. — Então, provavelmente.

– Eu espero que ele seja mesmo um mutante do bem. — Falou Hermione, olhando Gina de esguelha, vendo a ruiva assentir.

O interfone tocou, e a troca de olhares entre Gina, os pais e Hermione foi súbita. Jefferson levou a mão ao telefone preso à parede e o atendeu.

– Oi. — O homem falou.

– Senhor Whotsley? — A voz de Rony soou afobada.

– Ele mesmo. — O homem falou.

– Preciso que me diga qual o apartamento de vocês. — Pediu Rony, olhando para os lados na rua.

– Apartamento 402. — Respondeu o homem com cautela, e sem ouvir resposta, levou o telefone ao gancho. Olhou a esposa e a filha novamente, assentindo levemente. — É ele.

E um súbito barulho surgiu, um garoto ruivo se materializou diante de Gina, Hermione, Jefferson e Claire. Hermione arregalou os olhos, Gina sentiu uma pontada na cabeça, um vaso de flor logo atrás deles em segundos estava em pedaços. Rony entreabriu a boca com a cena.

– Como você.. — Gina parecia espantada.

– Eu me teletransportei. — O ruivo viu as quatro pessoas à sua frente ficarem imediatamente assombrados.

– Você o quê? — Hermione se pronunciou, os olhos do ruivo se voltaram para a morena. Ela parecia não acreditar no que tinha visto e ouvido.

– Eu também sou um mutante. — Ele disse e Claire levou a mão à boca, cobrindo-a. Jefferson continuou abismado.

– Que incrível. — Hermione falou, descrente. Rony sorriu para ela.

– Então você é Ronald. — Falou Gina e o garoto assentiu. Se aproximou dela e estendeu a mão.

– Ronald Weasley. E você é Gina Whotsley. — Ele disse, Gina confirmou e o apertou a mão, agora parecia mais aliviada. — Uma mutante.

– O que você acabou de ver acontecendo com o vaso.. — Claire começou e atraiu a atenção de Rony, que soltava a mão de Gina. — Foi ela que fez.

– Eu sei. — Ele disse, sorrindo novamente. Tinha que admitir que a garota à sua frente tinha poderes incríveis. Mas, quem seria ao lado de Gina Whotsley? — E você? — Ele indagou, olhando Hermione.

– Sou Hermione. — Ela falou, e sorriu docemente.

– Você é alguma amiga? — Rony perguntou e Hermione olhou Gina. A ruiva sorriu.

– É. — Hermione voltou a olhar Rony. — Eu também sou uma mutante.

– Mutante? — Rony contraiu as sobrancelhas e entreabriu a boca ao vasculhar a mente. — Não. — Ele falou descrente. — Você é Hermione Granger. A menina de asas.

– Como você me conhece? — Ela perguntou, desentendida. Rony parecia abobado.

– Eu vou.. vou explicar depois. — O ruivo levou uma mão aos cabelos e os bagunçou. Estava descrente de que havia encontrado duas mutantes de uma vez só, ainda mais sendo Hermione, a mutante que mais lhe chamou atenção. — Você.. — O ruivo ficou sem jeito. — Pode me mostrar as suas asas?

– Posso. — A morena assentiu, sorrindo e levando a mão até as costas do vestido.

– Ela pode. — Jefferson se intrometeu. — Mas só depois de você explicar o que veio fazer aqui. — O homem agora era alvo dos olhares de todos na casa.

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– Gente, já tá ficando de noite. — Comentou Rose com preocupação, olhando para o céu e observando a escuridão que se formava.

– Não temos pra onde ir. — Comentou Luna, certamente desesperada.

– Não podemos ficar aqui. — Scorpius falou, se levantando do chão. — Os policiais podem não voltar, mas tem mutantes que provavelmente não vão com a nossa cara soltos por aí.

– Gente, não dá. — Harry disse, a palma de sua mão estava na testa de Clove. — Clove está com febre, ela não consegue andar.

– Harry. — A morena se pronunciou, fraca.

– Não, Clove. — Harry rebateu. — Não tem como a gente ir hoje. — O moreno olhou os novos amigos. Scorpius não se opôs, levou a mão até seus cabelos e os bagunçou, sabia que estavam correndo ainda mais perigo.

– Harry, ela precisa se alimentar. — Avisou Rose, se aproximando do garoto e de Clove, que continuava deitada sobre o colo do moreno, vez ou outra trincava os dentes.

– Como vamos achar comida uma hora dessa? — Luna interveio.

– Mas que merda. — Scopius chutou algumas pedras do chão enquanto bufava.

– Tá tudo bem. — Clove sussurrou. — Eu vou ficar bem.

– Harry. — Luna chegou próximo à eles. — Ela tá muito mal. — Falou a loira, com preocupação. — Consigo sentir.

– Sua sensibilidade sobre-humana só está piorando as coisas. — Disse Clove, entre uma risada fraca. A morena estava visivelmente afetada pela fome, falta de água e pela febre.

Harry olhou para o céu, não tinha o que falar, não tinha o que responder. Se continuassem sem se alimentar e sem água, desidratariam. E Clove já estava mais do que desidratada. Harry já havia lido sobre casos de desidratação que levam à morte. O seu maior desespero naquele momento era não poder fazer nada para ajudá-la.

Luna baixou o olhar para o chão, estava bem próxima aos dois, as costas de sua mão tocou o braço de Clove, mas a loira não sentiu o contato.

Depois de alguns segundos em silêncio absoluto, Harry contraiu as sobrancelhas, ainda tinha uma mão sobre a testa de Clove.

– Que foi Harry? — Luna o olhou. Scorpius e Rose rapidamente se aproximaram deles. — Teve alguma ideia?

– Não. — O moreno tocou novamente a testa de Clove, com as costas e com a palma da mão, várias e várias vezes. — Clove. — Ele entreabriu a boca e viu a morena abrir os olhos.

– O que tá acontecendo? — Rose indagou, se vendo preocupada.

– A febre tá baixando. — Harry concluiu, a pele da irmã estava praticamente em temperatura normal, ele podia sentir.

– Como assim? — Luna fez uma expressão desentendida. Sua mão continuava a tocar o braço de Clove levemente.

– A pele dela já não está mais quente. — Adicionou o moreno, atordoado.

– Harry. — A morena arregalou um poucos os olhos. — Eu.. — Ela tossiu levemente. — Eu me sinto melhor. — Ela falou e foi a vez de Harry arregalar os olhos quando a irmã, devagar, se levantou de seu colo, dessa vez sem tonturas.

– O quê que foi isso? — Scorpius tinha a boca entreaberta, completamente confuso.

– Luna. — Clove falou e todos olharam Luna. — Luna encostou a mão no meu braço. E então eu melhorei.

Harry abriu completamente a boca. Não podia ser. O moreno se levantou da rocha onde estava sentado, completamente surpreso.

– Mas eu não fiz nada. — Luna argumentou, estava tão surpresa quanto.

– Fez sim. — Rose argumentou, olhando-a. — Você também consegue curar. — Falou, abobada.

– Curar? — Luna estava ainda mais surpresa.

– Caraca. — Scorpius falou, descrente. — Uma mutante da cura.

– Mas eu só converso com animais, gente. — Rebateu a loira, ainda sem acreditar.

– Não tem outra explicação. — Clove falou, se levantando com cautela do chão. Parecia uma nova Clove, e mesmo não admitindo, estava imensamente grata.

– Mas isso é maravilhoso. — Rose sorriu. — É um poder incrível.

– Mas eu não lembro de isso ter acontecido antes. — A loira ficou encucada. — A não ser há alguns meses.. quando eu peguei um passarinho morto do chão da minha casa. Eu peguei nele e um tempinho depois ele voou.

– Você ressuscitou ele? — Scorpius arregalou os olhos. A loira assentiu, mesmo confusa.

– Nossa. — Harry conseguiu sorrir. — É completamente incrível.

– Eu fico feliz de ter te ajudado. — Luna olhou Clove, e a morena assentiu.

– Acho que ela merece um obrigado, né Clove? — Harry foi direto e viu Clove revirar os olhos. Enfim, sua irmãzinha de sempre de volta.

– Obrigada. — Clove falou, com o seu jeito de ser sincera. Foi a vez de Luna assentir.

As cabeças se viraram abruptamente quando ouviram um rugido em direção ao matagal.

– O quê que é isso? — Rose sentiu sua respiração acelerar.

– Parece um leão. — Supôs Luna, estupefata.

– É, ou então um mutante leão. — Concluiu Scorpius, seu peito subindo e descendo.

– Vamo sair daqui. — Clove olhou Harry de esguelha, e o moreno assentiu, prontamente.

Rapidamente foram para próximo das árvores, onde tinham deixado suas mochilas com o que sobrara que os ajudariam a sobreviver. Clove receou, por alguns segundos, voltar a se enfraquecer se começasse a correr. Se isso acontecesse e ela caísse, poderiam não a ver, no breu em volta das rochas e do matagal era quase impossível de se ver alguém.

– Garota. — Scorpius parou ao lado de Rose assim que pegou sua mochila. A ruiva não havia saído do lugar, era como se estivesse paralisada.

– Rose? — Harry se aproximou, a mochila em seu ombro esquerdo, Clove e Luna ao seu lado.

Viram, em câmera lenta, Rose perder o equilíbrio do corpo e ir de encontro ao chão. Scorpius foi rápido, a segurou pela cintura e a ergueu novamente.

– Ei, ei, ei, você tá bem? — O loiro perguntou, a ruiva parecia não o escutar.

"Draco, Cato, fujam!" Uma voz desesperada apitou pela mente de Rose, que sentia a cabeça explodir. "CHO!" Rose pôde visualizar um rosto, o olhar de desespero de um garoto, loiro dos olhos azuis. As imagens na cabeça da ruiva completamente embaçadas. "Vocês tem que ir!" E com a figura de uma mulher atormentada, as lágrimas rolando por seu rosto, e o sentimento de despedida invadindo Rose, a ruiva voltou a si e soltou a respiração que estava presa. Scorpius a segurou ainda mais firme, Clove estava pasma, Harry e Luna atônitos.

– Preci-cisamos ajudar. — Rose sentia as batidas do coração descompassadas, a frase saiu embaraçada.

– Calma, calma. — Scorpius ajudou com cuidado a garota a ficar de pé.

– O que aconteceu? — Harry se alarmou.

– Eu tive uma visão. — Ela respirava completamente sem compasso. — Um garoto, uma mulher. — A ruiva sentiu os olhos marejarem, subitamente se lembrou que conseguia sentir a emoção das pessoas nas próprias visões. — Estão em perigo.

– Rose, calma. — Luna pediu, e tocou levemente a mão da ruiva. Rose respirou fundo várias vezes, puxava o ar com dificuldade, o soltava sem pressa. — Explica pra gente.

– Eu não sei. — Ela agora tinha compasso nos batimentos cardíacos. Luna percebeu e afastou a mão da dela. — Eu ouvi três nomes, Draco, Cato e Cho. — Clove e Harry fitaram a ruiva. — Eles pareciam em perigo, a garota, Cho, estava acontecendo alguma coisa com ela, porque um deles gritou "Cho!" — A ruiva explicou, tensa. — E tinha uma mulher, ela mandava eles irem, não sei pra onde, não faço ideia, mas ela chorava muito. Consigo sentir a dor que ela estava sentindo. — Rose levou a mão ao peito e o esfregou levemente. — Precisamos ajudar. — Disse, suplicante.

– Mas não sabemos quem é. — Scorpius argumentou. — E se você viu, já deve ter acontecido.

– Não, eu prevejo o futuro. — Ela rebateu. — Nunca aconteceu de eu prever algo que já aconteceu. Apenas o que vai aconteceu ou que está acontecendo agora.

– Se vocês não perceberam, acabamos de ouvir um rugido de um leão, e pelo o que meus ouvidos sabem, não foi muito longe daqui. — Clove se intrometeu.

– Harry. — Rose se voltou para o moreno. — Precisamos ajudar.

– Como? — Ele indagou, aflito.

– Tenta usar sua super-comunicação. — Ela sugeriu.

– Não sei quem eles são, ou onde eles estão. — Explicou Harry. — Isso não vai funcionar.

– Mas você tem os nomes, pode dar certo. — Luna falou, apoiando a ideia.

– Gente.. — Clove parecia ser contra, olhou para trás e bateu nervosamente o pé no chão. — Não temos tempo.

– Mesmo mutantes, temos humanidade dentro de nós. — Rose falou. — Precisamos ajudar.

– Ela tá certa. — Scorpius interveio e todos o olharam. — Afinal, e se também forem mutantes? Podem se juntar a nós. E você mesmo disse Harry, que temos chance se nos unirmos.

– Eu já aviso, não sei se vai dar certo. — O moreno falou e os amigos se afastaram um pouco, Rose assentindo. Clove parecia nervosa. Estar entre a vida e a morte não era naa fácil.

"Vamos lá." O pensamento do moreno se concentrou. Harry fechou os olhos, suspirou fundo. "Draco, Cato, conseguem me ouvir?" O moreno puxou ar antes de continuar. "Se conseguirem, saibam que eu sou do bem, eu sou um mutante. Vocês estão correndo perigo, minha amiga também é uma mutante e ela consegue prever o futuro. Ela viu vocês dois em perigo, junto com uma mulher e uma garota chamada Cho. Se conseguirem ouvir essa minha mensagem, tentem se proteger, ou algo de ruim vai acontecer com vocês. Eu queria muito que vocês se juntassem a nós, se forem mutantes, estamos tentando encontrar a verdade sobre essa guerra. Mas não faço ideia de onde estamos, tudo que eu consigo ver é mato e tenho a certeza que estamos indo para o Norte de Manchester. Eu espero que vocês fiquem bem."

– Então, Harry? — Rose estava tensa, viu o moreno respirar fundo e abrir os olhos.

– Espero que funcione. — Ele admitiu, e Rose assentiu.

E novamente aquele rugido de animal feroz surgiu próximo à eles, Harry e Clove se entreolharam com estupefatos.

– Hora de dar o fora daqui. — Avisou Clove, e os cinco mutantes seguiram caminho pelo matagal, os passos apressados, tentando encontrar um rumo.

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– Então você tem as informações sobre os mutantes? — Claire pareceu interessada.

Rony havia contado à Gina, Jefferson, Hermione e a mulher tudo o que tinha vivido até agora, desde que a bomba sobre as criaturas super poderosas se espalhara pela cidade, e até, pelo mundo.

– Não de todos. — Rony argumentou. — Mas sim. Foi assim que eu descobri vocês por aqui.

– Você é corajoso. — Comentou Jefferson, com sinceridade. — Ir até a clínica, vir até aqui.

– Eu precisava, eu preciso descobrir a verdade sobre tudo isso. — Rony explicou e Gina assentiu.

– Eu também. — A ruiva adicionou. — Nós três precisamos. — Olhou Hermione sentada ao seu lado no sofá. A morena também havia contado à Rony que fugira de casa.

– Nós vamos encontrar um jeito de ajudar vocês. — Claire falou e tocou a mão da filha. — Não se preocupem.

– Mas vocês não podem ficar aqui. — Rony sobressaltou. — A polícia já tem o endereço dos mutantes, eles decretam prisão para os pais e para nós, mas ninguém realmente sabe o que acontece com os mutantes depois disso.

– Eu imagino. — Gina demonstrou repugnância. — Eles não tem o direito de fazerem isso. Existem mutantes do bem.

– É verdade. — Hermione se indignou. — Tô tão preocupada com minha irmã, meus pais. — A morena suspirou.

– Todos estamos. — Rony a olhou. — A minha mãe, ela é costureira sabe. E ela sempre fica passando o tempo fazendo alguma roupa pra mim. Porque ela não vai mais pro trabalho, não sai mais de casa. — O ruivo sorriu triste.

– É tudo muito triste mesmo. — Claire falou, entristecida. — Eu e Jeff mal saímos de casa também. Acredito que todos os pais dos mutantes estejam passando pela mesmo situação.

– Mas eu acho que posso ajudar. — Jefferson interveio. A atenção de todos se voltou para ele, menos a de Hermione, que olhou fixamente para a porta.

– Como, pai? — Gina perguntou, curiosa.

* – Gente. — Hermione se levantou do sofá e eles a olharam.

– O que foi? — Jefferson também se levantou do sofá. Viu o rosto de Hermione ficar desesperado.

– A polícia. — Ela falou e os olhos arderam, Gina, Rony e Claire se levantaram do sofá em um sobressalto.

– O quê? — O ruivo gelou.

– A polícia tá vindo. — Hermione se desesperou, um vento feroz começou a se formar entre eles. Olharam Gina, os cabelos ruivos dela voavam, os olhos estavam praticamente vermelhos.

– Não pode ser. — Jefferson correu até a porta, começaram a ouvir estilhaços de vidros quebrando.

– Eles vão matar a gente. — Gina falou em desespero, o vidro sólido da mesinha central da sala voou, se partindo em pedaços. Todos cobriram os rostos, a ventania no apartamento já estava sem controle, as luzes dos outros cômodos acendiam e desligavam, algumas lâmpadas estouravam.

– Calma, filha. — Claire pediu e se aterrorizou quando começou ouviu passos na porta.

– É a polícia, abram a porta! — Avisou um homem do lado de fora. Claire paralisou, Jefferson olhou-a e correu os olhos pela filha, Hermione e Rony.

– Pode tirar elas daqui? — Pediu o homem, desesperado, para Rony.

– Nós temos um mandado de prisão para Gina Whotsley, a mutante! — Alertou outra voz grossa.

– Eu.. — Rony tinha a respiração ofegante, seus fios ruivos voavam, em um baque a tela do aparelho televisor explodiu. Hermione gritou, Claire tinha os olhos arregalados e não sabia o que fazer. — Só posso teletransportar duas de uma vez. — Ele avisou, correndo os olhos por Hermione, Gina e Claire.

– Sabemos que estão aí, é melhor abrirem! — Um policial gritou.

– Leva elas. — Pediu a mulher, estupefata.

– Mãe, não! — Gina se sobressaltou, vários porta-retratos da estante viraram cacos de vidro.

– Pode favor. — Implorou Claire, e Rony assentiu, entrando no meio de Hermione e Gina.

Um som ensurdecedor surgiu entre eles, Jefferson correu para longe da porta que agora estava cheia de furos das balas disparadas.

– Mãe, pai! — Gritou a ruiva totalmente sem controle, explodindo o aparelho de som.

– Vão, AGORA! — Mandou Claire, e Rony, obedecendo, agarrou Hermione e Gina pela cintura, a ruiva mesmo se debatendo, logo já não estava mais ali. Os três se teletransportaram e Claire lançou um último olhar de despedida à Jefferson, quando viu a porta ser arrombada e o marido ir ao chão.

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"Eu espero que vocês fiquem bem."

Aquela voz masculina ainda martelava a cabeça de Draco. O loiro andava de um lado para o outro, Cato à sua frente sem reação, Cho completamente atordoada e Narcisa pasma, sentadas no sofá.

– O que aquele garoto quis dizer.. — Draco perguntava a si mesmo.

– Ou melhor, quem é ele? — Cato interveio, bufando.

– Tudo o que eu sei é que precisamos ir embora. — Draco parou para olhar o irmão, sua respiração acelerada.

– Mas ir embora pra onde? — Indagou Narcisa, completamente perdida.

– Eu não acredito mesmo que tá acontecendo uma guerra. — Cho se levantou do sofá e enfiou a mão entre os cabelos pretos e lisos, estava completamente atordoada.

– O pior de tudo é que todos envolvidos com a gente corre perigo. — Draco continuou. — Principalmente você, Cho. — O loiro apontou o dedo para ela. — A voz na minha cabeça disse claramente que você tá correndo perigo.

– Tá, mas o que eu posso fazer? — A morena coçou a cabeça. — Essa aqui é minha casa, eu moro sozinha, eu não tenho pra onde ir porque meus pais moram do outro lado do mundo e minha tia morreu. — Explicou ela, rapidamente. — Aí vocês chegam aqui dizendo que tem uma guerra acontecendo, existem mesmo mutantes, eu digo, muitos. — Ela olhou para Cato, se lembrando que desde pequena, conhecia as habilidades sobrenaturais do amigo. — E agora, uma voz surge do nada na cabeça do Draco falando que eu vou morrer.

– Não foi exatamente assim. — Draco contrapôs, mesmo acreditando que era esse o real sentido da frase.

– Precisamos pensar. — Cato falou. — Cho, você não conhece um lugar aqui perto? Não sei, que a gente possa pelo menos passar uns dias.

– Não sei. — A garota deu de ombros e parou pra pensar. — Tem a casa da senhora Bell, mas eu acredito que ela queira entregar vocês à polícia caso vejam vocês. — Explicou e Cato bufou, chutando o pé do sofá.

– Vamos embora daqui e a gente vê isso no caminho. — Sugeriu Draco.

– E andar por aí com vocês sendo caçados, a ponto de serem mortos? — Narcisa negou de imediato.

– Mãe, ficando aqui ou não a gente pode morrer. — Draco retrucou. — Mas já que a gente sabe que podemos morrer aqui, seria melhor dar no pé, não acham?

– Eu acho que ele tá certo. — Cato comentou e Narcisa arqueou as sobrancelhas.

– Que evolução, Deus. — Implicou Draco. — Meu irmão concordando comigo.

– Cala a boca. — Mandou Cato. — Temos que ir, mãe.

Com uma relutância maior do que podiam pensar em ter, Draco e Cato convenceram Narcisa à irem embora da casa de Cho. A morena decidiu ir junto, afinal, estaria se entregando se ficasse ali. Mesmo com os mutantes fora de sua casa, a polícia com certeza descobriria que eles estiveram ali, e se ela não confirmasse, era uma Chang morta.

Saíram da casa, Draco e Cato carregando suas mochilas nos ombros, Cho e Narcisa olhando freneticamente para os lados. A casa de Cho se localizava em uma vila antiga de Manchester, não muito movimentada, mas bem acolhedora.

A mente de Draco ainda vasculhava aquela mensagem que recebeu, de um garoto que ele não fazia ideia de quem seja, de onde estava, mas que podia se comunicar com as pessoas através do pensamento. Era um poder bem incrível, Draco tinha que admitir. Mas, se pudessem encontrar esse garoto e a amiga mutante, talvez tivessem uma chance maior. Draco só se preocupava com Narcisa. Sabia que Cho iria com eles para onde fosse, ela era do tipo de garota que se arriscava na vida. Mas Narcisa era sua mãe, precisava estar salva. Longe de toda aquela guerra.

Um grito de dor foi ouvido por Cato, Draco e Narcisa, que agora acompanhavam os filhos pelo caminho. Se viraram, os três, abruptamente e viu o corpo de Cho caindo no chão, sua blusa de frio cinza ganhando um tom vermelho vivo. Draco arregalou os olhos e olhou para a frente, várias armas apontadas para eles, um grupo de policias caminhando com cautela até os três.

– Cho! — Cato falou descrente, os olhos arregalados.

– Fujam. — A morena sussurrou em dor, seus olhos se fechando, seu corpo estirado no chão.

Notas finais
Não tive tempo de revisar a ortografia, desculpem qualquer erro! Não deixem de comentar, por favor!