Must Be The One

37 This crazy shine it never lets you die


Notas iniciais
Gente, eu já estou com vergonha de pedir tantas desculpas de vocês :/ Eu tô muuuito ocupada, tenho aula de manhã e cursinho a tarde e minha escola é a mais rigorosa daqui aí ela passa um monte de tarefas -.- Mas, felizmente, dia de quarta eu não tenho cursinho, então eu aproveito o tempo livre pra escrever um capítulo aqui. Ou seja, a partir de agora eu praticamente só vou atualizar a fic dia de quarta e nos fins de semanas. Vocês me perdoam? ): Eu sei que eu disse que ia atualizar todo dia mas não dá mesmo D:
Esse é o capítulo da reconciliação, espero que gostem!

John's POV

– Quem é essa? — Josh perguntou.

– Ah, precisa ser alguém? — falei.

Aquele era meu terceiro quadro que tinha pintado enquanto estava na clínica. Dessa vez resolvi mudar meus desenhos que saíram de paisagens para pessoas. Pintei uma mulher de cabelos castanhos, um pouco abaixo do ombro. Não sei por que, mas aquela imagem vinha a minha cabeça constantemente e eu tinha que pintá-la.

– Vai me dizer que não a conhece? — Josh insistia.

– Porra, se aquieta no teu canto, deixa eu pintar em paz.

Ele deu uma risadinha e foi tocar algum intrumento em outra sala. Engraçadinho.

– Sr. Frusciante, desculpe lhe incomodar – me virei impaciente para a enfermeira – mas tem uma pessoa que insiste em falar com você. Eu sei que não está no horário de visitas, mas já que você está acordado...

Visitas? Para mim? Quem poderia ser? A morte?

– Pode mandar essa pessoa vir para cá – disse meio desconfiado.

– Ok.

Ela saiu e uns dois minutos depois a visita entrou.

– John! Como vai, cara? — dizia Anthony me abraçando.

– Eu estou bem. Graças a você. Estou melhorando mesmo e acho que dessa vez eu não volto mais aqui. E você...?

– Ah, você sabe.... Estou tentando parar mas às vezes tenho recaídas. Mas não se preocupa comigo! E... Caralho, você não sabe o quanto isso me deixa feliz, é muito bom você está melhorando– ele disse sorrindo – Agora você pinta é?

– É, pinto nos tempos livres...

– Quem é? Me parece familiar...

Gelei. Quem era aquela mulher? Se Anthony também conhecia, devia ser alguém que conhecemos através da banda... Ou foi mais uma prostituta que cruzou comigo e com Anthony.

– Eu realmente não sei, a imagem dela vem na minha cabeça constantemente e sei lá... Só pintei.

– Hm – disse Anthony coçando o queixo – Está muito bom John da Vinci.

– Hahaha, nem vem isso é só umas pinceladas em um quadro..

– Ok, vou ignorar seu comentário porque eu não vim aqui para discutir sobre suas habilidades de pintar mas vim conversar sobre algo.. Er...

– Pode falar cara... É alguma mulher? — perguntei.

– Não, não, nada a ver...

– É o Flea, o Chad? Eles estão bem?

– Não, quer dizer, sim eles estão bem, mas não é sobre eles que vim falar...

– Então é sobre o quê, porra? Fala logo! Deixa de viadagem.

– Seu puto! — disse rindo – Olha, é assim... Tivemos uma briga com nosso guitarrista e agora ele não faz mais parte da banda. E caralho, todo mundo sabe que a gente não vai arranjar um guitarrista como você e seria de muito agrado se você entrasse para a banda novamente.

Caí na gargalhada.

– “De muito agrado”, sério Anthony? Hahaha.

– Você entendeu porra! — rimos — Isso é um sim?

– É claro que é um sim! É uma honra! — falei o abraçando.

– Se o Flea e o Chad pudessem estar aqui, eles estariam comemorando também mas eles tinham que ir para uma entrevista aí... Aliás, vou ligar para eles daqui a pouco. Cara, John vai ser foda demais! LA – falou olhando para a janela – Red Hot está de volta!


Josh's POV

– Josh, você pode ir para o seu quarto – disse a conselheira.

Olhei para ela confusa. Por que ela me liberou mais cedo do grupo de apoio?

– Pode ir, na próxima vez você conta mais sobre sua história. Vai – disse ela sorrindo e fazendo gestos com as mãos para eu ir logo.

Saí de lá com a sensação que estavam tramando para mim mas quem é que apronta brincadeirinhas numa clínica de reabilitação? Ninguém! Fiquei pensando nisso até passar pelo corredor do meu quarto. Uma mão suave tocou no meu ombro e eu me virei para olhar quem era. Tive a surpresa mais agradável do mundo mas fiquei calado.

– Oi Josh, tudo bem? — disse Mandy.

– O que você veio fazer aqui? — falei frio. Acho que quanto mais você é magoado mais frio você fica com as pessoas, deve ser uma forma de se proteger sei lá.

– Ahn... Eu vim conversar com você, pode ser? — disse ajeitando o cabelo.

– Hm. O que é? — disse olhando bem nos seus olhos.

– Ér.. Eu queria me desculpar. Eu sei que não somos mais namorados mas não significa que não somos mais amigos não é? Porra, eu te conheço desde quando? Desde dos meus 10 anos? Amizades assim não somem de repente e eu sinto falta de você.

Meu coração apertou. Quem tinha que está se desculpando era eu, não ela.

– Não Mandy...

– Não, deixa eu falar tudo logo de uma vez, por favor. Eu sei que eu fui uma vadia com você por não estar aqui esse tempo todo o acompanhando na clínica e tal. Os dias de visitas já são poucos e eu não tinha a mínima coragem de vir aqui para saber como você está, se você está aguentando tudo... — ela começou a chorar – E eu soube da sua mãe e eu fiquei mais culpada ainda.... Erfj.. Enfns.. JEDJNSJFA.. WEUOBFW – o choro se intesificou e eu não entendia mais nada o que ela estava falando, gritando na verdade.

– Mandy, não fica assim – disse a abraçando – Se é para alguém se desculpar aqui esse alguém sou eu. Eu que te traí, eu que me droguei e escondi isso de você, eu que fui um péssimo filho, eu que fui um péssimo namorado. Você não tem uma parcela de culpa nisso.

– Não. Eu sou uma melhor amiga horrível, pode dizer.

– Você é horrível de aparência mesmo mas você é maravilhosa por dentro – disse brincando.

– Isso não tem graça – ela falou me fitando séria.

Não consegui esconder minha cara de riso e ela acabou rindo junto comigo. Finalmente!

– Vem aqui, me dá um abraço de urso – ela disse.

Abracei-a com a maior força do universo como se quanto mais forte fosse o abraço mais rápido a saudade sumiria.

– Ah que saudades eu senti disso – disse Mandy com a voz abafada.

Dei vários beijos em sua cabeça e na sua testa. Sem perceber, fui descendo e acabei dando um selinho na sua boca. Ela fechou os olhos e não hesitou. Veio para cima de mim como um furacão. Deu um beijo super gostoso. Aquele de matar as saudades.

– Isso quer dizer que estamos de volta? — falei dando um leve sorrisinho.

– Ah Meu Deus! Não. Eu não devia ter feito isso – ela falou dando um passo a trás – Eu quero que as coisas vão bem devagar...

– Ah sim, entendo.. — disse meio decepcionado – Entendo completamente. Você está certa, é melhor assim.

– É... Então, eu já vou embora porque eu vim de carona e já estava te esperando a algum tempo... Venho te visitar no próximo dia disponível, está bem?

– Está ótimo. Você sempre será bem-vinda.

– Ah ok, obrigada – ela ainda não tinha saído do lugar.

– Você.... não vai embora? — perguntei rindo.

– Ah é né... — ela falou dando um risinho malicioso.

De repente ela me roubou um beijo. Dessa vez ela passou as mãos na minha nuca e parecia que as nossas línguas estavam na terceira guerra mundial. Na melhor parte do beijo ela parou e me deu um beijo na bochecha. Acho que o perfume dela ainda estava na minha mente quando ela passou pela porta da clínica.


Notas finais
E-a-í? kk o que acharam? quero detalhes nas reviews!