Must Be The One
38 His whole world she does intoxicate
Notas iniciais
Bom, espero que vcs gostem tanto desse capítulo quanto eu
Mandy's POV
Eu tinha beijado Josh? Era isso mesmo? E eu gostei? Mas que porra... Uma semana atrás eu não queria vê-lo nem pintado de ouro! Mas era impossível tirar o sorriso do meu rosto.
– Você falou com John? — perguntou Anthony.
– Não, ele já está acordado?
– Sim. Vai lá, ainda temos tempo. Dessa vez, eu dou uma palavrinha com Josh.
– Está bem.
Voltei à clínica e perguntei onde John estava. A enfermeira me indicou uma sala que logo a porta dizia tudo: era toda colorida, cheia de fotos e desenhos que as pessoas colocavam lá e tinha uma placa pendurada onde dizia “Sala da Imaginação”. Achei super criativo. Abri bem devagarzinho e avistei uma figura com cabelos longos escuros no canto da sala, pintando.
– Está muito ocupado? — perguntei.
– Mandy! Não esperava te ver! — e de repente ele colocou um pano sobre a pintura.
– Ah, não pare de pintar. Pode continuar, só vim conversar um pouco...
– É que eu não estou com mais vontade de pintar agora, deixo pra outra hora. Tenho muito tempo livre aqui. Então, se recuperou da ressaca?
Corei.
– Hahaha, me recuperei sim. Nunca devia ter bebido tanto assim... Obrigada.
– Obrigado pelo quê? — perguntou rindo.
– Ah sei lá, você me ajudou naquele dia, não?
– Tentei te acalmar, normal.
– Pois é, acho que eu iria ter falado mais merda pro Josh naquele dia se você não tivesse tentado me acalmar.
Ele puxou outro quadro e começou a pintar. Estava atrás da tela e não deu para ver o que ele estava pintando, mas não interessava. Já tinha tempo que eu queria conversar com ele sobre uma coisa.
– John, se eu perguntar uma coisa você me responde com toda sinceridade do mundo?
– Não garanto isso, não – disse dando umas risadinhas – Mas vai, tenta.
– Por que você fica me encarando desde quando te conheci? — perguntei na cara dura e logo me arrependi.
Abaixei minha cabeça e escondi parte do meu rosto com meu cabelo. Ele ficou calado e parecia que estava ignorando minha pergunta e se concentrando na pintura.
– Quer dizer, desde quando você apareceu lá no Felix's, você ficava me encarando e tal... — falei sutilmente e ele me fitou – Tipo, como você está fazendo agora.
– Olha... Nunca falei isso para ninguém, mas é que antes de entrar na banda, eu era apaixonado por uma garota. Ela era linda e tinha o sorriso mais bonito do universo. Toda vez que ela passava na minha frente eu ficava babando. Só que ela não gostava de mim. Ela achava que eu era um drogado da porra, um doido com cabelo diferente e um estranho paranóico, o que eu era, para falar a verdade. Mas ela sempre me desprezava. E porra, amar e não ser correspondido dói não é? — ele me disse com os olhos brilhando – Então, eu não gosto mais dela. É. E Eu encontrei outra pessoa. Mas a verdade é que você se parece com ela. Não o jeito, porque ninguém é mais fria do que aquela vadia, mas a sua aparência...
Não tinha palavras. Todo esse tempo eu lembrava um antigo amor do John e ainda ficava com raiva por ele me encarar toda hora. E ainda me sentia mais mal ainda porque eu lembrava algo que ele estava tentando esquecer e lá estava eu na clínica, o importunando com a minha imagem.
– Puxa John, é... Sei lá, é melhor eu ir... — falei me levantando.
– Não, fica. — disse John segurando meus braços.
O toque firme das suas mãos no meu braço me fez ficar sem palavras de novo.
– Não é porque você me lembra ela que eu te odeio. Eu a odeio. Não você. — disse ele.
– Ahn... Está bem. — falei meio confusa.
Ele continuou a me fitar. Já estava sem jeito.
– Tá. Mas por que você está me fitando agora?
Ele não respondeu. Simplesmente pulou pra cima de mim e começou a me beijar. Céus, que beijo era aquele? Nunca tinha sentido algo assim em toda minha vida. A sua língua parecia conhecer cada canto da minha boca e sabia exatamente o que fazer. Ele pareceu gostar também, pois puxou minha cintura para mais perto dele. O seu beijo só ficava cada vez mais envolvente. Agarrei-o pela nuca e o arranhava de leve. Mas que vontade insaciável era aquela que eu senti por ele de uma hora pela outra? Sentia que estava procurando aquilo a minha vida toda! E logo ELE estava me proporcionando isso. Ele segurava o meu rosto como se estivesse me proibindo de sair perto dele.
– Não, pára – falei subitamente.
Ele se afastou um mm e olhou bem nos meus olhos. Seu olhar dizia que ele queria mais, assim como eu, mas não achava aquilo certo. Abaixei a cabeça a fim de evitar aquele olhar e o afastei um pouco.
– Não quero. Você está me beijando apenas porque eu lembro uma antiga paixão sua. E eu estou com Josh, não oficialmente, mas sei lá... — falei já indo em direção a porta.
– Não, não, não, não é nada disso! — disse John parando na frente da porta, a fim de me interromper — No início, você me lembrava ela, e muito. E isso foi quando você era criança pois foi com mais ou menos 10 anos que eu me apaixonei por ela. Mas eu não te conhecia. Agora, você e ela são pessoas totalmente diferentes. E aliás, eu sei que você e Josh não darão mais certo.
– Olha aqui, se você me beijou é porque pra mim, você ainda gosta daquela mulher. Vá lá com ela e tente de novo, ou se recupera desse amor não-correspondido. E, com licença, quem é você pra dizer que eu e Josh não vamos mais dá certo? Somos amigos há muito tempo, diferente de mim e você, e, por favor, saia da frente dessa porta.
– Nunca contei essa história pra ninguém justamente por isso: todo mundo ia achar que eu ainda gosto dela. Mas a pura verdade é que eu gosto de outra pessoa, já disse isso, porra. Não percebeu? E eu não preciso ser ninguém para falar que vocês não darão certo. Isso que vocês tiveram, por mais fofo que seja — disse fazendo uma careta – não passou de um romance de adolescentes. Vocês não se amam, tenho certeza porque eu sei o que é amar.
Olhava para ele com cara de indignada. Ninguém podia me dizer com quem eu ficava ou não e ainda menosprezava o meu lance com Josh. Dava vontade de ir lá ao quarto de Josh, dar um beijão nele, só pra provar para John que a chama ainda estava acesa.
– John, se você não sair da frente dessa porta, eu te bato – disse, já com raiva.
– Ah é? VOCÊ vai me bater? Você nem tem força pra isso – falou dando uma risadinha de leve.
– Você acha é? — disse dando um tapa no seu braço.
– Vish, nem doeu. Nem senti.
Cheguei mais perto dele e comecei a dar murrinhos no seu peito. Ele continuou fazendo caras de quem não estava sentido. Tentei empurrá-lo para poder abrir a porta, mas ele fazia força para não sair do lugar.
– Ok. Dou-te uma chance. Abro a porta e até te carrego pra recepção, mas só com uma condição – falou John.
– Hm, que condição? — disse cruzando meus braços.
– Você tem que me beijar de novo – ele falou, dando um riso malicioso.
– Haha, prefiro ficar aqui até morrer – disse sentando em uma cadeira ao lado.
– Ah, então você vai ficar.
– John, qual é... Se você quer tanto beijar alguém, vai lá beijar aquela mulher fria, ou beijar a mulher que você gosta ou até uma enfermeira qualquer daqui, mas, por favor, me deixe ir embora logo. Anthony está esperando.
– Eu não quero beijar aquela mulher. Já disse. Tenho nojo dela. E as enfermeiras... Acho que o Anthony já paquerou todas — disse sarcasticamente — E quanto à mulher que eu gosto... Vim tomando coragem para chegar com ela e quando finalmente beijei-a ela pareceu não gostar – disse olhando no fundo dos meus olhos.
– Ah que pena. Escreva uma música que você se recupera, agora me deixa ir embora – só queria sair dali, já estava incomodada com aquele “assédio”.
– Então é isso, você acha que eu beijo mal? — ele perguntou, fazendo uma carinha de cachorro caído da mudança.
Acho que o mundo inteiro sabia que eu não resistia àquela carinha e se aproveitavam disso.
– Eu não disse isso... — falei tentando não olhar pra ele.
– Então, eu beijo bem? — disse John, dando um sorriso de lado.
– Eu também não disse isso.
– Ah, então porque você não me beija logo e se decide sobre isso? – falou, se apoiando nos braços da cadeira que eu sentava.
Agora seus olhos levemente castanhos me encaravam numa distância quase nula dos meus. Dessa vez, ele não me olhava com um olhar desconhecido como era antes. Olhava-me como se estivesse lendo os meus pensamentos. Eu queria aquele beijo mais do que nunca. Ele queria também, e sabia disso.
– Vale selinho? — perguntei.
– Não, só se for de língua.
– Ah John, pára de ser chato.
– E tu vai morrer se me der mais um beijo? Porra, não tenho nenhuma doença não, sou vacinado.
Não pude conter meu riso.
– Está bem, só um beijinho, rapidinho.
Ele anulou a distância de mim já dando risadinhas maliciosas. Primeiro, o beijo estava calmo. Nada demais. Era como se fosse esses beijos que você dá quando brinca de Verdade ou Desafio. Como tinha estabelecido um limite de 5 segundos, quando passou disso já coloquei minhas mãos em seu peito para lhe afastar só que ele subitamente agarrou meu corpo e não me deixou sair dali. Eu estava e não estava com vontade de beijá-lo. Era algo muito estranho. Mesmo que “meio forçado”, o beijo foi muito bom. Tão bom quanto o primeiro. Ele não queria parar e se não tentasse escapar daquilo, ficaríamos nos beijando o dia todo.
– Chega, chega, chega! — disse batendo nele.
Ele se afastou de mim, mas continuou segurando nos meus ombros.
– Gostou? — perguntou.
– Você está perguntando se eu gostei de ser forçada a te beijar por mais de 5 segundos, com direito a privação de movimentos da minha parte, já que você ficou me segurando o tempo todo e ainda ficar toda babada? Porra, eu quase que fui estuprada bocalmente.
Na verdade eu tinha gostado. Adorado.
– Hahaha. Eu sei que você quer mais um... — falou.
– É, pô... Eu quero é sair daqui. – disse, abrindo a porta.
– A madame gostaria que eu a carregasse até a recepção? – perguntou, sorrindo.
– Não. Tu já fizeste até demais. Tchau – disse, rindo e saindo às pressas.
– Ei, Mandy – falou John segurando minha mão.
– O que é?
– É verdade aquilo que eu falei. Aquela mulher tinha o sorriso mais lindo do universo. Tinha.
– Se você está dizendo que é para eu não contar isso a ninguém, eu não vou contar, já sei disso. Você nunca falou sobre como era apaixonado por essa mulher e blá blá blá...
– Não, não é isso que eu estou falando... Ér...
– Olha John, eu tenho que ir... Tchau.
Andei e ele não largou minha mão. Virei para ele com cara de deboche. John levou minha mão até sua boca e com toda a delicadeza do mundo a beijou. Aí sim eu fiquei sem reação. Saí praticamente correndo dali. Cheguei ao carro do Anthony, afobada, e não tinha como ele não perceber isso.
– O que houve? Brigou com John mais uma vez? — ele perguntou.
– Não. Quer dizer, sim. Briguei com ele. Um negócio dele que insiste em dizer que eu sou uma fã paranóica e tal... Só falei que queria o bem dele, assim como você quer.
Era bem melhor dizer que tinha brigado com ele ao invés de dizer a verdade. Se nem eu tinha processado a informação de que tinha beijado o John, imagina o Anthony. E Josh. Ah porra, já fiz merda de novo.
– É, pois é... Mas não fica chateada não. O John tem essa mania de não querer que as pessoas cuidem dele, ele gosta de ser um pouco independente nesse sentido.
– Ah sim, entendo...
– Então, está com a mente livre? Vamos ver muitas opções hoje e preciso que você escolha as duas mais bonitas.
– É pra já! Acelera! — falei animada.
Notas finais
O que acharam? O q vcs acham q o Anthony e a Mandy vão fazer? Gostaram do capítulo?
Fale com o autor