Mundos Colidindo
3 Imunidade
Notas iniciais
P.O.V. Aro.
Um ser de outro planeta com habilidades inacreditáveis. Ela disse que nossa frequência energética torna difícil para ela usar suas habilidades telepáticas em nós.
—Se importa se eu tentar algo?
—Vai doer?
—Não.
—Vai tentar me matar?
—Não.
—Então não.
Tentei ler seus pensamentos, mas...
—Estranho. Eu não vejo nada.
—Uma Swan alienígena.
—Isso é algum tipo de ofensa?
—Não. Há uma outra vampira que também tem a habilidade de bloquear os nossos poderes mentais.
—Tudo bem.
—Podemos Jane?
—Dor.
Ela não se moveu, mas disse:
—Pare. Pare!
Os objetos na sala ao nosso redor começaram a flutuar, a se desintegrar.
—Não entre na minha mente!
Portas batendo violentamente, vidros se estilhaçando.
—Na minha mente você não vai entrar!
Veremos por quanto tempo IO consegue resistir.
—Pare!
Então, seus olhos azuis mudaram de cor, ficaram completamente negros.
—Eu mandei você parar!
Jane foi arremessada longe. Ela atravessou a parede.
—Respira. Respira fundo. Mantenha a calma.
Gianna entrou correndo na sala.
—Mestre, creio que estamos sob ataque. Talvez devêssemos fugir. O Castelo está desmoronando.
A Princesa olhou para ela e disse em um italiano perfeito:
—Minhas desculpas. Faz um tempo que não pratico. Eu tenho todo este Poder que ás vezes me assusta. Alguém morreu?
—Não. Mas, metade do Castelo está no chão.
IO respirou fundo. E tudo o que estava quebrado começou a concertar-se, como um filme colocado na reversão.
—Incrível. Sem precedentes.
Ela foi até Jane.
—Você está bem?
Perguntou estendendo-lhe a mão.
—Como fez aquilo?
—Vou tomar isso como um sim.
—Como fez aquilo?
—Matéria é energia condensada. Nada é realmente sólido.
—O que quer dizer?
—Como você acha que ele consegue acessar todas as informações que estão dentro da sua cabeça?
—É o dom dele.
—Errado. Impulsos elétricos, cada célula conhece e conversa com todas as outras. Elas trocam mil bites de informação por segundo, as células se agrupam formando uma gigantesca teia de comunicação que por vez, forma a matéria. Elas se juntam, reformam, deformam. Não faz diferença, é tudo igual.
Enquanto ela falava a mão dela mudava. Escamas, mais dedos do que deveria.
—Os humanos se consideram únicos, portanto basearam toda sua teoria de existência em sua singularidade.
Ela pegou uma caneta.
—Um. É sua unidade de medida, mas não é. Todos os sistemas sociais que eles tem são um mero esboço. Um mais um é igual a dois.
A caneta virou duas canetas.
—Mas não é. Um mais um nunca foi igual a dois. Não existem números, nem letras, nem equações. Vocês e eles codificaram sua existência para colocá-la numa escala humana, torná-la compreensível. E esquecer sua imensurável escala.
—Mas, se os humanos não são a unidade de medida e o mundo não é governado por leis matemáticas, o que governa tudo?
—A única unidade de medida que realmente importa. Aquele que por vocês serem o que são... para vocês é indiferente. O Tempo.
—Tempo? Está dizendo que a chave da existência humana é o tempo?
—Não. Estou dizendo que a chave da existência de tudo, é o tempo. Sem o tempo, nada existe. Nem mesmo eu. Ou você.
—Isso não faz sentido.
—Então permita-me colocar isso em perspectiva, Sua Majestade.
Uma tela apareceu na nossa frente.
—Filme um veículo andando numa estrada. Acelere a imagem infinitamente... e o carro desaparece. Então, eu vos pergunto... qual é prova de sua existência?
—O tempo dá legitimidade a sua existência, o tempo é a única unidade de medida que realmente existe. Ele dá prova á existência da matéria.
—E como isso explica o dom do Mestre Aro?
—Ele usa vinte por cento de sua capacidade cerebral. Pode acessar seus dados mnemônicos através do seu D.N.A. Memória genética.
—Magnífico!
—Todo este tempo, vocês pensaram que estavam estudando a mim, quando na verdade... eu estava estudando vocês.
Ela saiu.
P.O.V. IO.
Hora do Backup. Peguei o meu disco e me conectei com ele.
Sentei numa das cadeiras no meu quarto e iniciei o processo.
P.O.V. Alec.
Eu a encontrei sentada numa cadeira no seu quarto. Os olhos dela piscavam tão depressa.
—IO? IO?
Ela não respondia. Será que estava sofrendo algum tipo de colapso?
—IO!
Depois de uns dez minutos. Ela começou a piscar mais devagar e foi como se acordasse de um sono profundo.
—Alec? Á quanto tempo está ai?
—O que aconteceu com você? Algum tipo de colapso?
—Colapso?
—Seus olhos piscavam a uma velocidade alucinante.
—Oh! Não se preocupe, não é colapso. Só transferência de memória.
—Transferência de memória?
—Backup.
—Backup? Como computador?
—Algo assim.
—Mas, você é uma pessoa.
—D.N.A. Bio-digital.
—Então é como se você fosse meio pessoa meio, computador?
—É um jeito de se colocar.
Então eu vi uma coisa preta, uma roda.
—Uma roda?
—Um disco. O meu disco. Ele armazena tudo o que eu sou.
Disse IO pegando o disco. Com cuidado. Vi lágrimas escorrendo dos olhos dela, as lágrimas eram azul neon.
—Armazena tudo o que você é?
—Sim.
—O que quer dizer?
—Exatamente isso. O disco tem minhas memórias, minhas emoções e até meu código raiz.
—Seu código raiz? Quer dizer o seu D.N.A.?
—Sim. Mas, eu não tenho D.N.A. D.N.A. é Ácido Disoxi-ribonucleico. Eu não tenho isso em mim. Não significa que eu não tenha células, só que elas são feitas de outro material.
—Pode me mostrar? Por favor.
—Não. Sinto muito.
—Porque não?
—Eu vejo o jeito que ele olha para mim. O seu soberano. Os Morgs querem me matar e ele quer me controlar. Aro sabe tudo o que você sabe.
—Não vou deixar ele saber. Prometo.
Ela respirou fundo.
—Muito bem.
IO pegou o disco. Passou a mão sob ele e apareceu uma imagem tridimensional colorida dela. Ela começou a mexer naquele negócio e formou-se como um mundo lá dentro.
Eu vi o Código dela.
—Isso é incrível! A sequência é incrivelmente complexa. Parece sim D.N.A.
—É. A forma de organização é parecida.
—IO, o que aconteceu com os seus pais?
—Você sabe o que aconteceu.
—É. Eles morreram. Meus pais também morreram. Eu não me lembro deles.
—Sim você se lembra. Só que esta memória está numa frequência diferente da qual você vibra agora. Por isso não consegue acessá-la.

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