Ca estava eu mais um dia, passando meu grandiosos tempo da melhor maneira possível. Será que eles haviam aberto a agenda? Será que tinham lido tudo? Eu precisava pega-lo de volta. E não era só por causa das anotações, ele me era a única lembrança... fui tirado de meus pensamentos quando Daniel falou para Júlio:

— O que foi? Você tá calado, tá estranho hoje.

— Não foi você mesmo que disse que eu era estranho. — respondeu Júlio

— Você entendeu o que eu quis dizer.

Júlio o olhou de lado e perguntou meio baixo:

— Você acredita em sobrenatural?

— Mais ou menos, porque? – Júlio olhou para todos os lados, parecia saber que eu estava por perto, então o vi tirar a minha agenda de dentro da mochila. Ela estava ali bem na frente dos meus olhos, mas eu não posso pega-la seria muito arriscado.

— Veja isso!

Júlio apontou para uma das paginas

— Me diz que isso e tinta!

— Não. É justamente o que você está pensando.

Eu podia imaginar do que eles estavam falando... Bem, eu escrevia com o sangue de minhas vítimas. Eles devem ter deduzido isso:

— Você está maluco? — ouvi Daniel perguntar.

— A é? Leia isso aqui então!

Júlio entregou a agenda a Daniel numa parte aberta, então eu vi sua expressão mudar de surpresa e incredulidade para profundo medo.

— Meu Deus! Não é possível... isso é... Temos que contar isso pra alguém.

— Não! – Júlio tirou as palavras da minha boca- Você tem que me prometer que não vai falar nada disso pra ninguém.

— Mas... – Daniel tentou protestar

— Quem iria acreditar na gente?

Daniel pensou por um tempo antes de responder, para meu alivio:

— Tem razão!

— Vamos jurar ok? Sobre este livro agora e aqui juro que nunca contarei nada disso para ninguém, a não ser que tenhamos provas muito convincentes.

— Eu também juro, beleza um segredo só nosso. Nosso segredo de amizade.

Daniel sorria pra Júlio, eu estava sem entender o que tinha acontecido ainda. Um vento frio passou por nós, e Daniel não pode disfarçar um arrepio. Júlio vendo que o amigo não estava muito seguro com aquilo disse:

— Relaxa, não vai acontecer nada. Olha só quando eu crescer vou ser um caça-vampiros e você será meu assistente então não poderá ter medo.

Daniel sorriu daquilo, mas vi claramente que ele estava grato por Júlio estar começando a se abrir pra ele. Aquele garoto queria ser um caçador de vampiros, que petulante, mas era também um tanto hilário, não vou negar. Depois do aperto de mãos eles se despediram, era minha hora de entrar em ação. Dei um passo a frente e parei, Júlio voltou e deu algo ao Daniel que eu não vi o que era e colocou outro em seu bolso:

— Agora sim, tchau!

— Tchau Júlio.

Quando já estavam distantes um do outro, eu sai do meu lugar e comecei a seguir Júlio cautelosamente pela rua. Era hora de eu pegar de volta o que é meu...