Mundo Guertena
1 Episódio 1
Notas iniciais
Os pais de Ib decidiram leva-la para uma Galeria de Arte. Ib nunca foi a uma, e eles a garantiram que ia gostar.
Estava chovendo, mesmo no carro, podia se ouvir o barulho da chuva no retrovisor.
– Você se lembra do que eu falei, Ib? Oh, você trouxe o seu lenço bordado? Você sabe, aquele que você ganhou de aniversário? Mantenha-o em seu bolso, O.K? Não o perca! – disse a mãe de Ib.
Quando chegaram, a chuva já passara. Seu pai estava indo registra-los e pegar uns panfletos e sua mãe disse:
– Bom, aqui estamos... É a sua primeira vez em uma Galeria de Arte, certo, Ib? Estamos aqui hoje para ver as obras de um artista muito famoso, Guertena. E ele não só pinta, como faz esculturas... E outras coisas criativas! Eu não duvido que você vá gostar, Ib.
– Querida, você pode vir aqui, por favor? – chamou o papai.
– Claro.
Sua mãe estava anotando os nossos nomes no caderno. Ela estava demorando muito, então a menina perguntou:
– Mamãe, eu posso dar uma olhada enquanto você e o papai estão aqui?
– Hmm... Você quer ir à frente? Realmente, Ib... Oh, tudo bem, querida, mas não cause problemas para os outros visitantes, não faça barulho também. Suponho que não preciso me preocupar com isso, certo , Ib? – ela disse com doçura.
Ib foi ver a exibição de uma das artes de Guertena, que estava no cartaz atrás do recepcionista. Tinha algumas pessoas. Uma idosa, que disse que essa obra é mais velha que ela. Uma mulher ruiva que disse que parecia sugar ela para dentro da pintura. Depois ela foi ver o nome. Ib não entendeu, era “alguma coisa as profundezas”. Depois de ver a obra ela foi dar uma volta. Havia quadros de todo jeito. O primeiro andar tinha muitas pessoas.
Seguiu para o segundo, um homem muito alto estava parado em frente a uma pintura de um homem pendurado. O nome era “Homem Pendurado”. Tinha umas estatuas sem cabeças, assustadoras, e também tinha um sofá estranho. Não parecia confortável.
Então, foi para a próxima parte do salão. Tinha um quadro enorme. Não havia ninguém. Estranho.
Ela leu seu nome, porém, mais uma vez, não sabia que palavra era aquela. Ela jurou ter lido algo como “Mundo alguma-coisa”. Ib realmente tinha uma péssima memoria.
As luzes piscaram um pouco.
Ela não podia estar vendo essa pintura há tanto tempo. E se fosse o caso da Galeria estar fechada, seus pais iriam procurar por ela... Certo?...
Ib foi para o primeiro andar. As luzes se apagaram. A porta. Claro, a porta. Foi em direção da porta, infelizmente estava trancada. Então Ib realmente estava esquecida ali. Agora só de manhã. Suspirou. Tinha duas janelas. As janelas! Não estavam fechadas, mas não abria. Foi para a segunda janela e a mesma coisa, porém, um liquido vermelho desceu por ela.
– Não! – exclamou Ib quando o liquido escorreu.
Ouvira passos. Talvez tenha mais alguém aqui. Os passos a levaram para o grande quadro de novo. Só que nele tinha um liquido azul escorrendo. Ib o examinou e quando se virou, no chão estava escrito: “VENHA IB”. Quando se virou de novo, estava escrito na parede, onde o liquido azul escorrera: “Venha aqui em baixo, Ib, quero te mostrar um lugar fantástico”.
Mas o que diabos esta acontecendo aqui? – se perguntou ib.
Seguiu, novamente, para o primeiro andar. Não tinha ninguém, algo que não a surpreendeu. Quando foi para a grande exibição, uma parte estava arrancada e tinha pegadas em azul. Ib esticou os braços e a pintura virou... Água... Tomando coragem, ela adentrou a “água” e mergulhou. Assim que mergulhou, viu uma saída de água, do outro lado. Nadando o mais rápido que podia, ela foi em direção da luz. Ib saiu da “água”, mas não estava molhada. Viu um corredor e uma escadaria que dava para baixo. Ib seguiu a escada até dar em um corredor azulado, com dois grandes quadros iguais, porém um era vermelho, e o outro azul. Havia uma porta no lado do quadro vermelho. Seguiu até lá, mas a porta estava trancada. Quando voltou para a escadaria, ela havia sumido.
Sem chance... –pensou Ib.
Do lado do quadro azul, tinha um vaso com uma rosa vermelha. Ib pegou a rosa para cheira-la, mas a mesma se enroscou em sua mão, se recusando a sair. Depois de uns minutos tentando se livrar da rosa, Ib desiste. Empurrou uma pequena mesinha que estava na frente de uma porta e a entrou. Tinha uma chave azul no chão e um quadro de um rosto de mulher. Quando Ib pegou a chave esse rosto se contorceu num gesto azedo.
Saindo do pequeno cômodo, a rosa se libertou. Ib a colocou no vaso, que rapidamente, a rosa ganhou vida. Mas mesmo assim, ela voltou a se agarrar na manga da blusa de Ib. Ib observou a chave, e viu que ela era da cor da porta que estava trancada. Indo em direção da porta, o chão e as paredes estavam escrevendo a palavra “LADRA”. Mas ignorou, e foi em direção a porta.Com isso, levou a chave para fechadura e a girou. A porta abriu e a levou para um cômodo verde. Assim que entrou no cômodo, tinha umas pinturas de borboleta, aranha, joaninha, um besouro.
– Ei, ei, cuidado! –disse alguém.
Ib olhou para todos os lados, mas não encontrou quem estava falando.
– Você é surda ou o que? Aqui em baixo!
– Oh, perdão. – Ib agachou e observou a formiga. – O que está fazendo?
– Estou procurando a minha pintura, mas ela não esta aqui. – suspirou a formiga. – pode procura-la para mim?
– Claro! Onde ela esta? – perguntou a menina.
– Se eu disse que estou procurando, acha que eu sei? – respondeu rudemente a formiga.
Que mal humorada – pensou Ib, ressentida pois vai ter que procurar aquela maldita pintura.
Ib passou em frente a uma placa que dizia: “CUIDADO COM OS LADOS”. Ib estava passando um pouco perto e uma mão apareceu. Segurando o braço de Ib com força, mas não força o suficiente para ficar presa ali. Ib se soltou e viu o porquê daquela advertência. Por isso, passou no meio. Mais três mão apareceram, mas ela não se assustou. No final do corredor tinha uma porta e uma pintura de uma formiga.
Deve ser essa... – Ib observou a pintura com atenção e exclamou: — Está solta! Dá para tirar!
Ib tirou a pintura e seguiu para o corredor. As mãos não retornaram a aparecer. Olhou o chão, para ter certeza que não pisara na formiga. Quando a encontrou, mostrou o quadro. Os olhos da formiga brilharam de um jeito bem estranho.
– Oh, essa é a minha pintura! Muito obrigada! – agradeceu a formiga.
Ib foi explorar o local e achou uma sequencia de pinturas. “Prologo” era um ovo de larva. “Capitulo um” era uma lagarta. “Capitulo dois” era um casulo. “Capitulo três” era uma borboleta. Ao lado tinha uma porta. Quando Ib a abriu, viu um enorme buraco, que ela não podia pular.
... A pintura! Claro! – pensou a menina.
Ib foi para onde a pintura estava, e a formiga ainda estava lá.
– Desculpe, senhor, mas eu preciso da sua pintura. – disse gentilmente Ib.
– Pra que? Não! – gritou a formiga.
Ib não tinha tempo para discutir com uma formiga, apenas tirou a formiga de cima da pintura e a levou.
Posicionando a pintura no buraco, Ib passou sem problemas. Mas a pintura da formiga ficou vermelha com uma formiga esmagada nela. Abrindo a outra porta, uma chave verde estava no chão, ao lado de outra pintura e em frente a uma estatua sem cabeça.
– Ela não vai criar vida e começar a correr atrás de você, Ib! – repreendeu-se a menina.
Quando pegou a chave, a estatua se mexeu. Ib correu para a porta, mas a estatua também era rápida.
Passou pela pintura e criou um enorme buraco, por onde a estatua caiu.
Indo em direção do corredor, viu a formiga, com lagrimas nos olhos, dizer:
– O que aconteceu com a minha pintura?
Ib a ignorou.
Do outro lado do corredor, viu que sua rosa estava murcha. Isso significava que ela precisava rega-la.
Abriu a porta, e se adentrou.
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