Mundo De Sombras :: O Amor De Um Vampiro
6 Capítulo 6 - Hyuuga Hinata
Notas iniciais
Boa leitura!
– O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou a diretora, Tsunade. – Nara, explique!
O preguiçoso aluno se aproximou dos demais em passos lentos, olhos pesados em sono e as mãos sendo aquecidas nos bolsos.
– Foi uma briguinha na sala, Pain-Sensei me pediu pra vir acompanha-los até sua sala. – ele disse rápido para não perder tempo ali. Não mais que o necessário. – aqui estou, e já me vou.
Shikamaru terminou de falar já dando as costas a diretora e os seus colegas de classe, e saiu do local voltando a rastejar de volta para a sala de aula, onde poderia voltar a dormir.
Tsunade olhou profundamente nos olhos de cada um presente ali. E parou nos olhos da Hyuuga. Imaculada Hyuuga, melhor dizendo...
– Hinata?! O que faz aqui? – ela perguntou sem dar a oportunidade da garota azulada responder. – Pelo visto a coisa foi seria, pra até você está aqui... – ela continuava a falar enquanto mantinha a vista baixa selecionando alguns papeis e guardando vários deles. – Mas então, o que foi que aconteceu?
– Na verdade tudo começou desde a hora em que entramos no colégio. – começou Hinata, falando no seu tom de voz calmo e manso. – por onde nos passávamos todos lançavam olhares na nossa direção, cochichavam e até pareciam desejar algum mal a nós. E na sala de aula não foi diferente, todos estavam do mesmo jeito. Aí o Naruto-Kun se estressou...
– Ele gritou com todos para que eles parecem de cochichar sobre nós e dizer tudo na nossa cara, por que com certeza nós já ouvimos insultos muito piores do que os que passam na cabeça deles...
– E por acaso você sabe o que eles estavam pensando? – perguntou a velha loira.
– Herr... dá pra ter uma noção, né? – Sakura respondeu meio sem jeito. – Então depois o Suigetsu começou com as implicâncias dele, como sempre...
– E depois foi a Karen, que falou sobre a Hinata e o professo...
– Desculpe, que professor? – perguntou Tsunade interrompendo o loiro Uzumaki.
– Pain!
Ao ouvir o nome do professor ruivo mais estranho que ela já viu em toda sua vida, as bochechas de Hinata se tornaram rubras. Não que ela se sentisse incomodada com os antigos comentários, mas as lembranças dele ainda a atingiam de um péssimo modo. Lembranças essas que ainda estavam bem vivas na mente da Hyuuga.
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Era uma manhã comum em Konoha Academy. Hora do intervela, todos estavam saindo da sala, sem muita pressa, o que era realmente raro. Naquele dia, era a vez de Hyuuga Hinata ajudar aos professores. E a ultima aula assistida havia sido a do professor Pain.
– Então, no que posso ajuda-lo, Sensei?
– Ah, pegue alguns papeis na secretaria que eu encomendei. Basa pedi-los, não precisa explicar nada!
– Hai! – a pequena azulada disso com um sorriso minúsculo nos lábios rosados e carnudos bem desenhados que a garota possuía.
Pain apenas observava a aluna exemplar sair da sala, ela era mesmo uma boa garota. E ele sentiu um afeto muito forte pela mesma. O mesmo afeto que sentia quando a sua irmãzinha ainda era viva.
Enquanto Hinata buscava os papeis, pain continuou na sala de aula organizando uma quantidade de material, até grande demais para um professor usar em uma aula. Já havia se passado bastante tempo desde que a Hyuuga havia ido buscar a tal papelada. Talvez uns 15min já se passaram. O sinal do intervalo soou, Pain impaciente resolveu ir atrás de Hinata. Abriu a porta e assim que deu seus dois primeiros passos, a pequena azulada trombou contra seu peito. E os dois caíram no chão, dentro da sala e próximos a porta.
Com certeza a Hyuuga estaria correndo pelo fato de estar atrassado. O peito de Pain doía com o baque inesperado contra a Hyuuga. Alguma coisa estava sendo pressionada contra os lábios finos de Pain. O ruivo abriu os olhos e pode ver uma Hyuuga levemente ruborizada tocando seus lábios levemente pressionado contra os dela. A garota abriu os olhos lentamente, e quando notou a situação em que se encontrava junto ao professor, ruborizou mais ainda com os olhos arregalados.
Pain notou que sua mão estava em algum lugar macio. Sabia que poderia ser arriscado mas mesmo assim resolveu testa. Apalpou de leve o local, e o rosto da Hyuuga se tornou completamente escarlete.
Alguns dos alunos se aproximaram da porta da sala e flagraram a cena.
A Hyuuga levantou-se rapidamente de cima do professor e sentou-se em frente ao mesmo. Pain fez o mesmo. Observou a pequena a sua frente baixar a cabeça, a garota ainda estava corada. Hinata pôs as mão em cima de suas próprias pernas e curvou-se um pouco.
– Desculpe-me...
Alguns dos alunos amontoados na porta da sala, começaram a gritar.
– Nossa, a aluna santinha, com o professor estranho. Quem diria, heim?! – alguém disse.
– Aí, Hyuuga. Se você tava tão desesperada, poderia ter me avisado. E faria bem melhor do que esse aí. Ok?! – outro engraçadinho disse.
– Hurmmm... Eu também quero Hyuuga! – mas uma voz.
Pain parecia despertar de outro mundo. Olhou para a pequena garota a sua frente, notou que algumas lagrimas finas e tímidas deslizavam no rosto pálido e rubro de Hinata. Sentiu-se incomodado ao ver a Hyuuga assim. Ele saia que aquela não era a intenção dela, mas era isso o que realmente aparentava.
Olhou para o amontoado de garotos na entrada da sala e lançou a cada um o olhar mais temido do colégio. Todos engoliram em seco e saíram lentamente da porta da sala.
– Des-desculpe-me, Sensei... – disse Hinata novamente, com mais lagrimas em seu rosto.
– Não!
Ela levantou a cabeça com uma sobrancelha um pouco arqueada e os olhos avermelhados.
– Como assim? – ela perguntou baixo.
– A culpa não foi só sua. – ele disse levantando e estendendo a mão a ela, ela a segurou e se levantou. – Isso também foi culpa minha, não se preocupe. Afinal, aquilo não foi proposital, não é?
Pain perguntou com um pequeno sorriso. O mesmo que um amigo da a outro num momento de consolo, ou de quando tentamos animar a alguém, mesmo sem jeito, quando este alguém esta sofrendo. Ela enxugou as lagrimas que começavam a secar em suas bochechas com as mãos, e logo esboçou um pequeno e tímido sorriso.
– Iie!
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– Ai o Sensei mandou que Suigetsu levasse Karen para a enferaria, e nos pra cá. E aqui estmos nó! – Sakura terminou a explicação.
– Hyuuga?
– Hai!
– Você esta bem? – perguntou a diretora ao observar que Hinata parecia um tanto distante da realidade. Hinata apenas concordou com um aceno de cabeça. – Tudo bem, então. Acho que vocês não merecem nenhuma punição. O toque para o intervalo já soou, então podem ir.
Os três saíram da sala da diretora. E logo uma serie de olhares curiosos foram lançados a eles. Não deram um mínimo de atenção para nenhum deles, e foi de encontro com o resto do grupo.
Sasuke e kiba estavam sentados conversando em um dos cantos do pátio. Hinata, Naruto e Sakura se aproximaram dos dois.
– Oi de novo gente! – começou Sakura sentando-se ao lado de Sasuke. – Aí, a Ino-Porca não veio hoje mesmo?
– Não, Sakura. Parece que ela ficou muito abalada com “aquilo”...– respondeu Sasuke calmo e levemente irritado. – Mas aí, como foi com a diretora?
– Nada de mais, a Tsunade-Baa-Chan não fez nada com a gente.
– Melhor! – disse Kiba. – E você Hinata, por que ta assim?
– Assim como? – a Hyuuga perguntou. Parecia despertar de um outro mundo.
– Sei lá, parece estranha.
– Se você quer saber a verdade, eu também não sei!
Hinata aproximou-se de Kiba e sentou-se, descansando a cabeça no ombro do amigo.
Naruto deitou-se no chão com a cabeça no colo da Hyuuga, que não se importou.
Muitos achavam estranha a intimidade que o grupo tinha entre si. Parecia que todos faziam parte de um misto de: amizade + carinho + sexo= sei lá que diabos é isso!
Mas não era nada disso que todos pensavam. Eles eram assim, simplesmente, eles. Amigos.
Depois de um certo tempo conversando banalidades o sinal tocou novamente. Hora de voltar para a sala de aula. E obedientemente, eles foram.
Ao se aproximarem da porta de sala de aula, os jovens notaram que alguns alunos, a maioria, pra ser mais exata, rindo baixinho. Já outros não conseguiam se conter, e soltava altas gargalhadas.
Eles ficaram um tanto confusos, mas não deram tanta importância assim. Quando todos sentaram em suas mesas, eles compreenderam o motivo das risadinhas. No quadro estava escrito:
O GRUPO “VAMPIRE HUNTERS” SAEM A CAÇA. QUALQUER CASO DE SERAM ATACADOS POR VAMPIROS, É SÓ DISCAR 666, E OS “VAMPIRE HUNTERS” IRÃO LHE SALVAR DOS DEMONIOS SUGADORES DE SANGUE!
Aquilo tinha cara de Suigetsu e suas brincadeirinhas ridículas...
Notas finais
Tudo bem, chega de baboseira;
REVIEWS!
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