Mundo De Sombras :: O Amor De Um Vampiro
5 Capítulo 5 - Inuzuka's
– Ahr.... – contorceu-se todo preguiçosamente.
– Levanta logo moleque! – disse Hana invadindo o quarto de Kiba arrombando a porta com um chute.E, com certeza sua irmã estaria naqueles dias... Não os dias de TPM, mas sim os dias estranhamente estranhos.
Todos achavam estranho a aproximidade dos Inuzuka’s com os caninos, mas eles não se importavam com isso. Até que de uns tempos pra cá sua irmã se tornou tão apegado aos caninos como a falecida mãe de ambos era. E geralmente era numa época do mês determinada, Kiba só não se dava ao trabalho de saber se era na mesma época em que ela ficava de TPM. Se esse fosse o caso, tudo estaria explicado. Se ela já era doida normalmente, imagine de TPM então!
Kiba olha de esguelha para a irmã mais velha em seu quarto com uma cara incrédula.
– Pra que concertar a porta do meu quarto se todos os dias você vai arrombar? – perguntou Kiba irônico. – Ainda mais assim!?
Hana pareceu se acalmar com algum pensamento ou lembrança que provavelmente invadira sua mente.
– Vamos logo, pivete. – ela começou a falar bem mais calma e concentrada. – Você sabe que tem colégio hoje. E também sabe que se atrasar mais algumas vezes estará reprovado esse ano apenas com atrasos, e o pior é que suas notas também não ajudam! – ela terminou a ultima frase com uma cara de deboche pela “burrice” do seu irmãozinho.
– Tudo bem, tudo bem! Agora você pode sair do meu quarto?
– E é melhor você se apressar, já esta quase na hora... – ela disse dando as costas para Kiba e passando por cima da porta totalmente esborrachada no chão.
– Onee-Chan, se for pra me acordar que seja mais cedo! – gritou Kiba furioso para que sua irmã pudesse ouvir.
– Hai, hai!
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Quando o garoto Inuzuka chegou a escola, todos o olhavam de esguelha enquanto cochichavam algo, uns nos ouvidos dos outros.
Kiba detestava esse tipo de comportamento que a maioria dos alunos tinham uns com os outros, consigo então, ele simplesmente odiava. Não deu muita atenção para esse detalhe e continuou em direção a sua sala. Quando o primeiro toque soou ele apresou mais os passos.
Ao adentrar a sala, ele logo avistou um grupo de jovens que conhecia muito bem, seus amigos. Aproximou-se deles, que estavam em um dos fundos laterais da sala, e sentou-se na cadeira mais próxima a eles.
Todos estavam calados, enquanto todo o resto da sala cochichava e vez ou outra lançava olhares de pena, desprezo, raiva e medo a eles.
Nenhum dos nossos jovens estava se sentindo, nem se quer, um pouco confortável com aquele clima instalado na sala de aula. E no momento em que Kiba estava prestes a explodir, alguém faz isso primeiro.
– O que foi? Por acaso vocês não tem vida própria para se importarem mais com vocês mesmo do que com os outros? – gritou o loiro Uzumaki chamando a atenção de todos os alunos da sala, inclusive do professor mais intimidador de todos, Pain. – Vão cuidar das suas vidas e deixem a nossa em paz, e se quiserem falar mal de nós, não precisa cochichar, nós já ouvimos coisas muito piores do que vocês tem vontade de nos chamar, então acho que não precisam ficar com esse cochicho ridículo.
– Até que é bem a cara deles, a marca de cada idiota dessa sala. – disse Sasuke complementando as palavras de Naruto. O Uchiha usava seu tom mais arrogante existente em si, o fez alguns temerem as palavras calmas e desarmadas do Uchiha.
Por alguns minutos todos da sala adotaram o silencio como escudo, até que um dos alunos se destacou com sua voz extremamente irritante, covencido e calmo.
– Na verdade, isso tudo é culpa de vocês! Quem manda mexer com cadáveres e ainda botarem culpa em uma lenda mitológica? – disse Suigetsu.
– E o que você tem a ver com isso? Por acaso você esta envolvido com isso para ter o direito de estar tão incomodado?
Dessa vez quem falou foi Hinata, que estava totalmente vermelha, já passando para um tom arroxeado, só pela mais pura raiva. O que fez até o professor mais estranho do colégio ficar impressionado, mas ele não reagiu a pequena discussão que começava a se formar timidamente. Pain apenas sentou-se em sua cadeira e cruzou as mãos descansando-as em cima da mesa a sua frente, enquanto observava aos alunos.
– Hum, parece que a Hyuuguinha de merda esta começando a se libertar! – disse Karin aproximando-se de Hinata. Karen era uma garota extremamente intrometida e fofoqueira. Do tipo que faz de tudo pra ver um bom barraco de camarote. Depois de parar em frente a Hyuuga ela voltou a falar:
– Agora me diz uma coisa, você esta ficando assim por causa do vampiro, ou por que o professor esta aqui?
A Hyuuga agora tinha um tom roxo, Hinata estava simplesmente explodindo de tanto ódio. Karen tinha pisado no seu calo. Hinata não conseguiu se controlar e acertou em cheio um tapa no rosto pálido da ruiva a sua frente.
O tapa havia sido de tão extrema força e raiva que o rosto de Karen virou-se e deu um pequeno estralo por conta do ato inesperado e pela força. A marca dos dedos de Hinata era visível na bochecha de Karen. A ruiva virou o rosto lentamente para visualizar a Hyuuga um tanto incrédula. Depois de já estar virada novamente para Hinata, a Hyuuga pode ver um ódio crescente borbulhando nos olhos de Karen. A garota azulada paralisou, ela não tinham se arrependido do tapa, mas sim do ato em si. Ela sempre jurou a si mesma que nunca iria se rebaixar ao mesmo nível de Karen e ali estava ela, prestes a receber o seu troco.
No momento em que Karen iria revidar ao tapa da Hyuuga, uma outra mão, dessa vez fechada em um punho, acertou seu rosto.
Sakura estava ao lado de Hinata ainda com a mão serrada e um tanto abaixada. A rosada estava ofegante, com certeza por conta da raiva. A Hyuuga olhou para a amiga ao seu lado e deu um pequeno sorriso, como quem dizia um “Obrigado” talvez um “Faz de novo”, ou algo do tipo.
Karen estava deitada no chão já inconsciente por conta do soco de Sakura. Todos sabiam que a rosada tinha uma força enorme, só não sabiam que chegava a esse ponto.
Ao ver sua irmã desacordada no chão, Suigetsu se aproxima e a pega no colo. Vira-se para o professor e o encara profundamente. Quando Pain focalizara seu olhar para o estranho garota a sua frente, Suigetsu desvia o olhar.
– Iria dizer alguma coisa, Hozuki? – perguntou Pain calmo como sempre, porem totalmente indiferente a tudo ao seu redor.
– Acho que o Sr. não deveria ficar apenas olhando a essa briga... Não vê o estado da minha irmã? Isso tudo é culpa desses lunáticos.
Pain levantou-se de onde estava e andou calmamente para perto de Suigetsu, que ainda segurava Karen, desacordada.
– Sim Hizoku. Eu vejo o estado da sua irmã! E discordo de você... Se você e sua irmã não fossem tão intrometidos, ela não estaria assim.
O professor disse surpreendendo muitos dos alunos ali presentes, inclusive o grupo de adolescentes que já estavam mal falados na pequena cidade de Konoha.
– E por acaso isso vai ficar assim? – perguntou Suigetsu revoltado. – Por acaso ela foi a única a errar aqui?
– Não me lembro de ter falado isso! – disse Pain ignorante. Ele simplesmente odiava quanto os alunos queriam estar a mesma altura de autoridade que ele. – Haruno, Hyuuga e Uzumaki, para a direção. Suigetsu, leve sua irmão para a enfermaria. Shikamaru Nara... Acompanhe os três até a direção.
– Hai, hai... – levantou-se o preguiçoso Nara, praticamente arrastando-se pelo chão enquanto resmungava baixo alguma coisa sobre sono e por que ele.
– O resto dos alunos, abram o livro na pagina 146!
Kiba olhava tudo impaciente e raivoso. Odiou ver todo aquele clima na sala de aula, também não gostou nem um pouco da atitude de Hinata, ela estava diferente na visão do Inuzuka.
“Será que essa atitude é mesmo por causa do professor, como a Karen disse? Não! Ela ficou com muito raiva e também magoada quando estavam falando dela e do professor. É, isso é bobagem...” Kiba pensava enquanto via seus amigos saindo da sala.
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