Muito Bem Acompanhada
1 Capítulo Um
Notas iniciais
Capítulo Um
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— Por favor, Sasuke! – A mulher de madeixas longas e em uma tonalidade rosada lhe implorava.
— Não Sakura! – Exclamou negando mais uma vez, por suas contas já era a milésima vez aquele dia. – Isto é loucura. – Afirmou bufando.
Estavam presos dentro de seu escritório há mais de duas horas discutindo aquela maldita ideia da mulher. Sakura Haruno era sua melhor amiga, mas aquela ideia era loucura, uma ideia sem pé nem cabeça, ela só podia ter cheirado muito aguardente durante o seu plantão, era a única justificativa.
— Por que não? Eu sou tão feia assim? – Ouviu ela lhe perguntar fazendo bico e cruzando os braços sob os seios.
Instantaneamente seus olhos seguiram para o corpo da mulher a sua frente, a saia social cinza de cintura alta realçava o quadril bonito e torneado combinando com as coxas medianas e a cintura fina da mulher, enquanto a blusa social branca feminina com os dois primeiros botões aberto realçava os seios mediados da Haruno. Após percorrer todo o corpo esbelto e curvilíneo da melhor amiga, subiu os olhos para o rosto.
Seus lábios eram carnudos e pintados de vermelhos escondia um enorme sorriso, com os dentes brancos e retos, o nariz era fino e combinava perfeitamente com o rosto redondo e delicado, mas o que o atraia mesmo naquela mulher eram aqueles olhos grandes e verdes esmeraldas que combinavam perfeitamente com o conjunto do corpo e das madeixas longas rosadas. Sakura era linda, isso era fato, mas custava de a mulher de vinte e nove anos entender isso.
— Você não é feia. – Retrucou bagunçando mais os cabelos e relaxando seu corpo sobre a cadeira estofada de seu escritório, para declarar: – Apenas louca.
— Qual é Sasuke, quantas vezes eu já te livrei da louca da Karin, sua ex? Sem contar das outras... – Ela retrucou o olhando feio enquanto batia as mãos em sua mesa de mogno, ela sabia onde atingir seu ego e o atacou. – Estou te pedindo algo simples.
Suspirou e a olhou nos olhos, Sakura não lhe pedia nada de simples. Aquilo era loucura em sua humilde opinião séria e centrada.
— Seu pedido não tem nada de simples. – Soltou afrouxando a gravata pelo calor da discussão.
— Você realmente vai negar? – Sakura lhe perguntou se endireitando e lhe olhando nos olhos. Confirmou levemente com a cabeça e fechou os olhos para ouvir o furacão rosado lhe xingar até a quinta geração. – Ótimo, que belo amigo você é Uchiha.
A voz suave da Haruno o fez abrir os olhos rapidamente, quando deu por si a mulher de cabelos rosados já saia de sua sala batendo a porta com força. Às vezes tinha medo de Sakura, mas naquele instante via-se perdido, não sabia o que pensar, Sakura nunca teve aquele tipo de atitude, não com os anos de amizade. Suspirou e puxou os fios negros após pensar um pouco.
Sabia muito bem que iria se arrepender daquilo, mas o que poderia fazer se não conseguia negar um pedido daquela mulher?
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Qual era o problema daquele homem? Já havia enfrentado várias coisas por ele, e quando ela pedia algo simples, ele simplesmente negava? Não conhecia este lado mesquinho de Sasuke Uchiha, para falar a verdade conhecia sim e muito bem. Suspirou alto e apertou o botão do elevador.
Pensando melhor, seu plano era completamente louco, isso a fez sorrir. Mas o que ela poderia fazer? Era sua única alternativa. Entrou na caixa de aço e começou a pensar.
Não estava em seus planos de vida sua prima, vadia, Ino Yamanaka se casar com seu ex-namorado da época de escola, Gaara Sabaku e ela ter que ser madrinha e ter que voltar para Konoha após onze anos longe, assim como também não estava em seus planos pegar seu imprestável namorado, ou melhor ex-namorado, na cama com outra há mais de seis meses.
Estava muito ferrada.
Seu plano não era tão louco assim, pelo menos, era o que ela achava, Sasuke só precisaria fingir por quinze ou vinte dias, no máximo, que era seu namorado e ser padrinho do casamento da Yamanaka ao seu lado. Pensando bem, aquele era um plano bem louco. Mas não poderia voltar e simplesmente falar: “Voltei e estou solteira.”, se fizesse isso, seus pais a deserdaria, com toda certeza.
Odiava toda aquela pressão de seus pais que ela deveria e precisava se casar e logo, de preferência.
Então, quem melhor do que seu melhor amigo, um empresário poderoso, bonito e bem-sucedido como Sasuke Uchiha para ser seu namorado? Não exista pessoa melhor para tal papel a não ser o Uchiha, bastava ele entender isso.
Sorriu amigavelmente para um rapaz que lhe sorria e rumou para a saída do grande edifício com um letreiro enorme escrito: Uchiha EC Enterprise.
— Sakura!
Ouviu seu nome ser chamado e virou-se lentamente para a direção da voz, arregalou os olhos quando viu Sasuke parar a sua frente ofegante e levemente suado, arqueou as sobrancelhas e ficou o encarando enquanto o mesmo voltava a postura habitual: Ereto, carrancudo e olhos sérios.
— Pois não, Senhor Uchiha? – Perguntou debochada fitando o rapaz que estava lhe encarando, estava chateada com ele e não fazia questão de esconder.
— Você venceu Haruno, eu topo. – Sasuke falou colocando as mãos no bolso da calça social de forma despojada, como se não tivesse prestes a cometer a maior loucura de sua vida
O sorriso tomou conta de seus lábios, quando deu por si já abraçava o Uchiha que lhe segurava, levantando-a do chão por alguns centímetros, a felicidade da Haruno era contagiante fazendo com que Sasuke lhe desse um sorriso mais aberto, diferente dos típicos de canto e contidos.
— Obrigada Sasuke.— Disse enquanto distribuía vários beijos pela face do Uchiha.
— Eu vou me arrepender disso. – Resmungou soltando a mulher de madeixas cor-de-rosa.
— Ah, vai sim! – Riu dando um selinho no melhor amigo, para depois de afastar.
Sasuke sabia perfeitamente que tanto ele quanto Sakura se arrependeriam do que estavam prestes a fazer, mas, eram melhores amigos e estava ali para isso, pelo menos ele usava isso para se convencer. Com um sorriso contagiante e feliz, Sakura entrou em seu carro e rumou para o hospital onde trabalhava há um tempo para dar seu último plantão antes de sua licença e de viajar no dia seguinte.
Com a notícia do casamento de sua prima, que ela não estava nem um pouco afim de ir, aproveitou para tirar alguns dias de férias, já que Tsunade Senju – chefe do hospital e, consequentemente, sua chefe direta – vivia alegando que a Haruno trabalhava demais e não tinha tempo nem para ela mesmo.
E ela tinha que concordar, ela precisava viver também.
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“Passageiros do voo setecentos e trinta e seis com destino a Konoha, por favor, dirijam-se ao portão de embarque número quatro.”
A voz eletrônica do anúncio de voos penetrou seus ouvidos com tudo, fazendo-a acordar do transe que havia entrado desde que colocou os pés no aeroporto. Por um momento não sabia mais se queria seguir adiante com aquele plano, no dia anterior parecia uma boa ideia e sua única solução, mas ali, no aeroporto, Sakura pôde perceber que aquilo seria uma loucura e naquele momento sua vontade era pegar suas malas – que já haviam sido embarcadas – e correr para o refúgio de seu apartamento.
— Nervosa? – Sasuke perguntou ao seu lado puxando-a para o portão de embarque.
— Acho que não foi uma boa ideia. – Confessou apertando a mão do Uchiha com força, mostrando sua total insegurança. – Não acha melhor voltarmos pra casa?
— Sakura Haruno, você ficou enchendo meu saco para aceitar isso, então você não vai desistir, entendeu? – Sasuke falou sério, parado em frente ao portão de embarque.
— Entendi. – Falou respirando fundo e engolindo seco.
Ela poderia até ter entendido, mas que estava com vontade de desistir, ela estava.
Ficou observando o sorriso de canto do Uchiha à sua frente surgir, talvez fosse engraçado viajar com seu melhor amigo para uma cidade que havia fugido para que seus pais não controlassem sua vida. E ele, finalmente, conheceria sua família louca. Abraçando forte o Uchiha, deixou-se ser guiada para dentro do portão de embarque.
Não soube de onde conseguiu forças para encorajar a Haruno, mas estava calmo, ou pelo menos, tentando parecer calmo, até porque não conhecia a família Haruno, mas pelo que conhecia de Sakura, tinha medo do que lhe aguardava em Konoha.
Respirou fundo e se concentrou em sua missão, passar a sua família que ela e Sasuke eram namorados e todos deveria cair nesta, principalmente seus pais. Seus olhos seguiram para o homem sério e pensativo ao seu lado enquanto caminhavam para o avião, quando chegou a Tóquio a primeira pessoa, indiretamente, que conheceu foi Sasuke.
O atendeu no hospital, onde fazia estagio na época, o Uchiha, no auge dos seus vinte e cinco anos, estava todo arranhado e cortado por unhas, então começaram a conversar enquanto a Haruno fazia os curativos de primeiros socorros, foi quando descobriu que os ferimentos haviam sido causados por sua ex—noiva após o mesmo romper tudo entre eles, de início ficou assustada, mas depois começou a rir do Uchiha, um homem daquele tamanho ter apanhado de uma mulher, era muito engraçado.
Mesmo sendo um assunto que não deveria se rir ou achar engraçado.
Depois disso, começaram a sair apenas para conversar, desde então eram amigos, inseparáveis em sua opinião. Sasuke era o melhor amigo que uma mulher poderia ter, ou melhor, que Sakura Haruno poderia ter.
Assim que sentou na poltrona do avião, fez questão de pegar um dos remédios para dormir de Sakura – já que a Haruno morria de medo de voar – e tomou, só queria acordar quando o avião pousasse em Konoha, necessitava estar psicologicamente descansado para encarar o que estava prestes a conhecer e seriam longas quatro horas de voo.
Viu Sasuke apagado ao seu lado e suspirou. Já havia tomado um comprimido para dormir durante o voo, porém, ele ainda não estava fazendo efeito, já que estava a vinte minutos tentando dormir, se tornando uma missão impossível. Ergueu a mão e chamou uma das três aeromoças – comissárias de bordo – que atendiam a primeira classe.
— Poderia, por favor, me trazer uma garrafinha de tequila? – Pediu em sussurro.
Mesmo sabendo que não poderia misturar bebida a remédios, ela estava tomando medidas drásticas em momentos desesperados.
— Claro.
Viu a mulher de corpo esbelto e magro coberto pelo vestido da cor da companhia aérea sumir atrás de uma cortina cinza para depois voltar com três vidros de bebidas alcoólicas, uma de tequila branca, outra de uísque ouro e outra de absolut, abriu rapidamente a de tequila e a tomou rapidamente. Minutos depois dormia profundamente com a cabeça escorada no ombro de Sasuke.
Sonhava com algo sem nexo, lá estava ele no lugar do noivo na frente de uma igreja lotada de pessoas desconhecidas, a marcha nupcial começou a tocar e pela porta aberta passou Sakura, linda em um vestido de noiva tomara que caia, em seus lábios um sorriso grande brincava, seus cabelos estavam nos ombros, mas os olhos verdes que tanto amava estavam lá, brilhando como sempre.
Acordou assustado, estava ofegante e levemente suado, pegou o lenço de papel a sua frente e secou as pequenas gotas de água que escorria por seu pescoço e testa. Não havia entendido nada daquele maldito sonho. Suspirou e tentou se mover, porém um corpo o impediu, quando abaixou o olhar viu Sakura o abraçando pela cintura enquanto seu rosto estava escondido na curva de seu pescoço.
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— Sakura, Sakura… – Chacoalhava sem parar a Haruno ao seu lado, mas parecia que a mesma havia morrido, suspirando alto chacoalhou-a mais forte. – Que merda Sakura, acorda!
Acordou assustada, sonhava que Ino dava em cima de Sasuke na sua frente, na maior cara de pau. Olhou para os lados e constatou que ainda estava dentro do avião com Sasuke ao seu lado, lhe olhando levemente emburrado.
— Já chegamos? – Perguntou bocejando e coçando os olhos, sentia-se mais cansada do que antes.
— Há dez minutos. – Sasuke respondeu carrancudo, eram os únicos dentro daquele trambolho de aço com asas.
— Desculpa. – Se desculpou olhando o Uchiha nos olhos. Tinha que admitir, os olhos de Sasuke eram muito bonitos, um negro escuro que toda vez que os olhava atentamente, se pedia.
— Vamos logo. – Sasuke falou e se afastou.
Sakura apenas suspirou antes de pegar a bolsa e seguir o Uchiha. Ela tinha que manter o foco e não se perder nos olhos escuros de Sasuke.
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Esperavam as malas em silêncio, Sasuke ainda estava levemente zangado e Sakura segurava o riso ao seu lado. Tinha que confessar que quando o Uchiha ficava emburrado ele fazia um pequeno bico, era sexy e bonito, ainda mais do que já era. Mordeu o lábio inferior e o viu se abaixar para pegar suas malas e as dele, com isso, passou a admirá-lo melhor.
Sasuke tinha seus 1,85 cm de altura, seus ombros eram largos, braços definidos assim como o resto do corpo, os cabelos eram negros rebeldes atrás e comportados na frente, os olhos eram negros e sérios, seu nariz e sua boca eram finos, a pele clara realçava mais a beleza do jovem Uchiha, as pernas cobertas pela calça jeans eram definidas e malhadas, aquela camisa social branca dobrada até os cotovelos e com os botões abertos o deixavam mais sexy ainda. Sasuke era um homem e tanto em seus trinta anos.
— Poderia, por favor, parar de me tarar? – A voz de Sasuke chamou sua atenção.
Ah! A voz! A voz daquele homem era de outro mundo, era rouca, forte e grave, quando a ouviu pela primeira vez quase teve um orgasmo, mordeu levemente o lábio inferior ao imaginar o Uchiha falar coisas obscenas em seu ouvido na cama, realmente deveria ser delicioso.
— Impossível meu amigo, você é gostoso demais para resistir. – Brincou puxando sua mala para a saída.
Sorriu de canto ao observar o rebolado de Sakura coberto pelo tecido leve do short que trajava. Ainda se perguntava por que nunca havia transado com Sakura? Ah sim, ela nunca quis. Desde que a conheceu ficava imaginando como a Haruno era na cama. Comportada, selvagem, bruta ou passiva? Dúvida cruel.
Quando a viu pela primeira vez naquele hospital, sua maior tara virou ver mulheres de jalecos, eles realmente davam um gosto de quero mais as mulheres, ou era só por causa de Sakura? Não fazia a mínima ideia, a única coisa que sabia era que a Haruno era gostosa e que ele sofreria nos próximos dias.
Gemeu de desgosto ao ver seus pais lhe acenando em meio as pessoas no aeroporto. Kizashi e Mebuki Haruno lhe faziam sentir vergonha e vontade de se esconder da sociedade. Com um sorriso forçado acenou para os mais velhos.
— São os meus pais. – Falou baixo para Sasuke quando o mesmo tocou sua cintura quando ela deu um passo atrás.
— Vamos encenar. – Sasuke falou puxando a Haruno em direção ao casal
Andavam sorridentes de mãos dadas até o casal Haruno quando Sakura travou no lugar, fazendo Sasuke voltar com tudo.
— Puta que pariu! – Xingou ao notar a figura ruiva ao lado da loira atrás de seus pais.
Não, ela não esperava encontrá-los ali.
— O que foi? – Sasuke perguntou virando-se para a “namorada”. Não estava entendo mais nada e muito menos a reação da mulher.
— A loira atrás dos meus pais, é a vaca da minha prima. – Falou esganiçada agarrando a camisa de Sasuke e o puxando em sua direção.
— Respira. – Falou sem se virar, viu a Haruno respirar e lhe olhar nos olhos pedindo por ajuda.
— Sakura querida! – A voz parecida com a da Haruno invadiu os seus tímpanos.
Sakura arregalou os olhos enquanto apertava mais a camisa do Uchiha, estava perdida. Tentava respirar, mas parecia uma tarefa impossível quando sua mãe se aproximava cada vez mais. Ela sabia que deveria ter desistido quando queria em Tóquio.
— Aja naturalmente. – Sasuke sussurrou enquanto abraçava Sakura, que parecia tremer em seus braços.
Sasuke ficou fazendo carinho na nuca de Sakura até a mãe da mesma se aproximar o suficiente para presenciar a cena, respirou fundo e separou-se do abraço segurando o rosto da Haruno.
— Você confia em mim? – Perguntou baixo vendo-a confirmar com a cabeça. – Então, vamos resolver isso.
Quando ia falar algo, os lábios de Sasuke cobriram os seus em um colar de lábios demorado, fechou os olhos e aproximou mais os corpos, para se manter firme, após se separarem, sentiu seu rosto arder de vergonha. Sasuke apenas sorriu de canto e deu uma leve piscadela, era a primeira vez que Sakura corava em sua frente.
— Você está bem querida? – A voz do patriarca dos Haruno surgiu ao lado do casal.
— S-Sim. – Gaguejou ainda encarando Sasuke. – Só esqueci algo. – Falou para depois sorrir.
Sasuke nada falou, apenas ficou observando a Haruno mais nova abraçar os familiares e sorrir.
— Mãe, pai, este é meu namorado Sasuke. – Apresentou enquanto abraçava o Uchiha pela cintura.
— Senhora Haruno… – Beijou a mão da loira de olhos verdes para depois apertar a mão de Kizashi. – Senhor Haruno.
— Testuda!— A voz estridente atrás do casal mais velho chamou a atenção de alguns ali.
— Porca.— Sakura retrucou o apelido infantil, dando um sorriso falso. – Vadia.— Finalizou em pensamento.
Sentiu a loira de cabelos longos, de olhos azuis-claros e corpo esbelto lhe abraçar fortemente. Retribuiu mesmo que sua vontade fosse de arrastar a cara da loira no chão do aeroporto. O falso sorriso mantinha-se intacto em seus lábios. Sasuke olhava a loira com os olhos levemente arregalados, Deus, era agora que estava ferrado nas mãos de Sakura. Separaram-se e ficaram se olhando.
— Sakura. – O ruivo falou apenas dando uma balançada de cabeça.
— Olá Gaara. – Retribuiu dando um sorriso indo para o lado de Sasuke. – Ino e Gaara, este é Sasuke, meu namorado.
— Oh meu Deus!
Ino falou com os olhos arregalados e com as mãos sobre os lábios para conter o espanto, Sakura e Gaara olhavam de um para o outro, sem entender nada, Sasuke mantinha-se impassível, apenas encarando a loira com um olhar gélido.
Estava mais que ferrado, estava lindamente fodido.
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