Muito Bem Acompanhada
2 Capítulo Dois
Notas iniciais
Capítulo Dois
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No capítulo anterior:
— Mãe, pai, este é meu namorado Sasuke. – Apresentou enquanto abraçava o Uchiha pela cintura.
— Senhora Haruno… – Beijou a mão da loira de olhos verdes para depois apertar a mão de Kizashi. – Senhor Haruno.
— Testuda!— A voz estridente atrás do casal mais velho chamou a atenção de alguns ali.
— Porca.— Sakura retrucou o apelido infantil, dando um sorriso falso. – Vadia.— Finalizou em pensamento.
Sentiu a loira de cabelos longos, de olhos azuis-claros e corpo esbelto lhe abraçar fortemente. Retribuiu mesmo que sua vontade fosse de arrastar a cara da loira no chão do aeroporto. O falso sorriso mantinha-se intacto em seus lábios. Sasuke olhava a loira com os olhos levemente arregalados, Deus, era agora que estava ferrado nas mãos de Sakura. Separaram-se e ficaram se olhando.
— Sakura. – O ruivo falou apenas dando uma balançada de cabeça.
— Olá Gaara. – Retribuiu dando um sorriso indo para o lado de Sasuke. – Ino e Gaara, este é Sasuke, meu namorado.
— Oh meu Deus!
Ino falou com os olhos arregalados e com as mãos sobre os lábios para conter o espanto, Sakura e Gaara olhava de um para o outro, sem entender nada, Sasuke mantinha-se impassível, apenas encarando a loira com um olhar gélido.
Estava mais que ferrado, estava lindamente fodido.
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— Não acredito que você já transou com minha prima! – Sakura declarou incrédula sentada na beira de sua cama com Sasuke ao seu lado, já em seu antigo quarto, na casa de seus pais.
Estavam naquela mesma posição desde que chegaram do aeroporto há quinze minutos. A incredulidade de Sakura ainda era bastante visível em seus olhos verdes. Quando chegaram Sakura não falou nada com o moreno enquanto ele subia as escadas em seu encalço e pelo que pôde notar, Ino estava tendo o mesmo problema com o noivo.
— Eu não sabia que ela era sua prima. – Respondeu suspirando e passando as mãos no rosto, aquele mundo era menor do que ele imaginava, nunca em sua vida pensaria em reencontrar um lance de momento e pior, que esse lance fosse ninguém menos do que a prima de sua melhor amiga. – Aliás, eu nem sabia o nome dela.
O sorriso foi surgindo aos poucos nos lábios de Sakura para segundos depois se transformar em gargalhadas quando a Haruno jogava seu corpo para trás enquanto Sasuke a olhava sem entender nada, como se ela fosse um alienígena. Sua melhor amiga era completamente louca, isso era fato.
— Do que você está rindo? – Questionou arqueando uma das sobrancelhas.
— Mal chegamos e já estamos destruindo o noivado dos outros. – Sakura falou suspirando após recuperar o fôlego, mas ainda dando pequenos sorrisos.
Sasuke deu um sorriso de canto e deitou-se ao lado de Sakura que agora encarava o teto, quando resolver voltar para Konoha, sentia-se mexida com a notícia do casamento de sua prima com seu ex-namorado, vê-los juntos e sorridentes mexeu muito com seu psicológico, mas após descobrir que Ino já havia transado com Sasuke em uma viagem que tinha feito a trabalho, a fez se animar.
Mesmo que minimamente, afinal, o problema naquela viagem não estava apenas naquele casamento, mas em sua convivência familiar também.
Suspirou e virou-se para o moreno que encarava pensativo o teto azul-escuro com alguns desenhos em branco. Quando ela ainda morava na cidade e com seus pais, Sakura ficava horas e mais horas olhando para aquele teto enquanto planejava sua vida perfeita longe do controle dos seus pais.
— Obrigada por estar aqui comigo. – Agradeceu encarando o Uchiha.
— Você agradecendo? – Sasuke perguntou debochado virando o rosto para fitar a Haruno. – Acho que os ares daqui não estão te fazendo bem. – Zombou.
— Você é um idiota Sasuke Uchiha. – Declarou rindo e revirando os olhos.
— E você me ama. – Sasuke retrucou dando um sorrindo típico de canto. – Mas me responde uma coisa...
— O que você quiser. – Sakura sentou-se na cama e encarou o homem deitado ao seu lado.
— Pude perceber que você tinha uma vida perfeita aqui, seus pais têm grana e te amam, sua casa é boa e confortável, a cidade não é pequena e tem um belo hospital, além da faculdade. – Sasuke falava tudo encarando a Haruno nos olhos, queria entender o motivo de ela ter deixado tudo àquilo para trás e ir para a capital japonesa. – Porque abandonou tudo e foi para Tóquio?
Mordendo o lábio inferior levantou-se da cama e rumou para a porta, trancando-a em seguida para depois voltar a olhar para o Sasuke que esperava pacientemente sua resposta.
Aquele era um assunto delicado para ela, jamais entrou em detalhes com alguém, nem mesmo com Sasuke sobre isso, porque ainda doía falar sobre as pressões que sofria em casa e das pessoas que em vez de apoiá-la, a desmotivava. Sabia que uma hora ou outra teria que contar isso a alguém, ainda mais se esse alguém fosse Sasuke, principalmente agora que ele se passava como seu namorado.
— Então… – Começou suspirando e fechando os olhos, era um assunto tão complicado. – Digamos que eu precisava me sentir livre.
— Detalhes Haruno. – Sasuke pediu, sua curiosidade sobre aquele assunto já era antiga, mas só naquele momento teve a certeza que poderia pisar em terreno seguro. – Não contarei a ninguém essa conversa. – Garantiu.
Sakura deu um sorriso debochado e cruzou os braços, ela era a única que ele tinha uma conversa decente há anos, nem mesmo o irmão mais velho do Uchiha sabia da vida dele como a Haruno ali sabia.
— Muito curioso ultimamente em Uchiha! – Riu vendo o moreno lhe olhar friamente e como se avisasse: “Fala por bem ou eu te faço falar a força.”, rendeu-se. – Você venceu, então… Minha vida aqui pode parecer um mar de rosas, mas nunca foi assim.
Suspirou lembrando-se de sua infância e adolescência atormentada pela superproteção dos pais e amigos.
— Minha vida era perfeita até eu completar meus cinco anos, quando meu irmão faleceu, após isso, meus pais e amigos se tornaram superprotetores e ditadores da minha vida, sempre gostei de ser livre, você já percebeu isso, mas meus pais nunca aceitaram. Sempre fui uma aluna e filha exemplar, mas parece que isso não foi o suficiente para os meus pais.
— E onde sua relação com Ino entra nisso tudo? – Quis saber, afinal, estava claro que a afinidade entre as duas existia, só não era sólida.
Suspirou sentando-se novamente na cama, enquanto falava as lembranças vinham vividas em sua mente.
— Quando eu tinha sete anos, tive mais contato com Ino, minha prima vadia loira; tudo ia às mil maravilhas, até nos apaixonarmos pelo mesmo garoto, desde então eu e ela passamos a competir em tudo, patético, eu sei. – Riu.
Recordou-se de quando ela e Ino brincavam a tarde toda em um parquinho em frente às residências Yamanaka e Haruno e de como tudo mudou de um dia para o outro.
— Desde que eu comecei a namorar, Ino sempre roubava meus namorados, até mesmo os namoradinhos de mãos, aqueles que falávamos que estávamos namorando só em pegar na mão. – Explicou ao ver a cara de desentendimento do melhor amigo. – Quando fiz quinze anos, conheci Gaara, ele era da minha sala, sempre fechado, na dele e estranho, e eu? A estudiosa, estrela do time de vôlei da escola, começamos a conversar, depois de duas semanas me via encantada e apaixonada por aquele ruivo estranho, começamos a namorar. Namorei com ele meu ensino médio todo.
Confessou sorrindo com a lembrança dela e do Sabaku. Sasuke apenas ouvia a história pacientemente, por mais que não quisesse, sentiu uma pontada de ciúmes ao ouvir como a Haruno pronunciava o nome do ruivo com tanto carinho, porém resolveu ignorar.
— Gaara foi o único garoto que Ino não tentou me roubar, até porque eles viviam brigando; foi quando meus pais me inscreveram em uma universidade de engenharia civil em Tóquio, e eu fui aprovada. Mas como você sabe, sou formada em medicina e não em engenharia, sou péssima com números – Debochou revirando os olhos lembrando-se das pressões de seus pais a respeito disso.
— Meus pais nunca aceitaram minha formação, até porque, como você também sabe, comecei medicina na melhor universidade pública de Tóquio, sem meus pais saberem e larguei engenharia. – Deu um riso triste e se moveu desconfortável sobre a cama e sob o olhar de Sasuke. – Até hoje falam que eu sou o “desastre da família Haruno”, pode até ser verdade, mas amo minha vida e minha profissão. Outro fato que meus pais não aceitam, é eu ser a única da 3° geração Haruno a não estar casada. – Revirou, já que para ela, essa parte era extremamente machista e desnecessária de sua família.
Sentia vontade de chorar, não pelo assunto, mas pelo o que seus pais achavam dela, sempre a menosprezando sem saber ou perceber e exaltando as outras pessoas a sua volta, sempre a criticando e humilhando-a, este era um dos motivos de Sasuke ser a sua única solução, ela se sentia protegida com o Uchiha ao seu lado para enfrentar a família Haruno atacando-a.
Sasuke ainda tentava assimilar tudo que Sakura havia acabado de falar, não podia imaginar que a família Haruno fosse tão parecida com a família Uchiha, suspirou e encarou a rosada que olhava para o chão com uma expressão triste e cansada.
— E porque você não fala a verdade? – Argumentou.
— Qual é Sasuke… – Sakura riu sem humor olhando nos olhos do moreno. – Minha família é tão complicada quanto a sua, não posso fazer nada a não ser mentir para me proteger.
— Hum. – Sua língua estava coçando para fazer aquela perguntar, porém não sabia se a Haruno estouraria ou não. – Gosta dele ainda?
— De quem? – Sakura perguntou sem entender.
— Do noivo.
Sakura abriu e fechou a boca várias vezes, não sabia o que falar, a única coisa que sabia era que ao ver o ruivo sentiu algo por ele, mas não a mesma coisa que sentia antes, não sentiu as borboletas no estômago, as mãos suarem e muito menos as pernas bambearem, então não sabia o que responder para o Uchiha, porque ela nem sabia o que sentia diante daquela situação e reencontro.
— Entendi. – Falou após um bom tempo sem a resposta de Sakura.
Levantou-se da cama e rumou para as malas que estavam todas em um canto do quarto, perto do closet branco da garota, pegou sua mala menor e levou até a cama colocando sobre a mesma e a abriu, de dentro dela tirou o seu notebook, carregador do celular e sua pequena bolsa com sua câmera fotográfica com as lentes, gostava de tirar fotos nas horas vagas, esse era um velho passatempo.
— Porque trouxe a câmera? – Sakura perguntou tentando dissipar o clima estranho que havia se formado no quarto.
— Para tirar fotos. – Respondeu dando um sorriso de canto e debochado enquanto pegava a câmera da bolsa e a ligando. – Para o que mais poderia ser?
— Carinhoso como um tijolo batendo na vidraça, Uchiha. – Sakura riu ao ver que o moreno estava normal.
— E você me ama, Haruno. – Repetiu as palavras dando um sorriso reto e tirando uma foto da rosada fazendo careta.
Era impossível ficar um clima estranho entre os dois, ainda mais quando os dois se conheciam bem e, de certa forma, se entendia, a amizade entre eles era algo natural e nada parecia ser capaz de estragá-la, pelo menos, era isso o que eles achavam até aquele momento.
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O relógio na cabeceira da cama de Sakura marcava quase três horas da tarde, o tédio consumia o corpo da Haruno enquanto ela observava Sasuke digitar algo no computador em seu colo, por mais que o Uchiha tinha ido com ela naquela viagem, não queria dizer que o Uchiha não trabalharia.
Já havia tomado seu banho, não aguentava mais ficar deitada naquela cama, Sasuke estava tão concentrado em sua tarefa que nem se dignou a olhar em sua direção e isso estava tirando-a do sério ainda mais. Suspirou pela milésima vez movendo-se sobre a cama.
— Tudo bem, você venceu. – Sasuke declarou fechando o computador e levantando as mãos, rendido. – O que você quer fazer?
Sentou-se na cama e começou bater palmas, sabia como tirar Sasuke do trabalho e como fazê-lo fazer tudo que ela queria, até porque eram oito anos de convivência com aquele brutamontes chamado Sasuke Uchiha, que na verdade era um doce de pessoa, quando queria.
— Quero te mostrar o lugar onde eu vivi por dezoito anos. – Se levantou da cama num pulo e olhando o Uchiha nos olhos.
— Vou me arrepender de aceitar? – Sasuke perguntou receoso, já não sabia mais onde era seguro pisar. Não com a família da Haruno ou com a herdeira deles.
— Não. – Respondeu revirando os olhos enquanto cruzava os braços. – Só terá que me obedecer.
— Vou me arrepender. – Sasuke sussurrou levantando-se da cama e retirando a calça moletom que vestia.
Seu olhar se perdeu no corpo de Sasuke apenas de cueca boxer preta a sua frente, o suspiro involuntário escapou de seus lábios enquanto seus olhos verdes esmeraldas passeavam pelo peitoral definido, abdômen travado, pernas grossas e musculosas, além do fato de seu olhar parar em um ponto específico no corpo do moreno, a sua área de prazer.
Mordeu o lábio inferior ao imaginar coisas nada puras com o moreno, ergueu o olhar lentamente e encontrou Sasuke lhe olhando com um sorriso de canto e malicioso nos lábios.
— Aprovado? – Perguntou vendo a rosada corar diante do seu olhar.
— Aprovado, aprovado não está. – Falou caminhando até o closet e escolhendo a roupa, rapidamente retirou o vestido que deslizou por seu corpo até o chão, expondo seu corpo curvilíneo, sabia que o olhar de Sasuke estava preso em suas costas, avaliando cada curva, pegou o sutiã e o vestiu, para depois vestir a roupa lentamente. – Até porque, ainda não experimentei. – Provocou.
Suspirou pesadamente enquanto olhava o corpo cheio de curvas da mulher que era sua melhor amiga, já havia visto-a pelada algumas vezes, além de fazer as brincadeiras com segundas intenções e insinuações com a Haruno, mas agora por mais que quisesse, o clima estava diferente, estava mais intenso e até mesmo com um toque de desejo, coisa que nunca ficou tão nítido antes.
Suspirou e passou a se vestir de um lado e Sakura em outro no quarto. Vestiu uma calça jeans e uma camisa branca e nos pés um tênis branco. Sakura vestiu um casaco de lã mostrando um pouco da barriga e uma calça com as barras dobradas até um pouco abaixo dos joelhos em um jeans desbotado e em seus pés um All Star branco.
— Pronto? – Sakura perguntou enquanto verificava as horas no relógio de pulso dourado.
— Sim.
Sakura sorriu, pegou na mão do Uchiha e saiu do quarto, mas antes de sair totalmente, olhou de um lado para o outro no corredor extenso de quartos, quando percebeu não havia ninguém o puxou rumo às escadas onde desceram silenciosamente, os passos eram calmos e leves.
Sasuke estava com as sobrancelhas arqueadas sem entender o que estava acontecendo e o que a mulher de vinte e nove anos fazia a sua frente ao agir como se estivesse se escondendo de alguém.
— O que você está fazendo? – Perguntou assim que chegaram aos últimos degraus da escada.
— Silêncio, eles não podem nos ouvir. – Sakura sussurrou de volta olhando em direção à porta da cozinha. – Quando eu falar para você correr, você corre, entendeu?
Mesmo sem entender nada concordou, era melhor ir com aquela louca do que ir contra ela, só esperava que a Haruno soubesse o que estava fazendo e que não os colocassem em encrenca. Doce ilusão, mal sabia Sasuke que já estavam em maus lençóis.
Já havia chegado à porta da frente, Sakura já estava abrindo a grande porta de madeira rústica com alguns detalhes em vidro, quando não muito longe dali, ouviram um grito chamando pelo nome da Haruno
— Oh meu Deus! – Falou horrorizada enquanto olhava em direção que havia vindo o grito. – Corre!
Não esperou um segundo aviso, de forma rápida pegou a mão da mulher e a puxou porta afora, desceu os pequenos três degraus da varanda da casa de dois andares, tipicamente americana em sua opinião, e em menos de dez passos, já estavam na calçada. Ouviu a Haruno avisar para virar à direita e assim seguiu a ordem, graças a sua sanidade, era bom em receber ordens, de vez em quando.
Já estava correndo por longos cinco minutos, suas pernas já doíam e estavam cansadas, assim como o resto de seu corpo e Sakura atrás de si. Aos poucos foi parando, fazendo a Haruno parar junto, assim que pararam literalmente, soltou a mão da mulher e colocou-as nos joelhos enquanto tentava respirar.
Mais uma vez sentia-se uma adolescente, o momento nostalgia tomou conta de seu corpo, lembrou-se de como fugia de casa naquele horário para se encontrar com Gaara e com as amigas no shopping, quando deveria estar em casa estudando. O sorriso se formou rapidamente em seus lábios enquanto ofegava.
— Do que está rindo? – Perguntou ainda curvado e ofegante. Não entendia o motivo de a mulher sorrir como uma doida para o nada.
— Momento de nostalgia. – Sakura respondeu ainda sorrindo, mas agora encarando o melhor amigo. – Esse horário meus pais sempre tomam chá e quando eu era mais nova aproveitava isso para fugir para encontrar meus amigos.
Voltou à posição normal enquanto cruzava os braços e balançava negativamente enquanto sorria da cara de arteira de Sakura, agora entendia o real motivo da Haruno sair de casa, ela queria ser livre, fazer o que queria fazer na hora que queria fazer, sem ninguém lhe pondo rédeas e limites.
Em parte, entendia, já que havia passado boa parte de sua vida sendo comandando por tio, Uchiha Madara, que na época era seu tutor, já que seus pais haviam falecido quando tinha seis anos de idade em um acidente.
— Então… O que tem para se ver nesta cidade? – Perguntou arqueando uma das sobrancelhas olhando em volta, atrás de alguma coisa para fazer.
— Vem. – Sakura falou pegando na mão grande do Uchiha e o puxando enquanto sorria.
Andaram por vários lugares. Sakura mostrou o parque de diversão onde deu seu primeiro beijo, o colégio onde estudou e ganhou inúmeros troféus como melhor jogadora de vôlei, o parque ecológico onde adorava ficar lendo e pensando no futuro onde se via livre das garras dos pais.
— E aqui é a minha sorveteria preferida! – Confessou parando em frente a uma grande loja com várias cadeiras dentro e foram cobertas por forros vermelhos e em cima o letreiro enorme: Doce Sabor, riu e completou. – Aqui se encontra todo tipo de sorvete, até os mais estranhos possíveis.
— Sorvete? – Sasuke falou enquanto fazia careta. Não era muito fã do doce gelado.
— Não preocupe, tem outras coisas também. – Riu puxando o melhor amigo para dentro do recinto.
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O sorriso não conseguia sumir de seus lábios enquanto tomava uma bela taça de sundae de morango com bastante calda de chocolate, Sasuke a sua frente tomava um Milk Shake de baunilha, mesmo a contragosto, Sakura o obrigou a consumir algo da sorveteria preferida.
— Gostava de morar aqui? – Sasuke perguntou do nada, fazendo-a lhe encarar.
— Gostava, mas me acostumei com a agitação de Tóquio. – Respondeu para o Uchiha que sugava o canudo com o líquido gelado.
— E depois de casar? – Sasuke perguntou novamente, surpreendendo a si mesmo e a Haruno, que agora o encarava com a sobrancelha arqueada em confusão.
Encarou o melhor amigo surpresa e confusa, nunca haviam tocado no assunto “casamento” em suas conversas, os assuntos mais abordados pelo casal de amigos eram sexo, farras, sexo, negócios, sexo, tecnologia, sexo, trabalho, sexo, ciências, sexo e raramente, família. A colher estava parada no ar e a boca entreaberta ainda encarando o Uchiha, respirou fundo e sorriu.
— Se ele quiser, quem sabe, é um bom lugar para se viver, criar os filhos e raízes. – Respondeu dando os ombros, porque era verdade.
Konoha era um lugar pacifico e tranquilo – apesar dos pesares – e tinha de tudo um pouco.
Sasuke nada falou, apenas sorria enquanto sentia o líquido gelado invadir sua boca enquanto sugava o canudo com força, seus olhos correram de Sakura para seu redor, Konoha era uma cidade calma e menos agitada que Tóquio, perfeita para recém-casados curtirem o casamento e para cuidar dos filhos. Quem sabe um dia ele pudesse morar ali com a esposa e com os filhos.
Sorriu com tal pensamento enquanto voltava a prestar atenção no que Sakura falava.
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