Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS. Boa leitura.

Capítulo Três

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No capítulo anterior:

— Gostava de morar aqui? – Sasuke perguntou do nada, fazendo-a lhe encarar.

— Gostava, mas me acostumei com a agitação de Tóquio. – Respondeu para o Uchiha que sugava o canudo com o líquido gelado.

— E depois de casar? – Sasuke perguntou novamente, surpreendendo a si mesmo e a Haruno, que agora o encarava com a sobrancelha arqueada em confusão.

Encarou o melhor amigo surpresa e confusa, nunca haviam tocado no assunto “casamento” em suas conversas, os assuntos mais abordados pelo casal de amigos eram sexo, farras, sexo, negócios, sexo, tecnologia, sexo, trabalho, sexo, ciências, sexo e raramente, família. A colher estava parada no ar e a boca entreaberta ainda encarando o Uchiha, respirou fundo e sorriu.

— Se ele quiser, quem sabe, é um bom lugar para se viver, criar os filhos e raízes. – Respondeu dando os ombros, porque era verdade.

Konoha era um lugar pacifico e tranquilo – apesar dos pesares – e tinha de tudo um pouco.

Sasuke nada falou, apenas sorria enquanto sentia o líquido gelado invadir sua boca enquanto sugava o canudo com força, seus olhos correram de Sakura para seu redor, Konoha era uma cidade calma e menos agitada que Tóquio, perfeita para recém-casados curtirem o casamento e para cuidar dos filhos. Quem sabe um dia ele pudesse morar ali com a esposa e com os filhos.

Sorriu com tal pensamento enquanto voltava a prestar atenção no que Sakura falava.

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Quando voltaram para a casa dos pais de Sakura, quase ficou sem seus tímpanos ao ouvir os gritos nervosos de dona Mebuki pelo fato da filha e do Uchiha terem fugido sendo que naquela mesma noite haveria um jantar de boas-vindas à filha e ao genro em um restaurante no centro da cidade, em uma sala reservada, com toda a família.

Lá estava ele tomando um banho enquanto Sakura escolhia uma roupa adequada – nas palavras da mãe da Haruno – para usar naquele jantar careta – nas palavras de Sakura.

Desligou o chuveiro, pegou a toalha que Sakura havia pendurado ali para ele, secou os cabelos e o corpo para depois enrolá-la na cintura e ir para o quarto para poder se arrumar. Assim que abriu a porta do banheiro encontrou Sakura apenas de calcinha e sutiã escolhendo os vestidos em frente ao espelho de seu quarto, sorriu e pegou sua roupa que já havia escolhido. Depois de se vestir no banheiro, voltou para o quarto onde Sakura ainda se olhava no espelho.

— O vestido rosa claro ou vestido azul-escuro? – Perguntou colocando os vestidos suspensos pelos cabides em frente ao corpo.

Analisou bem e suspirou, não entendia nada sobre vestidos, sapatos, maquiagens e essas coisas de mulheres, a única coisa que entendia sobre mulheres era como satisfazê-las. Olhando atentamente para os vestidos, preferiu escolher a cor que mais lhe agradava.

— Azul.

Sakura olhou resignada para o vestido, mas deu os ombros aceitando a sugestão do namorado, colocou sobre a cama e rumou para o banheiro para tomar seu banho para se arrumar. Após um longo banho, onde lavou os cabelos, começou a secar as madeixas cor-de-rosa, fez o penteado e se maquiou ainda no banheiro.

Quando notou que estava tudo pronto – ou quase tudo – voltou para o quarto onde encontrou Sasuke terminando de colocar a gravata sentado na cama enquanto falava ao celular.

Não pôde evitar sorrir ao vê-lo arrumado, tinha que confessar que o Uchiha ficava um pedaço de mau caminho de terno e gravata. O paletó e a calça social eram negros, a camisa social branca com a gravata tão azul quanto à noite, seus cabelos estavam bagunçados e seu corpo emanava o cheiro da colônia pós-barba masculino e amadeirado, e ela adorava aquele cheiro.

Pegou o vestido azul-escuro de tecido mole e solto abaixo da cintura junto com a roupa íntima, e voltou para o banheiro. O vestido era dois dedos acima dos joelhos, a cintura, gola e alças eram em detalhes cinza, nos seios um pequeno decote em “V” realçava o busto da mulher.

A maquiagem natural realçava os olhos verdes esmeraldas da mulher e o batom rosado aumentava os lábios delicados da mesma. E pequenas joias para realçar mais a beleza da mulher.

Voltou para quarto e não encontrou Sasuke, deu os ombros e calçou os saltos alto meia pata bege e pegou a pequena bolsa de mão, se olhou no espelho pela última vez e suspirou enquanto alisava o vestido, nunca em toda sua vida se sentia tão insegura como naquele momento, não depois de tanto tempo. Era uma mulher bem resolvida profissionalmente e emocionalmente, então, não tinha nada a temer, tinha?

— Uau! – A voz de Sasuke invadiu seus ouvidos, virou-se para a direção do Uchiha que estava parado na porta enquanto segurando firmemente a maçaneta enquanto a encarava.

Tinha saído do quarto para explicar para Itachi que não estava em Tóquio e sim em Konoha com Sakura, foi então que o Uchiha mais velho começou com as piadinhas sacanas, então teve que sair do quarto para ficar mais à vontade enquanto conversava com irmão, até porque a Haruno não precisava saber o desejo que ele sentia por ela, mas quando retornou para o quarto se surpreendeu ao vê-la tão bonita no vestido que ele havia escolhido.

Aliás, Sakura Haruno era a mulher mais linda, em todos os momentos, que ele já conheceu.

— Gostou? – Sakura se sentiu tímida sob o olhar intenso de Sasuke, coisa que raramente havia acontecido.

Talvez aquela viagem estivesse mexendo com ela mais do que imaginava.

— Você está bonita... – Sasuke respondeu saindo da porta e parando em frente da Haruno, olhando-a nos olhos. – Muito bonita.

— Você também está muito bonito. – Falou sorrindo enquanto ajeitava a gravata torta do Uchiha, ele nunca foi bom em nós de gravata.

— Obrigado.

O silêncio gostoso tomou conta do quarto e a única coisa transmitida por eles era através dos olhares que ainda estavam grudados, podia-se ver admiração, carinho, cumplicidade e algo mais que nenhum dos dois sabia o que era.

— Hum... – Um pigarro vindo da porta chamou a atenção do casal que ao olharem encontraram o Kizashi os olhando desconfiado. – Podemos ir?

Sasuke teve uma leve impressão que o senhor Haruno não havia ido com sua cara quando chegou, mas agora tinha plena certeza disso, dando um suspiro baixo ficou observando o patriarca dos Haruno se afastar da porta, deixando-os sozinhos novamente.

— Acho que seu pai não vai muito com a minha cara. – Falou.

Sakura apenas riu da cara do Uchiha enquanto revirava os olhos e o puxou para descerem, onde seus pais os esperavam.

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Se ela soubesse que seria um grande jantar em família, tinha escolhido ficar em casa e, até mesmo, inventado uma doença provisória para não ir e não precisar encarar todos que ela vinha há anos evitando.

Agora lá estava ela, sentada em uma cadeira ao lado de Naruto, seu primo, um rapaz loiro de olhos azuis e um senso de humor incrível, bem diferente de sua família, e por incrível que parecesse, ele estava se dando até bem com Sasuke, já que o Uchiha era mais fechado do que qualquer outra pessoa que ela conhecia, abrindo-se para poucas pessoas, principalmente com pessoas desconhecidas.

Soltou um suspiro e olhou a sua volta levemente, enquanto Naruto estava a sua frente, ela estava sentada entre Ino e Hinata – esta segunda era a noiva de seu primo, uma moça de rosto e aura angelical com seus olhos azuis claros, cabelos escuros e pele clara, ao lado da noiva de seu primo estava Tenten, esposa de Neji, primo de Hinata.

Mais a frente, numa mesa diferente estava sua ex-cunhada, Temari, com seu esposo alisando sua barriga saliente da gravidez de três meses, foi impossível não deixar um sorriso escapar ao ver como a ex-cunhada se sentia realizada, mesmo quando na época da escola ela e Shikamaru não se dessem bem.

Ou seja, a família Haruno, Sabaku e Yamanaka estavam reunidas e com elas, seus os agregados.

Quanto mais queria que o tempo passasse, mais ele se arrastava. Não aguentava mais bebericar o vinho esperando que a hora passasse mais rápido e fingir que não entediada enquanto todos estavam socializando, até mesmo Sasuke estava se socializando.

Soltou um suspiro de desgosto e fitou Sasuke, ele estava conversando animadamente com Neji e Naruto em pé em um canto sobre algo que ela não fazia ideia, mas tinha suas suspeitas, mordeu o lábio inferior e tentou ler os lábios de Sasuke, para saber assim o assunto. Carros! Deixou um pequeno sorriso escapar ao descobrir assunto, Sakura sabia que o Uchiha era apaixonado por carros, principalmente se fossem antigos, ele era apaixonado por relíquias.

Sakura apoiou o queixo na mão e começou analisar Sasuke. Sasuke Uchiha era sem sombra de duvidas um homem incrivelmente bonito, os olhos negros intensos combinavam perfeitamente com os cabelos também negros e pele clara, isso sem falar no rosto bem desenhado e principalmente o sorriso de canto, que conseguia fazer qualquer mulher imaginar muitas coisas quando via aquele sorriso no rosto do Uchiha.

Foi difícil não morder o lábio inferior o encarando dos pés à cabeça e foi neste momento que percebeu que ele a encarava intensamente enquanto dava um pequeno sorriso de canto e levava o copo de uísque aos lábios, sentiu um calor subir por seu corpo e por um momento achou que fosse o vinho que tinha tomado em excesso, pelo menos era isso que ela queria acreditar que fosse.

— Então, Sakura... – Sakura quase deu um pulo na cadeira quando Hinata falou ao seu lado, estava tão concentrada em Sasuke e nas sensações que ele causava em seu corpo que nem prestou atenção que as garotas do tempo de escola estavam ali, lhe encarando curiosas. – Onde você conheceu o Sasuke? – A ansiedade por sua resposta estava palpável no olhar claro da Hyuuga e por um instante ela quase gargalhou.

Sakura havia passado boa parte da noite em seu canto, falando apenas o necessário por causa do desconforto que sentia diante de todas aquelas pessoas que ela não via a anos e pior, diante do olhar de seu pai, que sempre estava sobre ela, esperando que Sakura fizesse qualquer movimento que ele não aprovasse.

Mesmo com vontade de rir da atitude da noiva do primo, apenas se ajeitou na cadeira e mordeu o lábio inferior se perguntando como responderia aquela pergunta sem dar bandeira que Sasuke era apenas seu amigo que embarcou naquela loucura ao seu lado. Soltou levemente o ar após prendê-lo por alguns segundos e fitou as mulheres, na época da escola tinha intimidade com elas, mas agora, depois de tantos anos, não poderia dizer que a mesma coisa, afinal, muita coisa havia mudado.

Contudo, elas estavam perguntando onde ela conheceu Sasuke e não outra coisa, então não tinha problema em falar a verdade.

— No hospital. – Respondeu dando os ombros e pegando a taça de vinho tinto e levando aos lábios tomando um longo gole.

— Então ele também é médico? – Tenten questionou arqueando a sobrancelha, seus olhos pousaram rapidamente em Ino que tentava não se atentar a conversa, mas era visível que estava interessada.

Isso a fez se questionar: o quão Sasuke e Ino conversaram antes de transarem?

— Não... – Deu um pequeno sorriso e voltou a fitar Sasuke, que parecia estar bastante atento a conversa após ouvir seu nome e lá estava o maldito sorriso de canto, como se lhe provocasse, Sakura passou a língua no lábio inferior ao sentir o calor de antes retornar e uma vontade louca de beber algo salpicar sua boca. – Na verdade, ele é empresário, eu apenas cuidei dos ferimentos dele.

E era verdade.

— Devo admitir, você tirou a sorte grande, Haruno. – Foi Temari que falou enquanto fitava Sasuke e sorria.

Sakura apenas riu, seus olhos voltaram para Sasuke que continuava a lhe olhar com um sorriso mais aberto. Sasuke estava de olho em Sakura, sabia que a Haruno estava desconfortável diante de toda aquela situação, mas era algo que eles não tinham controle no momento, restando apenas a socializar e por mais que fosse difícil de admitir, os amigos de infância da Haruno não eram tão ruins assim, principalmente o primo.

Por isso, quando as mulheres se aproximaram da Haruno, ele não demorou a prestar atenção na conversa, ver como Sakura falava dele com um leve prazer, principalmente como eles se conheceram, foi gratificante, mesmo o desconforto de Sakura ter amenizado, foi neste momento que ele viu sua deixa.

Bebeu o restante de seu uísque e dando um breve avisos aos rapazes, se afastou. Os olhos verdes de Sakura – que pareciam ler sua alma – estavam presos aos seus escuros, ignorando todos a sua volta, deixou o sorriso de canto escapar e foi em direção a Haruno. Ela parecia não esperar por tal aproximação, o nervosismo se tornou evidente quando os dedos apertaram a haste da taça de vinho tinto e ela parou no meio do caminho aos lábios.

— Poderia roubar a minha namorada por alguns instantes? – A voz de Sasuke saiu mais rouca que o normal e um arrepio percorreu seu corpo.

O calor de antes que estava controlado se alastrou por todo o seu corpo como um incêndio e Sakura só queria que aquilo fosse culpa do vinho e não do Uchiha que estava ao seu lado, lhe fitando intensamente, como se estivesse prestes a cometer as maiores loucuras do mundo ali, no meio de toda a sua família.

Por um instante ele deixou a pose de sedutor e gargalhou diante do rosto impagável de todas, inclusive de Hinata que estava levemente corado, contudo, seu foco era outro, ou melhor, em outra pessoa, Sakura Haruno, sua namorada nada confortável naquele lugar, com aquelas pessoas, estendeu a mão para a Haruno, que prontamente pegou e só ali percebeu que Sakura estava mais tensa que o normal, pois seus dedos estavam gélidos.

Coisa que só acontecia quando ela estava chegando ao ápice do nervosismo.

— C-claro. – Quem respondeu foi Ino, que estava mais próxima do que ele pensava e levemente corada, mas não se sabia se era por causa da situação atual ou por causa de anos atrás, porém, tanto Sasuke quanto Sakura preferiram ignorar.

Com um leve puxão, Sakura levantou-se da cadeira e enlaçou os dedos ao de Sasuke enquanto ele a conduzia para um local mais afastado no salão que foi alugado para aquela recepção, contudo, era inevitável não ouvir os sussurros, murmurinhos e suspiros por onde passavam, sejam dos homens ou das mulheres das famílias, afinal, eles atraiam atenção, eram um casal bonito.

— Como você está? – Sasuke perguntou levando a mão de Sakura aos lábios e deixando um beijo delicado em seu dorso.

Sakura por um momento quase se derreteu com aquele gesto, se não estivesse tão tensa.

— Tirando o fato de que estou em um lugar que não queria e num covil de cobras que é a minha família, acho que estou bem, na medida do possível. – O deboche escorria pelos lábios de Sakura e Sasuke quase riu, contudo, o Uchiha sabia, ou tinha uma leve ideia, do que a Haruno estava sentindo. – Eu quero ir embora, Sasuke, em Tóquio. – Choramingou sentindo vontade de espernear como uma criança.

Sasuke deixou um leve sorriso escapar e segurou as duas mãos de Sakura.

— Que tal fazermos assim, esperamos os discursos e depois fugimos? – Levou as duas mãos de Sakura aos lábios e beijou uma de cada vez, olhando-a nos olhos, pois sabia que isso a acalmaria. – Mas não para Tóquio. – Salientou.

Ouvir o riso da Haruno o fez sorrir, gostava de ver Sakura mais relaxada e sorrindo, mesmo ele sendo mais contido, ele gostava de demonstrar que gostava de vê-la bem, ignorando todos os olhares que tinham sobre si – e eram muitos – levou a mão ao rosto de Sakura e alisou sua bochecha num carinho, fazendo-a fechar os olhos apreciando o toque delicado.

E ele não conseguiu se segurar, como se algo maior tivesse poder sobre ele, Sasuke deu um passo a frente e segurou o rosto de Sakura com as duas mãos e aproximou seu rosto ao dela, o perfume da Haruno invadiu suas narinas e quando deu por si, seus lábios já cobriam o da mulher de olhos verdes suavemente, num singelo encostar.

Não, Sakura não esperava que Sasuke a beijasse e ela também não esperava que fosse retribuir passando os braços na cintura do Uchiha, puxando-o para mais perto e como um pedido mudo para que ele aprofundasse o beijo, porém, quem tomou a iniciativa para isso, havia sido ela, ao movimentar sua boca sobre a de Sasuke.

Não, ele não esperava que ela retribuísse o beijo e muito menos que tomasse a iniciativa para aprofundá-lo, mas ele jamais negaria, não a Sakura, seus lábios começaram a se mover em sincronia aos de Sakura enquanto sua língua invadia a boca da mesma, aprofundando ainda mais aquele beijo que estava ficando mais intenso do que o esperado.

O calor proporcionado pelo vinho de antes, se alastrou totalmente por seu corpo agora sem controle, seus dedos apertaram a cintura de Sasuke quando a vontade de gemer de satisfação se fez presente e ela sabia que não podia.

Se dependesse dos dois, eles ficariam ali, desfrutando um da boca do outro por um longo tempo, mas um pigarro os trouxe de volta para a realidade, mas não totalmente, Sasuke encostou sua testa a de Sakura enquanto recuperava o folego e a Haruno naquele momento sentiu vontade de gargalhar, pois sabia que todos estavam de olhos neles e pela primeira vez, ela não se importavam o que eles achavam.

— Estão nos olhando. – Sakura sussurrou risonha e Sasuke apenas suspirou soltando um simples “hum”.

Ele não estava preparado para se afastar de Sakura, por enquanto.

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Após o beijo e depois de se tocar da intensidade do beijo trocado, ficou um pouco difícil encarar Sasuke, mesmo ele sentado ao seu lado, era difícil olhá-lo e não sentir seu corpo esquentar e vontade de se esconder, não sabia se era por vergonha ou vontade de fazer coisas que jamais cogitou com Sasuke e suas mãos suarem não estava ajudando em nada a chegar numa conclusão.

Suspirou e mordeu o lábio inferior ao recordar-se das amigas de infância a abordando após o beijo para saber tudo o que havia rolado ali, Ino foi a única que não se aproximou, ficou em um canto mais isolado apenas assistindo, como se não quisesse se meter naquela pequena confusão e Sakura agradeceu internamente por isso.

Sasuke não queria ter deixando Sakura ir, mas por fim, o fez, voltou para onde estavam os rapazes – agora sentados – e passou a observar tudo à sua volta até seus olhos pousaram nela, na noiva, em Ino Yamanaka, isso fez com que uma pequena lembrança viesse a tona. A conheceu num momento inusitado, estava dentro de um avião indo para Londres a negócios, e mais inusitado ainda foi transar com a loira dentro do banheiro minúsculo do avião, não estava em seus planos reencontrá-la depois de longos seis anos.

Suspirou e bebericou um pouco do novo uísque que tinha em mãos.

Seus olhos voltaram para Sakura novamente, não soube porque a beijou, apenas agiu por impulso – da mesma maneira que agia quando a Haruno estava envolvido – contudo, por dentro ele sabia que era um desejo escondido, algo que ele sempre quis provar outras vezes, os lábios de Sakura Haruno continuavam tão deliciosos quanto ele se lembrava.

Sim, esta não era a primeira vez que se beijavam, mas era a primeira que tudo se tornava mais intenso.

Aquilo já não era mais encenação, era algo que já queria.

— Você gosta dela! – A voz de Naruto soou ao seu lado e o assustou levemente.

— Ela é minha namorada, eu tenho que gostar. – Respondeu dando os ombros vendo Sakura sorrir com as amigas, que agora tinha Ino junto.

— Não precisa mentir, não para mim. – Naruto sorriu ao ver o Uchiha lhe olhar com as sobrancelhas arqueadas, como se não entendesse o que ele falava. – Eu conheço aquela garota desde o dia que ela nasceu, sei cada gesto, cada atitude, cada tique nervoso.

— Hum. – Resmungou novamente, porque que agora não tinha o que falar.

— Você pode ser o novo melhor amigo dela, mas eu ainda serei o seu confidente. – Naruto falou sorrindo tocando no ombro do Uchiha, como se entendesse a pequena confusão que passava em sua cabeça naquele momento.

Sasuke nada falou, apenas abaixou o olhar e suspirou, pelo jeito aquele loiro tapado – pelo que já havia percebido, ele era bem lerdo – não era tão tapado assim.

Levantou o olhar e viu algumas mulheres lhe olhando e cochichando enquanto dava pequenos sorrisos maliciosos. Nenhuma delas lhe atraia como Sakura Haruno lhe atraia – um fato que ele já havia parado de lutar contra –, porém ela não precisava saber disso, precisava? Havia prometido para si mesmo que não estragaria aquela amizade por seu desejo de levar a rosada para cama e quem saber, ter algo a mais.

— Não se preocupe senhor Sasuke Uchiha, ela não saberá de seus sentimentos por ela pela minha boca. – O sorriso de Naruto era enorme, não conteve e teve que lhe responder com um sorriso pequeno.

Naruto se preocupava com a prima, isso era nítido. Não entendia como e nem porque, mas o Uzumaki lhe transmitia confiança e até mesmo, segurança, mesmo o conhecendo há tão pouco tempo.

Como um bom observador, Sasuke pode notar que Naruto era uma eterna criança e por mais que não parecesse ter o amadurecimento de sua idade, era um cara sensato, apenas sua alma era de um eterno garotão, diferentemente dos outros, que eram mais contidos e fechados, entretanto, mais fechado e que não foi com sua cara, era Gaara, que vez ou outra o encarava sério, como se o estivesse o estudando.

Talvez estivesse.

Do mesmo jeito que Gaara não foi com a sua cara, ele não foi com a do Sabaku. E isso não tinha nada a ver com o fato do homem de cabelos ruivos e olhos azuis esverdeados ter sido namorado de Sakura, pelo menos era isso que Sasuke tentava se convencer.

Suspirou e bebeu o líquido que tinha no copo de uma vez, sentindo-o queimar enquanto descia por sua garganta enquanto dissipava tais pensamentos.

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Ela odiava aquele tipo de momento, onde todos estavam reunidos na grande mesa dos familiares mais próximos dos noivos, estava ao lado de Sasuke e de frente para Ino que lhe encarava com um sorriso sem graça nos lábios. Virou o rosto lentamente para encarar Gaara, sentiu seu coração palpitar levemente e ergueu a sobrancelha ao ver que o ruivo olhava para o Uchiha ao seu lado com os olhos semicerrados, havia acontecido algo e ela não sabia?

Além, claro, de Sasuke já ter transado com a noiva?

Naruto apenas a encarava com um pequeno sorriso. Às vezes Sakura era tão tapada, tinha que ser sua prima. Balançou a cabeça negando tal fato enquanto deixava um leve sorriso escapar.

— Aconteceu algo Naruto? – A voz delicada da noiva chegou aos seus ouvidos.

— Não amor. – Respondeu carinhosamente dando um pequeno beijo na têmpora da Hyuuga.

Tomou um gole de água de uma das taças e se ajeitou melhor sobre a cadeira. Aquele ruivo lhe encarando já estava lhe tirando do sério, sua vontade era arrebentar aquela cara fechada com a tatuagem escrito amor na testa. Suspirou e sentiu Sakura enlaçar sua mão na dela sob a mesa, sorriu de canto e lhe fitou, ela parecia saber de suas intenções, mas como se ouvissem suas preces, o jantar foi servido.

Ria de alguma coisa que Naruto havia acabado de falar, Sasuke ao seu lado apenas dava um sorriso de canto enquanto escutava as besteiras ditas pelo primo, foi quando o tilintar do talher sobre a taça de cristal chamou a atenção de todos para o topo da mesa, onde seu pai estava em pé com um grande sorriso.

— Boa noite a todos! – O patriarca Haruno gracejou chamando a atenção daqueles que ainda não lhe olhavam. – Este jantar é para dar as boas-vindas para minha filha, Sakura, que depois de longos onze anos, resolveu pegar umas férias de seu emprego qualquer para vir ao casamento de sua prima.

— “Emprego qualquer?” – Pensou ao ouvir o pai da Haruno falar, seus olhos negros passaram do patriarca para Sakura ao seu lado, que estava de cabeça baixa. – “Imbecil, ela é médica, a melhor de Tóquio.”.

A raiva, que não estava adormecida, apareceu e seus dedos apertaram levemente ao de Sakura.

Suspirou alto sentindo as palavras de seu pai lhe ferir, não se dignava a ouvir o resto, estava cansada de não ser reconhecida pelo pai, custava ele perceber que era boa naquilo que fazia e amava medicina? Não se via fazendo engenharia civil, planejando edifícios, construindo, não seria boa, como Sasuke era.

— Além do mais, daqui a alguns dias, minha querida sobrinha Ino vai se casar com Gaara, um bom rapaz, que minha filha deixou escapar…

Seus dedos apertavam a taça de cristal com força enquanto ouvia as palavras de deboche do suposto “sogro” para a Sakura que mantinha a cabeça baixa enquanto todos a olhavam com pena.

Quem aquele idiota pensava que era pra falar alguma coisa da vida da Haruno? Tudo bem que ele era seu pai, mas ele não sabia de nada da vida da mulher que estava ao seu lado, nem ao menos se dignava a achar que sabia, ela poderia carregar seu nome, mas não tinha o mesmo gênio.

Suspirou e apertou levemente, mais uma vez, a mão da Haruno enlaçada com a sua, como um aviso que estava ali com ela, que não ficasse triste, foi neste momento que ela lhe fitou e ele teve a certeza, ele precisava tirá-la dali.

— Felicidades ao casal, Gaara e Ino, e que o casamento deles seja maravilhoso. – Finalizou.

Sentia-se totalmente fora de lugar, deslocada e sentia o olhar de pena que todos lhe lançavam, puxou e soltou o ar rapidamente dos pulmões e falou a Sasuke que iria a o toalete, precisava de ar e ficar longe do olhar de todos, pelo menos por um segundo.

Quando Sakura avisou que ia a o toalete, até pensou em ir com a Haruno, mas ela mesma lhe podou e pediu para ir sozinha e ele compreendia, Sakura queria ficar sozinha, mesmo que por alguns instantes.

O desconforto veio com força total quando Sakura sumiu sob o seu olhar, foi neste momento que ele percebeu que todos lhe encaravam sem pudor ou vergonha e pela primeira vez em Konoha, ele se sentiu intimidade, como se ele fosse a presa ali e os outros, os leões famintos.

Foi neste momento que percebeu que estava apenas esperando que Sakura se afastasse para começar com a tortura psicológica, se é que poderia chamar assim.

— Sasuke, não é mesmo? – Foi Kizashi que começou, o olhar desconfiado e o tom debochado do Haruno já o alertavam que vinha bomba. – Qual sua profissão mesmo, rapaz?

E começou a sessão de inquisição, este foi o pensamento de Sasuke enquanto soltava um suspiro.

— Sou engenheiro civil, senhor. – Respondeu educadamente encarando o “sogro” e bebericando de seu uísque.

Sim, ele sabia que essa hora chegaria, o que ele não esperava era que fosse mais rápido do que ele esperava e pior, no jantar.

— Estranho, nunca ouvi falar de seu nome no ramo da engenharia meu rapaz. – Sasuke deixou um riso debochado escapar ao entender a intenção de Kizashi, ele o queria humilhar e queria isso na frente de todos. – E olha que conheço muitos engenheiros e bons em todo país. – Kizashi se gabou.

Sasuke se acomodou melhor na cadeira e tomou o uísque em um gole enquanto depositava o copo vazio sobre a mesa num baque oco, fazendo com que o pouco barulho cessasse de vez. Ele havia entendido o jogo do pai de Sakura e entraria nele, mas para ganhar.

— Compreendo senhor, afinal, há muitos engenheiros no país e se eu me lembro bem eu não disse meu sobrenome. – Falou tudo olhando diretamente para o patriarca dos Haruno e sorriso vendo os olhos do velho brilhar diante do desafio.

— Realmente... – Kizashi falou dando um riso de escárnio, como se saber o sobrenome de Sasuke não fosse importante.

— Aliás, se não me engano, talvez o senhor possa ter conhecido meu pai, afinal, ele morou um bom tempo em Konoha. – Deu a deixa para atiçar ainda mais a curiosidade do velho Kizashi e gostou ao perceber que havia conseguido isso.

Kizashi estava curioso a respeito de Sasuke, não conhecia o rapaz e muito menos se recordava do nome no meio da engenheira civil, sem falar na pouca informação que lhe foi passado por Sakura.

— Por que não me diz seu sobrenome e eu digo se conheço ou não seu pai, rapaz. – E agora era a hora da verdade.

O desdém se tornou evidente no olhar de Sasuke e por um momento Kizashi teve a sensação de que conhecia aquele olhar, há muitos anos conheceu um homem que tinha aquele mesmo olhar quando as pessoas o tentavam menosprezar.

— Uchiha senhor, meu nome é Sasuke Uchiha.

E como se tivesse recebido um soco no estômago, os olhos de Kizashi se arregalaram de acordo que o espanto se tornou geral, todos encarava Sasuke, mas agora, por outro motivo que não envolvesse Sakura, os burburinhos tomaram de conta das mesas, Kizashi lhe olhava fixamente, assim como Gaara, já Naruto apenas sorria levemente.

“Sasuke Uchiha da Uchiha EC Enterprise?” – Escutou alguém questionar de longe e por um momento sentiu-se vitorioso, contudo, seu pensamento foi para Sakura, que ainda não havia voltado.

Sasuke era um homem conhecido no ramo da engenharia, contudo, suas aparições eram poucos e quase ninguém sabia realmente sua aparência, pois muitas vezes acontecia confusão e o confundia com Itachi e até mesmo, Obito, que ficava na parte de comunicação da empresa.

— Prazer em conhecê-lo, senhor Haruno. – Debochou dando uma leve curvava na cabeça, o sorriso presunçoso estava presente assim como a raiva no olhar de Kizashi, contudo, ele não se importava. – Agora, se o senhor me permite, irei ver como está minha namorada. – Fez questão de enfatizar a última parte, apenas para alfinetar.

Não esperou resposta e muito menos permissão, apenas se levantou e foi em direção a o toalete, estava preocupado com Sakura e agora entendia um pouco do receio da Haruno de ir para aquele casamento ou voltar para Konoha, como ela havia dito: aquilo era um covil de cobras.

Contudo, ele estava preparado, pelo menos era isso que ele esperava.

Notas finais
Oi gente, tudo bem com vocês? Pois então, primeiramente adorei os comentarios do capitulo anterior, como voces perceberam, sempre que respondo um comentario, vai uma pequena "nota sobre a fanfiction", então prestem bastante atenção nesta nota, ok? Perdoem-me por colocar a Sakura tendo um pai assim, mas esta fanfiction vai haver muito conflitos familiares, então me perdoem kkk. Sasuke e Sakura - Decidir, o hentai vai acontecer, só nao agora, por enquanto vai ficar aquele jogo de sedução, atiçando os dois, gosto de vê-los loucos um pelo outro e com isso, a estória vai se desenrolando, hahaha. Não iria postar o capitulo hoje, mas saiu, então, boa leitura, até a proxima. :D