Muito Bem Acompanhada

18 Véspera de Natal - Parte 2


Notas iniciais
- Pessoal, desculpem a demora na postagem (de novo!), achei mais seguro postar quando o Nyah! voltasse ao normal! -
Agradecimentos: À Patti, Lissa Santos, Tom Riddle, Gisele_Potter, kb_gsr e à nova leitora
Elizabeeeth (bem-vinda!), que comentaram o Capítulo 17! Obrigada! Os comentários de vocês e as recomendações significam muito pra gente, de verdade!
Resumo do Capítulo: Desde o amanhecer até a noite, a véspera de Natal na casa de praia dos McKinnons é um tanto conturbada...

– CAPÍTULO DEZOITO –

VÉSPERA DE NATAL

*Parte 2*

Ainda meio lenta por causa do beijo, Marlene demorou uns trinta segundos para perceber que a porta estava fechada e que Severus já tinha ido. Mas depois do que ele dissera e daquele beijo, ela teve certeza de que ele voltaria. E já estava com o coração pulando de ansiedade, só de pensar que, mais tarde, quando ele voltasse, nada os deteria dessa vez. Além disso, iria conhecer a mãe dele naquela noite.

Mas foi somente quando saiu do quarto também que Marlene se deu conta de outra coisa que Severus havia dito. Como ele sabia que a rede de flu da casa estava no escritório de seu pai? E então pensou que ele deveria ter visitado o terceiro andar da casa durante a andança que fizera na madrugada.

Marlene desceu até a parte de trás de sua casa, onde ficava um tipo de choupana com uma churrasqueira e ao lado da choupana, havia uma piscina grande e retangular com uma cascata ao fundo e seus degraus eram visíveis, submersos pela água cristalina.

Mark e Mike se encontravam dentro da piscina, sentados no bar submerso conversando e rindo, enquanto do outro lado, Tanya estava deitada numa espreguiçadeira à sombra da choupana, usando óculos de sol enormes e um biquíni vermelho.

Marlene então acenou para o pai e o irmão, que não evitou fazer uma piadinha:

– Vocêdemoroupara colocar esse biquíni, hein? – indagou Mike, e Marlene corou quando seu pai também riu.

– Vem aqui, Lene! – Tanya acenou para Marlene, livrando-a daquele segundo de constrangimento.

Marlene fez a volta na piscina, parando e sentando-se numa espreguiçadeira ao lado de Tanya. Logo, um elfo doméstico trouxe uma bandeja com sanduíches e suco.

– Oi Tanya! – ela cumprimentou a loira e se servindo de suco, perguntou: – E aí? O que achou de dormir na minha casa? Mais precisamente no quarto do meu irmão! – e riu gostosamente enquanto Tanya respondia:

– Adorei. Tive um pouco de insônia e saí para beber água... – e meio temerosa, acrescentou: – O seu namorado me viu no corredor, ele não comentou nada com você?

– Não – disse Marlene, pensativa. – Ele não disse nada.

Tanya respirou aliviada novamente, pensando que talvez Severus nem tivesse percebido a fração de segundo em que o rosto dela tinha brilhado. Percebendo que Marlene estava pensativa, ela perguntou:

– E falando nisso, ele não veio com você? – indagou a loira, relanceando melhor a sua volta. – Ou é como eu, do tipo que odeia sol?

– Ah, não – respondeu a morena, voltando a si. – Severus foi até a casa dele. Ele vai trazer a mãe dele para passar o Natal com a gente...

– Então eles moram perto daqui? – Tanya indagou curiosa.

– Pior que não – Marlene respondeu com graça. – Spinner's End fica do outro lado da Inglaterra.

– Nossa! – a loira sobressaltou-se. – Mas assim ele vai demorarhoraspara chegar lá, só de ida!

– Não, Severus não vai demorar muito! – explicou Marlene. – Ele usou a rede de flu... – e vendo que Tanya estava pensativa, perguntou: – O Mike disse a você o que é o flu, né?

– Ele disse sim – respondeu Tanya. – Ofogoatravés do qual vocês viajam, pelas lareiras...

– É – concordou Marlene e perguntou curiosa: – Você e Mike já viajaram pela rede de flu?

– Não – disse a loira. – Eu tenhohorrora fogo... – e parecendo desesperada para mudar de assunto, Tanya observou que Marlene apertava as mãos impaciente e perguntou: – E esse nervosismo todo? É porque o seu namorado não está aqui?

– Na verdade, é porque ele vai trazer amãe dele... – admitiu Marlene.

– Você está muito apaixonada por ele, não está? – perguntou Tanya, tirando os óculos e ergueu a sobrancelha.

– Eu... eu não sei dizer... – Marlene respondeu hesitante. Não entendia como aquela pessoa que ela conhecia a menos de um dia poderia ter tanta certeza disso, e não certeza damentira,mas certeza dos seus sentimentos. Como Tanya podia ter certeza dos seus sentimentos sem lógica, quando ela mesma não os entendia? – Nós estamos juntos há pouco tempo, eu estou muito feliz com ele, mas ainda não tenho certeza se ele sente o mesmo, entende?

– Entendo – respondeu Tanya. – Mas está preocupada à toa. Severus também está apaixonado por você! Tanto que eu nem me surpreenderia se vocês tivessem dito que foi amor à primeira vista...

Marlene piscou, confusa.

– Como pode saber? – ela indagou à loira.

– Simples – disse Tanya, com firmeza. – Pelo jeito como ele olha para você. Ah, sim, ele é muito educado e parece ser bem atencioso, mas reparei que Severus só liga pra você, não importa qual seja o assunto – ela suspirou, deixando escapar um murmúrio: – Nunca vi nada parecido nos meus trezentos anos...

"Trezentos anos? Eu entendi bem?" – Marlene indagou-se, surpresa com o último comentário. E perguntou em voz alta também:

Trezentos anos? – ela perguntou em voz alta, mas talvez tivesse perguntado altodemais.

– Não, não! – Tanya interpôs depressa, baixando a voz. – Eu quis dizer que, nemse eu vivessetrezentos anos, nem assim eu veria um amor tão lindo como o de vocês... é isso!

– Ah... entendi – respondeu Marlene, na verdade sem entender.

Mas Tanya não precisou responder mais nada; às costas delas, Mike apareceu, e se dirigiu à namorada, dando-lhe um suave beijo nos lábios. Depois perguntou a ela com graça:

– Desculpe atrapalhar a conversa, mas será que eu posso roubar a minha irmã um pouquinho?

– Mas é claro que pode, meu amor! – Tanya respondeu por fim se voltou a Marlene: – Você não se importa, né, Lene?

– Claro que não! – disse Marlene a ela.

– Será que podemos conversar? – Mike pediu a irmã. – Digo, dar uma volta na praia?

– Vamos sim – afirmou a morena, levantando-se da cadeira. – Até depois, Tanya.

– Até – respondeu a loira e Marlene a viu trocar um olhar de cumplicidade com o namorado.

Mike e Marlene então caminharam por longos minutos em silêncio, distanciando-se do pai e de Tanya, que agora ao longe, pareciam pequenos pontos na piscina da casa. Quando tinham se afastado o suficiente da casa, Mike então quebrou o silêncio:

– Eu estou preocupado com você.

– Por que, Mike? – Marlene indagou, já sabendo que ele queria falar de Severus. – Não vê que eu estou perfeitamente bem?

– O que aconteceu com Sirius Black? – disparou ele.

– Ele morreu – ela disse firme. – Quero dizer,pra mim, ele morreu.

– Então esse seu lance com Snape é firmeza mesmo? – Mike insistiu.

– Claro que é! – disse Marlene, exaltando-se um pouco. – Por que você acha que não seria?

– Sei lá, pensei que você só estava curtindo um pouco, enquanto Black não volta pra você... – e como se quisesse alfinetar a irmã, ele ainda ressaltou: – E, além disso, você sabe muito bem o que Snape gosta de fazer...

Marlene então parou de andar e ergueu o queixo numa postura defensiva, para enfrentar o irmão.

– Olha, Mike, você é meu irmão e eu te respeito! Mas se você está repetindo que o Severus gosta de Artes das Trevas, ou qualquer coisa que possa diminuir o meu sentimento por ele, você não vai conseguir! Eu já estou cheia das pessoas ficarem se metendo na minha vida, falando um monte de coisas negativas!

Mike segurou a irmã pelo braço, antes que ela se afastasse.

– E você já parou pra pensar que as pessoas falam essas coisas negativas sobre ele porque têmmotivospra isso? – insistiu ele.

– Chega, Mike! – Marlene bradou, soltando-se dele. – Se eraessaa conversa que você queria ter comigo, então acho que já acabou!

– Desculpe! – ele pediu depressa. – Eu só falei isso porque não quero que você se magoe!

– Quem está me magoando é você! – replicou ela, séria, e começou a falar em tom de desabafo: – Você não sabe como é! Todo mundo te julgando mal só porque a pessoa que você escolheu é um pouco diferente. Você não sabe, Mike!

A resposta dele a surpreendeu completamente.

– É claro que eu sei. Acha que eu não sei o que as pessoas vão falar da Tanya, quando souberem que ela é diferente?

– Do que está falando, Mike? – Marlene indagou sem entender. – Se é por ela ser trouxa...?

– Elanão éuma trouxa! – Mike explodiu. – Quero dizer, ela não éuma trouxa! – e diante do olhar assustado da irmã, ele disse: – Tem uma coisa que eu preciso te contar... – ele suspirou fundo antes de dizer: – A Tanya é uma vampira.

– VAMPIRA? – Marlene gritou ainda mais assustada. – Você está LOUCO, Mike? Deixar os nossos pais sozinhos lá, com uma VAMPIRA? A gente tem que voltar pra lá AGORA e...

– PÁRA! – Mike gritou enérgico, segurando a irmã pelos ombros. – Tá vendo a sua reação? Foi por isso que eu não contei pra ninguém! Só que eu pensei que você tivesse a cabeça mais aberta, e que conhecendo melhor a Tanya, você ia aceitar...!

– Mas Mike, em nome de Merlin, ela é uma VAMPIRA! – ela o interrompeu. – Eles se alimentam do sangue de gente como NÓS!

– Mas ela é diferente! – gritou ele. – Ela não é desses vampiros que vimos na escola! Ela e a família dela só bebem o sangue de animais!

– Como? – Marlene continuava sem entender.

– Dos trezentos anos que ela tem – explicou ele –, cento e cinquenta são dedicados àcaça vegetariana,que é como eles chamam se alimentar só de animais... E por isso, ela é inofensiva para pessoas como nós, desde que tenhamos o cuidado de não deixá-la exposta a sangue humano...

Depois que a confusão mental passou, Marlene então se pôs a pensar no que Mike dissera. Por isso o coelho a que Tanya se referiu, essa era a fome que ela tinha; por isso, não conseguia comer durante o jantar, por isso, ela não gostava de sol... Como não tinha percebido antes? Mesmo assim, analisando melhor agora, Tanya era uma garota legal... Se até agora ela não tinha atacado Mike, e nem ninguém na casa, ela deveria seguir a risca a "caça vegetariana" de que ele falara. Ela sorriu e para mostrar que apoiava esse relacionamento inusitado do irmão, disse:

– Sabe, quando você dizia que gostava de mulheres mais velhas, eu nunca pensei que fosse levar isso tão a sério – ela brincou, e viu o irmão sorrir mais confiante. – A Tanya é uma garota muito legal... E você a ama muito, né?

– É – Mike respondeu num sorriso. – Eu amo. Amo como jamais pensei que fosse amar alguém! – e depois de um suspiro, ele encarou a irmã e perguntou: – Isso significa que...?

– Claro que não, Mike – garantiu Marlene. – Eu também não vou contar pra ninguém... Afinal, ela salvou a sua vida... – e curiosa, ela perguntou: – Agora me conta: como foi mesmo que ela te salvou?

– Ela não atirou no urso – confirmou Mike. – Ela rasgou o pescoço dele com os dentes e bebeu o sangue até a última gota – e suspirou com a lembrança. – Quando eu percebi o que ela era, e que entre o meu sangue e o do urso, ela preferiu o dele para me salvar, eu me apaixonei por ela naquele momento... O que importa que ela é uma vampira? Eu sou um bruxo!

Marlene também suspirou emocionada diante do relato do irmão e o abraçou.

– É isso mesmo, Mike – ela concordou. – Quando a gente gosta de alguém, não importa o que essa pessoa é; a gente gosta, simples assim!

Ele riu.

– Eu entendi o que você quis dizer – disse ele. – Mas se Snape te magoar, você já sabe!

– Pára, Mike! – Marlene pediu com graça. – A Tanya é legal, o Severus é legal, e nós estamos felizes assim, tá bom? – e quando ele assentiu com a cabeça, dando-se por vencido, ela concluiu: – Agora, eu acho melhor a genterealmentevoltar pra casa... Vai que nesse meio tempo alguém se cortou ou algo assim?

Mike apenas riu sem humor.

– Muito engraçada, você... – e mostrou-lhe a língua; eles riram um da cara do outro, enquanto caminhavam na orla da praia, voltando para a casa.

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Enquanto isso, Severus retornava a Spinner's End. Assim que ouviu a crepitação na lareira, Eileen veio ao encontro do filho, ainda que surpresa com a chegada repentina dele. Depois de um longo abraço, ela perguntou num sorriso:

– O que está fazendo aqui? Pensei que fosse passar o Natal na casa da sua namorada!

– E eu vou, mãe – explicou Severus. – Eu estou aqui porque vim lhe buscar... Para passar o Natal comigo na casa dela.

Surpresa novamente, Eileen levou o filho para a cozinha, que estava bem mais quente do que a sala. Lá, ela serviu uma xícara de café a Severus e a si mesma.

– Eu não sei, filho – disse ela, achando aquele convite estranho. – Eu ainda não a conheço, não sei se ficaria bem...

– Então não acha que é uma ótima oportunidade para conhecer? – insistiu ele. – A minha namorada fazquestãoda sua presença...

Aquilo despertou a curiosidade de Eileen.

– Como disse que era mesmo o nome dela?

– Eu não disse, mãe – admitiu Severus. – O nome dela é Marlene – e já sabendo como sua mãe ia se sentir, ele disse alto e claro: –Marlene McKinnon.

A resposta de Severus fez Eileen queimar a língua com o café. Ela colocou a xícara na mesa ao seu lado e de repente seu olhar se perdeu.

"Uma McKinnon...!" – ela pensou, ainda mais surpresa. – "O meu filho namorando a filha do Mark... Como esse mundo é pequeno!" – e quase entrou em desespero: – "Por Merlin... O anel que ele deu a garota...!"

– Mãe? – Severus a chamou, vendo que ela estava perdida em pensamentos.

– Sim? – Eileen voltou-se a ele novamente.

– Você já conhecia os pais dela, não é? – ele perguntou.

– Como sabe disso? – ela deixou-se perguntar, um tanto nervosa.

A calma inabalável de Severus continuava.

– Eles mesmos disseram isso ontem – disse ele. – Disseram que você estudou com eles em Hogwarts...

– Ah, claro – respondeu Eileen, mais aliviada porpensarque o filho não sabia de nada.

– E então? – Severus voltou a insistir. – Você vem comigo, mãe?

A resposta de Eileen foi a que ele já esperava.

– Eu acho melhor não – respondeu ela, deixando passar uma emoção estranha. – Diga a Marlene que eu agradeço sinceramente o convite, mas que não foi possível ir...

– Algum problema com a família dela? – ele quis saber.

– Não, claro que não – Eileen respondeu de imediato.

Severus voltou a pedir:

– Mãe, eles convidaram de bom grado, e realmente fazem questão da sua presença...

Eileen então parou por um momento e pensou que, se Mark e Lorraine a convidaram de tão boa vontade assim, talvez qualquer ressentimento do passado já tivesse sido esquecido, e que estava na hora dela mesma superar isso de uma vez por todas. Suspirando fundo, ela decidiu:

– Então eu vou – Eileen disse, e viu o filho dar um meio sorriso confiante. – É só o tempo de me arrumar – e quando ela se virou para sair, ele chamou:

– Mãe, só tem uma coisa...

– O quê?

– É verão na casa deles...

– Tudo bem – ela concordou num sorriso, e intimamente pensou que a paixão de Mark pelo sol não havia mudado.

Enquanto a mãe se afastava, Severus sorriu meio presunçoso. Mal podia esperar para vê-la frente a frente com Lorraine e Mark.

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Anoiteceu em Dover, e Marlene já havia se arrumado especialmente bem para a noite de Natal. Usava um vestido leve e florido, onde pequenas flores azuis contrastavam com o fundo branco. Perfeito. Nem curto, nem comprido e o decote estava na medida certa. Além disso, a sandália de salto delicado a deixava mais alta e a maquiagem havia apenas realçado a sua beleza.

Quando ela desceu até a sala, encontrou Mike muito bem vestido e Tanya também: usava um longo vestido vinho, de mangas fartas e com um decote em "v", que expunha parte dos seios alvos como mármore. A garota-vampira sorriu para ela, e disse baixinho:

– Obrigada.

Marlene sorriu de volta, e então notou que os preparativos da ceia estavam quase prontos; a única coisa que ela estranhou, foi que os elfos estavam levando todos os adereços e comidas para a mesa da choupana que ficava ao lado de fora da casa, próximo à piscina. Devido ao calor, Lorraine deveria ter decidido por fazer a ceia ao ar livre.

Naquele momento, Mark desceu e juntou-se aos filhos e à Tanya. Ele sorriu animado ao ver que Mike e Tanya já haviam se servido de bebidas. Ele se aproximou da filha, trazendo um copo de Cherry Doce, mas Marlene recusou.

– Obrigada, pai. Mas eu não quero – Marlene disse, e quando ele a olhou interrogativo, ela explicou: – É que eu prometi ao Severus que não ia beber...

– Ah, entendo – disse Mark, ainda surpreso com a resposta da filha. – Não me lembro de ter visto Severus depois do almoço... Está tudo bem com ele?

– Está sim – explicou ela. – Ele passou o dia fora, foi pra casa dele... – e vendo que o pai ainda não tinha entendido, disse: – Eu convidei a mãe dele para passar o Natal com a gente e ele foi até lá para buscá-la...

Mark se engasgou com a bebida que tomava, só de pensar que Eileen chegaria dentro de instantes.

– Tudo bem, pai? – Marlene perguntou preocupada.

– Claro, querida – ele tentou disfarçar, mas ela insistiu:

– Você ficou bravo porque eu convidei a mãe do Severus para a ceia de Natal?

– Não, não fiquei – assegurou ele. – Por que ficaria? Eu sempre disse que você e Mike têm a liberdade de convidar quem quiserem...!

– Bom... – Marlene suspirou aliviada. – Então acho melhor eu ir avisar a mamãe que teremos mais uma pessoa à mesa – e quando ela se virou em direção as escadas, Mark interferiu.

– Não precisa – ele disse e a filha o olhou sem entender. – Não precisa fazer isso agora. Ela estava cansada e depois de passar o dia em cima dos elfos na cozinha, ela finalmente conseguiu parar para tomar um banho relaxante e se arrumar... Deixe que depois eu falo com ela...

– Tá bom... – Marlene concordou, voltando para o sofá, fazendo companhia a Mike e a Tanya.

Duas horas depois, quando Lorraine desceu arrumada e praticamente levou todos para fora da casa, Marlene então deu um jeito de escapar e foi até o escritório de seu pai, no terceiro andar. Diante da lareira, ela andava impaciente, já estava ficando tonta de tanto dar voltas à sua frente, e um pouco decepcionada por pensar que Severus não viria mais.

Marlene já estava indo embora dali quando finalmente ouviu o barulho do fogo crepitando na lareira e então se voltou a ela novamente.

"Eles chegaram!" – ela pensou satisfeita.

Assim que Severus e Eileen saíram da lareira, Marlene fitou intensamente a mulher pálida de cabelos escuros e atirou-se a ela num caloroso abraço, tanto que Eileen quase caiu para trás.

– Eu estava muito ansiosa pra conhecer a senhora! – Marlene disse radiante, assim que se afastou dela.

Eileen observou melhor a garota à sua frente. Ela se parecia muito com Lorraine, mas nas atitudes ela era completamente "Mark".

– O prazer é meu em finalmente conhecê-la, Marlene – disse Eileen num sorriso cordial.

Marlene se virou para abraçar Severus, e ele repousou um beijo suave em seus lábios, talvez por estar na presença da mãe dele, ela pensou.

– Mas, por favor, vamos descer! – Marlene disse. – A minha mãe já deve estar servindo a ceia!

Sem mais palavras, os três desceram até o primeiro andar da casa, indo diretamente para a choupana, onde Mark estava mais atrás pegando bebidas, e Mike e Tanya sentados à mesa onde Lorraine já cortava uma carne em fatias perfeitas, prontas para serem servidas.

– Mãe, chegamos! – Marlene anunciou, assim que fizeram a volta na piscina.

Lorraine então desviou os olhos da carne e não acreditou na cena que viu: Eileen estava na sua frente, mas para ela, era a personificação do demônio que a filha trazia na sua direção. Quando chegaram suficientemente perto, Eileen se dirigiu a Lorraine:

– Como vai, Lorraine? – ela perguntou educadamente.

Assim que ouviu a voz dela, Lorraine se cortou com a faca que segurava trêmula.

– ARGH! – Lorraine gritou ao sentir o corte, e depois gritou com Eileen: – O QUE ESSA MULHER ESTÁ FAZENDO NA MINHA CASA?

Estranhando a postura enraivecida da mãe, Marlene também se exaltou:

– Fui EU que convidei! E isso é jeito de falar com a mãe do Severus, mãe? – indagou ela, mas foi só o que conseguiu fazer.

Naquele exato momento, Tanya se levantou da mesa, gritando:

– O SANGUE DELA, MIKE!

SSMMSSMMSSMM

Notas finais
Oi pessoal! E então? O que vocês acham que acontece agora? RSRSR Eu disse que não ia ser tão fácil! RSRRS
Mais uma vez, agradeço a todos que comentaram no capítulo anterior, significa muito, incentiva muito, de verdade!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!