Muito Bem Acompanhada

29 O Absurdo do Absurdo


Notas iniciais
Agradecimentos: hannamedeiros, kb_gsr e Lissa Santos que comentaram o Capítulo 28! Obrigada! Os comentários de vocês e as recomendações significam muito pra gente, de verdade!
Resumo do Capítulo: Devido aos últimos acontecimentos e à situação insustentável, Marlene está realmente indignada.

– CAPÍTULO VINTE E NOVE –

O ABSURDO DO ABSURDO

No exato momento em que Mulciber e os outros atravessavam o salão comunal da Sonserina, Marlene e Regulus também acabavam de entrar no recinto.

– Vejam só...! – Mulciber anunciou aos amigos, sorrindo larga e falsamente. – Não precisamos mais procurar a McKinnon para anunciar as boas novas... – e quando parou de frente a Marlene, ele disse em tom perverso: –Eu podia resolver todo esse problema que você me causou com apenas duas palavrinhas...Mas acho que você tem que conversar com Snape primeiro...

– O QUE VOCÊ FEZ COM ELE? – Marlene perguntou furiosa.

– Eu não fiz nada, juro – respondeu ele, ainda mais cínico. – E nem é minha intenção fazer alguma coisa comele; somos amigos, se ainda não percebeu – e acrescentou uma ameaça: – Mas... aquela sua amiga loirinha... ela parece um anjinho... Emmeline Vance, não é?

– Se você seaproximardela...! – ela disse, e seus lábios tremiam de raiva.

– Vai depender de vocês – Mulciber voltou a falar em tom perverso: –Conte o que sabe e a sua amiguinha vai seguir o mesmo caminho do namorado...Só que dessa vez não vai ter volta...

– Miserável ASSASSINO! – Marlene gritou avançando sobre Mulciber e tentou esbofeteá-lo; só não o fez porque Regulus a impediu. Naquele rompante de raiva, ela acabou por estapeá-lo acidentalmente.

– Eu fiz uma proposta interessante ao Snape – Mulciber pontuou – e também a você,McKinnon.Espero de coração que vocês entendam e aceitem...

Coração? Desde quando você tem um? ASSASSINO! – ela repetiu colérica.

– Obrigado – ele deu de ombros e se voltou para os que o acompanhavam: – Acham que eu deveria levar um travesseiro? Asconversascom Dumbledore sãomuitoenfadonhas – ele deu uma risada maligna e seu olhar recaiu sobre Regulus: – Vocêarruinouo jogo, seu idiota. Eu cuido de vocêdepois.

Assim que disse isso, Mulciber passou por Regulus com um empurrão e então saiu com o resto do grupo. Marlene e Regulus atravessaram rapidamente o caminho que levava para os dormitórios e quando finalmente chegaram ao quarto, ela até se assustou quando viu Severus. No instante em que ele saíra daquele vestiário, ele parecia tão decidido e agora se encontrava ali largado naquela cadeira como se estivesse completamente decepcionado, parecendo quase... derrotado.

– Severus...? – ela perguntou com uma preocupação indisfarçável.

Severus nada respondeu, apenas indicou a cama com a mão, pedindo para que eles se sentassem. Regulus se sentou na beirada da cama, mas Marlene continuou em pé.

– Pode me explicaro quêaconteceu epor queaquele cara está se sentindo inatingível? – ela insistiu com nervosismo. – Ele vai pra sala do Dumbledore, não vai? Então se a gente for láagorae...

– Não vamos a lugar nenhum – disse Severus numa voz seca.

A resposta dele foi como um balde de água fria para Marlene.

– Como... é...? – ela indagou, sem acreditar; só podia ter entendido errado.

– O que está havendo? – Regulus se atreveu a perguntar, olhando apreensivo para Severus.

Outra vez Severus respirou fundo, mas olhou para o chão enquanto respondia:

– Ofeitiçoque Mulciber colocou nos balaços... – ele engoliu em seco antes de continuar sua confissão: – ... fui eu...!

– Mas... mas você disse que não sabia...! – Marlene replicou indignada e então Severus ergueu os olhos para ela. – Como é que você tevecoragemde...?

– Marlene, calma! – ele pediu, e tentou explicar: – Naqueles balaços, Mulciber utilizou um feitiço criado por mim; sem eu saber disso, obviamente.

Marlene sentou na cama, estarrecida.

– A Magia das Trevas que podia ter me matado – ela murmurou com os olhos arregalados de descrença – e que quasematouo Benjamin! – e se voltou ao namorado outra vez: – Severus...?

– Eu sinto muito pelo Fenwick, mas não tenho como me preocupar com ele agora – Severus retorquiu nervoso, mas com firmeza, e detalhou o que havia acontecido: – Mulciber foi taxativo: se você ou alguém contar sobre as ameaças de morte que ele lhe fez no campo, ele também vai contar a verdade sobre o feitiço que estava nos balaços.

– Então eraessaapropostaque ele te fez? – Marlene disse revoltada. – O meusilêncioem troca de...

Severus não a deixou continuar.

– Não é uma proposta; é uma chantagem – ele pontuou, e começou a falar num tom rápido e sem pausas: – Ao contrário de mim, ele não temnadaa perder. Se for dita qualquer coisa que caracterize o incidente como um atentado, Mulciber vai contar tudo que sabe sobre o feitiço que estava nos balaços. Mesmo que não seja verdade, isso vai apontar a minha participação indireta nesse atentado e assim como ele, eu serei expulso.

A cada palavra dita, Marlene o olhava cada vez mais decepcionada.

– Eu não acredito que depois de tudo que esse cara fez...! – ela estava tão decepcionada que se atropelava nas palavras: – Aquele... ELE TENTOU ME MATAR equasematou o namorado da minha melhor amiga! – ela fez uma pausa, suspirando e passou a mão pelos cabelos, sentindo a cabeça rodar num vórtice sem fim. – Não...! Por favor, alguém diz que isso não é verdade! Por Merlin,alguém me diz que isso não é verdade...!

– Infelizmente é – Severus disse pacientemente, mas ela percebeu que ele mal conseguia esconder a agonia que tinha nos olhos. – Ou fazemos o que ele disse... Ou eu serei expulso.

Um silêncio frio e assustador invadiu o ambiente. Podiam ter passados longos minutos até que alguém resolvesse se manifestar.

– Não vou contar – Regulus garantiu e Severus voltou-se para a namorada.

– Marlene?

Marlene o olhou como se nunca tivesse se sentido tão traída.

– ISSO É O ABSURDO DO ABSURDO! – ela vociferou para Severus e depois também se voltou para Regulus: – NÃO – CONTEM – COMIGO! – e se levantou num pulo.

– Marlene –porfavor! – Severus tentou argumentar.

– ME DEIXA! – ela berrou enquanto caminhava até a porta. – Eu já ouvi tudo o que eu precisava! De você e até dos meus amigos! – ela se referia intimamente aos comentários que ouvira na Enfermaria e concluiu com sarcasmo: – Aliás, osmeus amigosnão têm e nunca tiveram MEDO de dizer a verdade!

Marlene mal disse essas palavras e então eles ouviram a porta batendo com força. Regulus se levantou e até fez menção de ir atrás dela, mas Severus o impediu com um gesto. Regulus voltou-se a ele incrédulo.

– Mas você não está preocupado que ela...? – ele perguntou preocupado.

– Quando ela se acalmar, quando a raiva passar, ela vai entender... – Severus respondeu calmamente, para espanto do outro.

Regulus apenas fez que sim com a cabeça. Imaginou que Severus deveria conhecer Marlene muito bem para ter tanta confiança assim de que ela não iria contar nada. Depois de mais um momento de silêncio, ele comunicou:

– Eu também vou indo nessa.

Mas antes que ele pudesse fazer a volta, foi impedido mais uma vez.

– Fique onde está, Black – Severus pediu com tranquilidade. – Nossa conversa ainda não terminou.

Regulus estancou o passo de imediato.

– Se é sobre aqueleabraço... –ele começou, meio temeroso, meio incerto; ainda se lembrava de como não tinha sido nadaagradávelatravessar uma janela. Como iria provar a Severus que aquele abraço que ele vira não era exatamente o que parecia?

Ele ainda seguia perdido em suas divagações quando a resposta de Severus o surpreendeu:

– Não – ele respondeu numa voz tranquila. – Aquilo me irritou mas... você fez algomaiorhoje.

Regulus piscou, incerto pela segunda vez e Severus prosseguiu:

– Quando você tentou avisar Marlene sobre os balaços – disse ele –, quando você tentou protegê-la por causa do sentimento que você tem por ela...

Regulus o interrompeu nervoso:

– Mas ela não gosta de mim, fique tranquilo quanto a isso! – ele falava cada vez mais agitado.

– Eu sei – disse Severus. – O que eu quero dizer com tudo isso, é que, com essa atitude, você tentou preservar algo que me é muito valioso e muito importante, e que apesar de tudo, de saber o perigo que Marlene corria, eu não consegui protegê-la como deveria – ele concluiu com amargura.

– Eu sinceramente não estou te entendendo, Snape... – Regulus murmurou. – Você fala como se já soubesse que...

– ... que Mulciber pretendia fazer alguma coisa contra Marlene? – Severus completou, respondendo num tom áspero, porém calmo: – Eu sabia sim, Black. Mas a diferença é que eu não sabia exatamenteo quê ele pretendia fazer. Eu o vigiei em todos os momentos possíveis dentro do castelo, mas bastou que eles entrassem naquele campo para que eu a deixasse completamente desprotegida.

– Mas... mas isso não dependia de você – Regulus interpôs.

– Talvez não – Severus respondeu. – Mas mesmo assim, eu me sinto no dever de lhe dizer: obrigado.

Um silêncio longo se fez. Regulus olhava para Severus sem acreditar, sem conseguir dizer uma só palavra, até que Severus voltou a falar.

– É isso mesmo – ele repetiu, seguro. –Obrigadopor tentar proteger Marlene, independente do motivo que o levou a fazer isso.

– Não por isso – disse Regulus com simplicidade. – Eu vi Mulciber enfeitiçando os balaços, precisava tentar fazer alguma coisa... – e comentou em tom de desabafo: – Olhe, ele pode ser capitão do time, sei que ele é seu amigo, mas pra falar a verdade, eu não o suporto.

Mais uma vez, a resposta de Severus o surpreendeu:

– Eu também não.

Pela primeira vez, Regulus deu um suspiro aliviado.

– Sabe, se você não fosse onamoradoda garota que eu gosto – ele brincou, com um meio sorriso infeliz –, eu poderia até simpatizar com você.

– E se você não fosseapaixonadopor ela, eu... – Severus ponderou, concluindo com deboche: – Não, acho que nem assim. Você continua sendo um Black.

Regulus finalmente sorriu.

– Hm... mais alguma coisa?

– Não – Severus respondeu, e continuava calmo.

– Então eu já vou – anunciou Regulus, indo para a porta, mas antes de sair, disse: – Acho que você devia falar isso pra McKinnon...

– O quê? – indagou Severus.

– O que você estava fazendo pra tentar protegê-la, mesmo sem ela saber.

– Certo – Severus concordou, e, um momento depois, Regulus desaparecia rumo ao corredor.

Ele fitou a porta, refletindo as palavras finais de Regulus e sem esperar mais, também saiu. Pela primeira vez em sua vida, tinha que concordar com um Black.

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A poucos metros da Torre Corvinal, Marlene ainda sentia a cabeça girar. Sabendo onde Mulciber estava, sua vontade foi invadir a sala de Dumbledore e contar tudo que sabia, mas... Não teve coragem de completar o caminho até a sala do diretor ao pensar que iria prejudicar Severus com essa atitude.

Ela estremeceu só de pensar que por pouco concordaria até com a morte de Benjy, desde que Severus não fosse prejudicado, e sentiu raiva dele. E mais ainda de si mesma. Mais uma vez ela se via mentindo, ou melhor,omitindoalguma coisa para não prejudicá-lo. Omissão em cima de omissão... E claro, tudo por causa de Artes das Trevas! Sempre asArtes das Trevas! Quando isso ia acabar? Talvez no momento em que acontecesse algo de mal aelae assim como Severus agira com relação a Benjy, da mesma forma ele fingiria não se importar.

A atitude dele... Havia mais alguma coisa do que a terrível preocupação com uma expulsão certa."Eu sinto muito pelo Fenwick, mas não posso me preocupar com ele agora."E se fosse com ela? Será que Severus iria agir da mesma forma?

Marlene sabia que o amor que sentia por Severus era forte, mas não era por isso que podia deixar que aquela situação insustentável tomasse proporções maiores e se tornasse mais insustentável ainda. Que amor era esse, que a fazia anular suas forças, suas opiniões, a fim de preservar algo que ela já não mais sabia se era o certo?

"O SEVERUS NÃO TEVE NADA A VER COM ISSO!"– ela se lembrou do que dissera aos seus amigos naquela Enfermaria momentos antes para defender Severus, e logo depois, a verdade lhe chegava aos ouvidos por ele próprio e de maneira asfixiante.

Ela adentrou a sala comunal e foi direto ao seu dormitório, onde tomou um banho revigorante e quando se arrumou outra vez, decidiu ir a Enfermaria para ficar com Emmeline e Benjy, pois Lily e James precisavam descansar. E se surpreendeu completamente quando abriu a porta da sala comunal: seu namorado a esperava do outro lado do corredor.

– Marlene! – Severus a chamou.

Mas ela fingiu que não ouviu. Recuou um passo e fez que iria fechar a porta, mas Severus foi mais ágil, atravessando o que faltava da distância até a porta e seguiu para dentro da sala comunal.

– Marlene! – ele chamou de novo, alcançando-a próximo a escada.

– Eu não quero falar com você – ela disse secamente. – Nada do que você disser vai mudar o que aconteceu com o Benjamin! O quepodiater acontecidocomigo...! – e novamente lhe deu as costas.

Severus a puxou pelos ombros, obrigando a se voltar para si.

– Acha mesmo queeuparticiparia por minha vontade de qualquer coisa que pudesse te machucar? – ele perguntou sério. – Que eu conseguiriaconvivercom isso se tivesse te perdido?

Marlene riu, indiferente.

– Eu não sei... – ela respondeu cínica. – Acho que tem Magia Negrademaisme impedindo de responder isso com plena certeza.

As palavras dela pareciam tê-lo ferido, mais do que qualquer outra coisa. Ele se afastou enquanto falava:

– Se você acredita mesmo que eu sou capaz de ajudar o meuamigoa tentar matar a minhanamorada –Severus afirmou, a mágoa claramente acentuada em sua voz –, então creio que isso encerra qualquer conversa! – e rapidamente virou-se em direção a porta.

Quando se deu conta de que o havia magoado com o que dissera, Marlene correu até ele desesperada.

– Severus, espera! – ela gritou. – Não foi isso que eu quis dizer – explicou ela, baixando o tom de voz quando ele se virou para encará-la. – Só acho que não era dessa forma que as coisas tinham que ser resolvidas...

– Acredite, eu também não – respondeu ele, se reaproximando e tomando as mãos dela entre as suas. – E por isso, quero lhe agradecerde novopor não ter dito nada.

– Apesar ser absolutamentecontra –Marlene frisou –, eu não disse nada a ninguém – e pontuou: – Mas saiba que essa foi a última vez que eu menti, que euomitialguma coisa sobre Artes das Trevas pra não te prejudicar. Se isso acontecer de novo, eu...!

– Isso não vai se repetir – Severus garantiu. – Você não disse nada, Mulciber vai assumir tudo...

– É, ele vai – ela o interrompeu, séria. – Mas a que preço? A gente não pode continuar sendo refém das ameaças dele! – disse ela, indignada. –Hoje, ele faz essa chantagem absurda, o que vai ser amanhã? Pra colocar um fim nisso, ele vai tentar me matar de novo?

O rosto dele se contraiu rigidamente, e seus olhos ficaram atormentados com a ideia.

– Elejamaisirá atentar contra a sua vida novamente – Severus disse, apertando ainda mais as mãos dela entre as suas, como se pudessem ficar unidos para sempre. – Eu não vou permitir, nem queeu mesmo tenha que pôr um fim nele, e em qualquer um que tenha sequer pensado em te ferir...

Marlene estremeceu com as palavras dele; embora em nenhum momento Severus tivesse utilizado a palavra "matar", a determinação em sua voz não deixava dúvida de que era exatamente isso o que ele iria fazer com Mulciber, caso o mesmo tentasse matá-la outra vez. E a ideia de que Severus podia e queria matar alguém, mesmo que fosse por causa dela, a deixou aterrorizada.

Ela suspirou fundo, tentando disfarçar a agonia que sentira e então retomou a firmeza na voz para poder dizer:

– Não é só comigo e com a minha vida que eu estou preocupada – afirmou ela. – Mulciber ameaçou aEmmetambém, e ainda tem as coisas que ele sabe quevocêfez, esse feitiço horroroso que ele fez questão de colocar nos balaços... – e confessou sua preocupação: – Eu tenhomedoque ele queira usar isso pra te ameaçar de novo...

– Mulciber não temmotivospra fazer isso outra vez – ele assegurou.

– E por acaso ele precisou demotivospra tentar me matar? – Marlene insistiu.

Severus suspirou fundo antes de responder.

– Ele sempre foi obcecado por Quadribol – ele justificou. – Não me admira que ele quisesse ir às últimas consequências, mas ele escolheu a pessoa errada.

– Ah, Severus! – ela replicou incrédula. – Não queira me convencer que Mulciber fez isso por causa do Quadribol!Eu seique não foi.

E ele percebeu que não tinha mais como omitir isso de Marlene.

– Realmente não foi – ele admitiu, e lhe disse a verdade: – Mas quando eu percebi que ele queria mesmo fazer algo contra você, eu passei a vigiá-lo, só que ele esperou para agir no jogo. Obviamente, eu deveria ter imaginado que ele esperava apenas uma oportunidade de estar com você sem a minha presença...

– Maspor quevocê não me contou? – Marlene cobrou a explicação. – Se você tivesse me dito, eu teria falado com o diretor e...

– Foi exatamente por isso que eu não contei – Severus respondeu. – Não teríamos como provar, e eu também não queria te deixar preocupada à toa...!

À toa? – ela o indagou, e finalmente o nó em sua garganta fora desatado: – Pra mim,Artes das Trevasnão é algoà toa.E não é só do Mulciber que eu estou falando... Eu só queria que você entendesse... – ela disse temerosa, mas reuniu coragem para perguntar: – Onde acha que essa história de Artes das Trevas vai te levar?

– Essahistóriajá acabou – disse ele, puxando-a para mais perto e a prendeu em seus braços, num abraço apertado e seguro. – Mulciber vai responder por isso, e o Fenwick vai se recuperar. Vai ficar tudo bem, eu prometo.

Assim que disse isso, Severus inclinou o rosto para beijá-la, mas Marlene abaixou o rosto. Ele não insistiu, apenas beijou o cabelo dela enquanto ela escondia o rosto em seu peito, onde ele não podia ver as grossas lágrimas que se acumulavam e caíam. Ela sabia que ele não tinha sido sincero em suas palavras e não conseguiu responder nada, pois não tinha mais forças para discutir naquele momento.

SSMMSSMMSSMMSS

Notas finais
Oi pessoal! Já falei isso antes, mas assim como o cap 28, esse cap também foi dificílimo de escrever, exatamente pela questão de "desconstruir" a imagem dos nossos personagens favoritos. Mas apesar de ser tudo tão difícil, e ao contrário do que possa parecer, tudo vai terminar bem (na medida do impossível)!
Mais uma vez agradeço a todos que comentaram o capítulo anterior! Isso motiva muito, incentiva muito a gente, de verdade!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!