Muito Bem Acompanhada

12 Depois da Festa


Notas iniciais
Agradecimentos: À Gisele_Potter e xicadasilvaleao que comentaram o Capítulo 11! Obrigada!
Resumo do Capítulo: Depois da festa, as coisas continuam parecendo fora de controle e tudo pode acontecer...

– CAPÍTULO DOZE –

DEPOIS DA FESTA

Depois de presenciar aquela cena patética, Severus decidiu voltar para a festa. Muitos já tinham ido embora e quando ele se virou para a mesa grifinória, ficou furioso com a cena que viu: Marlene e as "sereias" gargalhavam sentadas em cima da mesa e agora erguiam seus copos num brinde:

– Ao Six! – as gêmeas gritaram.

– Ao Six! – Marlene ergueu o copo de Absyntho já vazio e de repente se desequilibrou, caindo de cara no chão.

Severus correu até a mesa o mais rápido que pôde; as loiras continuaram gargalhando ao levantar Marlene do chão. Ele afastou as garotas com mais brutalidade do que pretendia e puxou Marlene para si.

– Marlene – ele chamou, colocando a mão no rosto quente dela, que fazia uma estranha careta como se estivesse com dor. – O que estava fazendo? – ele perguntou indignado ao ver os vários copos vazios sobre a mesa.

– Não enche – ela resmungou, tentando soltar-se dele para pegar mais um copo de Absyntho que outro elfo passava servindo.

– Já chega, Marlene! Vamos embora! – Severus disse enérgico, forçando-a a se voltar para si, puxando-a pelos ombros.

– Eu não quero... DROGA! – Marlene vociferou, por fim abandonando-se aos braços de seu "namorado". – Será que nem beber um pouquinho eu posso, é? – ela gritou, forçando os olhos, como se não conseguisse ver direito com quem estava falando.

– JÁ CHEGA! – Severus também vociferou, segurando Marlene pelo braço, arrastando-a com ele, chamando assim a atenção dos poucos que ali ainda estavam, recebendo olhares críticos e curiosos.

– Sev... Severus? É você, meu amor? – ela indagou como se só agora o reconhecesse; então tocou-lhe o rosto com carinho. – Que saudade – murmurou e então depositou um beijo sutil sobre os lábios dele.

– Marlene – Severus pediu, afastando-a de si. – Vamos embora.

– Ah, amor... – respondeu Marlene numa voz embargada. – Eu quero ficar com as minhas sócias – e meneou com a cabeça para as loiras – ... é, elas são minhas sócias!

– É, deixa ela! – Jane se manifestou. – Ela quer ficar com a gente!

– Ou você pode dormir com a gente, nós quatro... cinco! – June completou, emitindo uma sonora gargalhada que deixou Marlene mais vermelha que um tomate e arrancou risos estridentes de quem estava por perto.

– Cala a boca! – Severus disse à loira e num movimento rápido, puxou Marlene para si e a jogou sobre o ombro.

– Ai amor... Que bruto – Marlene zombou, batendo ambas as mãos em suas costas. – Mas eu gosto... – completou ela num sorriso maroto e então ambos finalmente deixaram a sala sob olhares curiosos e risos.

Severus passou pela sala comunal da Sonserina recebendo uma chuva de olhares e comentários dos colegas, que achavam no mínimo cômica a cena que se passava. Não queria trazê-la para as Masmorras, mas de fato não tinha outro lugar para levá-la e a Enfermaria estava fora de cogitação. Ele adentrou os dormitórios com Marlene sobre os ombros o mais rápido que pôde, agradecendo por ela ser pequena e leve, caso contrário, aquela caminhada iria ser ainda mais difícil, já que a corvinal não parava de se mexer e provocar qualquer pessoa que via pelo caminho. Ele sabia que no dia seguinte ela sequer teria cara para descer até o Salão Principal e tomar o café da manhã depois do ocorrido, por isso estava tentando poupá-la o máximo possível de tudo aquilo, mas de fato, ela mesma não estava ajudando.

Com dificuldade, Severus abriu a porta do seu dormitório e viu que Avery e Mulciber estavam lá.

– Saiam daqui – ele ordenou.

Mulciber o olhou como se não acreditasse. Mas foi Avery quem perguntou:

– E onde é que vamos dormir?

– Por mim, até no inferno – Severus respondeu atravessado. – Saiam daqui! Agora!

Avery recolheu rapidamente algumas coisas ao ver que o amigo falava sério e passou correndo pela porta. Mas Mulciber parou ao batente para encarar Severus.

Faça – bom – proveito– disse ele, cuspindo cada palavra.

Depois de dizer isso, Mulciber saiu e Severus fechou a porta do quarto dando um chute na mesma.

– Você precisa de um banho... – ele murmurou, indo até o canto do quarto, enquanto Marlene ainda se debatia sobre seus ombros.

– Ah... Só se você vier comigo... – ela murmurou com a voz embargada antes de emitir um sonoro risinho.

– Um banhofrio –continuou Severus por fim entrando no banheiro.

Realmente quando bebia, Marlene tinha problemas. Severus se lembrou do que ela havia lhe dito horas atrás e finalmente tirou-a de cima dos ombros, colocando-a de frente ao box, mas ela cambaleou e se sentou ao lado de um aparador perto de onde ficava uma toalha.

Ele arrancou a capa dela e jogou junto com sua própria capa num canto qualquer; arregaçou as mangas da camisa e então se aproximou do box.

– Que estranho... – Marlene murmurou, levando a mão até a cabeça, sentindo-se tonta. – Você também tem um irmão gêmeo como assereias? Estou vendo dois de você... – e piscou seguidas vezes, depois emitiu uma sonora gargalhada enquanto o observava abrir o registro do chuveiro.

– Pronto,entre– ele mandou, saindo do box.

– Eu? – Marlene apontou para si. – Só se você vier junto, já disse e... – ela ponderou durante alguns instantes como se estivesse apurando os ouvidos. – Eu não gosto de chuva, não me obrigue a entrar nela... – e apontou para o chuveiro ligado, encolhendo-se como uma criança e abraçando as próprias pernas.

Severus suspirou cansado, estava começando a ficar preocupado.

– Vem – ele pediu puxando-a pela mão.

– Vai entrar comigo? – ela indagou.

– Você vai tomar um banho, mesmo que sejaobrigada– ele respondeu e então puxou Marlene para debaixo do chuveiro, mas ela literalmente esperneou e se segurou na entrada do box em forma de protesto.

– Eu não quero... Tá fria... – murmurou ela.

– Eu sei e por isso mesmo você vai entrar – Severus respondeu, empurrando-a para dentro até finalmente conseguir colocá-la embaixo do chuveiro.

– Uhg! Tá frio... – Marlene fez uma careta e então foi para cima de Severus, mais uma vez a fim de sair do box, mas ele a impediu.

Decidido a encerrar aquela situação de uma vez por todas, Severus segurou Marlene entre os braços e a prensou contra a parede do box, exatamente embaixo do chuveiro. Não importava mais se ia ter que se molhar também.

O instante seguinte foi de um pesado silêncio e apenas o som do chuveiro ligado podia ser ouvido. Olharam-se durante um longo espaço de tempo, indefinido, mas longo. Severus via aos poucos a água corrente desfazer o penteado dela, os cabelos outrora presos se soltarem e deslizarem sobre o rosto pálido, porém de forma graciosa como se lhe emoldurassem a face, enquanto os olhos castanhos apenas o encaravam no mais absoluto silêncio.

Ele sentiu culpa. Se não tivesse sido movido pela curiosidade, de sair por aquela porta para ver o que Sirius e Dorcas tramavam, nada disso estaria acontecendo. Porque a seguinte situação, o brilho triste que via fraquejar no fundo daqueles olhos castanhos, só afirmava que Marlene havia sido magoada, magoadademais. Ele não sabia muito bem o que havia acontecido, mas obviamente tinha alguma coisa a ver com Sirius Black, e com as vagabundas que ele levou à festa só para se exibir e magoar Marlene. E como Severus gostaria de saber o que aquelas vadias loiras haviam dito a ela, e o que realmente acontecera longe dos seus olhos, da sua proteção... E os amados amigos dela, que a deixaram sozinha e mergulhada em álcool, onde estavam nessa hora?Malditos grifinórios...

Perdido em seus devaneios, Severus havia soltado os braços dela e apenas apoiava ambas as mãos sobre o azulejo, cercando-a para que não saísse dali. Aproveitando a brecha, Marlene aproximou-se e pôs-se a depositar beijos sutis sobre o pescoço dele, enquanto envolvia ambos os braços em seu pescoço, as mãos pequenas acariciando-lhe a nuca.

Severus sentiu o toque suave dos lábios dela percorrendo o seu pescoço e logo Marlene enlaçou os dedos pequenos entre seus cabelos úmidos, as unhas compridas arranhando-lhe levemente e um baixo gemido escapou dos lábios dele.

A provocante mordida que Marlene lhe deu no lóbulo da orelha o fez gemer mais uma vez num murmúrio quase inaudível. Ela havia gostado daquilo e resolveu continuar com a provocação, deslizando a ponta da língua sobre aquele ponto sensível e desceu mais uma vez, depositando beijos provocantes sobre o pescoço dele, levando as mãos até o nó de sua gravata já frouxa, tentando se livrar daquele empecilho. Somente o barulho do chuveiro sobre suas cabeças ousava interrompê-la em sua difícil tarefa.

– Pare – Severus murmurou de repente, com a voz enrouquecida, sentindo um arrepio percorrer-lhe o corpo quando a mão pequena dela puxou-lhe a camisa para fora da calça e depois deslizou em seu abdômen de forma provocante.

Obviamente, ele jamais se aproveitaria de uma situação como aquela, mas também não era de ferro. As unhas compridas agora lhe arranhavam a nuca enquanto os dedos pequenos mais uma vez se entrelaçavam em seus cabelos. Insistentes, os lábios doces e cálidos percorriam o seu pescoço.

– Parar por quê? – Marlene indagou, voltando-se para ele e beijando-o, mas dessa vez queria mais que um simples toque e moveu os lábios de forma provocante sobre os dele. – Não está gostando? – perguntou ela, dando uma leve mordida em seu lábio inferior.

– Pare – Severus voltou a dizer e então a afastou de si, segurando-a firmemente pelos pulsos. – Você não quer isso – murmurou ele, fitando-a intensamente.

– Eu quero sim – Marlene respondeu, sem se intimidar com o olhar dele. – Todo mundo está fazendo isso agora – ela murmurou e então voltou a beijar Severus, que insistia em não lhe corresponder. – Eu sei, é, ele e assereiastambém...

– Então é isso? Black de novo? – ele perguntou e Marlene voltou-se a ele.

– Faz amor comigo... – ela pediu, como se sequer ouvisse o que ele falava.

Dito isso, Marlene se calou e apenas olhou para Severus, os olhos castanhos com um brilho diferente. Ele, por sua vez, manteve-se em silêncio, apenas ouvindo o barulho do chuveiro ligado, não sabia o que fazer ou dizer diante daslágrimasque começaram a verter dos olhos dela.

– Já sei... – Marlene murmurou entre lágrimas, sentindo um nó se formar na garganta e mais e mais lágrimas verteram dos olhos castanhos, se misturando com a água corrente do chuveiro. – Você também prefere assereiasdo Six não é...?

Marlene baixou a cabeça, sentindo ânsia em pôr tudo para fora, mais e mais forte. O nó em sua garganta havia sido finalmente desatado.

– Ou se o meu cabelo fosse vermelho você me daria alguma atenção? – ela perguntou num soluço. – Não... não... não é isso... sou eu... eu sou tão horrível que nem você tem tesão em mim...

Ao fim do desabafo, as lágrimas correram impiedosas pelo seu rosto, antes que voltasse a encarar Severus, que estava até agora em silêncio. Marlene sentiu as pernas fraquejarem, perderem as forças e aos poucos se deixou escorrer até o chão, apoiando as costas sobre o azulejo.

Os olhos dele mantinham-se cravados nela. Severus estava indignado com tudo que acabara de ouvir: "... nem você tem tesão em mim...". Ele tinha sim, emuito. Tanto que, naquele momento, ele teve vontade de abrir suas calças ali mesmo e provar a ela que o que sentia era exatamente o contrário do que ela dissera, mas esse sentimento foi logo sobreposto por outro.

Com o olhar brando, Severus apenas fechou o registro do chuveiro, impedindo que a água gelada voltasse a cair sobre eles. Abaixou-se lentamente, até ficar na direção dos olhos de Marlene, que agora pareciam tão opacos e sem vida. Ele se deixou tomar por uma onda de fúria. Era tudo culpa deSirius Black,que era um idiota. Aliás, Severus jamais conseguiria ordenar todos os adjetivos para classificar Sirius Black que não fosse como um "ser pouco pensante e completamente estúpido", sim, porque era exatamente isso o que ele era.

Ele tocou o rosto dela com suavidade, fazendo-a se sobressaltar. As lágrimas da corvinal ainda caíam, mas sob o toque delicado do sonserino, uma a uma, o caminho salgado se desfez completamente.

– Está com frio? – Severus perguntou num sussurro, vendo os fios castanhos caírem sobre a testa dela, deixando-a ainda mais delicada do que antes.

Marlene apenas assentiu, abraçando-se instintivamente, não exatamente por frio, mas como uma autodefesa que não pôde conter.

Severus deixou os dedos correrem com suavidade sobre o rosto dela, até deter-se no queixo, puxando-a delicadamente para si. Ele sentiu-a tensa, mas não se afastou. A respiração dela se descontrolava, à medida que o sentia se aproximar, e aqueles olhos negros pareciam ser capazes de enxergar o mais fundo de sua alma.

Marlene sentiu o toque suave e breve dos lábios dele sobre os seus e tentou recuar, encostando-se completamente na parede, sem saída. Mas ela não queria de fato fugir, pois no momento seguinte, seus lábios se encontraram num beijo intenso. Um fraco gemido escapou de sua garganta, ao sentir a língua dele deslizar com suavidade sobre seus lábios, como se pedisse passagem para aquela doce invasão.

Severus sentiu as mãos pequenas buscarem por apoio em seus ombros e, no momento seguinte, eram seus braços que envolviam a cintura delicada com o calor de seu corpo, enquanto a puxava de volta para cima. Marlene se encaixava perfeitamente entre seus braços, como se houvesse sido feita exatamente para si, sob medida. Um baixo suspiro escapou dos lábios de Severus, à medida que ele sentia os braços de Marlene envolverem seu pescoço e os dedos pequenos prendendo-se entre os fios negros sobre sua nuca.

Um arrepio percorreu o corpo de Marlene, fazendo-a estremecer ao sentir as mãos dele deslizarem de maneira possessiva por suas costas nuas, fazendo seu corpo ser inundado por um calor inexistente a momentos atrás. Fechou os olhos, prendendo os dedos entre os fios negros, sentindo os lábios quentes de Severus deslizarem de seus lábios até a curva do pescoço, deixando um rastro de fogo por onde passavam. Mas por mais intenso que aquilo fosse, nada se comparava àquele toque delicioso em suas costas: os dedos dele moviam-se em formas circulares por sua pele, fazendo-a estremecer e segurar-se nele cada vez com mais força, em busca de um equilíbrio que desaparecera há muito tempo, junto com a consciência e o seu autocontrole.

Severus abandonou-lhe os lábios por um momento, voltando-se para Marlene, deparando-se com os olhos castanhos fechados e os lábios levemente inchados pelo beijo nada casto, um convite deveras tentador. Palavra alguma foi dita e seus lábios se encontraram novamente. Ela sentiu um arrepio tomar seu corpo ao sentir suas costas voltando a encostar sobre o azulejo frio, enquanto se deliciava com o calor dos lábios dele. Já não tinha mais controle, nem mesmo qualquer divagar em mente, apenas sentia, sentia aquele momento como se fosse único.

Era como se o tempo corresse de forma mais lenta agora. Os vidros do box aos poucos ganhavam um leve esbranquiçado, à medida que as respirações tornavam-se ofegantes. Ainda ofegando, eles se separaram e por um breve instante, muito breve, se olharam profundamente, até que mais uma vez sedentos de calor, seus lábios voltaram a se unir. Marlene apoiou-se nos ombros de Severus e num impulso, enlaçou ambas as pernas em sua cintura, sentindo-o corresponder com igual paixão, colando seu corpo no dela, prensando-a contra a parede e gemeu. As mãos dele percorriam-lhe as pernas levando consigo o tecido do vestido, queimando-lhe a pele com o seu calor. Cada toque, cada beijo, cada gemido, tudo aquilo era diferente de qualquer outra coisa que já havia sentido e vivido.

Porém, tal sentimento foi deveras efêmero.

– Marlene? – Severus indagou, ao senti-la repentinamente ceder em seus braços. Decepcionado, ele fitou o rosto pálido, os olhos fechados e constatou: Marlene havia simplesmente "apagado".

Assim que constatou que Marlene havia mesmo apagado e estava inconsciente, Severus decidiu colocá-la na cama de uma vez, mas antes era preciso dar um jeito de vesti-la com algo confortável e o problema agora era se livrar daquele vestido molhado. Ele segurou-a de costas para si e começou a abrir o fecho que ficava na lateral do vestido com dificuldade, já que não estava sendo nada fácil mantê-la em pé naquele instante, tanto que os joelhos dela se dobraram involuntariamente e ela escorregou um pouco de seus braços.

Num movimento ágil Severus a segurou, impedindo-a de cair, mas sobressaltou-se ao sentir que suas mãos estavam sobre os seios dela e mais ainda ao sentir os mamilos enrijecerem, talvez de frio, mas ele mesmo imaginou que não era por isso. Rapidamente, alcançou uma toalha próxima e envolveu Marlene nela, deixando o vestido ensopado ir ao chão. Intimamente, ele desejou que ela não estivesse completamente nua embaixo daquela toalha; não sabia se conseguiria resistir a isso, principalmente depois dos momentos lascivos vividos instantes atrás.

Ele manteve Marlene enrolada na toalha e com todo o cuidado, secou-lhe os cabelos com um movimento de varinha. Levando-a de volta para o quarto, Severus se aproximou de uma cômoda, tirando uma camisa de pijama de uma das gavetas; trazendo Marlene para sua cama, ele a livrou da toalha, e foi com certo alívio que ele constatou que ela ainda tinha uma calcinha a vestir o corpo; ele então a vestiu delicadamente com a camisa que pegara.

Ajeitando-a entre os lençóis, Severus observou que Marlene dormia com tranquilidade. Ainda estava preocupado, mas depois de dar-lhe um banho vesti-la, se deu conta de que ela havia apenas desmaiado antes de pegar num sono profundo, o resultado de uma noite mergulhada em álcool. E somente depois de constatar que tudo estava aparentemente bem com ela, ele deixou de velar seu sono e foi tomar um banho relaxante e demorado.

Ele saiu do banheiro algum tempo depois, aproximando-se de sua cama, e então cobriu o corpo pequeno que parecia sentir frio, já que Marlene se abraçava e se encolhia. Severus levou a ponta dos dedos com suavidade até o rosto dela, afastando-lhe alguns fios castanhos de sua testa. Ele pensou em como era possível alguém ter sido capaz de magoar tal criatura. Ainda pensando nisso, ele se levantou e deu a volta, deitando-se na cama de Avery, porém mal teve tempo de se acomodar.

– Estou com frio... Não quero ficar sozinha... Não me deixa, por favor, não me deixa...

Severus ouviu Marlene murmurar, um murmúrio triste e o único desejo que teve foi o de suprir essa tristeza. Ele se aproximou novamente dela, ajeitando-se entre as cobertas; deitando-se ao seu lado, ele abraçou Marlene, aninhando-a em seus braços, envolvendo-a completamente num abraço apertado, ouvindo-a suspirar e se aconchegar em seu calor. Ela pôs a mão em seu ombro e recostou a cabeça em seu peito, tão próximo que se ela estivesse consciente, conseguiria ouvir as batidas rápidas de seu coração.

– Você não está sozinha – ele murmurou em seu ouvido como se fizesse uma prece, e então repousou um beijo suave em sua testa. – Eu estou aqui.

Ela dormiu, e Severus permaneceu em silêncio, mas ele mesmo não conseguiu dormir; ainda tentava reprimir toda a excitação que tomava conta do seu corpo. Tinha Marlene em seus braços, e seu próprio corpo implorava para que a beijasse, que a abraçasse com mais força e a tomasse para si. Mas em algum lugar, em algum canto de sua mente, ele sentiu que não seria correto se aproveitar desse momento, que ela era diferente e que ele deveria respeitá-la. Ele então permaneceu imóvel ao lado dela o restante da noite e ali adormeceu.

SSMMSSMMSSMM

Notas finais
Oi pessoal! Bom... acho que esse pós-festa dispensa explicações; notem que a classificação da fic mudou para +16! Espero que gostem!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!