Notas iniciais
Agradecimentos: Elizabeeeth e kb_gsr que comentaram o Capítulo 31! Obrigada! Os comentários de vocês e as recomendações significam muito pra gente, de verdade!
Resumo do Capítulo: Para Marlene, Severus também é culpado.

– CAPÍTULO TRINTA E DOIS –

CULPADO

Marlene afastou Severus de si imediatamente, sentindo ânsia.

Então vocêjá sabia disso? – ela exclamou de repente, agora o encarando com uma fúria incontida. – Como sempre...

Porém, antes que Severus pudesse responder, uma quarta voz se fez presente:

– Encontramos eles! – anunciou James, virando o corredor junto de Lily.

– Por favor, não deixem o Remus me ver assim! – Dorcas gritou, estendendo a mão a Lily. A ruiva se abaixou para abraçar a amiga que jazia em prantos.

– Tudo bem – concordou Lily, ajudando Dorcas a se levantar. – James e eu vamos levar você de volta pra Grifinória...

Enquanto James e Lily voltavam sua preocupação a Dorcas, Marlene aproveitou a deixa e começou a correr para o outro lado, mas Severus a seguiu pelos corredores, tentando alcançá-la.

– Marlene!

– ME DEIXA EM PAZ! – vociferou ela, ainda correndo e sem encará-lo. – Você sabia e não me falou NADA!

– Espera aí! – Severus pediu.

– Eu não devia ter acreditado em você! – Marlene gritou em resposta.

– Marlene, espera um pouco! – ele voltou a pedir, tendo quase certeza de que não seria atendido, mas dessa vez ela parou, voltando um passo.

Marlene então se voltou a Severus e seus olhos raivosos cintilavam um brilho frio como metal.

– Como é que você pôde me esconder isso? – ela perguntou com raiva. – Eu confiei em você, e você me TRAIU...! – vociferou ela, num misto de sentimentos que ele não conseguia decifrar.

Severus suspirou indignado.

Traição? – ele perguntou de uma forma que parecia preocupada. – Você não pode estar falando sério!

– TRAIÇÃO SIM! – Marlene continuava aos berros. – Você traiu a minha confiança e dentre todas as formas de traição existentes, mentir pra mim é a pior delas! – e começou a falar rápido e sem pausas: – Mas eu não devia ter ficado surpresa, porque é isso o que você faz, é só isso que você sabe fazer: mentir pra mim! Nem me atrevo a pensar no que mais pode existir na sua lista intitulada "As Coisas Que Eu Escondo da Marlene" – e abriu aspas com os dedos.

A sobrancelha dele se ergueu; ele sabia que Marlene não estava totalmente errada nesse raciocínio.

– Então você está me julgando? Essa é boa – afirmou Severus, cínico. – Você vai ficar aí, com o dedo em riste pro cara que você implorou pra ser seu "falso namorado"? – ele também abriu aspas, repetindo o gesto dela.

Marlene ficou indignada. Agora Severus queria jogar verdades em sua cara? Pois bem. Ela suspirou fundo e respondeu:

– Tem razão. TEM SIM! – admitiu ela. – Eu estava tão desesperada pra que o Sirius, pra que todos soubessem que eu estava feliz, que eu quis muito começar aquela mentira com você! – e concluiu em tom de desabafo: – Mas depois de tudo que você fez, eu percebi que a única pessoa que acreditou na nossa mentira fui EU! Você não...! Você nunca fez NADA pra que eu tivesse certeza de que o que você sentia era mesmo verdade!

Severus continuou impassível. Se era nisso que Marlene acreditava, talvez fosse melhor deixar que ela continuasse acreditando. Talvez ele devesse aproveitar a oportunidade para fazer o que ele já sabia que não conseguiria fazer num outro momento: terminar tudo.

– Vá em frente, me odeie! – disse ele, e o cinismo brincava em sua voz. – Aliás, perdoe a sua prima, e volte com ela para o seu círculo de falsidade.

Marlene deu uma sonora gargalhada de deboche.

Falsidade? – ela repetiu, indagando. – E QUEM É VOCÊ pra falar de falsidade? Eu duvido muito que haja alguém nesse mundo que seja mais falso do que você! – e murmurou como numa conclusão particular: – Você foi falso comigo o tempo todo...!

– E além do seu grupinho – Severus prosseguiu cinicamente, como se sequer a tivesse escutado –, volte também para o Black, e o perdoe, pra que assim vocês possam continuar aquele namoro ridículo: ele finge que te ama e você finge que acredita!

– Pois saiba que é melhor fingir do que sentir de verdade e ter a decepção que eu tive agora! – ela rebateu sarcástica, porém fazendo um grande esforço para que as lágrimas teimosas não escapassem de seus olhos.

– Ótimo – respondeu ele sério, o rosto duro. – Então por que não se agarra nisso o bastante pra acabar com o seu próximo relacionamento?

Marlene encarou fixamente a seriedade daqueles olhos negros, sem acreditar. Então era assim que Severus resumia tudo, resolvia tudo terminando com ela? Ela pensou em dizer alguma coisa para revidar, mas não teve tempo para isso. Enquanto ela pensava no que iria dizer, ele já havia lhe virado as costas e rumado para longe dali.

Enquanto andava, Severus refletia o acontecido de momentos atrás. Ele já sabia que ia mesmo ter que se afastar de Marlene um dia, e achava que seria mais fácil, que eles acabariam se distanciando fora de Hogwarts. Realmente não esperava que acontecesse da maneira que acontecera naquela noite. Não esperava que tudo fosse acabar da forma que acabou, mas não voltaria atrás e, definitivamente, tinha sido melhor assim; acreditava que era o melhor para ela ficar longe dele. Na verdade, o pior era pensar que Sirius Black estaria comemorando isso em algum lugar...

Marlene não mais aguentou segurar as lágrimas e chorava encostada a parede, sem se importar se alguém iria ver, se amanhã isso ia ser motivo de fofocas pela escola inteira. Podia até imaginar o que todos os alunos de Hogwarts estariam comentando a seu respeito no dia seguinte.

"Marlene McKinnon agride sua prima Dorcas Meadowes por causa do ex-namorado Sirius Black e depois é vista chorando pelos corredores após levar um fora do atual namorado, Severus Snape..."

Marlene sabia que era por causa de Sirius que Severus havia terminado o namoro com ela, por achar que ela só ficara abalada porque ainda mantinha algum sentimento pelo ex-namorado. Mas bem no fundo, lá no íntimo do seu coração, ela tinha certeza de que não era exatamente por causa de Sirius que ficara abalada, mas sim por tudo que havia sido escondido dela. Mas, e agora? Como iria provar a Severus que não era por causa de Sirius? Bem, talvez ela nem tivesse que provar, que explicar mais nada; as atitudes dele falaram por si: ele sabia de tudo, portanto também era culpado e nada ia mudar isso.

Ali ela permaneceu encostada à parede e sem impedir que as grossas lágrimas escapassem dos olhos castanhos e rolassem pelo seu rosto.

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Com passos trôpegos, Emmeline e Benjamin adentravam o dormitório dela. Entre um beijo e outro, ele conseguiu acender a luz de um abajur e se afastou dela por um breve momento, apenas para encarar fixamente os olhos azuis e expectantes da namorada. Ele estudou por um momento o rosto delicado e angelical de Emmeline: queria mais daquela boca, queria saborear de sua doçura inocente. Ela era linda, e estava muito perto de entregar-se a ele. Seria dele.

Emmeline contemplou o mar azul dos olhos dele e lhe sorriu, sem ter a menor ideia do que fazer; apenas dispunha de um alegre espírito de coragem e um desejo ardente que a vinha insuflando até então. Estava tão próxima de seu namorado que podia sentir a respiração dele nas próprias bochechas. Ele a puxou em direção à cama, fazendo com ela estremecesse; então parou diante dela, pousando as mãos em seus ombros nus e perguntou:

– Tem certeza?

Sim – ela murmurou timidamente, embora fosse isso o que mais queria.

Benjamin não estava certo de tê-la ouvido corretamente. Por isso, segurou seu rosto e fixou novamente seus olhos nos dela.

– Eu te amo, Emme – ele declarou, acariciando o rosto dela com carinho. – Por isso, eu preciso saber se você tem mesmo certeza...

Emmeline sentiu o coração quase saltar do peito. O que sentia por ele também não era só desejo, paixão. Era amor!

– Tenho! – ela respondeu alto e claro. – E eu também te amo, Benjy!

Ele segurou sua mão e levou-a até os lábios, repousando um beijo, gesto esse que sempre a fazia corar; então sentiu a mão dele deslizando até as suas costas numa carícia suave. Sem dizer nada, ele a beijou com ardor e em poucos segundos, ela correspondia numa oferta instintiva e silenciosa, entregando-se como jamais pensou que seria capaz de se entregar.

Emmeline continuou sentindo os dedos ágeis do namorado em suas costas e logo as mãos de Benjamin chegaram aos seus ombros novamente. Ele acariciou a pele pálida de seu pescoço e firmou os polegares sobre as alças do vestido e as desceu lentamente. Fascinado com cada centímetro da pele clara que ia sendo revelado, ele por fim passou levemente a ponta dos dedos pelos seios expostos. Ela estremeceu novamente e podia ouvi-lo ofegar, bem como o próprio coração que rufava. Ele buscou o rosto dela e beijou-lhe a boca, um beijo faminto e incontido enquanto suas mãos desciam pelo espaldar de sua cintura, explorando as curvas que encontrou ali.

Benjamin lhe beijava a boca e o pescoço, quando se deteve para olhar Emmeline nos olhos: a corrente e atração entre eles era quase palpável. Ele tomou as mãos dela, largando-as na própria cintura. Emmeline então deslizou os dedos sobre a cauda da camisa dele e a abriu, sentindo os músculos dele com suavidade. Ele a encerrou num abraço forte, fazendo com que o vestido terminasse de cair, indo ao chão. Beijou-a novamente e só então ela sentiu, perplexa, o volume da ereção dele. Mas foi um constrangimento bobo que logo cessou, pois ele a tomou nos braços e carregou-a até a cama, deitando-a delicadamente sobre a colcha de cetim azul-escuro.

Ao sentir suas costas de encontro ao tecido frio dos lençóis, Emmeline abriu os olhos, fixando-os no teto. Sentia-se infinitamente ansiosa por estar deitada seminua e sendo observada por Benjamin com um olhar faminto. Ele se inclinou sobre ela e tomou-lhe os lábios num beijo insistente, o qual ele não cessou até perder o fôlego.

Benjamin sorriu enquanto se afastava dela e Emmeline gemeu frustrada, mas logo entendeu a intenção dele quando percebeu que seu namorado ia pouco a pouco se livrando das vestes que usava e não pôde evitar desviar o seu olhar quando ele ficou completamente nu; ainda tinha certa vergonha de olhar diretamente para o corpo dele e sua masculinidade exposta.

Talvez ele tivesse percebido aquele outro segundo de constrangimento, então voltou para a cama, parando exatamente a frente dela e disse:

– Com meu corpo, eu te idolatro.

Assim que Benjamin pronunciou aquelas palavras, Emmeline foi invadida por um sentimento pungente que a levou as lágrimas. Sufocando um gemido, ele deitou-se ao lado dela e a beijou num misto de doçura e ansiedade; ela abriu a boca, acolhendo a língua ávida; passou os braços pelos ombros largos e ele a puxou contra si, colando seus quadris aos dela. Fazendo-a virar de costas, ele começou a acariciar os seios dela, apertando os mamilos, sentindo-os enrijecer. Seus lábios então abandonaram os dela por um instante, deslizando do pescoço para os seios, provocando-a devagar antes de se fecharem em torno do mamilo. Ela gemeu quando ele começou a sugá-lo, o prazer torturante da carícia levando-a a arquear o corpo instintivamente.

Benjamin abaixou mais a cabeça para beijar-lhe o ventre, traçando uma trilha até mais abaixo, até que sua língua encontrou o umbigo delicado e, com as mãos, ele retirou a única peça que ela ainda vestia. Ele insistiu na carícia, os lábios quentes descendo e ousando mais, deslizando por entre as pernas dela. Ao beijar a pele sensível e perceber que Emmeline estava ofegando de prazer, ele prosseguiu, então sugando todo o seu sexo e num movimento rítmico e sugestivo, ele penetrava a língua e voltava a tirá-la, provocando uma onda irreprimível de desejo em sua namorada e em si mesmo, pois os gemidos enlouquecidos dela faziam crescer a sua própria excitação.

Emmeline achou que seria naquele momento em que ele a possuiria, mas Benjamin voltou a beijá-la na boca, enchendo-a de promessas e prazeres nunca imaginados. Rolando com o corpo para o lado, ele a ergueu junto em seus braços, pressionando-a contra si para que ela sentisse a intensidade do seu desejo e de sua excitação: seu membro rígido roçava a maciez sensível da feminilidade dela. A respiração dela estava entrecortada, as mãos dela o agarravam pelos ombros e seu coração batia enlouquecido. Benjamin sentia a tensão crescente que o tomava de assalto e, embora estivesse desesperado pelo alívio de sua própria paixão, repousou um beijo leve em sua testa. Feliz, Emmeline o fitou por um instante, mas, invadida por uma súbita urgência de vê-lo por inteiro, baixou os olhos para o tórax musculoso; na penumbra do quarto, a pele dele reluzia como bronze.

Perceber que Benjamin ansiava ser tocado, deixou Emmeline cheia de orgulho e prazer. Ela deslizou as mãos espalmadas pelos músculos do peito dele, saboreando cada centímetro da pele que seus dedos tocavam. E com um pouco mais de atrevimento, ela beijou-lhe o peito, sentindo-o arfar de desejo e pressionar as mãos com mais força em suas costas. Ela continuou sua exploração mais abaixo e suas mãos inexperientes envolveram o membro dele com delicadeza. Ele sorriu, deixando que um gemido rouco escapasse de seus lábios quando ela começou a movimentar as mãos em torno dele.

Emmeline estava tão concentrada no prazer que tinha ao dar prazer a ele que demorou para perceber que as mãos dele haviam descido com firmeza entre suas pernas. Em seguida, Benjamin foi escorregando a mão entre as coxas dela, ao mesmo passo que ela ia abrindo as pernas, excitando-o ainda mais com a sua dedicada entrega. Ela sentiu um frêmito nas pernas quando ele mergulhou os dedos em seu calor úmido; jamais havia passado por uma experiência tão íntima e prazerosa. E então gemeu de prazer, sentindo as carícias dele continuarem, tornando-se cada vez mais intensas.

Fazendo-a virar de costas outra vez, ele cobriu-lhe a boca com a sua e começou a aumentar o ritmo da carícia com os dedos. Mordendo os lábios, ela retorcia os quadris, como se quisesse apressar o curso daquela mão errante. Ao senti-la mover os quadris contra sua mão, ele posicionou-se entre as pernas abertas, o membro rígido direcionado ao corpo dela. Desesperado pelo alívio de sua própria tensão e ao mesmo tempo odiando a dor que iria provocar nela, ele lhe ergueu os quadris para que ela o recebesse.

– Vou machucá-la um pouco, meu amor – ele sussurrou apreensivo –, mas não há outro jeito...

Emmeline sorriu e o segurou pelos ombros, preparando-se para qualquer que fosse a dor que viria. Arqueou o corpo quando Benjamin começou a penetrá-la e um gemido agudo escapou de seus lábios. Mas a dor desapareceu tão depressa quanto o desabafo e ele finalmente estava por inteiro dentro dela.

Um momento mais tarde, ele começou a se mover no interior de seu corpo, e Emmeline não conteve os gemidos de prazer. Era indescritível, envolvente, apaixonante. E Benjamin sentia isso, sentia que ela estava o envolvendo com toda sua força e seu calor, prendendo-o contra si e entregando-se à pura beleza dos movimentos que ele fazia. Ela então moldou seus quadris aos dele e passou a acompanhar seus movimentos, levando-o a uma agonia indescritível de desejo. Ele se continha, determinado a assegurar-se de que ela chegaria ao clímax antes dele.

Logo, Benjamin aumentou o ritmo, segurando os quadris dela com firmeza; em seus braços, Emmeline seguia seus movimentos, sentindo o membro dele pulsar dentro de sua feminilidade ardente. De repente, foi como se uma força poderosa a arrancasse de seu corpo e a arremessasse para o céu, entre as estrelas. Estava tremendo, gemendo e se contorcendo, dominada por espasmos que brotavam logo abaixo do seu ventre e se espalhavam por todo o seu corpo, enviando ondas de calor e prazer, deixando-a quase sem ar. E quando a sensação explodiu em cheio, ela arfou contra a boca dele, fazendo-o capturar seu grito.

Com os braços tensos pela condição que se impunha, Benjamin atirou-se a ela com movimentos breves e afoitos; no momento do orgasmo, ele a apertou mais entre os braços, jorrando dentro dela e gemendo alto. Ela ainda sentia todo o corpo em convulsões e agarrou-se a ele desesperadamente, respirando ofegante contra seu rosto, sentindo seus corações batendo disparados, frenéticos e no mesmo ritmo.

Benjamin saiu de dentro dela lentamente, beijando-a no rosto e nos lábios, extasiado, assim como Emmeline também estava. Ele então abriu os braços, um convite irrecusável, e ela aconchegou-se a ele, dormindo quase que instantaneamente.

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Depois muito chorar e vaguear pelo castelo, deixando que sua mente devaneasse sobre o que iria fazer a partir de agora, Marlene decidiu que não iria mais ficar se lamentando. Lembrou-se de ter ouvido que Lily e James levariam Dorcas de volta para a Grifinória, então se recompôs, decidida a ir até lá. Falaria com Dorcas para colocar os devidos "pingos nos is".

Assim que chegou à entrada da Torre Grifinória, Marlene encontrou Frank Longbotton voltando com sua namorada Alice; ela rapidamente avançou a frente do casal.

– Me deem licença! – ela pediu, enquanto adentrava bruscamente a sala comunal da Grifinória.

O casal a olhou sem entender e Marlene correu até as escadas para fazer o caminho que já conhecia. Chegou ao dormitório de sua prima resfolegando, mas antes de adentrar o mesmo, ela se surpreendeu diante do que viu.

Remus estava sentado numa cama ao lado de Dorcas, envolvendo-a num abraço protetor, reconfortante. Marlene então revirou os olhos e suspirou indignada: obviamente, sua prima estava mantendo a falsa faceta de "inconsolável" diante do namorado.

– Remus, você nos dá um minuto? – Marlene pediu enquanto anunciava sua presença. – Eu quero falar com a minha prima.

Ele relaxou Dorcas do seu abraço e a grifinória estremeceu por um momento. Quando viu os olhos dela, Marlene notou que, apesar de Dorcas ter usado um feitiço para desinchar o rosto e os olhos, o mesmo já estava perdendo efeito.

– Claro – concordou Remus agora se levantando; ele repousou um beijo suave na testa de Dorcas, que permaneceu sentada.

Remus passou pela porta, mas antes de sair, ele parou ao lado de Marlene e segurou seu braço com firmeza, porém suave.

– Eu não sei por que você brigou com ela, mas vá com calma – ele pediu num sussurro sério. – Nada de violência, está bem?

Marlene só assentiu com a cabeça. Doía pensar que seu melhor amigo também tinha sido e estava sendo enganado.

"Coitado do Remus, pensa que a culpa é minha... Tudo porque essa víbora ainda não teve coragem de contar a verdade pra ele..." – pensou ela enquanto via o amigo se afastar.

Assim que ficaram sozinhas, Dorcas tentou iniciar a conversa.

– Prima... – ela pediu timidamente. – Aquelas coisas...

Marlene voltou a interrompê-la grosseiramente:

– Eu não quero detalhes da sujeira que você e Sirius fizeram nas minhas costas! – ela disse firme, acrescentando com sarcasmo: – Ou melhor dizendo, na minha cara também. Só quero saber como o Severus soube disso.

Dorcas a encarou, parecendo surpresa.

– Eu não sei... – ela respondeu pensativa. – Aquele dia no seu treino, quando falei com Snape sobre a festa dos monitores... Ele disse que sabia... Mas não disse como. E no dia da festa, eu implorei a Snape que não contasse e ele prometeu que não diria nada! – exclamou ela, acrescentando indignada: – Mas é claro que ninguém pode acreditar nas promessas de um sonserino! Veja só o que aquele maldito conseguiu fazer com a gente...!

Marlene balançou a cabeça para os lados, num gesto de incredulidade.

– Só pra você saber – ela disse cínica –, não foi ele quem me contou. Foi o próprio Sirius.

A grifinória então piscou chocada.

– O quê...? Não... não acredito que ele contou! – Dorcas disse, completamente perplexa. – Já naquela época, quando eu disse a Sirius que Snape sabia, ele quis contar tudo pra você, mas tinha concordado e... Como ele pôde fazer isso comigo?

Outra vez, Marlene emitiu uma risada debochada.

– Você e ele que se resolvam! – sentenciou ela. – Isso não é mais problema meu! E eu não tenho mais nada pra fazer aqui. Com licença – ela concluiu secamente e se virou em direção à porta.

– Prima, espera! – Dorcas gritou. – Eu... eu só queria te agradecer por não me detonar na frente do Remus... Eu quero contar a verdade a ele... Mas não assim, às vésperas da Formatura... Você sabe que o momento tem que ser perfeito...

Marlene se virou de novo para encarar Dorcas, ficando de costas para a porta.

– Não se preocupe – ela disse friamente. – A nossa Formatura vai ser per-fei-ta. Eu vou sorrir, dizer as coisas certas, e você vai contar a verdade pro Remus quando estiver pronta. Mas hoje, eu não vou fingir que está tudo bem.

– Lene...! – Dorcas murmurou com os olhos cheios de lágrimas.

– NÃO ME CHAME DE LENE! – a corvinal esbravejou a todos pulmões e começou a falar cheia de sarcasmo: – E quanto ao Remus, você tem toda razão. Ele tem que saber disso na hora certa. Pra quando ele ouvir que você transou repetidamente com o melhor amigo dele, ele não achar que o mundo está desabando e que não há saída...

– O que você disse, Marlene? – a voz de Remus soou indócil às suas costas, interrompendo-a.

SSMMSSMMSSMM

Notas finais
Oi pessoal! Bem, eu confesso que aqui eu só gosto da NC Emme/Benjy! RSRSR. Porque se for falar de Sev/Lene, a coisa está literalmente feia! RSRSRSR. E vai ficar ainda mais...
Mais uma vez agradeço a todos que comentaram o capítulo anterior! Isso motiva muito, incentiva muito a gente, de verdade!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!