Muito Além Da Dor!
9 Capítulo 9 ERA UMA VEZ...
Notas iniciais
**** A frase que abre o capítulo é de Oscar Wild
“O segredo do amor é maior do que o segredo da morte.”
– Você me faz tão feliz!- disse ela com aquele sorriso intenso e quente.
Meus lábios se curvam ante a imagem dela... Eu a amo tanto, tanto... Acho que nunca uma mulher foi capaz de me despertar esse sentimento tão profundo. Amo o olhar dela, o sorriso, a doçura, o modo como geme meu nome quando fazemos amor...
– Nikolai... Nikolai...
Natássia é meu lastro, a única luz neste mundo que escolhi. Sim, eu mato, torturo, faço o que é necessário para manter os negócios da família. Meus escrúpulos foram varridos para baixo do tapete, embora eu mantenha sempre, a minha palavra. Parece cínico dizer que o amor que sinto é parte luz e parte sombra, mas é assim... Amar Natássia preserva o humano em mim, mesmo que a fera esteja presente o tempo todo. A fera está guardando... Espreitando minhas ações com seu olhar de sangue! Ela tenta me avisar que nada que é bom dura para sempre. Principalmente, para homens como eu.
– Nikolai...
Ouço a voz enrouquecida pelo sono e me pergunto se sou merecedor... Confesso que, meu único medo, é perdê-la e, nunca mais, sentir-me aquecido em meu coração.
– Nikolai...
Natássia... Meu amor... Por quê? Porque você fez isso?
– Você sabe a resposta, Nikolai... Você, mais que todos sabe o porquê.
Não, eu não sei! Natássia, eu a amo mais que a mim mesmo!
– Sabe sim... Você só não quer admitir... O Todo Poderoso Nikolai não suporta saber que foi enganado! Eu odeio você e tudo o que representa!
– Nikolai! Nikolai! Você está bem?
A pergunta carregada de sotaque o despertou. Nikolai olhou para o parceiro que trazia uma garrafa de vodka e fumava um charuto que lançava espirais de fumaça cinza.
– O que foi? – perguntou Nikolai, irritado.
– Sei lá, homem. Você parecia em transe ou dormindo, aí. Os homens estão preparados e esperando as suas ordens.
Com um suspiro, Nikolai deixou o carro e respirou o ar frio.
– Vamos, está na hora de fazermos uma visitinha ao senhor Ikki Amamiya.
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Ikki ajustava o colete à prova de balas e escolhia as armas que carregaria junto ao corpo. Uma pistola Glock, munição, uma faca IA2, uma granada de luz e uma de fumaça. Fazia tudo rápido e natural. Sua destreza em munir-se daquele pequeno arsenal chamou a atenção de Hyoga.
– Nunca gostei de filmes estilo Rambo, mas você está parecendo o próprio. – disse o loiro com uma das sobrancelhas levantada.
Ikki encarou-o vendo serenidade nos olhos azuis e se perguntou se aquele garoto não sentia medo de nada ou fosse exímio na arte do disfarce...
– Sabe usar uma arma? – perguntou ele.
– Sei, mas não curto muito e nem preciso. – respondeu o jovem fria e impessoalmente.
Com um suspiro, Ikki agarrou Hyoga pelos ombros.
– Escute, Nikolai é líder de uma das facções mais violentas da máfia russa. Qualquer vacilo com este homem pode significar a morte, entendeu? Vou deixá-lo à salvo, mas armado. – disse Ikki com o cenho franzido, a voz num tom ainda mais grave que o habitual.
Por alguns segundos, Hyoga apenas o fitou. Observou-lhe o rosto viril com intensidade, os olhos azuis faiscantes, os lábios cheios... Como eu queria poder dizer que me apaixonei, que beijá-lo é a única coisa que penso o tempo todo. Céus, isso é patético! Limpando a garganta, desviou o olhar antes que seus pensamentos ficassem tão evidentes.
– Está bem, farei o que me pede. – disse Hyoga.
– Tome, essa pistola é leve e dispara...
– Não precisa me dizer, eu sei como funciona uma Glock... — interrompeu Hyoga com uma expressão de pouco caso.
– Droga, o que há com você? Eu estou tentando...
– Eu sei que está, Ikki. – interrompeu o loiro, novamente.
– Pare de me interromper e escute o que eu tenho a dizer! – falou Ikki, irritado.
Hyoga encarou o agente com aqueles olhos claros, o azul cristalino parecendo brilhar perigosamente, como um encantamento...
– O que há? Diga-me, o que está errado? Você viu alguma coisa? – perguntou Ikki.
– Só o que eu sinto. Estamos aqui falando sobre segurança e eu... Eu só consigo pensar em sua boca, em seu corpo. Ikki eu... Droga, eu te amo. – confessou Hyoga e não soube o porquê de tê-lo feito. Simplesmente, as palavras saíram sem que ele tivesse controle.
O jovem manteve o queixo elevado. Seus olhos ardiam. Merda! O que eu fui fazer?!
Ikki ficou mudo, o corpo tenso. Cerrou os punhos, passou a mão nos cabelos negros.
– Hyoga... Eu deixei claro que entre nós...
– Eu sei, não precisa repetir. Só sexo. Ok! Vamos lá, esqueça o que eu falei. – disse o loiro interrompendo Ikki, mais uma vez.
Desta vez, Ikki não se importou em ser interrompido. Não sabia o que dizer, nem mesmo definir o impacto que aquela declaração causara. Hyoga o desafiava com a frieza diante do perigo e a ousadia entre os lençóis. Mas o que o instigava mais era sentir que havia uma energia, um sentimento poderoso entre ele e o russo, algo que mesmo negando, não deixava de sentir.
Foco, Ikki! Não perca o foco! Ordenou a si mesmo, enquanto continuava perturbado pelas palavras do loiro.
– Vem, vou te deixar no quarto de segurança. Lá poderá acompanhar tudo o que está acontecendo sem ser encontrado. – falou o agente.
Hyoga nada disse. Então viu Shun surgir e olhá-lo com preocupação. Franziu o cenho sentindo um estranho mal-estar. Logo, várias sombras surgiram à sua frente, com uma expressão de ódio produzindo um frio intenso que pareceu sugar-lhe a alma. Abriu a boca sentindo uma opressão no peito quando a imagem de um homem destacou-se, em meio às demais e aproximando-se rápido, tirou-lhe o ar.
– Hyoga?! – disse Ikki vendo que o russo arfar e oscilar.
Tomou-o nos braços, sentindo o corpo esguio ficando gelado, o lábio rosado passando ao roxo, os olhos, antes tão vívidos, agora se fechando devagar.
– Hyoga! Hyoga! – chamou Ikki.
Guilty fez uma expressão de vitória, até Shun se aproximar e envolvê-lo com sua luz.
Eu disse que voltaria, garoto! – vociferou ele.
Por favor, afaste-se de Hyoga e do meu irmão. – disse Shun.
Eu não estou sozinho! Você não pode comigo! – rebateu Guilty.
De imediato, as sombras que acompanhavam Guilty cercaram os três. Ikki sentiu o ar pesado, mas estava mais preocupado com Hyoga e com o pouco tempo que tinham. Gritou por Seiya, mas logo lembrou-se que ele já tinha saído com Kanon e Saga. Sentiu a cabeça doer e os pensamentos ficarem embaralhados.
Shun colocou-se a frente dos dois para enfrentar Guilty e os outros, a atitude, invisível dando ao seu irmão, a chance de recuperar a lucidez.
– Merda! Vamos loiro... Reaja! O que você tem? – disse Ikki batendo na face pálida.
Neste instante, Shura chegou, vendo a cena e também sentindo o ambiente carregado. Shun olhou para o médico, vendo-o acompanhado de dois animais que logo vieram postar-se ao seu lado. O radiante lobo cinza adiantou-se, fazendo as companhias trazidas por Guilty se afastarem com medo, porém ele continuou a avançar na direção de Shun. O jovem não manifestou raiva ou medo. Apenas encarou-o e disse:
Eu também não estou sozinho e peço que caia em si e desista desta vingança. Quanto mais ódio manifestar, mais afastado da luz e daqueles que ama, ficará.
A voz imperturbável e a luz que emanava do corpo de Shun deixou Guilty desconfortável e ele começou a ficar distorcido como aquelas imagens mal sintonizadas das televisões.
V-Você não pode! N-Não p-poodeeeeeeeeeee...!!!! EEuu s-sou m-mais f-fortee... – gritava Guilty já se desfazendo.
Shura aproximou-se de Ikki e Hyoga, vendo um vulto luminoso, junto dos dois, mas não enxergava com nitidez. Entretanto, sentia que era um ser pacífico e com uma aura forte de amor e paz.
– Deixe-me cuidar dele. Onde estão os outros? – perguntou o médico.
– Estão lá fora. Tem um comboio vindo. Seiya pegou o jipe e está monitorando a estrada. Saga e Kanon estão no helicóptero. Creio que termos a visita de um dos maiores mafiosos russos. – falou Ikki.
– Ele se chama Nikolai, não é?
– Eu creio que é ele, mas... Como você sabe?
– Acho que podemos evitar mais violência. Eu tenho uma mensagem para este homem. – falou Shura.
– Como assim? – perguntou Ikki com o cenho franzido.
– Ele só quer conhecer o filho. De uma maneira distorcida, eu concordo. Mas, farei o que me foi pedido. Talvez isso o acalme.
– Do que você está falando, Shura?
– Hyoga é filho deste tal... Nikolai.
Ikki baixou a cabeça, fechou os olhos e pousou os polegares nas têmporas.
– Como raios você sabe disso?
– A mãe dele me contou.
O modo como Ikki olhou para o médico, foi uma mistura de sarcasmo, dúvida e cansaço.
– Não me diga que você pegou emprestado os dons dele e agora pode ver gente morta, também. – falou Ikki, depois que Shura já havia colocado Hyoga deitado no sofá.
Shura suspirou e continuou a examinar Hyoga, elevando-lhe as pálpebras e observando as pupilas com atenção.
– Sei que não acredita, mas existem forças além da nossa compreensão e controle. Eu não consigo ver como Hyoga, o dom dele é maior que o meu e ele foi escolhido para ser a ponte entre vivos e mortos. Mas, meu dom de curar me faz ser um aliado dele. Portanto, mesmo que não acredite, esse jovem veio ajudá-lo a compreender.
– O que houve com ele? Por que desmaiou e porque não acorda?
Ignorando a pergunta de Ikki, Shura fechou os olhos e tocou a fronte de Hyoga. Shun permaneceu próximo, enviando a sua luz e um pouco triste por ver seu irmão resistente e ainda cheio de amargura.
Hyoga permanecia desacordado e ouvia tudo muito longe. De repente, viu-se diferente, o corpo parecendo transparente, uma sensação de leveza absoluta... Ouvia uma música estranha e aromas que passavam do floral, ao frutífero e, depois, a algo semelhante ao cheiro de maresia. Caminhava sobre uma superfície que parecia areia, mas que também mudava de forma e cor, ora parecendo vegetal, ora voltando ao mineral.
Quer brincar?
A voz infantil surgiu em meio àquele caleidoscópio de formas e Hyoga viu-se frente a um menino sorridente, cujos olhos pareciam duas bolas de gude verdes e vivazes.
– Quem é você? Pode me dizer onde estou? – indagou Hyoga.
Hummm... Eu digo se brincar um pouco comigo! Gosta de brincar de esconde-esconde? Eu adoro!
O menino magro sorria e, embora se visse que ele estava abaixo do peso de uma criança normal, ele não parecia doente, muito antes pelo contrário.
– Está bem! Eu brinco, mas gostaria de saber onde estou para aproveitar melhor a brincadeira, saber dos esconderijos. – disse o russo olhando ao redor.
Na verdade... eu não sei muito bem, sabe? Só sei que é divertido e aqui eu posso correr e correr sem ficar com falta de ar. Antes, eu ficava cansado até para sentar na cama.
– Compreendo. Bem, então vamos brincar.
Birzhan! Venha, tem alguém querendo falar com o moço, aí!
A voz, agora feminina pareceu ecoar naquele espaço amplo e agradável.
Ah! Que pena... agora que eu achei alguém para brincar....
Ele não veio aqui para brincar, irmãozinho, aquela moça quer vê-lo. Disse a menina apontando para uma silhueta luminosa.
Hyoga olhou para onde a menina apontava e sentiu uma espécie de sobressalto. Os longos cabelos loiros estavam envoltos em luz e ondulavam como se tivessem vida própria... O perfil delicado, as vestes esvoaçantes, o perfume adocicado...
– Mãe...
A voz quase ficara presa na garganta. Hyoga sentiu-se invadido pelo olhar amoroso e triste que Natássia lançou-lhe.
Meu filho!
O abraço aconteceu carregado de emoção e sentimento. Lágrimas quentes surgiram nos olhos de Hyoga que as via cair e desaparecer como se fossem gotículas de luz. Natássia afagou-lhe os cabelos e beijou-lhe o rosto. Por um tempo, ficaram, apenas, entregues ao contato amoroso entre mãe e filho, até que um suave rumor se fez ouvir...
Venha, não temos muito tempo... Quero que entenda e perdoe. – disse Natássia conduzindo Hyoga por uma estrada florida e luminosa que, embora o sol brilhasse com intensidade, não havia calor, somente uma brisa agradável que soprava macia e ondulava as vestes da bela mulher.
– Entender? Onde eu estou? Eu morri?
Natássia sorriu com ternura.
Não, meu filho, você não morreu. Alguém tentou quebrar o equilíbrio e me foi permitida a benção de ter acesso a você e me redimir. Desejo transformar meus erros em entendimento.
Hyoga tentou sorrir, mas o suicídio de sua mãe ainda era uma realidade dolorosa que o transformara em um jovem endurecido, avesso a envolvimentos pessoais e que, somente agora, se permitia sentir e, mesmo assim, experimentara outro tipo de dor, aquela para o qual não conseguia mais encouraçar-se, a dor de amar e não ser correspondido.
– Eu sempre vi as almas, mas nunca consegui vê-la. Por que agora? – perguntou o jovem.
O meu suicídio não foi um ato impensado, um engano ou determinado pela depressão. Eu... o fiz para que seu pai não o encontrasse. Foi um ato consciente e premeditado. Na época, eu não possuía o entendimento das consequências de ambos os atos.
– Meu pai?
Sim, seu pai foi meu grande amor, mas também uma grande decepção quando descobri o que ele fazia. Então, eu o deixei quando estava grávida e nunca revelei nem para ele, nem para você a existência de um e do outro. Mas, Nikolai acabou descobrindo onde eu estava e me procurou. Por medo e ignorância, preferi morrer a revelar que você era filho dele. Isso me custou um tempo no umbral, um lugar sombrio repleto de dor e sofrimento. Ali, eu compreendi a gravidade dos meus atos e recebi amorosidade de seres que me resgataram e me ensinaram a remissão dos nossos erros por amor e compaixão.
– Você sofreu por causa dele! Nikolai é um bandido, um... mafioso, um assassino!
Também, eu, o julguei, mas, talvez, se eu tivesse permanecido ao lado dele, as coisas poderiam ter sido diferentes. Não posso voltar atrás e fazer um novo começo, mas, através de você eu posso reescrever nossa história. Seu pai cometeu muitos erros, porém, mesmo sem conhecer você, ele o ama e esse amor pode ser uma âncora mais forte que a violência que o acompanha.
– Amor? Ah, mãe... acredita mesmo que ele irá mudar por saber que sou seu filho? Não sou do tipo que desperta sentimentos nobres nas pessoas. – disse Hyoga.
Está sofrendo por amor, meu pequeno... Mas, saiba que não está sozinho, existem seres que...
Antes que Natássia terminasse a frase, a paisagem oscilou, a brisa cessou de repente e o olhar dela pousou sobre os olhos de Hyoga.
Você tem de ir! Adeus, meu amor...
Hyoga abriu os olhos cheios de angústia, o coração acelerado, a cabeça latejando. O primeiro par de olhos que viu foi os escuros de Shura, depois os azuis de Ikki. Desviou para que não vissem as lágrimas teimosas e abraçou o próprio corpo. A cena fez Ikki sentir uma opressão no peito. Doía ver Hyoga sofrendo, desejava apagar toda aquela dor, fazê-lo voltar a sorrir do jeito tímido que aquecia o seu coração. Sem pensar, tomou o russo nos braços e o abraçou forte.
– Estou aqui... Estou aqui. – disse ele com um tom de voz firme e carinhoso.
– Não precisa... – disse Hyoga com teimosia – não quero envolvê-lo em meus problemas. Nikolai é meu pai, eu resolvo isso.
– Sei disso. – falou Ikki, enquanto enxugava uma lágrima que escorrera no rosto do russo.
Hyoga olhou para Ikki e sabia que seu coração estava nos olhos. Passara a vida toda ocultando seus sentimentos, deixando seu cérebro comandar sua vida e deixando seu coração frio, ausente. Mas, agora não se importava mais com isso.
– Deixe-me ir. – disse o jovem e Ikki sentiu-lhe a força, mas também o estremecer do corpo.
– Hyoga... – falou Ikki tocando o rosto alvo.
– Adeus, Ikki. – disse o russo tentando desvencilhar-se do agente.
– Não, Hyoga. Eu... nunca quis e nunca deixei ninguém se aproximar de mim. Tenho sido solitário e amargo, amante da eterna culpa que sinto pela morte de Shun. Você me fez... sentir algo diferente. Eu digo prá mim mesmo que é só sexo, mas é mais que isso, muito mais... – disse Ikki olhando, profundamente, nos olhos do russo.
O jovem nada disse, apenas olhou aturdido para os olhos e depois a boca do agente. Shura deu um discreto sorriso e se afastou, deixando-os com mais privacidade.
A urgência da ação pareceu perder-se, enquanto os dois continuavam a se encarar em absoluto silêncio. Então, Hyoga tomou o rosto de Ikki nas mãos e encostou os lábios nos dele.
Os sentidos de Ikki explodiram. Ele pressionou o russo contra si e sentiu a suavidade dos lábios que ainda estavam sem cor. Deslizou as mãos sob a camiseta e sentiu suas costas lisas e um pouco suadas. Mordiscou seus lábios de leve e os acariciou com a ponta da língua até que surgisse alguma cor neles. Quando ouviu o gemido baixo de Hyoga, aprofundou o beijo, colocando nele todo o sentimento que negara e que agora emergia com a mais contundente paixão...
Acariciando o belo lobo branco, Shun observava e sorria, feliz, sentindo que estava, cada vez mais próximo de encaminhar-se ao seu destino. Olhou para Shura, sentindo um imenso carinho pelo amigo e cochichou algo para o lobo que foi, saltitante, para o lado do médico.
Depois, antes de desaparecer, olhou novamente para Ikki e Hyoga, abraçados e também para si. Sua luz aumentara e, por algum tempo, ele poderia manter seu irmão e Hyoga a salvo dos obsessores. No entanto, enquanto os dois teriam que lidar com os problemas deste mundo, ele teria que iniciar seu trabalho em outro lugar. Estava na hora de encontrar com certo alguém em outros domínios e tentar resgatar-lhe a paz...
Notas finais
*****Obrigada a todos pelo carinho, pela atenção, pelos comentários e também pela leitura silenciosa. Beijinhos carinhosos e bom fim de semana!!!XD
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