Notas iniciais
Novo capítulo! Achei uma capa perfeita pra fic *-* O que acharam? Haha. Agradeço ao instagram @thequeensregal por ela! Dividi as cenas com o terapeuta usando " ** " e as cenas em que se dividem entre Emma e Regina com " ~ ". Qualquer dúvida, só perguntarem! Espero que gostem do capítulo... Boa leitura!

Regina adentrou seu carro e saiu da garagem, Emma a observava da janela enquanto vestia sua jaqueta de couro azul, logo que não pode mais ver o carro da morena, Emma saiu de casa também.

**

– Você deve achar que é a única pessoa passando por isso, mas há milhões de casais vivenciando os mesmos problemas. – Disse Dr. Whale com uma voz calma e paciente. Emma se remexeu na cadeira e o olhou. – Ah... – Emma disse soltando um sorriso de canto quase imperceptível.

**

Emma estava sentada no banco traseiro de um táxi, fitava para fora da janela enquanto esperava a chegada em seu destino.

~

Regina se encontrava em outro táxi, em outro local, havia acabado de chegar ao seu destino, pagou o taxista, abriu a porta do carro e colocou uma perna para fora, que revelou uma bota de cano longo preta, que chegava até seus joelhos e uma meia-calça arrastão também preta por baixo de seu sobretudo, saiu do táxi, olhou para os lados séria e se dirigiu até o hotel.

~

Emma chegou ao seu destino, pagou o taxista, saiu do carro e bateu a porta atrás de si, caminhou calmamente com as mãos no bolso, até entrar em um bar.

~

A bolsa de Regina era vasculhada por um segurança, dava pra ver que havia uma algema, um lenço... Logo o segurança fechou a bolsa e entregou de volta à morena, que sorriu com um olhar semicerrado. – O avião sai em uma hora. – O segurança a alertou. – Certo. – Regina o olhou, sorriu e caminhou ao lado do segurança por um corredor, chegaram até uma porta, onde o segurança a abriu e deixou passagem para que a morena entrasse. Regina entrou, virou-se e fitou o segurança, acenou positivamente com a cabeça e sorriu de canto, o segurança partiu. Regina fechou a porta e a trancou, virou-se e caminhou pelo quarto.

~

Emma virou um pequeno copo de vodca de uma vez, como de costume, colocou o copo em cima da mesa e caminhou pelo bar, passou direto pelo banheiro e encontrou a porta só para funcionários, adentrou e continuou caminhando, entrou em uma sala onde havia três pessoas jogando pôquer, apenas uma mulher e dois homens, a mulher era ruiva, de cabelos longos e olhos azuis, tinha um corpo magro, mas cheio de curvas. Os homens eram medianos, um usava os cabelos arrepiados, a barba por fazer, olhos castanhos claros, o outro era careca e tinha olhos verdes, Emma não reparou muito neles. – O que é isso? – Disse o homem careca quando avistou a loira entrando. – Me desculpe! Onde fica o banheiro? Que coisa! – Disse Emma fingindo estar bêbada e batendo as mãos ao lado do corpo em sinal de raiva, enquanto olhava para os lados a porta fechou-se atrás de si. – Preciso... Vocês estão jogando pôquer? – Perguntou inocentemente. – É um jogo privado, dê o fora. – Disse a mulher com uma voz rude, enquanto encarava Emma de cima em baixo. – Posso jogar? – Emma insistiu. – Parece que você não entendeu direito. – Disse o homem careca fazendo careta enquanto falava com um sotaque pesado. – Sejam mais simpáticos, eu tenho grana! – Emma falou, cambaleando um pouco, colocando seu corpo pra frente e abrindo os braços, andou até a mesa e enfiou a mão no bolso de dentro de sua jaqueta. O homem de cabelos arrepiados, que até agora não havia se pronunciado, se mexeu na cadeira, levou a mão até sua jaqueta e a afastou expondo um revolver. – Legal cara, você é gente boa. – Emma disse com uma voz grogue para o homem de cabelos arrepiados, sorriu e abaixou a cabeça. – Estão vendo? Entendem o que estou dizendo? – Ela mostrou um rolo de dinheiro e passou perto dos rostos dos jogadores, levou até perto de seu nariz e cheirou o dinheiro. – Sacaram? Alguém interessado? – Eles se olharam entre si duvidosos. – Não, porque eu vou ganhar de vocês. Eu entendo. – Ela os provocou, levou o dinheiro de volta desajeitadamente na direção do bolso interno de sua jaqueta e o deixou cair no chão, ela agachou para pegá-lo. – Escutem, eu quero... Sapato bacana, cara! – Ela disse enquanto tateava o chão para pegar o dinheiro, bateu sua cabeça na cadeira e a segurou, se impedindo de cair. Os jogadores a observavam atentos, vendo uma oportunidade. – Opa. – Ela disse quando voltou a ficar de pé e cambaleou um pouco. – Aqui tem uma cadeira vazia! – Ela disse apontando para a cadeira que havia batido com a cabeça. – Essa é a cadeira do Jeff. – O homem careca respondeu rapidamente, quase não deixando a loira terminar a frase. – Cadê o Jeff? Eu não o vejo. – A loira começou a olhar para os lados a procura de mais alguém, deu um giro em volta de si mesma. – Ele ainda não voltou. – A mulher disse séria. – Então eu vou me sentar aqui. – Ela apontou para a cadeira novamente. – A menos que... – Ela levantou as mãos para o lado e sorriu de um modo sacana. – Eu seja boa demais pra vocês. – Disse enquanto cambaleava pra frente e pra trás, sem tirar o sorriso do rosto.

~

Regina observava o quarto seriamente, havia cortinas vermelhas por todo lado. Ela fechou os olhos, levantou a cabeça e respirou fundo. Abaixou a cabeça, abriu os olhos e sorriu ao ver um homem se aproximando, ele usava um roupão vermelho, tinha um cabelo castanho, olhos castanhos escuros que ao verem a morena se iluminaram, caminhou para mais perto dela e parou, a observou e um sorriso safado escapou por entre os lábios, fez um gesto de "e ai" com a cabeça em direção a morena, que o olhou e abaixou o olhar novamente, começou a desabotoar seu sobretudo enquanto voltava seu olhar para o homem parado a sua frente. Tirou o sobretudo e o jogou no chão do quarto, a boca do homem formou um "o" de surpresa, enquanto fitava a morena usando um espartilho preto, ela continuava o encarando, enquanto arrumava sua luva, mexeu em seus cabelos e virou a cabeça de um modo sensual para que ele se ajustasse, voltou seu olhar novamente para o homem, dessa vez o olhar carregava sensualidade.

~

– Prata pura. – Emma disse jogando seu relógio em cima da mesa. – Beleza. – Falou o homem de cabelos arrepiados. Emma bateu palma e apontou com o indicador para o centro da mesa com as duas mãos. – "À nossa fuga. Com amor, Regina." – O homem careca leu a gravação que havia atrás do relógio. – No monte... Coloque no monte! – Emma disse apontando agora só com uma mão para o centro da mesa. Continuaram jogando. – Wooow! – Emma disse olhando para o homem de cabelos arrepiados. – O que foi se machucou? – Disse o homem careca se dirigindo ao outro. – Estão ferrados! – Emma disse batendo com a mão na mesa. – 60 dólares? Eu pago. – Disse o homem de cabelos arrepiados para Emma, que sorria triunfante, ela bateu palma novamente e esfregou uma mão à outra, e assim continuaram a partida, rindo e bebendo.

– O que diabos é isso? – Disse um homem entrando na sala onde estavam jogando o pôquer. Todos se viraram para encará-lo. – Desculpe, Jeff. – Disse a mulher de cabelos ruivos. – O jogo acabou pra você, linda. – Disse o homem de cabelos arrepiados para Emma. – Você é o Jeff? – Emma perguntou virando-se para o homem que estava de pé. – Sim. – Ele respondeu. – Não me diga! – Emma disse o olhando. – Está procurando trabalho, garota? – Jeff perguntou olhando com uma expressão de dúvida para a loira. – Você é o trabalho. – Emma disse com a voz confiante e séria, enquanto apontava com uma arma por entre um buraco de sua jaqueta para Jeff sem que ninguém percebesse. Emma soltou dois tiros e Jeff caiu de costas. Ela voltou seu olhar sério para os outros que ainda estavam sentados e procurando por armas, apoiou seus pés firmes no chão e se empurrou ainda sentada na cadeira para pegar distância deles, segurava duas armas, uma em cada mão e as apontava para os jogadores, a cadeira que foi arrastada bateu na porta e a fechou, Emma começou a atirar. Logo se levantou da cadeira, ainda apontando a arma para os corpos no chão, observou seu trabalho, e guardou as armas. Pegou seu relógio de volta e observou a carta de seu oponente. – Par de três. – Jogou-as na mesa e saiu da sala calmamente.

~

O homem estava ajoelhado, com as mãos algemadas nas costas, só usava uma calça. Regina andou para trás dele e passou um chicote seguindo a linha da coluna do homem. – Tem sido um menino mau? – Ela perguntou enquanto continuava passando o chicote nas costas do homem. – Sim. – Ele respondeu em um sussurro. Ela bateu com o chicote nas costas do homem que soltou um gemido e sorriu. Ela caminhou em volta dele com o chicote apoiado em seu ombro. – Sabe o que acontece com meninos maus? – Ela perguntou, enquanto ele a encarava desnorteado com a beleza e sensualidade daquela mulher. Ela bateu novamente com o chicote nas costas dele. – Uh... – Ele soltou um gemido novamente, sem tirar os olhos da morena. – Eles são castigados. – Ela disse o encarando. – Então me castigue. – Ele disse com a voz baixa, enquanto recebia mais uma chicotada da morena, e outra, e outra... Regina, então parou e se colocou atrás dele, pousou uma mão no ombro do homem e sussurrou em seu ouvido. – Tem vendido armas para gente má? – A expressão do homem mudou de desejo para medo em um instante. Regina colocou uma das mãos no pescoço do homem, e a outra na diagonal na cabeça do mesmo, e em um movimento rápido só se pode ouvir um "creck" e um grunhido. Ela olhou para o homem caído no chão, sorriu e caminhou para pegar suas coisas. Do lado de fora os seguranças perceberam algo estranho e olharam em direção a porta do quarto do chefe. Regina colocou seu sobretudo de volta, quando ouviu batidas na porta. – Senhor? – Chamou um dos seguranças, e continuou batendo. – Está tudo bem? – Ele perguntou novamente. Regina olhou para o seu celular e olhou a hora. – Argh. – Grunhiu e se dirigiu à sacada. As batidas na porta ficaram mais intermitentes. – Ele não responde! – O segurança sem paciência e com receio, pegou sua arma, mirou na fechadura e começou a atirar, abriu a porta e viu seu chefe caído. Regina colocou a alça de sua bolsa presa na luminária que tinha na parede da sacada e saiu correndo segurando a outra alça, saltou da sacada do prédio sem medo. A alça de sua bolsa se esticava, até que os pés de Regina encontraram o chão.

Ela soltou a alça da bolsa, e um moço que estava de costas parado em frente a um táxi virou-se assustado para ela. – Táxi? – Ela perguntou a ele. Ele abriu a porta rapidamente e fez menção para que ela entrasse.

Notas finais
E ai? Estão gostando? Algum dúvida, sugestão, crítica? Estou aqui para aprender cada vez mais :D Então, comentem seus pensamentos, haha. Ficarei feliz! That's all, folks!