Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem... Ele não tem muita ação, ele mostra a vida delas, como está agora, o que é bem parado, mas é importante que vocês vejam como está. Quero agradecer a Swan Queen endgame pela recomendação! É a minha primeira recomendação *-* Muito obrigada mesmo! Fiquei muito feliz, isso me animou a escrever o capítulo. Espero que gostem! Boa leitura.

Regina já estava em casa, preparando o jantar, enquanto cortava os legumes, viu pela janela a luz do farol de um carro, fitou a janela por um momento, girou a faca que estava em sua mão, enquanto fitava o carro estacionar, girou a faca mais vezes habilmente entre os dedos, sem tirar os olhos da janela.

Emma estacionou o carro na garagem, procurou sua aliança no porta-luvas e a colocou de volta em seu dedo, apertou no controle o botão para fechar a garagem, e se olhou no retrovisor, viu que havia uma mancha em sua blusa, passou o dedo sobre a mancha e logo tirou o cinto de segurança, abriu a porta do carro e saiu. Procurou suas chaves na bolsa, olhou pela janela, e abriu a porta de casa. – Olá, querida! – Disse entrando. – Bem na hora. – Respondeu Regina sorrindo, odiava atrasos. – Está chovendo muito. – Disse Emma, enquanto caminhava até a cozinha para encontrar sua mulher, a loira estava toda molhada. – O jardineiro deixou o cortador de gramas lá fora. – Emma falava enquanto tirava de uma sacola plástica um tablete de queijo processado e entregava para Regina, a loira deu um rápido selinho na morena e continuou andando pela cozinha. – Como foi o trabalho? – Regina perguntou enquanto terminava de cortar os legumes para a janta. – Mais ou menos. – Emma respondeu enquanto jogava fora a sacola plástica e ia para o quarto se trocar. – Ah! Comprei cortinas novas! – Disse Regina soando animada e abrindo um sorriso. – Comprou? – Emma perguntou não mostrando tanta animação. – Aham. – Respondeu.

Após se trocar, Emma foi até a sala preparar um drink para si, enquanto fazia Regina se aproximou. – E então? – Perguntou a morena sorrindo e arqueando as sobrancelhas. – Hum? – Emma disse distraída com seu drink. – O que acha? – A morena perguntou apontando com a cabeça a cortina nova que havia comprado. Emma olhou para a cortina, cheia de babados, e de cor... Ela não sabia que cor era aquela, verde talvez? – Hãm... – A loira soltou, enquanto abaixava a cabeça e voltava para seu drink. – Um sujeito também queria o pano, chegou a por as mãos nele... Mas eu levei. – Regina disse, com os braços cruzados, mostrando-se orgulhosa do feito, enquanto encarava sua nova cortina. – Claro que você levou. – Emma a olhou por instantes e logo abaixou o olhar novamente. – São verdes. Teremos de revestir os sofás e trocar o tapete. Um persa talvez. – A morena avaliava as opções, ainda com os braços cruzados. – Ou podemos manter os mesmos. – A loira não se importava com essas coisas. Regina descruzou os braços e os levou até as costas, olhou para frente por um momento, fez um bico com os lábios em sinal de impaciência, e virou-se para sua mulher. – Já falamos disso antes, lembra? – Emma a olhou enquanto pegava um pedaço de azeitona que estava em sua bebida e levava na boca, acenou para Regina com a cabeça e caminhou até onde a morena estava. – Sim, eu me lembro, e lembro que nós combinamos em esperar. – Regina suspirou fundo, apoiou os braços em sua cintura e fitou a cortina. – Se você não gosta, posso devolver. – Emma a olhou, virou a cabeça de lado e respondeu. – Tá bom, eu não gosto. – Regina a olhou, sorriu enquanto comprimia seus olhos. – Você vai se acostumar com elas. – A loira acenou positivamente com a cabeça e disse um “Yeah” desanimado enquanto se virava e saia do cômodo.

A chuva ainda caia forte, o cortador de gramas teria que ser tirado do jardim, Emma, então colocou uma capa de chuva e foi até lá. Empurrava o cortador com uma só mão, com dificuldade, enquanto a outra segurava a touca da capa para não sei molhar. Enquanto isso Regina se equilibrava em um pé da cadeira, com os seus pés nos braços da mesma, enquanto usava saltos, para arrumar a sua nova cortina.

Emma terminou de guardar o cortador de gramas, tirou a capa de chuva, a pendurou, e voltou para dentro de casa, pegou as correspondências e foi andando até a sala enquanto as analisava. Regina ainda estava arrumando a cortina, se equilibrando na cadeira, quando ouviu os passos de Emma, logo se arrumou, e fez com que os quatro pés da cadeira tocassem o chão novamente e virou-se para onde sua mulher estava chegando. – Zero por cento de juros até março. – Disse Emma, finalmente tirando os olhos das correspondências e olhando para Regina, que a olhou e virou-se para a cortina, pegou uma tesoura em seu avental e cortou uma linha.

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– Segundo encontro, aqui estamos. – Dr. Whale disse. – Voltou sozinha, por que veio? – Completou fitando a mulher na poltrona.

– Não tenho certeza... – Emma disse enquanto cruzava as pernas, olhava pro lado e voltava a olhar para o terapeuta. – Quero deixar claro que amo a minha mulher, quero que ela seja feliz. – Dizia enquanto gesticulava com as mãos. – Desejo tudo de bom a ela. Mas tem horas que... – Ela virou a cabeça um pouco de lado, fitou o terapeuta. Voltou sua cabeça na posição normal, levou as duas mãos no ar, colocou as mãos em L, com as palmas pra dentro e balançou pra baixo e pra cima enquanto fazia uma expressão brava. Suspirou, e se arrumou na cadeira novamente.

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Regina estava deitada em sua cama, lendo um livro, quando Emma se sentou na cama, deitou-se e apagou o abajur que estava do seu lado e se ajeitou na cama para tentar dormir. Regina continuava sua leitura, sem preocupações. Emma virou-se para sua mulher e pediu gentilmente. – Querida, dá pra... – Foi cortada pela voz rouca e firme da morena, que disse. – Só mais cinco minutos.

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– Tem esse espaço enorme entre nós. – Ela disse levando sua mão no ar de um ponto até outro formando um arco, reforçando a palavra "enorme". – E só vai aumentando, à medida que a gente não diz as coisas. – Ela disse fechando os olhos lentamente e os abrindo, olhou para o terapeuta e fez uma expressão de dúvida. – Como isso chama? – Perguntou.

– Casamento. – Dr. Whale disse. Regina fitou sua aliança por alguns segundos. – O que não dizem um ao outro? – Ele perguntou.

Regina continuou fitando sua aliança por um momento, logo desviou seu olhar pra baixo, e virou sua cabeça para o lado. Suspirou e revirou os olhos. – Ham... – Começou olhando para o terapeuta. Soltou um sorriso e nada disse.

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Ambas estavam sentadas na mesa de jantar, cada uma em uma extremidade da mesa. Emma lia um jornal. – James of the Yukon recebeu três estrelas. – Ela disse dobrando o jornal e colocando-o de lado. Regina mexia delicadamente em sua comida. – Parece gostoso, receita nova? – Perguntou Emma olhando para o seu prato, e voltando seu olhar para Regina, que levava uma taça de vinho até os lábios, arqueou as sobrancelhas e sorriu entre o copo. – Acrescentei ervilhas. – Ela disse colocando o copo de volta à mesa e fitando Emma com um sorriso torto e as sobrancelhas ainda arqueadas. – Ah, ervilhas... – Emma disse fazendo um gesto de positivo com a cabeça, e entortando um pouco os lábios. – Isso! É o verde. – Ela disse olhando para o prato. Regina voltava a mexer em seu prato, olhou rapidamente para Emma, deu um sorriso de um segundo e logo abaixou o olhar. – Queria, pode me passar o sal? – Perguntou a loira, cortando um pedaço de carne em seu prato. – Está no meio da mesa. – Respondeu Regina levando o garfo até a boca e olhando para Emma, que tomou um pouco de vinho e olhou para Regina. – No meio da mesa? – Emma perguntou abaixando o olhar e entortando a boca. – Sim, entre você e eu. – A morena respondeu e olhou para Emma, que a olhava de volta incrédula, ainda segurando a taça de vinho.

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Regina fitava Dr. Whale, ela estava com as pernas cruzadas, e os braços apoiados nas pernas. – Você é sincera com ela? – Perguntou o terapeuta. – Bastante. – Ela respondeu sem hesitar. Deu de ombros e pegou ar. – Não que eu minta pra ela ou algo assim. Tenho pequenos segredos. – Ela sorriu. – Todos tem segredos. – Soltou um riso rápido e logo ficou com sua expressão séria usual novamente.

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Emma estava sentada na sala, com um jornal e lápis em mãos, enquanto olhava para o outro cômodo, um pequeno escritório, que tinha portas de vidro, que estavam fechadas, Regina estava falando ao telefone e sorria largamente, enquanto mexia em seu notebook que estava em cima da mesa. Emma virou seu rosto, estava com uma expressão pensativa e voltou para suas palavras-cruzadas.

Regina se trocava, vestia um sobretudo preto, que cobria até seus joelhos e uma bota preta. Estava distraída se arrumando, quando escutou um baque. Emma havia puxado a gaveta brutalmente. – Nossa! Você me assustou. – Regina disse virando-se para a loira, que estava de costas mexendo na gaveta. – Desculpe, querida. Estava procurando... – Mostrou um papel, que a morena nem se deu o trabalho de se virar e olhar, estava ocupada se perfumando. – Você vai sair? – Emma perguntou jogando de volta o papel na gaveta. – Sim, deu pane em um escritório de advocacia e o mundo acabou. – Regina disse se virando e andando até o guarda-roupa, pegou um lenço, e colocou-o em seu pescoço. – Não vou demorar, é rapidinho. – Disse saindo.

Notas finais
E ai, o que acharam da vida delas? Haha. Próximo capítulo teremos o real trabalho das duas revelado. Bom, não deixem de comentar e dar opiniões. Quero saber o que vocês acham! Obrigada a todos que leem a fic! That's all, folks!