Notas iniciais
Gente, essa é a segunda vez que posto essa fanfic aqui no site. Mas dessa vez é pra valer.
Enfim, espero que gostem e boa leitura.

Como sempre, Sophie estava trancada em seu quarto, por ordem do imperador Julius V, por possuir o toque da morte. Mas havia algo diferente, sua tia acabara de morrer há duas semanas. Há bastante tempo, fora decretado que os magos que nascessem com o toque da morte seriam levados para uma instituição afastada da população, porém se houvesse alguém na família com tal poder, soubesse controlá-lo e quisesse ficar com a criança, a mesma poderia ficar em sua casa, mas eram proibidos de sair da mesma. A pessoa que cuidara de Sophie era sua amada tia, Jasmim, que também possuía o toque da morte, mas ela morrera. A morte chega para todos, até mesmo para aqueles que a possuem.

Xainen é um país de magos, onde cada pessoa nasce com um poder específico hereditário. O Toque da Morte é considerado como uma maldição. Diferente dos demais poderes é possível nascer com o toque da morte ou desenvolvê-lo com o tempo.

Sophie possuía o poder da ilusão, assim como o de sua avó materna, Clarie. Alicia tinha o poder da água e do fogo, herdados de seus pais, era extremamente raro alguém nascer com o poder de controlar esses dois elementos. Falando sobre os pais das gêmeas, sua mãe morrera logo após o parto, sobrando então, apenas o pai.

Alicia vivia normalmente, com todos os outros magos da sua idade, quatorze anos, com orientação de mestres e com vários amigos, já que não possuía o toque da morte. Ela era bastante popular entre as pessoas do Reino, já que era a única de lá que podia controlar água e fogo. Herdou os cabelos ruivos de sua mãe, Callie, e os olhos azuis de seu pai, Ryan. Já Sophie, herdou os cabelos ruivos e os olhos verdes de sua mãe, Callie.

Tudo o que Sophie queria era ser como sua irmã, ou que pelo menos que alguém conversasse com ela. Nunca se sentira tão só, sem objetivos, sem sonhos, tão sem vida. Seu passatempo preferido era ler, livros eram seus melhores amigos, eram seu refúgio.

Um dia, ela iria ver a luz do Sol além da janela de seu quarto. Um dia ela iria ver a Lua e as estrelas no imenso céu noturno. Um dia ela iria tocar em seres vivos sem preocupar em matá-los. Um dia iria ser vista sem ser considerada uma aberração e talvez até ter amigos. Um dia, um dia ela iria ser livre.

Não apenas ela, mas todos os que eram como ela.