Morte Justa
9 Labirinto de Jack risonho - o final
Notas iniciais
Fui ver como estava Jack. Quando cheguei na sua sala especial, vi que ele brincava com tripas. Parecia estar se divertindo com aquilo. Pobre alma ignorante, se divertindo com tão pouco. Assim que ele se preparou eu pensei em sair da sala, mas o primeiro e o segundo grupo entraram juntos na sala.
No primeiro grupo estava Joshua, Alice, Emma e Ryan. E no segundo estava Tyler, o loiro metido que me enche a paciência, Rebeca que é uma linda hippie morena, Amy uma nerd viciada em games e por fim Lindsey que mexia em seu Iphone dourado e cheio de brilho.
– Guarda isso, bicho burro! — Amy arrancou o celular das mãos de Lindsey.
– Grossa, não vê que ainda estou chocada com a morte de Lia. — Lindsey chorou lagrimas de crocodilo. — E Chloe também se foi.
– O que a bosta do seu celular tem a ver com seu "luto"? — Amy devolveu o celular. — Se pegar essa bosta de novo te faço engolir ele pelo cu.
Deu pra notar o espanto de todos quando ouviram aquela nerd que normalmente estava quieta no seu canto, falando de repente algo tão grosseiro. Até eu me espantei.
– Eu já guardei o celular, não precisa me machucar, Amy.
– Do que está falando? — Amy virou para ver o que estava acontecendo. Uma mão decepada agarrava a perna de Lindsey.
Lindsey ia gritar, mas Rebeca cobriu sua boca. Tyler pegou a faca que tinha recolhido no chão e esfaqueou a mão, até que ela finalmente se soltou da perna de Lindsey, deixando uma enorme mancha roxa.
Eles escutaram uma risada sinistra. Todos se apavoraram e ficaram quietos com os olhos esbugalhados.
– Uuh que clima tenso. Acho que me arrepiei, a não, era só impressão mesmo.
Todos olharam para trás.
– Ah, vocês também perderam um membro cada grupo. Engraçado, acho que todos perderam uma pessoa. Sabiam que são os últimos no labirinto? Os outros estão nas cabines tremendo mais que pinschers.
– Você... Melanie. — Tyler olhou-a de baixo a cima. — Em que grupo está?
– Como você é idiota. Não vê que eu sou parte deste pesadelo também? Minha amiga me convidou para participar. Enfim, ele ta chegando aqui, se eu fosse vocês vazava, estou indo. — Ela abriu asas negras de pena, e voou até mim.
– Estou sentindo cheiro de carne fresca! — Jack começou a rir macabramente.
Eles imediatamente se separaram e Joshua se perdeu de seu grupo. Ele olhou em volta e não viu ninguém, quando olhou de novo uma sombra passou rapidamente por ele.
– Jeff tirou seu olho, que pena, essa tarefa é minha. — Jack disse tranquilamente com um facão na mão, ele foi em direção ao braço de Joshua e conseguiu fazer um grande corte.
– Sai daqui, desgraça. — Joshua empurrou Jack para longe e correu muito, até se deparar com uma porta, desesperado abriu-a e acabou em sua cabine. — Eu sai..? — Ele percebeu que estava trancado na cabine, e viu que os seus colegas também estavam.
– Parabéns, sendo o líder do grupo você libertou os outros também, agora descanse na sua cabine, os membros do seu grupo estão nas cabines deles, logicamente menos os que morreram. Agora só resta o grupo de Tyler.
Tyler e seu grupo ainda corriam pela sala de Jack. Jack acabou se encontrando com Lindsey, que tentava iluminar o caminho com seu Iphone. Ela berrou de horror quando viu Jack.
– Ora, ora. Que linda garota que achei, que sorte! Mas acho que ficaria mais linda mostrando sua beleza interior.
– Beleza interior? – Lindsey tremia.
– É, tenho certeza que seus órgãos são lindos!
Ela tentou fugir, então Jack foi de atrás.
– Por que elas sempre correm?
Ela correu o tanto que seu físico aguentou, então parou quando se viu encurralada.
– Droga! – Ela olhou em volta e viu Jack se aproximando. Chorou, suou frio, se descabelou, não sabia mais o que fazer, então em um ato de desespero pegou um facão que estava na mesa de Jack.
– Vamos lá, seja boazinha, eu prometo que acabo com sua dor rápido. – Ele riu como um maníaco que é.
– Fique longe de mim! – Lindsey gritou.
– Eu não vou te machucar... Muito.
Eu observava ela da minha sala, pela câmera que tinha colocado lá.
– Me deixe em paz, seu monstro.
Ele caminhou devagar até ela, e ela recuava cada vez mais. Até que bateu a cabeça em uma estante cheia de vidros com órgãos dentro. Um desses vidros caiu sobre a cabeça dela e a fez desmaiar na hora.
– Não sei porque elas correm, sempre acaba do mesmo jeito, ou quase sempre.
Ele a colocou em sua mesa de tortura, amarrou seus braços e pernas. Então pegou um bisturi.
– Então doutor, como realizaremos esse processo? – Ele se perguntou tentando fazer uma voz mais feminina. – Acho que vamos fazer devagar e aproveitando os gritos da paciente ao máximo. – Ele se respondeu agora com a sua voz normal, em seguida riu.
– Parece uma criança. – Eu falei enquanto olhava para a tela.
Ele fincou o bisturi na perna dela e da coxa até o pé ele cortou, ela acordou na hora que sentiu o corte. E gritou alto.
– Os gemidos de prazer excitam os homens, os de dor me excitam. Ha-há.
– Pare! Por favor.
– Oh, aprendeu a ser educada?
– O que...
– Bem que a demônio peituda disse que você era mal educada.
– Esse maldito me chamou de que? – Eu bati na mesa com força. – Nem ter a decência de aprender meu nome ele teve. Maldito.
– Não, porra, me solta veado.
– Como disse? – Ele pegou uma serra e encostou no corte que tinha feito na perna dela, apertou e começou a serrar sua perna, o sangue dela quase que jorrava nele.
– Não! Me solta, por favor... – Ela estava quase sem força para responder.
– Ei! Babaca de merda! – Amy sacudiu os braços. – Vem me pegar, cuzão.
– Outra bela moça, porem mal educada também, vou ter que ensinar da pior maneira.
Amy correu um pouco até Tyler provocar Jack e ele ir atrás de Tyler. Amy correu até onde estava Lindsey.
– Eu não vou perguntar se está bem, seria muito clássico de filmes de terror. – Amy soltou os braços e pernas que estavam atados.
– Por que está me ajudando?
– Todos merecem uma segunda chance, não importa o quão fútil você é.
– Ei.
– Vamos sair daqui, Tyler achou a saída, mas não podíamos te deixar sofrendo.
– Obrigada...
– Para de viadagem e vamos.
Rebeca correu até ali também e ela e Amy levaram Lindsey até a porta. Esperaram Tyler, mas ele não chegava de jeito nenhum. Da tela eu via que Tyler conseguia desviar dos golpes de Jack, um bom físico de jogador. Até que ele despistou Jack e conseguiu seguir para a porta.
– Vamos sair daqui! – Ele disse para as garotas. E finalmente saíram.
– A primeira partida está encerrada. Todos vão para casa. Amanhã tem mais. Só lembrando que os ferimentos não estarão mais em seus corpos, só quando estiverem no jogo eles apareceram. – Falei no alto-falante, e todos voltaram para suas casas. – Não foram tão maus para uma primeira partida.
– Você se diverte com isso?
– Essa voz? – Virei. – Incrível, nunca te sinto chegando.
– Não respondeu a minha pergunta. – Ele mexeu em seus lindos cabelos cinza claros, quase branco.
– Se eu responder você terá que responder uma minha também.
– Feito.
– Me divirto muito, vejo pessoas ruins pagando por pegados e pessoas boas sempre mostrando serem piedosas com as ruins.
– Entendi. Mesmo que ainda seja contra seu método.
– Você se move pela luz? Por que se se movesse pelas sombras eu te sentiria chegando.
– Posso me mover por ambos.
– Por que?
– Peeeém. Era só uma pergunta. – Ele fez um barulho de campainha – aquelas de jogos de televisão.
– Tudo bem. Eu ainda vou descobrir o que você é.
– Boa sorte com isso...
Eu me levantei da cadeira e fui até ele.
– O que quer aqui, afinal?
– Só queria te ver.
– Me engana que eu gosto.
– Gosta?
– É uma expressão. Ah, deixa para lá.
Ele me prendeu contra a parede, e colocou uma mão em baixo de meu queixo o levantando.
– Você fica cada vez mais linda.
– Linda, porém mortal. Agora se afaste e saia logo daqui.
– Ha-há, nunca muda. Okay, até mais.
Ele simplesmente desapareceu, ele se move pela luz para que eu não o veja. Ele pode se mover pela luz e pelas sombras. Que tipo de ser pode fazer isso? Não consigo pensar em nenhum ser assim. Droga! Ele sempre me deixa confusa, mas eu juro que vou descobrir.
Fale com o autor