Morte Justa

10 Um dia tenso na escola e uma surpresa


Notas iniciais
Finalmente o que tanto quis escrever, escrevi. Não está muito comprido, mas é para gerar um suspense nos próximos caps Gostaram da surpresa?

Quando começou a semana de novo fomos à escola. Existia uma grande tensão na sala, devem estar confusos por suas feridas não existirem mais. Será que expliquei? Bem, eu disse que toda vez que viesse para o jogo iam estar curados, espero que tenham entendido. A maioria dos humanos se distrai fácil, assim fica difícil explicar as coisas.

Neste dia Melanie estava especialmente radiante. Tá, ela sempre foi feliz e animada, mas hoje... Está mais que animada. Parece que tudo deu certo com Slender, sem contar que o labirinto a alegrou, ela sempre amou ver alguém se machucando tanto a ponto de jorrar sangue. Eu sei que alguém com aquela simpatia estampada no rosto não parece gostar dessas coisas, mas ela se torna extremamente diferente quando está matando.

– O dia está tão bonito. — Melanie disse quando se formou um silêncio.

– É verdade. — Slender, ou melhor, Jake respondeu.

Novamente se formou um silêncio insuportável, que era tão agoniante quanto andar com uma espada angelical fincada no coração. Eu olhei melhor para Melanie, e vi que ela segurava a mão de Slender, estavam com os dedos entrelaçados. Na hora eu não pude me conter e fiz uma expressão facial com extrema malicia, Mel viu e corou na hora.

– Ó, é verdade, lindo dia... Ainda mais para se namorar... — Eu disse, dando um sorriso malicioso.

– Como assim, Charlotte? — Jeff entrou na conversa. — Namorar com quem? Do que está falando?

Ciume era pouco para descrever o que Jeff sentiu naquele momento, eu virei o rosto para explicar, mas ele não calava a maldita boca. Melanie ri na hora.

– Então, Jack, está pronto para começar seu labirinto? — Mudei de assunto bruscamente para ver se Jeff se calava.

– Sim, já de dei os detalhes, não é? — Jack respondeu.

– Sim, sim, creio que será bem complicado esse...

– Para fazer?

– Para os competidores, fazer eu já fiz, não foi dificil arrumar o local.

– E vamos começar quando? — Melanie olhou para mim, estava curiosa.

– Essa noite, é claro. Eles descansaram no final de semana, os desafios são todos os dias da semana.

– Ah, estou tão ansiosa para o meu labirinto. — Melanie suspirou.

– Ha-ha, não se preocupe vai agir antes do seu ainda.

– Yay, obrigada! — Ela me abraçou.

– Não tem de que, bobinha. — Retribui-a.

Finalmente um professor entrou na sala. Toda mesma besteira que eu escutei vários séculos — bem só os que eu ia para o colégio — cada vez mudando um pouco voltou.

Assim que acabou a aula o professor sai, e os alunos são barrados por Slender e Jeff que ficavam na porta.

– Hey, babacas. Não esqueçam, essa noite vamos todos brincar e nos divertir novamente, como na ultima vez. Não esqueçam da hora. — Eu disse com um tom de sarcasmo, em seguida fiz um sinal para Slender e Jeff saírem da porta.

Hoje a noite... Jack escolheu bem o estilo de labirinto, vai ser bem arriscado. Ainda faltava muito tempo para o jogo. Pensei em ficar pela escola, já que está tudo preparado. Todos foram para o lugar onde a Morte Justa acontece.

Senti uma pressão forte, parecia que alguém com grande poder estava por perto. Me apavorei, eu estava quase tremendo. Aquela força toda me fez lembrar do papai. O que aquele velho ia estar fazendo aqui? E o que há com esse perfume, esse perfume familiar.

– Você é a que se denomina Filha de Lúcifer? — Uma voz suave e feminina disse.

– Sim... — Me virei para ver quem era. Meus olhos se arregalaram, foi automático.

– Oh, que bom. Pois eu me denomino...

Na minha frente, eu não acreditei no que vi, lagrimas escorreram dos meus olhos e não pude conter aquele sentimento que tinha esquecido a muito tempo, até já tinha sentido, mas não com aquela intensidade... Felicidade.

Naquele momento senti que a melhor escolha que eu já tinha feito na minha vida tinha sido ficar na escola após as aulas. Eu não consigo acreditar nisso. Ninguém tinha me contado que ela estava de volta.

– Você voltou para mim, mamãe! — Eu disse com a voz tremula, choramingando.

Ela continuou:

– Me denomino esposa de Lúcifer, e único anjo que caiu e continua puro.

Notas finais
Comentem, por favor!