Morrendo e Matando

7 Mello, R, meu pai e o resto da força tarefa...


Notas iniciais
Olá meus docinhos de figo em calda! Como estão? Admito que este cap é um pouco mais transitório, mas é parte essencial da história. Boa Leitura!

(POV L)

– Eu estou bem mãe, prometo que tomo cuidado!- Depois de mais de um mês, minha mãe não queria me deixar de novo. Eu estava mais ou menos curado, apesar das palavras sairem meio emboladas da minha boca.

Near havia crescido e muito! Estava ouvindo o fone, no quarto e já que não pude sair, dei uma passadinha lá pra ver como o baixinho estava. Toda aquela experiencia havia dado muita maturidade ao loirinho. Já podia-se notar mudanças, como a música alta que vinha do quarto, coisa que ele nunca fez:

– Near?- Bati na porta, escutando o baixinho cantar alto lá dentro.

– Eyes in the sky...!

– Near?- Bati mais forte.

– Gazing far...into the night!- Ignorado mais uma vez. Mas que raios ele aprontava lá dentro?!

– NEAR!- Praticamente arrombei a porta entrando bruscamente, e o peguei numa cena um tanto cômica. Ele estava brincando com seus robozinhos, e cantando. De branco, o baixinho foi para vermelho tomate.

Ri demais. Não consegui controlar, o que só o fez enrubescer ainda mais, se é que isso era possível.

– Lynn! Você tem que bater na porta!- Ele ralhou nervoso, tentando esconder seus brinquedos infantis demais pra idade. Típico do Near.

– Claro, como se você fosse escutar!- Disse diminuindo o som.- Aliás, quer dar uma volta?

– Pode ser.- Ele disse guardando os robôs. Descemos rápido e saimos, com a demorada permissão da mamãe.

Era horário de pico e as ruas estavam um caos. Near andava calado, sem olhar pra mim.

– Tá tudo bem?

– Claro. Estou apenas pensando. Se o Kira um dia morrer, será que...tudo isso que estamos vivendo vai acabar.

Sorri. Oportunidade perfeita para a lição mais importante.

– Acho que alguém teria de sucede-lo.- Joguei a indireta no ar.

– Mesmo assim, essa pessoa teria que pensar exatamente como ele, mas de toda forma, só existe UM Kira.

– Por que pensa tanto no Kira?

– Acho que..ele é meu herói.- Meu Deus! Que vontade de rir e sair pulando pra comemorar! Mas não, contenha-se L!

– Por que ele é seu herói?

– Porque...ele tem punido gente como o cara que te sequestrou, não quero que outras pessoas passem por isso. Pelo desespero que eu e você passamos.

OH YES! Eu consegui! Sucessor convencido com sucesso! Eu mal podia me conter de tanta alegria.

Mal sabia eu que essa euforia duraria pouco...

***

(POV L)

Três dias depois da vitória do século que eu havia obtido, o baixinho começou a fazer aulas de inglês britanico. Segundo meu irmão nerd, era muito importante. Então fui buscá-lo no local das aulas.

Entrei no local um tanto inovador e parei frente a porta.

– Olá? Eu vim buscar Near Lawliet!- Gritei. E quando a porta foi aberta, levei um susto.

– Você...- O mesmo sorriso cínico. O mesmo cabelinho channel loiro. Mello.

– Olá Lynn, há quanto tempo.

Nisso, Near saiu.

– Bye bye teacher! See you tomorrow!- Espera aí! O Mello é professor do Near? Isso não é bom, nem um pouco, nada bom!

– Vá na frente, baixinho, tenho de falar com seu professor...

Near assentiu e eu entrei na sala fechada pra falar com Mello, que mordiscava uma barra de chocolate.

– O que quer de mim?!- Entrei já dizendo.

– Saber como você mata...Kira...- Empalideci. Estremeci. Não tem palavras pra definir como me senti.

– Está brincando comigo, certo?

– Vamos Lynn, não tente negar...eu sei que é você! E se não quiser Near espancado, estuprado e outras coisas em que sou muito bom, vai me dizer como você mata!

– Ficou louco?!- Tentava não encarar a cicatriz grande no rosto. Provavelmente do dia em que fugi.

– Vou ficar pedófilo se não me disser...- Mello provocava, engolindo o último pedaço do chocolate, me pegando em minha própria frase. Droga! Se algo acontecesse com Near eu nunca me perdoaria, e muito menos perdoaria o Mello.

– Posso te dizer, mas preciso do seu nome completo...

– Não caio nessa. R alertou os cidadãos. Eu você não engana!- Caramba, to quase voando no pescoço desse cara. Mas vamos lá, o jeito é né...

– Certo...passe na minha casa amanhã e conversamos. Mas se encostar um único dedo num dos fios brancos do meu irmão, eu mesmo vou te matar...da pior forma que conheço!

– E quantas formas conhece?- E mais uma vez, Mello me encurralou em minhas próprias palavras. Estava me irritando, tanto que deixei escapar um suspiro de frustação.

– Está nervoso Lynn? Pelo visto seu irmão vale muito mais pra você do que qualquer outro parente. Imagine o que aconteceria se eu desse essa informação preciosa a grupos que estão te seguindo? Você não seria idiota de se revelar...- Mello...será que você é uma máquina? Desafia pessoas em suas próprias emoções, percebendo em apenas um único suspiro, detalhes significativos na vida desta. Isso me irritava profundamente, mas eu não deixava transparecer. Continuava impassível.

– Amanhã às 20:00. Não esqueça.- Disse abrindo a porta e batendo com todas as forças em seguida. Olhei para meu irmão que estava me esperando com mochila nas costas e livrinho de inglês britânico nas mãos. Não perdia uma oportunidade sequer de estudar.

Mello, R, meu pai e toda a força-tarefa atrás de mim e os dois primeiros estão buscando cada passo que dou, cada movimento que faço. Tinha como piorar? Sim. Sempre tem. O maior erro da humanidade é achar que não. Agora, meu irmão estava sob ameaças juradas de um maluco, que mais parecia a Madonna com aquele cabelinho channel! Nunca senti tanto ódio de uma pessoa...

Com o andar da carruagem eu não teria muitas opções se não matar a todos eles. E um destes era membro essencial de minha família. Tudo bem que nunca tive muita proximidade dele, mas eu pensava em minha mãe. Ela já estava abalada de mais nos últimos meses e matar meu pai agora também seria suspeito demais.

Embora tudo isso ocorresse em minha mente a milhão, eu também tinha outras coisas que me conformar. O fato por exemplo, de estar tendo contato com R ou melhor, com Ryusaak e aguentar uma tremenda pressão. Fora que Near também me pedia ajuda nas lições.

Mesmo tendo um Death Note e um shinigami como Ryuuk ao meu lado, eu tinha de me concentrar em questões de adolescentes normais, para não levantar suspeitas! Ter uma namoradinha...estudar...entre muitos outros. E de qualquer forma, não posso deixar minha saúde em último lugar, já que mesmo meu interior ser sociopata sem vida, eu tinha que estar bem para preparar meu novo mundo.

Pensava nisso enquanto entrava em casa com o baixinho. Tudo silencioso demais. Foi quando Ryuuk me alertou:

– Tem câmeras por toda a parte! Cuidado!

R...Ryusaak...mais um plano seu? Hehe, mais um que NÃO me surpreendeu!

Notas finais
Adiós! Espero comentários. Vejo muitos leitores fantasmas, queridos! Comentar não cai o dedinho, até faz bem pro coração!