Notas iniciais
Desculpem a demora chuchus, mas logo logo as férias estão ae e postarei regularmente!

(POV R)

Eu com certeza suspeitava de Lynn. Sua percepção era extraordinária demais e ele poderia facilmente ser o Kira, no entanto ele não dava um sinal sequer de pensar assim, como um assassino. Aliás, estava ajudando até demais nas investigações...

Ele era muito parecido comigo, Lynn pensava como um verdadeiro detetive e seria um profissional se não estivesse sob minha suspeita.

Mas, com toda essa pressão em cima de um estudante, em estágio terminal, tratamentos...era impossível ter tanto tempo para matar assim. Porém, eu ainda não sabia como Kira matava. Por ataque cardíaco, sim, mas como fazer dezenas de presos terem ataques fulminantes, assim; de repente? Pessoas que estavam dentro de presídios sob proteção máxima e total de guardas e uma incrível segurança?!

Sinceramente eu já não dormia havia dias, e a Misa estava começando a me encher. Mas minhas olheiras nunca superariam as de Lynn, que tinham fundas e roxas marcas. Parecia que ele havia levado socos nos olhos!

Lynn odiava seu primeiro nome, e me pediu pra chama-lo de L. Estranhei, mas o delegado, pai dele me explicou que por ser tanto pra homem quanto pra mulher, Lynn sofreu muito bullying na escola, por isso, odiava esse nome.

– L, vai comer todos esses doces?- Disse, assustado com tamanho estoque de chocolates e outros que ele havia trazido pro hotel em que estávamos.

– Por que, você quer?- Me respondeu suave e natural.

– Não, mas não acha que isso te faria mal?

– Vou morrer mesmo, antes ter uma overdose de açúcar que morrer dolorosamente sem respirar, não acha?

– Por isso come tantos? Planeja suicídio?

– Não.- Me respondeu seco.- Planejo aproveitar a melhor criação do homem antes de partir.- E se virou comendo mais doces. Admito, L com certeza não é normal. Tudo bem, adolescentes com câncer terminal não devem ser super felizes, mas L passava do extremo do depressivo.

Entretanto, o garoto tinha uma super proteção com seu irmão mais novo, Near.

– Near foi pra escola hoje?- L perguntou ao pai.

– Foi.

– Pai! O garoto teve febre ontem! E o senhor o mandou pra lá?!

– Sua mãe não estaria em casa hoje, ele teve que ir.

– Por que não ficou com ele na delegacia ou o trouxe aqui? Sabe melhor que ninguém que ele é mais do que quieto.- L estava indignado. Mas pessoalmente, eu também achava que o delegado Lawliet negligenciava demais seu caçula. Tanto que ele ignorou a pergunta de L, que revirou os olhos, triste pelo irmãozinho.

No horário certo, me ofereci para buscar o garoto e deixa-lo vir conosco. Como ele deixou, fui conhecer o tão comentado Near.

Quando cheguei na escola, Near estava tentando pegar seu material nas mãos de um mais velho que o erguia para o alto, se aproveitando da pouca estatura do loiro, fazendo o pequeno de idiota. Near estava vermelho de raiva.

– Certo garotos, devolvam a ele.- Desci e fiz os meninos devolverem a ele.

– Quem é você?- Near me disse esfregando os olhos.

– Sou amigo do seu irmão.

– Lynn não tem amigos!

– Sou um detetive, venha comigo...- Desconfiado, o menino se afastou. Coloquei a mão na testa dele, e estava fervendo em febre.

– Vamos Near, seu irmão está te esperando...

Near me olhava como um impostor, alguém que não deveria estar ali. Demorei mais de trinta minutos até ele entrar no carro, ainda não muito convencido. Ele permaneceu em total silêncio durante o trajeto inteiro.

– E então Near, você se dá bem com sua família?- Tentei puxar assunto. Queria conhecer o garoto.

– É minha família, tenho que me dar bem com ela.- Resposta curta. Muito esperto ele, se eu fosse um sequestrador, um detalhe desses seria comum e eu jamais saberia que a família o negligencia.

Quando chegamos, ele correu pros braços do irmão num abraço muito apertado.

– Baixinho, está queimando de febre....- L retribuiu enfiando os dedos nos cachos brancos no irmão e o abraçando.

– Eu achei que ele era...

– Eu sei o que você achou, está tudo bem...Ryuzaaki, tem alguma cama pra ele descansar?

– No quarto de hóspedes, L.

Após minha resposta, L levantou com o irmão no colo, que era bem pequeno pra idade e o colocou na cama. O pai? Sequer cumprimentou o garoto. Até eu fiquei indignado com isso. L voltou e se sentou para continuarmos no caso.

– A propósito, Near está melhorando da febre de ontem, obrigado por perguntar pai.- L cutucou extremamente irritado.

***

(POV L)

Sinceramente, quando chegar o momento, terei um extremo prazer em matar meu pai. Pobre Near, ardendo em febre, quase delirando e meu pai reclamando para falarmos baixo para o ''caçula''- ele sequer se dignava em falar o nome do próprio filho!- não escutar, afinal era um caso policial totalmente sigiloso.

Eu estava no auge do ódio. Mas não podia deixar isso interferir nos meus planos. Discretamente, eu agendava as mortes enquanto anotava exercícios de matemática, já que tinha certeza de estar sendo vigiado por câmeras na minha casa. E tudo por enquanto ia muito bem, sem causar maiores suspeitas em R. Tenho certeza que ele foi buscar o baixinho apenas pra investiga-lo mais, já que Near é extremamente estudioso e sedentário em casa. Sair do quarto não existe pro Near.

Ryuuk andava pra lá e pra cá no quarto de hotel. Entediado assim como eu. E o tédio me faz refletir, coisa que eu mal tinha tempo ultimamente.

Eu matava sem remorso. Sem culpa ou pensar duas vezes. Será que tem um monstro dentro de mim? Ou ainda sou humano? Lynn Lawliet, é isso que eu sou: metade detetive, metade assassino.

Eu ria por estar dividido nessas duas partes. Ying e Yang, era até irônico! As vezes me pegava rindo sozinho e por nada. Estranho? Talvez. Assustador? Muito.

Mas Near estava quase lá. Mais um pouco e o baixinho estria pronto pra me suceder, e sinceridade, não ia demorar muito. Ryuuk o acompanhava quando estava de bom humor, ou me xingava por pedir quando estava de mal humor. O que era quase sempre.

Ryuzaaki...não sei se dá bem comigo pra ganhar minha confiança, ou por que gosta de mim, afinal ele é mais complicado do que eu! Não dorme, mal come e apenas investiga. A vida dele é esse caso. Me pergunto se é assim com todos que ele resolve ou se esse é especial demais. E quanto ao nome verdadeiro dele, está difícil descobrir, pois não é uma coisa que eu posso perguntar assim do nada. Eu praticamente me entregaria se fizesse tal coisa.

E me entregar eu não pretendo tão cedo. Tirarei R do caminho e Near antes de partir. Menos um pra me encher. Além de que hoje me encontraria com Mello e pra falar a verdade, aquele homem me cheirava problemas, assim como tudo o que ele faria se soubesse do caderno...mas ele que me aguarde...

Notas finais
Comente e L te dá um beijo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.